Ciência Ambiental

Parque Natural do Pedroso: uma unidade de conservação em área urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Ana Paula de
Sexo
Mulher
Orientador
Lima, Catharina Pinheiro Cordeiro dos Santos
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2011.tde-11072011-144930
Ano de Publicação
2011
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Paisagem
Unidade de conservação
Urbanização
Resumo

Este trabalho é uma análise sobre uma unidade de conservação de proteção integral o Parque Natural Municipal do Pedroso, em Santo André dentro de um contexto urbano. A paisagem do Pedroso é fruto de uma herança de processos econômicos e sociais, que atuaram na formação do território, configurando-o como um remanescente fundiário e um fragmento de Mata Atlântica. Parte da problemática atual advém dessa herança de apropriações, de exploração dos recursos da natureza e do contato com a área urbana que avançou sobre seus limites, e que atualmente representa uma pressão antrópica sobre essa área natural, envolvendo outros municípios além de Santo André. Da necessidade de garantir a integridade de um manancial de abastecimento da cidade é que surge o parque, inicialmente como uma reserva florestal, passando por um período como parque urbano com atividades voltadas para o lazer, e no final da década de 1990, sendo elevado a categoria de unidade de conservação, dentro de um arcabouço legal que visa proteger ecossistemas naturais e oferecer maior garantia a sua conservação. O que se discute a partir daí, são as contradições que essa legislação apresenta diante de um contexto urbano como o do Pedroso, tendo sido importada de uma realidade distinta da brasileira, a partir de um ideário que privilegia a conservação da natureza e não o homem integrado a ela. O enfoque da paisagem expõe a complexidade e a pluralidade de compreensões acerca do tema.

Referência Espacial
Cidade/Município
Santo André
Bairro/Distrito
Parque Natural Municipal do Pedroso
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-11072011-144930/pt-br.php

Licenciamento ambiental e arborização urbana: estudos de caso do Município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
FERREIRA, Laurita Bravo
Sexo
Mulher
Orientador
QUEIROGA, Eugênio Fernandes
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2011.tde-30012012-094458
Ano de Publicação
2011
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arborização urbana
Licenciamento ambiental
Sistema de áreas arborizadas
Sistema de espaços livres
Resumo
Este trabalho tem por objetivo analisar como o licenciamento de supressão de árvores contribui para a implantação da arborização urbana no município de São Paulo e salienta a importância do planejamento para a identificação das áreas com prioridade para sua implantação. Abordam-se as diferentes contribuições da arborização e suas funções como determinantes para a área de escolha da implantação de espécies arbóreas. Por fim, é realizado um estudo de caso no distrito de Santo Amaro onde o mapeamento da distribuição existente da arborização, associado aos mapas de temperatura aparente, espaços livres intraquadras, uso do solo e sistema viário, auxiliam a analisar as áreas com déficits de arborização através da identificação do sistema de áreas arborizadas. O entendimento desse sistema permite a implantação de arborização nas áreas mais deficitárias das funções proporcionadas pela arborização, como amenização da temperatura, filtragem do ar e diminuição das enchentes.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Santo Amaro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-30012012-094458/pt-br.php

A paisagem e os sistemas de espaços livres na urbanização contemporânea do interior paulista: estudo de caso da área entre São Carlos, Araraquara e Ribeirão Preto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
DONOSO, Veronica Garcia
Sexo
Mulher
Orientador
QUEIROGA, Eugênio Fernandes
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2011.tde-30112012-094922
Ano de Publicação
2011
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Interior paulista
Redes urbanas
Sistema de espaços livres
Urbanização contemporânea
Resumo

O trabalho tem como objetivo contribuir para a compreensão da expansão urbana e do papel do sistema de espaços livres, a partir de um recorte regional do interior paulista, que compreende os municípios de São Carlos, Ibaté, Araraquara, Gavião Peixoto, Américo Brasiliense, Santa Lúcia, Rincão, Guatapará, Luiz Antônio, Cravinhos, São Simão, Ribeirão Preto, Pradópolis, Dumont, Barrinha e Sertãozinho. Para tanto, partiu-se de um estudo histórico da formação da área de estudos, considerando a importância dos ciclos econômicos agrícolas e da industrialização, para compreender a dinâmica urbana e econômica atual e as principais ações e gestões municipais para o planejamento da paisagem, de maneira a compreender a importância dos espaços livres desde a escala regional aos lugares do cotidiano.

