Implicações da aceleração contemporânea na escala local: o caso do Estado de São Paulo
O objeto de estudo é a organização do espaço e busca conhecer as repercussões espaciais na escala local - urbana regional - do fenômeno de globalização. A hipótese central é que algumas unidades regionais herdadas de um passado recente estão se fragmentando e formando novas -regiões-. Podemos chamá-las de regiões científico-técnico-informacionais, sistemas locais projetados para funcionar como "máquinas", hardwares territoriais. A modernização seria a ideia motora dessas novas regionalizações. Desenvolvendo essa problemática, buscou-se compreender a matriz regional paulista a partir da formação dos municípios e do processo de constituição das regiões político-administrativas. No Estado de São Paulo, a aceleração contemporânea na escala local estaria interferindo nessa matriz historicamente formada pelas municipalidades e pela regionalização institucional. Como forma de conduzir a investigação de implicações como essas, contrapôs-se uma tendência recente de regionalização. No caso, a de um sistema de engenharia: a Hidrovia Tietê-Paraná. Buscou-se verificar se esse processo, que reúne um sistema de cidades, detém força de regionalização, é capaz de institucionalizar-se como região.