Violência

1968: Ditadura Abaixo

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Magnani, José Guilherme Cantor
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1737
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
4
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Referência(s):
URBAN, Teresa. 1968: Ditaduras Abaixo. Editora Arte e Letra. Curitiba:2008.
Idioma
Português
Palavras chave
Ditadura militar
Política
Resenha
Quadrinhos
Teresa Urban
Resumo

O livro, conforme se pode ler na apresentação, foi escrito por uma avó para seus netos: com esta informação, seria de esperar uma história contada ao pé da lareira, recheada de seres fantásticos, utopias, heróis, batalhas. Tal impressão é, em parte, verdade: só que a avó é Teresa Urban, militante de esquerda, presa política nos anos da repressão, jornalista com passagens pela revista Veja, pelo Estadão e pelo Jornal do Brasil, entre outros veículos de comunicação, e, atualmente, escritora e ativista de causas ambientais. E a história que ela conta em 1968 Ditadura Abaixo tem, sim, heróis, batalhas, ideais, ainda que o contexto não seja propriamente o de conto de fadas: com base em documentos, fotos, recortes de jornais, depoimentos, fichas do DOPS, cartazes e folhetos da época, Teresa constrói um vivo relato dos eventos políticos protagonizados por jovens de sua geração, no ano de 1968, no Paraná, e, especialmente na capital, Curitiba.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1968
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1737

Doença, violências e racismo: a pandemia do novo coronavírus em Florianópolis/SC

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Medeiros, Flavia
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Anjos, Priscila dos
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.9502
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
27
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Pandemia
Violência
Racismo
Etnografia
Florianópolis
Resumo

Neste artigo iremos apresentar descrições etnográficas sobre as dinâmicas sociais em relação à Covid-19 em Florianópolis/SC, Brasil, considerando regulações locais acionadas no contexto da pandemia para refletir sobre como parcelas da população foram afetadas e quais alternativas têm sido mobilizadas por essas pessoas em seus cotidianos. Nosso objetivo não é necessariamente reconstruir o que ocorreu nos primeiros meses da pandemia em Florianópolis mas, a partir da descrição etnográfica de certas situações e eventos nos meses de março a julho de 2020, elaborar questões específicas deste contexto, como a organização comunitária e a mobilização coletiva de luta antirracista. Ao mesmo tempo, iremos demonstrar as possibilidades e consequências plausíveis de um controle da pandemia e discutir como as decisões administrativas tomadas demonstram como o dito "descontrole" da doença passa também pela flexibilização das regras, fruto de pressões do mercado, representado pelas elites locais e por concepções negacionistas sobre a doença, e a ciência que tem marcado a política nacional. Neste sentido, nosso foco é observar o que tais medidas propõem, mas sobretudo o que escondem, sejam nos números, na tomada de decisões ou ainda, nos processos de controle social de populações socialmente vulnerabilizadas.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
2020
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/9502

A morte, os cantos e os yãmĩyxop

Tipo de material
Material Audiovisual
Autor Principal
Campelo, Douglas Ferreira Gadelha
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3518
Edição
Revista Ponto Urbe
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Instituição
USP
Idioma
Português
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Vale do Mucuri
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3518

Corpos em Cena: Masculinidades e Sobrevivências de Homens de Rua no Limite do Humano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pinheiro, Zuleika de Andrade Câmara
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10887
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
29
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
moradores de rua
masculinidades
sobrevivências
corpos
Resumo

Neste artigo, os corpos dos moradores de rua são pensados como última instância entre a vida e a morte no perambular pela cidade. Eles forjam estilos de masculinidades negociadas e animalizadas que acionadas em suas sociabilidades dão suporte às suas sobrevivências. A etnografia realizada na Praça do Ferreira-Fortaleza/CE e Centro POP analisa como o corpo dos michês da Ferreira se articulam no limite entre o humano, o não humano e o inumano. Narrado em cenas etnográficas, o artigo busca outro olhar para a valoração da aversão e repulsa aos corpos dos moradores de rua.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Localidade
Praça do Ferreira
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10887

