Relações étnico-raciais

Que "afro" é esse no afro Brasil? A concepção curatorial no museu afro Brasil - parque Ibirapuera, São Paulo/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Brito Sousa Ribeiro, Carla
Sexo
Mulher
Orientador
Boaventura Leite, Ilka
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Santa Catarina
Programa
Antropologia
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Museu afro Brasil
Imagem
Afro-brasileiro
Afroidentidade
Resumo

Esta pesquisa se orientou pela abordagem etnográfica do museu afro Brasil, tendo em vista levantar aspectos que permitissem refletir sobre o conceito e as ideias de "afro" da instituição. O conceito, que norteia a concepção curatorial no afro Brasil, se revelou como um imaginário próprio, composto pelo arranjo de objetos de toda a sorte de categorias, que junto a instalações e elementos de cenografia, comunicam o "afro" ao público de uma maneira aberta. O acompanhamento da rotina institucional também possibilitou perceber que este "afro" transcende a narrativa curatorial, pois é evidenciado na visão política dos colaboradores do museu que atuam na comunicação com o público visitante, principalmente através de seus educadores. remontar os percursos, tanto do idealizador e realizador do afro Brasil, Emanoel Araújo, quanto dos conceitos que fizeram parte da concepção do museu no formato das exposições que o precederam, auxiliou a pensar a institucionalização do "afro" e os modos como essa noção vem sendo moldada atualmente através de um processo criativo conjunto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/189930

“Vai buscar jongueiro aonde está, com o jongo temos que continuar”: um estudo da continuidade no jongo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alvarez, Iana Lopes
Sexo
Mulher
Orientador
Andrello, Geraldo Luciano
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Jongo
Práticas Tradicionais
Matriz Africana
Antropologia
Resumo

O jongo é uma dança comum na região sudeste do Brasil e realizada por grupos ou comunidades negras - urbanas ou rurais. É reconhecido como uma prática tradicional ao manter o toque dos tambores, o modo de dançar, vestimentas, a forma e articulação dos cantos, e também o vínculo com antepassados - tanto para apropriar-se do conhecimento deles, quanto para saudá-los. O jongo foi tornado patrimônio cultural imaterial do Brasil por possuir as características de "manifestação cultural afro-brasileira, que compreende os elementos: dança de roda ao som de tambores e cantoria com elementos mágico-poéticos" (IPHAN, 2007). A partir de materiais elaborados sobre o jongo, com o dossiê produzido pelo IPHAN, a bibliografia historiográfica e antropológica, retomo alguns temas elaborados, como a aculturação africana e da mestiçagem. Esses estudos trouxeram contribuições importantes para as abordagens da cultura negra no Brasil, e, em geral formularam análises sobre as origens do jongo e de sua relação com a sociedade. Apoiada na comunidade do jongo de piquete, localizada em Piquete - município do estado de São Paulo, proponho colocar em evidência outros agenciamentos dos jongueiros para manutenção do jongo, as relações intrínsecas à sua prática e quais os desencontros com a literatura de referência. Ao longo da reflexão, sugiro que a continuidade é um propósito que conecta famílias, ancestrais e tambores, tão relevantes quanto o vínculo que produzem com o seu entorno. Este trabalho procura contribuir para os debates antropológicos acerca de práticas e comunidades tradicionais. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Piquete
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12693

Hôxwa e palhaças - o riso e o humor nas relações de alteridade Krahô

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Maurício Caetano da
Sexo
Homem
Orientador
Cohn, Clarice
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Hôxwa
Hotxuá
Humor Indígena
Krahô
Resumo

Esse trabalho é uma etnografia sobre a manifestação do humor entre os Krahô-(TO). Serão apresentados alguns momentos da pesquisa realizada nas aldeias Krahô Pedra Branca e Manuel Alves onde o riso se fez presente revelando momentos de alteridade tanto dentro quanto fora do ritual Yetyopj, também conhecido como festa da batata. A figura dos hôxwa tomam o lugar central dessa etnografia por ser a prerrogativa que organiza esse ritual, por serem eles quem fazem a dança cômica em torno da fogueira e por eles despertarem o interesse de artistas cômicos não-indígenas (palhaças). Reconhecendo o humor como uma técnica de compartilhamento de conhecimentos e manutenção da alteridade para os Krahô, serão expostos o ritual Yetyopi de Manuel Alves em 2018, onde estavam presentes palhaças da caravana do povo Parrir, e algumas apresentações cômicas realizadas em unidades do SESC-SP que contou com a presença de alguns hôxwa