Referência Espacial
Cidade/Município
Dumont
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Sertãozinho
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rincão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Cravinho
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Pradópolis
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Guatapará
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Barrinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Simão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Ibaté
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Santa Lúcia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Gavião Peixoto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Luiz Antônio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Américo Brasiliense
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-30112012-094922/pt-br.php

Entre o rio e a serra: forma urbana e sistema de espaços livres na região norte do município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CARVALHO, Sidney Vieira
Sexo
Homem
Orientador
MACEDO, Silvio Soares
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2011.tde-13012012-094402
Ano de Publicação
2011
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Forma urbana
Paisagem urbana
Sistema de espaços livres
Resumo

O trabalho que se segue pretende debater uma área determinada da cidade, a região norte do município de São Paulo, a partir de dois arcabouços conceituais diversos e complementares: da forma ou morfologia urbana, e o sistema de espaços livres. Dando ênfase à compreensão de uma realidade material, a cidade, a partir de sua observação, montou-se um percurso que partiu dos conceitos básicos desses dois campos disciplinares. Em seguida, fez-se uma aproximação à cidade contemporânea, focando as últimas duas décadas no Brasil e no mundo, de forma a permitir a apreensão dos fenômenos que constituem a área de estudo. Após essa preparação, desenvolve-se um estudo de caso, dividido em três partes: o Casario, compreendendo os tecidos urbanos que configuram a região; os tipos edificados, olhando para as formas mais comuns de edificação; e o sistema de espaços livres, mostrando as características dos espaços livres. Finalmente, são lançados algumas hipóteses interpretativas sobre os fenômenos que permitem a constituição das periferias urbanos, sobretudo em seus aspectos morfológicos.

Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1990-década de 2000
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-13012012-094402/pt-br.php

Conjuntos habitacionais, espaços livres e paisagem: apresentando o processo de implantação, uso e avaliação de espaços livres urbanos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
BENVENGA, Bruna Maria de Medeiros
Sexo
Mulher
Orientador
MACEDO, Silvio Soares
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2011.tde-19012012-095256
Ano de Publicação
2011
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Conjuntos habitacionais
Desenho urbano
Espaços livres
Paisagem
Resumo
Os conjuntos habitacionais verticais populares, implantados na metrópole paulistana, a partir da década de 1960 até a atualidade, por órgãos públicos como a Cohab-SP - Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo e a CDHU - Companhia do Desenvolvimento Habitacional e Urbano e pelo Mercado Imobiliário, constituem em geral um espaço urbano diferenciado do restante da cidade. Idealizados com base nos princípios modernistas de padronização das edificações, repetição de tipos, abundância de espaços livres, setorização funcional e acessibilidade total, esses espaços se contrapõem de forma abrupta ao entorno de casas geminadas, densas com espaços livres reduzidos e fragmentados, e pela diversidade de usos existente nesses bairros. Apropriando-se equivocadamente do discurso da cidade modernista, apresentada pela Carta de Atenas no início do século XX, e do projeto concretizado em Brasília, tais conjuntos apresentam deficiências nos espaço propostos que são reincidentes na produção dos últimos 50 anos. A ideia inicial de constituição de um sistema de espaços livres contínuos, acessíveis e abundantes, nesses conjuntos, é enfraquecida pela inadequação dos projetos às características físicas das glebas utilizadas, às deficiências do projeto arquitetônico dos edifícios, à inexistência de projetos paisagísticos e à baixa legibilidade urbana desses espaços diante dos padrões vernaculares de ocupação que existem no imaginário popular. Observa-se que, com o passar das décadas e a mudança dos produtores desses conjuntos, apesar de algumas revisões que foram sendo feitas nos seus projetos, há a persistência de características espaciais implantadas nos primeiros conjuntos da Cohab-SP, na década de 1970, e o reforço de sua ruptura com o espaço urbano pré-existente. Observa-se ainda que tal padrão, antes exclusivo da produção pública, aparece de forma atenuada na produção do Mercado Imobiliário. A falta de critérios de qualidade espacial, que guiem essa produção, permeia esses conjuntos que, além de apresentarem deficiências na proposição de espaços urbanos que suportem o cotidiano de seus moradores, não possibilitam que tais projetos sejam integrados ao bairro onde se localizam. O trabalho proposto pretende, apoiando-se em estudos de caso da Região Metropolitana de São Paulo, produzidos na última década, identificar as mudanças absorvidas no processo de implantação dos conjuntos de 1970 até 2010, sua forma urbana e sistema de espaços livres dela resultante, apresentando critérios de avaliação de qualidade dos espaços urbanos habitacionais e estabelecendo uma comparação entre a produção empreendida pelo Poder Público e a produção empreendida pelo Mercado Imobiliário.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
1970-2010
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19012012-095256/pt-br.php