Para enfrentar a violência sexual nas universidades, o tripé: acolhimento, normas específicas e educação. Entrevista com Heloísa Buarque de Almeida

Tipo de Material
Entrevista em Periódico
Autor Principal
Fiori, Ana Letícia de
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8702
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Página Inicial
1
Página Final
23
Idioma
Português
Palavras chave
Violência
Gênero
Universidade
Entrevista
Heloisa Buarque de Almeida
Resumo

Esta entrevista foi realizada com a antropóloga Heloísa Buarque de Almeida, professora do Departamento de Antropologia da USP, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da USP em 12 de fevereiro de 2020. Heloísa é graduada em Ciências Sociais e mestra em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo e doutora em Antropologia Social pela UNICAMP. Foi pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero PAGU/UNICAMP e o é atualmente do Núcleo dos Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS/USP), trabalhando com temas relacionados a gênero e sexualidade, mídia e violência. Heloísa falou por cerca de duas horas sobre os casos de violência sexual e assédio na universidade, as tipologias que emergiram dos relatos, os procedimentos insuficientes dentre e fora da universidade, as hierarquias e assimetrias que facilitam situações de violência, a fundação da Rede Não Cala e as medidas que devem ser tomadas para a prevenção dos casos, a conscientização da comunidade acadêmica e o encaminhamento das denúncias, com acolhimento das vítimas e mecanismos adequados para apuração dos fatos. Deixo aqui mais uma vez meus agradecimentos pela conversa e por fazer parte dessa Rede.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Butantã
Localidade
Universidade de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8702

Tecnologias de Gestão do Crime, Da Escola de Chicago à São Paulo do Século XXI

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Biondi, Karina
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7866
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Escola de Chicago
Antropologia urbana
Mapeamentos
Resumo

Um dos principais temas de pesquisa da Escola de Chicago era a questão do crime e da delinquência. Toda uma tecnologia social foi elaborada a partir dessas preocupações e permanece como base não só para estudos urbanos como também para boas práticas de gestão das cidades. Neste artigo, pontuarei alguns aspectos dessa tecnologia para mostrar como ela está alicerçada em práticas de conhecimento ocidentais modernos. Em seguida, mostrarei a herança dessas práticas na gestão do crime na São Paulo do século XXI, bem como algumas de suas consequências na vida das pessoas junto as quais realizei minha pesquisa de campo. Finalmente, argumentarei que uma etnografia que confira primazia à perspectiva dos atores envolvidos (mobilizando, portanto, outros saberes) é capaz de produzir resultados diversos daqueles elaborados tanto pela Escola de Chicago quanto pelos seus herdeiros preocupados com a boa gestão das cidades e com o controle do crime e da delinquência.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7866

A Antropologia do espectro de uma guerra híbrida: entrevista com Piero Leirner

Tipo de Material
Entrevista em Periódico
Autor Principal
Caruso, Juliana
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Fiori, Ana Letícia de
Fontgaland, Arthur
Leirner, Piero
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10623
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
28
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Piero Leirner
entrevista
Resumo

Em 9 de junho de 2021, Juliana Caruso, Arthur Fontgaland e Ana Fiori, editores da Revista Ponto Urbe, entrevistaram o antropólogo Piero Leirner, professor da Universidade Federal de São Carlos, a respeito de sua longeva trajetória de pesquisa junto aos militares brasileiros, cujos resultados tiveram como fruto recente o livro O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida: militares, operações psicológicas e política em uma perspectiva antropológica (Ed. Alameda, 2020), buscando ao mesmo tempo recuperar a trajetória desde sua formação inicial, incluindo seus interesses sobre hierarquia e parentesco no Alto Rio Negro, e delinear horizontes futuros para o cenário político brasileiro.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2021
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10623

