Violência

Campos de disputa e gestão do espaço urbano: a Operação Sufoco na “cracolândia” paulistana

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Taís Magalhães
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3615
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Cracolândia
Operação Sufoco
Defensoria Pública
Espaço urbano
Campos de disputa
Resumo

Em janeiro de 2012, foi deflagrada na região da “cracolândia”, no centro da capital paulista, a “Operação Sufoco”. Assim ficou conhecida uma intervenção policial que parece evidenciar a lógica securitária que rege as formas de gestão do espaço urbano. Não foi a primeira intervenção policial realizada nesse região. Porém, esta aqui nos interessa como cena privilegiada para desvelar conflitos e disputas que se processaram em torno da "cracolândia" e dos dispositivos de controle acionados para garantir a ordem nesse território urbano. Tomando como fio condutor a atuação dos Defensores Públicos no transcorrer dessa operação policial, o artigo trata do campo de conflito que se configurou em torno da “Operação Sufoco”, mais especificamente, o embate entre o direito de ir, vir e permanecer das populações que circulam nessa área, em particular os usuários de crack e o primado securitário nas formas de gerir esse espaço urbano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
"Cracolândia"
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)

Percursos e refúgios urbanos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fromm, Deborah
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3604
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
crack
Cracolândia
Recomeço
De Braços Abertos
batistas
Resumo

A partir de uma pesquisa etnográfica (2011 – 2015) na Cracolândia, o presente artigo busca lançar luz sobre as relações estabelecidas pelos usuários de crack com a trama institucional local, sobretudo, com os principais programas que atuavam na região neste período, a saber, o Programa Batista “Cristolândia”, o Programa Municipal “De Braços Abertos” e o Programa Estadual “Recomeço”. Partindo dos percursos urbanos de três sujeitos de pesquisa, pretende-se chamar atenção para como esses personagens circulam pelas tentativas institucionais de codificação, assim como as estratégias cotidianas de sobrevivência que lançam mão. Argumento que há um “efeito indesejado do território” que está em tensão com a tentativa institucional de “acabar com a Cracolândia”, o qual potencializa a circulação desses sujeitos pelos distintos programas, ao mesmo tempo em que sedentariza e ajuda a manutenção da vida nas ruas.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
"Cracolândia"
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011-2015
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3604?lang=en

Em torno da Cracolândia Paulista: apresentação

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
da Silva Telles, Vera
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3602
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Cracolândia
Formas de controle
Gestão do espaço público
Violência policial
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
"Cracolândia"
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)

Perscrutando a Cracolândia: entre gestão dos ilegalismos, modos de governo e focos de resistência

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Teixeira, Alessandra
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3635
Título do periódico
PontoUrbe
Volume
22
Ano de Publicação
2018
Idioma
Português
Palavras chave
conflito
militarismo
violência policial
resistência
Cracolândia
Resumo

Este artigo apresenta uma discussão crítica dos artigos publicados no Dossiê Em torno da Cracolândia Paulista, Ponto Urbe nº 21, através de um percurso reflexivo sobre a emergência da Cracolândia como um território híbrido, no qual confluem ­distintos modos de governo, de gestão do território e de pessoas “indesejáveis”, coexistindo e concorrendo com a própria lógica constitutiva desse espaço como territorialidade itinerante e dispersiva do comércio de drogas. O artigo também problematiza, a partir das etnografias apresentadas no Dossiê, um novo governo das cidades, embasado na ideia de um duplo indissociável, a violência policial das intervenções militares sobre o território e a gestão dos corpos vulneráveis pelo cuidado e pela tutela, lógicas que implodem, ao mesmo tempo, a configuração do espaço público e da cidadania, desafiando as formas de resistência e as possíveis configurações do conflito.

Referência Espacial
Região
Central
Bairro/Distrito
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3635

Pelo bairro: um exercício descritivo da prostituição de travestis no Jardim Itatinga

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Patriarca, Letizia
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3501
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Prostituição
Travestis
Heterotopia
Violência Policial
Resumo

Neste artigo o exercício descritivo é também abordagem metodológica e objetivo analítico. Em diálogo direto com a noção de heterotopia de Michel Foucault, o bairro vai se apresentando como tal, em uma particular relação de autonomia e ligação com outros espaços. Desse exercício, vai se delineando a conformação do bairro relacionada à prática da prostituição, em arranjos de estabelecimentos diversos e focando na prática de travestis que lá realizam programas. A centralidade da prostituição para o bairro fica evidente também pelo relato de violência policial ocorrida em 2013 como forma de retaliação, suspendendo as atividades econômicas. O argumento percorrido é da indissociabilidade analítica quanto às vivências de travestis, enquanto profissionais do sexo e especificamente no bairro Jardim Itatinga (Campinas -SP).