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Itacajá
Localidade
Aldeia Pedra Branca; Aldeia Manuel Alves
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Tocantins
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13200

Entre o Kalunga grande e o Kalunga pequeno: territórios invisíveis, imagens arquétipas e artes da escuridão

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Lucinea Dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Olschewski, Luisa Elvira Belaunde
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Ser/Estar Kalunga
Afroindígena
Autodeterminação
Família Negra
Arte Afro-brasileira
Resumo

O presente trabalho busca compreender o cenário das artes plásticas e artes visuais afro e afroindígena contemporânea, a partir do estudo dos trabalhos artísticos de Josafá Neves (Brasília/DF), Miguel dos Santos (João Pessoa/PB), Dalton Paula (Goiânia/GO) e Rosana Paulino (São Paulo/SP). Para isso, torna-se necessário observar o deslocamento do aspecto religioso da arte afro-brasileira para questionamentos sobre o cotidiano, suas origens o lugar do negro na sociedade brasileira, e a autodenominação afroindígena. Desta forma, pensar a produção das artes negra e afroindígena como instrumento político, como movimento de resistência, mas também como movimento artístico contemporâneo com sua estética e suas entrelinhas sem deixar de ser mágica, crítica e sensível. A ideia é pensar como Josafá Neves, Dalton Paula, Miguel dos Santos e Rosana Paulino, apesar de não se conhecerem e serem oriundos de cidades distintas formam um tripé, em que, o imaginário, a estética e o conhecimento institucional, se fundem à suas experiências de vida como afro ou não, reconstruindo a história diaspórica na cultura brasileira. E não menos importante, compreender a importância da cidade de São Paulo como centro irradiador da arte negra, e tendo, como grande relevância para este acontecimento, Roseane Paulino, ao expor seus objetos e instalações de arte que dão relevo à questões sobre a família negra e o papel da mulher negra na sociedade brasileira: arte Kalunga, arte com Kalunga. 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
João Pessoa
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Paraíba
Cidade/Município
Goiâna
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7591864

Cabelo armado, em 'legítima defesa': performance e diferença no teatro negro da Cia. Os Crespos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Terra, João Paulo Possa
Sexo
Homem
Orientador
Schwarcz, Lilia Katri Moritz
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-06112019-184443
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Atlântico negro
Cia. Os Crespos
Performance
Teatro negro
Diferença
Resumo

Neste trabalho, meu objetivo é investigar como as práticas de teatro negro produzem noções de diferença através da performance. Dialogo com a produção intelectual da Cia. Os crespos, grupo de atores formado em 2005 na escola de artes dramáticas da Universidade de São Paulo. Para tanto, realizei entrevistas com os atores; um estudo da revista legítima defesa, publicada pela companhia; e etnografia de intervenções urbanas e apresentações do espetáculo alguma coisa a ver com uma missão (2016). Em minha análise, procuro compreender os processos de pesquisa cênica do grupo, destacando perspectivas teóricas e procedimentos estéticos. Em seguida, proponho uma discussão sobre uma história negra do teatro, como sugere Evani Tavares Lima (2015). Por fim, argumento que, em alguma coisa a ver com uma missão, a performance tece uma reflexão sobre múltiplas práticas de resistência e formas de sujeito, desafiando os lugares impostos aos negros pelo racismo. Subjazem essa construção noções particulares de espaço, tempo e liberdade, as quais traduzem visões de mundo e modos de relação transcriados na diáspora afro-atlântica. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-06112019-184443/pt-br.php

Entre manas e manos: uma etnografia com o movimento de mulheres do hip hop e a Casa do Hip Hop Sanca

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Araujo, Ayni Estevão de
Sexo
Mulher
Orientador
Villela, Jorge Luiz Mattar
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Hip Hop
Gênero
Raça
Política
Resumo