Heliópolis: práticas educativas na paisagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
SOARES, Cláudia Cruz
Sexo
Mulher
Orientador
SANDEVILLE JUNIOR, Euler
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2010.tde-01062010-104827
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Apropriação do espaço
Educação
Heliópolis (SP)
Paisagem
Práticas educativas
Resumo

Essa dissertação estuda por meio dos processos colaborativos, as práticas educativas que transformam a paisagem do bairro de Heliópolis SP. Neste trabalho a paisagem é estudada por meio de um conjunto de práticas sociais que agregam pessoas e grupos, a fim de melhorar a qualidade de vida do lugar. No conjunto de procedimentos metodológicos, na construção da pesquisa, para estudar a Paisagem de Heliópolis, a vivência foi o alicerce inicial, pois buscamos conhecer o lugar, por meio da memória dos moradores e pela nossa participação nas atividades comunitárias. O respeito, a valorização das histórias vividas, as formas de participação, a construção coletiva com os atores, os referenciais teóricos e os procedimentos metodológicos, foram conclusivos para percebermos os modos de agir, os valores, percepções e práticas que os moradores trazem consigo mediante a sua experiência. Buscamos na educação, contribuições para embasar a interpretação da paisagem no trabalho de campo, pois as organizações comunitárias em Heliópolis estão presentes e atuam de forma relevante na construção de um bairro que educa. A educação passa a ser reconhecida pelas lideranças, como uma necessidade para a construção de uma paisagem diferenciada. Compreendemos que as praticas educativas tem uma relação direta com paisagem e que não deve ser somente utilizada para socialização de conhecimentos, mas sim uma forma colaborativa para a construção do mesmo.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Heliópolis
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-01062010-104827/pt-br.php

Moradores em ação: constituição da paisagem no bairro Ribeirão Verde, em Ribeirão Preto - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Laurentiis, Laura Barzaghi de
Sexo
Mulher
Orientador
Bartalini, Vladimir
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2010.tde-16072010-133422
Ano de Publicação
2010
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Áreas de conservação
Assentamentos humanos
Movimentos sociais-Habitação
Paisagem-Formação
Paisagem-Ribeirão Preto (SP)
Resumo