Juventude periférica, gênero, sexualidade e violência de Estado: notas a partir de uma família LGBT na cidade de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Grunvald, Vitor
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10508
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
28
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
stronger
família lgbt
espaço urbano
geração
ocupação dissidente
Resumo

Esta análise busca explorar etnograficamente questões relacionadas à Família Stronger, coletivo LGBTQIA + da periferia de São Paulo. Famílias LGBT como a Stronger surgem no bojo de um processo de ocupação e deslocamento dissidente no espaço urbano da metrópole paulistana, especialmente a partir do fim do século XX. No âmbito de uma longa pesquisa etnográfica com essa família, exploro alguns de seus caminhos na construção de laços políticos relacionados à vivência citadina, inclusive em sua relação com outros coletivos. Argumento que a ocupação de determinados espaços opera como fator importante na constituição de sentidos geracionais dentro do grupo. Por fim, analisando dois casos distintos de assassinato de adolescentes que representaram nós cruciais no processo de politização das famílias LGBT e detonam uma ocupação específica do espaço público, reflito sobre como a participação política da Família Stronger é Autor0000-00-00T00:00:00Aconstruída em relação à violência contra corpos LGBTQIA+ nos espaços citadinos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XX
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10508

Morro de medo: regimes de mobilidades após uma década de Unidades de Polícia Pacificadora em favelas do Rio de Janeiro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mano, Apoena Dias
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10148
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
28
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço urbano
Violência urbana
Virada das mobilidades
Militarização
Turismo
Resumo

O objetivo deste artigo é demonstrar empiricamente que a análise de experiências de deslocamento cotidiano em favelas “pacificadas” evidencia desigualdades socioespaciais reproduzidas a partir de regimes de mobilidades. Como eixo articulador das reflexões, é apresentada a análise situacional de um protesto de rua contra a violência policial, ocorrida dez anos após a inauguração do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a partir da campanha “Morro de medo”. Debato as lógicas sociopolíticas que regem espaços urbanos a partir de três homicídios: o de um garçom que segurava um guarda-chuva na favela Chapéu Mangueira; o de uma turista na favela da Rocinha; e a de um jovem recém-envolvido com o tráfico de drogas na favela Santa Marta. Argumento que diferenciações sociais podem ser percebidas em territórios historicamente segregados tanto por experiências cotidianas de caminhar, quanto pelo significado reproduzido (ou não) a partir de homicídios cometidos por agentes policiais.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Chapéu Mangueira; Rocinha; Santa Marta
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10148#ftn1

Cadeia ping-pong: entre o dentro e o fora das muralhas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mallart, Fábio
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Rui, Taniele
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3620
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
1
Página Final
16
Idioma
Português
Palavras chave
Prisão provisória
Cracolândia
CDPs
Resumo

O presente trabalho busca articular Centros de Detenção Provisória (CDPs) e a região estigmatizada como cracolândia, tendo em vista as trajetórias de sujeitos que circulam – em geral, vão e voltam – entre o dentro e o fora das muralhas institucionais. O intuito é refletir sobre os nexos que articulam esses dois territórios urbanos, demonstrando os possíveis desdobramentos e efeitos dessa “movimentação ping-pong”. De um lado, trata-se de evidenciar que a prisão, sobretudo a prisão provisória, não deve ser lida apenas do ângulo do confinamento, mas também como um dispositivo que, quando visto na chave do entra e sai, “faz circular” toda uma população vista como indesejável e considerada “perigosa”. De outro, mas em conexão estreita com o primeiro ponto, importa prospectar os efeitos dessas entradas e saídas no tecido urbano da cracolândia, assim como descrever o rebatimento desse movimento incessante na reconfiguração da experiência interna ao próprio cárcere. Questionar como e por que isso ocorre, com quais sujeitos e com quais efeitos é o que nos mobiliza no presente texto.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3620