Nesta pesquisa, apresento o Hip Hop como uma cultura em constante movimento. A partir das percepções do campo realizado concomitantemente entre mulheres do Hip Hop em São Paulo e a construção da Casa do Hip Hop em São Carlos, propus-me a compreender a constituição dessa cultura através de suas mobilizações. Da observação que se dá através de meu posicionamento entre dois movimentos, o que procuro é captar a dinâmica do funcionamento dessa cultura, que é revelada por meio das formações, intersecções e mútua influência entre as diferentes formas de mobilização e instrumentalização realizada por seus agentes. Entre os dois movimentos, é a própria noção de política que é delineada através de práticas e discursos das(os) Hip Hoppers. Trata-se, enfim, de duas formas distintas de movimentação de uma mesma cultura que, apesar de estarem em constante processo de construção, dialogam entre si e afetam-se simultaneamente. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Bairro/Distrito
Vila Irene
Logradouro
Rua Bispo Dom Gastão S/N
Localidade
Casa do Hip Hop Sanca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8012

Entre 'perifeminas' e 'minas de artilharia': participação e identidade de mulheres no Hip Hop e no Funk

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ramos, Izabela Nalio
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Heloisa Buarque de
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Classe
Funk
Gênero
Hip hop
Raça
Resumo

Neste texto estão os resultados de pesquisa sobre a participação e as identidades de mulheres nas culturas juvenis do funk e do hip hop em São Paulo, a partir da perspectiva dos marcadores sociais da diferença. Ao fazer uma breve e interessada retomada histórica de como as duas expressões culturais se desenvolveram no Brasil, falo sobre a participação das mulheres nestas cenas, comumente tratadas como masculinizadas. Em seguida, são abordados temas recorrentes entre as mulheres de quem estive próxima, como a identidade periférica, a relação com diferentes ativismos de mulheres e feminismos, o modo como pensam a sexualidade e o erotismo enquanto mulheres, em sua maioria, negras, e o modo como abordam as relações de gênero e afetivo-sexuais em suas performances artísticas e também no dia-a-dia. Ao longo do texto, são destacadas semelhanças e diferenças entre os dois grupos, e nossas experiências conjuntas são situadas em uma discussão mais ampla sobre feminismos, relações de gênero e de sexualidade que vêm ganhando visibilidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-24012017-130121/pt-br.php

Viajantes do tempo: imigrantes-refugiadas, saúde mental, cultura e racismo na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Alexandre Branco
Sexo
Homem
Orientador
Machado, Igor Jose De Reno
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Refugiadas
Imigrantes
Saúde Mental
Racismo
Temporalidades
Resumo

Esta é uma etnografia sobre imigrantes-refugiadas que habitam ou habitaram a cidade de São Paulo, e que intenciona descrever as vivências da imigração-refúgio na cidade. Abordando os processos de consideração da imigração-refúgio enquanto um bloco monolítico, de periferização e acesso ou não à cidade, de experiência do racismo e as diversas e dinâmicas hierarquias das alteridades formuladas pelos mecanismos de recepção e integração/assimilação arquitetados pelo estado e por organismos supraestatais, argumento que imigrantes-refugiadas inassimiláveis no Brasil passam por processos destinados a realizar uma "atualização temporal" de culturas e mentes consideradas pré-modernas. As inassimiláveis, incluídas pela exclusão, são, portanto, viajantes do tempo, originárias do passado, não coabitando o tempo presente com as modernas. A perspectiva dos serviços de saúde mental especializados em imigrantes refugiados torna-se um lócus privilegiado para apreender e examinar tais lógicas. Também argumento que a lógica imposta pelo humanitarianismo-dádiva, uma relação de reciprocidade não necessariamente altruísta entre serviços assistenciais e imigrantes refugiadas, torna-se um lugar de trocas e interlocuções apenas imaginadas, projetando sobre essas últimas uma avocalidade que, conjugada às equivalências realizadas entre elas e as surdas, apontam que a surdez, nesse contexto, é mais uma incapacidade de ser ouvida do que de ouvir. Ademais, demonstro que a maldição da tolerância (Stengers, 2011) divide o mundo, para os serviços de recepção e integração/assimilação, entre aquelas que crêem e aquelas que sabem, lógica que atravessa transversalmente os mecanismos de "atualização temporal" de culturas e mentes imigrantes-refugiadas, e quaisquer outras consideradas pré-modernas. Por fim, descrevo como o povoamento deste cenário por antropólogas e pela antropologia pode se dar, advogando em favor de soerguer a antropologia enquanto uma ferramenta de produção de dado e cuidado e, sobretudo, de mediação diplomática entre mundos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11851?show=full