A dissertação versa sobre as tentativas de formação da paisagem em assentamentos habitacionais periféricos em áreas ambientalmente sensíveis, com base nas ações paisagísticas de alguns moradores, os moradores-em-ação. Partindo do entendimento de que as ações normativas e técnicas são necessárias mas não suficientes quando as questões referentes à conservação de recursos naturais e à preservação de áreas protegidas envolvem pessoas, e, consequentemente, as subjetividades, o estudo procurou desvelar o processo de formação de valores em relação à paisagem mediante diferentes formas de apropriação do espaço. O objeto empírico é o bairro Ribeirão Verde, localizado na periferia da cidade de Ribeirão Preto, resultado de um empreendimento da iniciativa privada em parceria com a Cohab-RP, na forma de lotes urbanizados, numa área de fragilidade ambiental, por ser zona de recarga do aquífero Guarani. O objeto mais amplo é constituído pelas questões ambientais e paisagísticas envolvidas em um assentamento habitacional em área periférica e ambientalmente sensível, produzido no processo de urbanização intensa e problemática da cidade de Ribeirão Preto, e sua ocupação por uma população desenraizada que, mediante ações paisagísticas no espaço livre, constrói laços afetivos, um sentido de identidade e a própria paisagem do lugar. Buscou-se verificar as formas de apropriação de um espaço sem histórico para seus moradores, e como se dá, em tais condições, a constituição de uma paisagem. Para tanto, no quadro teórico-conceitual dos estudos de Percepção Ambiental e numa abordagem qualitativa, colheram-se e analisaram-se depoimentos de moradores do bairro. A partir desse material concluiu-se que as ações que propõem a separação entre natureza e cidade não correspondem à realidade da complexa interdependência entre os elementos que compõem o ambiente, encontrando-se alternativas na construção de substratos paisagísticos plásticos, receptivos, que possam acolher a heterogeneidade dos moradores, seus aportes e diferentes usos e apropriações materiais, afetivos, simbólicos.

Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Bairro/Distrito
Ribeirão Verde
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-16072010-133422/pt-br.php

Desenho urbano, capital e ideologia em São Paulo: centralidalidade e forma urbana na Marginal do Rio Pinheiros

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
HEPNER, Alexandre
Sexo
Homem
Orientador
MACEDO, Silvio Soares
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2010.tde-10012011-103514
Ano de Publicação
2010
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Desenho urbano
Ideologia
Legislação urbana
Mercado imobiliário
Paisagem
Resumo
A partir da década de 1970, iniciou-se em São Paulo um processo de expansão e deslocamento de atividades do setor de serviços, que antes se localizavam quase exclusivamente no Centro da cidade e no entorno da Av. Paulista, rumo à região do vale do Rio Pinheiros. Ao longo deste período, as antigas áreas de várzea do rio transformaram-se em espaços de intensa valorização imobiliária, marcados pela presença de modernos edifícios de escritórios, hotéis de padrão internacional e numerosos shopping centers. Esta paisagem emergente destaca-se pelo seu poderoso valor simbólico, sendo considerada por muitos como um dos principais cartões-postais de São Paulo no início do século XXI. Além disso, estas centralidades empresariais e de negócios são apresentadas por setores da mídia, da política e da academia como o elo que conecta São Paulo aos pólos centrais do sistema capitalista financeiro e informacional no contexto contemporâneo da globalização econômica. Segundo este discurso, a Marginal Pinheiros é um espaço urbano cujas funções estariam mais estreitamente relacionadas aos centros de negócios de outras importantes cidades globalizadas do que ao restante da própria metrópole em que está inserida. No entanto, o forte caráter ideológico deste discurso mascara diversas contradições subjacentes ao processo de urbanização que produziu estas áreas, desviando a atenção acerca do caráter sistematicamente excludente das políticas e investimentos públicos concentrados nesta região da cidade, em detrimento de outras regiões mais carentes de infra-estrutura e serviços públicos. Neste trabalho, analisamos como a imagem e a forma urbana destes espaços é utilizada como um elemento importante deste discurso, cujo efeito mais perverso é o de reforçar relações de dominação e segregação social na cidade de São Paulo. Conforme pretendemos demonstrar, para que a imagem da cidade possa assumir este papel como elemento de uma ideologia, são articulados esforços para organizar a produção imobiliária de modo a desenhar a paisagem de acordo com estas expectativas. Este se trata, efetivamente, de um processo de desenho urbano cujos objetivos são o fortalecimento da imagem simbólica da Marginal Pinheiros como um próspero, sofisticado e inovador centro de negócios de nível internacional. Para a compreensão deste processo, torna-se necessário valer-se do instrumental analítico da área de estudos do Desenho Urbano, o qual tem sido, a nosso ver, pouco avançado no Brasil durante as duas últimas décadas. Assim sendo, neste trabalho empreendemos um resgate teórico e metodológico desta área de estudos, de modo a empregá-la para contribuir com a análise das transformações recentes do espaço urbano da Marginal Pinheiros através de um ponto de vista alternativo.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Marginal do Rio Pinheiros
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
década de 1970-início do século XXI
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-10012011-103514/pt-br.php

