Governo, gestão de populações e subjetividades: balanço e perspectivas analíticas
Apresentamos um balanço do debate acadêmico sobre governo das populações nas periferias. Nacionalmente, argumentamos com base nas apostas analíticas e políticas: a promessa de integração das populações marginais pela mediação dos direitos sociais dos 1980; o desmanche neoliberal e o fim da hipótese superadora dos 1990; nos 2000, a compreensão de que a governamentalidade neoliberal opera pela multiplicação de regimes de governos. Internacionalmente, exploramos três eixos teórico-conceituais: a teoria da marginalidade; o conceito de governamentalidade e as antropologias do Estado. Destacamos, nos avanços, a atenção à complexidade de configurações históricas e a superação de fronteiras disciplinares rígidas, o que permite recompor perspectivas menos particulares e a constituição de novas ferramentas de análise para pensar a experiência brasileira.