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Jardim Itatinga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2014
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3501

As transformações do fazer etnográfico no mundo digital: uma discussão a partir de narrativas midiáticas sobre violência sexual nas universidades paulistas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Piva, Felipe Paes
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7530
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Esta pesquisa contou com financiamento do PIBIC. Orientado pela Doutora e Pós-doutoranda Carolina Parreiras.
Idioma
Português
Palavras chave
Violência sexual
Mídia
Etnografia digital
Universidades paulistas
Narrativa midiática
Resumo

Este relato etnográfico tem como base a pesquisa de iniciação científica, que finalizei em 2018. Proponho entender como os atuais processos de disputa política, em torno da significação de categorias de violência sexual e de gênero, têm sido apropriados e representados pela mídia hegemônica brasileira. Para isso, é analisada a construção da narrativa midiática dos casos de agressão sexual nas faculdades paulistas, que foram alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 2014. A repercussão midiática desses casos promoveu a nomeação pública de certas práticas como estupro, abuso e violência sexuais, práticas que, até pouco tempo atrás, não eram necessariamente significadas desta forma. Tal processo pode ser visto como resultante da ação política dos movimentos sociais, que visam gerar a transformação das definições de significação da violência sexual socialmente aceitas para que se incorpore uma polissemia de definições sobre violência sexual.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7530#ftn1

Da Terra da Garoa ao Holocausto Urbano: Fazeres Musicais e Representações Sociais Sobre a Cidade no Rap Paulistano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, José Carlos Gomes da
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1553
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
6
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude
Música
Segregação urbana
Resumo

The city of São Paulo has been a source of inspiration for musicians of different generations. Important moments of its urban history were recorded in famous songs such as “Saudosa Maloca” and “Sampa”, which good examples. This paper focuses on the representations of the city found in RAP music, an African-American music style that was appropriated and reelaborated by the youth from the outskirts of São Paulo. It was possible to notice that as the rappers compose their music they build a dialogue which includes the urban changes which have occurred recently. I conclude that the images that they draw express a radical critique of the new status of urban segregation. Their denunciations are about the violence that affects them and that goes beyond the boundaries of the neighborhoods where they live and which makes evident the lack of democratization processes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1980-Década de 1990
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1553

Fotobiografias: Mulheres como guardiãs de memórias na Cidade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Cristina Maria da
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Santos, Ananda Andrade do Nascimento
Moura, Alana Brandão
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7226
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Fotobiografias
Memoria
Mulheres
Historias de vida
Poço da Draga
Resumo

Buscamos compreender a biografia da cidade de Fortaleza-CE, através dos álbuns fotográficos que seus habitantes guardam em casa, em seus acervos comuns. Partimos da noção de fotobiografias para perceber que as grafias de uma vida (a das mulheres e da cidade) através de fotografias. Abordamos as histórias de três mulheres Ivoneide (53 anos), Iolanda (72 anos) e Ivonilda (80 anos) para compreendermos os vestígios da história de tensões e conflitos do Poço da Draga dentro da cidade. Tomamos como referência as noções de rastros em Benjamin; além de memória (Gagnebin), mundo narrado (Ingold), guardiãs da memória (Estés) e caminhadas na cidade em Certeau. Os álbuns fotográficos aparecem como extensão dos corpos dessas mulheres, ganham força narrativa e traçam suas fabulações sobre suas experiências urbanas. Suas narrativas nos fazem conhecer, para além das cristalizações de uma cidade anunciada como violenta e cruel com seus habitantes, trazendo, então, uma paisagem humana feminina, poética e plena de afetos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Bairro/Distrito
Poço da Draga
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7226

Proibido roubar na quebrada: território, lei e hierarquia no PCC.

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Olic, Mauricio Bacic
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.6265
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
24
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Texto de referência: BIONDI, Karina. Proibido roubar na quebrada: território, lei e hierarquia no PCC. 2018. São Paulo: Editora Terceiro Nome/Gramma.
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Hierarquia
Periferia
PCC
Tráfico
Resumo

Uma etnografia em movimento. Esse parece ser o grande desafio que a pesquisa de Karina Biondi busca enfrentar ao seguir as dinâmicas, ou melhor, os ritmos, pelos quais os enunciados do Primeiro Comando da Capital se espraiam por diferentes quebradas e unidades prisionais.

O caminho adotado pela autora para enfrentar o desafio de etnografar um “objeto incorpóreo” foi adotar o movimento como método que conduz a pesquisa. Mais do que uma opção, colocar-se “em movimento no movimento” se apresentou como uma necessidade diante das dificuldades existentes tanto em acessar interlocutores que vivem em torno de atividades consideradas ilegais (a qualquer momento eles podem sair do ar), como pela ausência de uma totalidade coerente ou uma territorialidade fixa que delimitasse os contornos do trabalho de campo, assim como pela própria dinâmica de funcionamento do PCC.

Área Temática
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/6265

Manifestações Liminares na Virada Cultural

Tipo de material
Texto na Web
Autor Principal
Chiquetto, Rodrigo Valentim
Sexo
Homem
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Paulo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Virada Cultural
liminaridade
arrastão
Centro de São Paulo
etnografia
Resumo

A Virada Cultural agrega milhares de pessoas no centro de São Paulo todos os anos. O evento conta, sempre, com grandes shows de bandas nacionais e internacionais, com apresentações de teatro, dança, e tantas outras performances que ocupam os principais palcos e agregam grande público.

Se pensarmos na Virada Cultural como um grande evento estruturado, que é composto por meio de uma ordenação específica do Centro de São Paulo, é possível, também, refletir sobre as diversas ações anti-estruturais que o questionam e o movimentam: ações que, como diria Victor Turner, se dão nos interstícios, que criam brechas na ordem e alteram os padrões da vida social.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/618