Cidade e natureza: mercado imobiliário, turismo e desenvolvimento urbano em Ilhabela

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
SILVA, Christian Deni Rocha e
Sexo
Homem
Orientador
GONÇALVES, Fabio Mariz
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2009.tde-03052010-094532
Ano de Publicação
2009
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Ilhabela
Litoral norte paulista
Mercado imobiliário
Paisagem litorânea
Turismo
Resumo
Este trabalho discute a evolução urbana de Ilhabela e seus desdobramentos sobre a paisagem e o meio ambiente. Nas últimas quatro décadas o crescimento econômico e populacional trouxe importantes transformações para as cidades turísticas do litoral brasileiro, em especial para Ilhabela, cidade-arquipélago situada no Litoral Norte do Estado de São Paulo. Estas transformações são analisadas ao longo deste trabalho, bem como a importância do turismo e do mercado imobiliário nesse processo. Este trabalho também analisa alguns empreendimentos imobiliários de Ilhabela como forma de compreender as articulações entre o mercado imobiliário, o turismo e as políticas públicas para o meio ambiente e o desenvolvimento urbano.
Referência Espacial
Cidade/Município
Ilhabela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
década de 1970-década de 2000
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-03052010-094532/pt-br.php

Sistema de espaços livres públicos: uma contribuição ao planejamento local

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
PRETO, Maria Helena de Fátima
Sexo
Mulher
Orientador
QUEIROGA, Eugênio Fernandes
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2009.tde-03052010-164003
Ano de Publicação
2009
Programa
Paisagem e Ambiente
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Espaços livres urbanos
Espaços públicos
Planejamento territorial urbano
Políticas públicas
Resumo

O presente estudo preocupa-se em compreender a importância do Sistema de Espaços Livres Públicos SELP na estruturação do ambiente urbano e seu potencial para valorização do sentido público. Centra sua análise em área de urbanização consolidada e tem como objetivo caracterizar as principais atribuições do sistema a serem consideradas no processo de elaboração de políticas públicas e de sua contribuição ao planejamento urbano local; simultaneamente salienta a pertinência de convergir as preocupações ambientais com as políticas de valorização do espaço livre. Importante elemento de análise é a forma de estruturação do SELP no contexto do desenvolvimento urbano do Município de São Paulo e a legislação urbanística pertinente, para verificar como o Plano Diretor Estratégico do Município, aprovado em 2002, avança nessas questões. O estudo de caso a Subprefeitura de Vila Maria / Vila Guilherme na região nordeste do Município - busca estruturar um processo de análise que possa ser reproduzido em outros territórios buscando destacar conflitos e potencialidades sugeridos pela análise do SELP e compreender como a interação entre plano e gestão tem ocorrido no período recente.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Guilherme
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Maria
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2002- 2008
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-03052010-164003/pt-br.php