Religião e demanda: o fenômeno religioso em escolas públicas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Milton Silva dos
Sexo
Homem
Orientador
Almeida, Ronaldo Rômulo Machado de
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Ensino religioso
Religião
Religiões afro-brasileiras
Religião nas escolas publicas
Resumo

Inserido na perspectiva de um movimento mais amplo de crescimento do religioso na esfera pública brasileira, esta tese trata da oferta obrigatória do ensino religioso (ER) nos sistemas oficiais de ensino. Partindo da literatura produzida em diferentes áreas das ciências humanas, tem como eixo os usos e sentidos que o conceito de religião (enquanto fenômeno sociológico, histórico e cultural) adquire nesta polêmica disciplina facultativa para o estudante e oficialmente desprovida de caráter doutrinário ou catequético. Analiso a legislação que normatiza a oferta estatal do ER; as demandas (disputas, debates ou confrontos) entre grupos favoráveis e contrários à sua permanência na escola pública; seus modelos epistemológicos (ER confessional, inter-religioso, fenomenológico etc.); os conteúdos oferecidos em livros didáticos em circulação nacional; as brochuras de ER elaboradas por intermédio da parceria entre professores e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE-SP); as definições de religião presentes no material empírico/bibliográfico e o lugar (ou não-lugar) que ele reserva para as religiões de matrizes africanas no Brasil. Neste debate, que envolve múltiplas vozes e interesses de natureza ideológica e científica, a noção de religião é quase sempre empregada no sentido de fenômeno extraordinário, atemporal e identificável entre todos os povos e culturas; dimensão imanente ao sujeito, a ponto de dispensar qualquer racionalização prévia; patrimônio cultural composto por um arsenal complexo, que permite às religiões se identificarem e se expressarem por meio de símbolos, objetos e liturgias diversas. Enquanto suportes para uma disciplina que tem a diversidade religiosa como justificativa, as fontes de pesquisa sobre o ER examinadas tendem a destacar o candomblé e a umbanda, em prejuízo de outros modelos de culto afro. Embora compartilhem características comuns, que permitiriam compará-las com outras formas religiosas coexistentes no país, as religiões afro-brasileiras raramente recebem o mesmo tratamento no material didático e nas aulas de ER observadas in loco nas escolas públicas estaduais visitadas durante a pesquisa de campo realizada em São Paulo (capital) e Campinas.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/979165

Semelhanças que atraem: um caleidoscópio nas relações entre jovens brasileiros descendentes de japoneses no estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Juliana Carneiro da
Sexo
Mulher
Orientador
Maroni, Amnéris Ângela
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2016.963641
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Nipo-brasileiros - Brasil
Imigrantes japoneses - São Paulo (Estado)
Descendência japonesa
Civilização
Influencia japonesa
Resumo

O presente trabalho dedica-se a explorar as relações entre jovens brasileiros
descendentes de japoneses a partir de três cidades do estado de São Paulo, onde percorri associações nipo-brasileiras, festivais e festas japonesas, baladas orientais, um colégio dito oriental e entrevistei quinze jovens (em sua maioria nipodescendentes). Tendo por centro referencial as experiências desses sujeitos, esta dissertação aborda particularmente os meandros do que a bibliografia tem denominado “solidariedade étnica”, apontando para as diferentes facetas nas quais ela se põe fora de espaços étnicos e também as ocasiões em que não o faz – não “chama”, como sugiro a partir do psicanalista Christopher Bollas. Para tanto, aproprio-me da teoria da cultura proposta por Edward Sapir e da noção de japonesidade, tal como apresentada na coletânea
organizada pelo professor doutor Igor José de Renó Machado, na Universidade Federal de São Carlos. A partir desta noção, mostro como no contexto de minha pesquisa relacionam-se, muitas vezes de forma tensa, ao menos dois tipos de sentido para “japonês” (termo nativo brasileiro usado, a princípio, para referir-se a nipodescendentes). Mostro igualmente como a ambivalência presente no termo “japonês” reverbera nas dinâmicas relacionais que estudo, contribuindo para a sua multiplicidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/963641