Arte e estética

Becos, brechas, favelas: Os corres de jovens produtores culturais de territórios populares

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cruz Júnior, Gilberto Vieira da
Sexo
Homem
Orientador
Carrano, Paulo César Rodrigues
Código de Publicação (DOI)
31003010090P3
Ano de Publicação
2015
Programa
Cultura e territorialidades
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
108
Idioma
Português
Palavras chave
Jovem
Cultura
Território
Favela
Individuação
Resumo

Esta dissertação relata e busca interpretar táticas de produção cultural realizadas por dois jovens moradores de periferias do Rio de Janeiro, tendo como campo de investigação seus territórios de moradia e circulação na cidade. Foram feitas escutas sobre percursos biográficos e observações com olhar atento sobre trabalhos de produção cultural. Movimentos culturais juvenis contemporâneos estabelecem redes e ações políticas e culturais de novo tipo no espaço público. Percebe-se que as redes de relacionamentos, as conexões culturais e políticas produzem configurações sociais nos territórios populares e incidem sobre os processos de individuação e transição para a vida adulta. Os jovens atores sociais moradores de favela que foram acompanhados durante a pesquisa estabelecem táticas específicas de produção cultural e depositam no campo simbólico o espaço-tempo do reconhecimento de suas ações políticas de transformação da cidade a partir dos territórios populares. Partindo de uma perspectiva transversal, três conceitos, acompanhados de bibliografias específicas, foram determinantes para o olhar sobre os processos de individuação dos jovens: a cultura, como elemento fundamental no desenvolvimento de formas de vida (Stuart Hall e Nestor Canclini); a favela, enquanto territorialidade, espaço usado onde disputas simbólicas se interpõem aos estereótipos construídos sobre o espaço (Lícia Valladares, Ana Clara Ribeiro e Milton Santos); e a juventude, enquanto categoria cambiante que passa por um importante processo de reconfiguração na sociedade da informação (Rossana Reguillo e Alberto Melucci). A pesquisa concluiu, entre outras coisas, que transformações tecnológicas e afetivas têm dado conta de novas formas de trabalho e visões de mundo operadas por agentes sociais cada vez menos marginalizados. As ações realizadas por esses jovens vão ressignificando a produção cultural e servindo como instâncias socializadoras fundamentais na identidade e nos modos de individuação desses sujeitos.

Autor do Resumo
Gilberto Vieira da Cruz Júnior
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2644922

Registros de memória em arte fugaz: O graffiti das casas-tela do Museu de Favela (2010-2014)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Fernanda da Silva Figueira
Sexo
Mulher
Orientador
Gomes, Edlaine de Campos
Código de Publicação (DOI)
31021018002P4
Ano de Publicação
2015
Programa
Memória social
Instituição
UNIRIO
Página Inicial
1
Página Final
265
Idioma
Português
Palavras chave
Museu de Favela
Memória social
Graffiti
Casa-tela
Museologia social
Resumo

Compreender as relações entre memória e graffiti no Museu de Favela (MUF), um museu comunitário e de território, um Ponto de Memória que pauta seu trabalho na Museologia Social, é o objetivo desta pesquisa. O MUF localiza-se nas favelas Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, e um de seus principais acervos é o Circuito Casas-Tela, composto por pinturas em graffiti que utilizam paredes e muros das casas de moradores para registrar memórias, histórias e culturas locais. Que demandas surgem a partir da entrada do graffiti em um museu de território? O graffiti frequentemente é considerado como uma arte (manifestação) de caráter fugaz, porém ao ser incorporado à memória das Casas-Tela, ele sofreu processos de restauração. Ao ser restaurado o graffiti teria perdido sua originalidade? Ao fazer parte de um museu institucionalizado ele também deixaria de ser graffiti? Ao restaurar graffiti o MUF estaria quebrando paradigmas? O que determina a efemeridade desta arte? Em que medida o restauro do graffiti pode se configurar como uma valorização da arte e do próprio artista? Eis algumas das questões que permeiam esta pesquisa que se concentra na análise das implicações decorrentes da entrada do graffiti no MUF, especialmente no período contido entre 2010 e 2014. Tudo indica que o restauro dos graffiti enquanto tema e problema teve seus “deslimites”, pois cada Casa-Tela foi restaurada de uma forma distinta. O que parece estar em jogo e presente no desejo de restauro das Casas-Tela, obras coletivas e vivas, é a preservação da informação, não importando se há ou não mudanças nas pinturas restauradas. Os desenhos devem preservar a capacidade de comunicar o conteúdo de memórias do museu. Todo esse processo sugere que o MUF tem buscado, com o graffiti e seu poder dialógico, o reconhecimento das memórias das favelas em que está inserido como parte integrante da cidade do Rio de Janeiro.

Autor do Resumo
Fernanda da Silva Figueira Rodrigues
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favelas Pavão, Pavãozinho e Cantagalo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2010-2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2421164

Dança e política: Movimento a Lia Rodrigues Companhia de danças na Maré

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Schwartzenberg, Adriana Pavlova
Sexo
Mulher
Orientador
Fabião, Eleonora Batista
Código de Publicação (DOI)
31001017157P4
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Artes da cena
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
116
Idioma
Português
Palavras chave
Dança
Favela
Política
Resumo

Esta dissertação investiga as transformações na pesquisa de dança desenvolvida pela Lia Rodrigues Companhia de Danças após sua chegada ao Complexo de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, em 2004, para uma residência. A análise é feita de forma cronológica, a partir do estudo e mapeamento entrelaçado das operações políticas e estéticas da coreógrafa Lia e de sua equipe com a Maré durante os últimos 11 anos. Ideias e conceitos de estudiosos dedicados à pesquisa tanto de dança como de arte e política – como Hanna Arendt, André Lepecki, Eleonora Fabião, Jacques Rancière, Peter Pal Pélbart, Randy Martin, Andrew Hewitt e Danielle Goldman – são introduzidos e discutidos. O ponto de partida é uma breve história da coreógrafa e da companhia e a análise de seus modos de operação no contexto das economias da dança hoje. Encarnado, trabalho de 2005 que marca a chegada à Maré, é o primeiro espetáculo abordado, seguido da análise da trilogia sobre águas e coletividade: Pororoca (2009), Piracema (2011) e Pindorama (2013). Mais dois movimentos da coreógrafa e sua equipe na região são igualmente analisados: a abertura do Centro de Artes da Maré (CAM) – sede da companhia e palco para diferentes manifestações artísticas e sócio-políticas – e o Núcleo 2 – projeto de formação técnico, artístico e profissional com jovens, que tornou-se um forte elo entre Lia Rodrigues, dançarinos e comunidade. Outro ponto importante é a apresentação de processos de criação da companhia e a participação da dramaturgista Silvia Soter. É também objetivo do estudo refletir sobre a representação da favela carioca e discutir segurança pública na Maré através de reflexões de Jailson de Souza e Silva e Eliana Sousa Silva.

Autor do Resumo
Adriana Pavlova Schwartzenberg
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Complexo da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2004-2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3494864

Guarnieri Revisitado: Possibilidades de leituras do contemporâneo “Gimba, presidente dos valentes”

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Tatiana de Almeida Nunes da
Sexo
Mulher
Orientador
Vasconcellos, Jorge Luiz Rocha de
Código de Publicação (DOI)
31003010038P1
Ano de Publicação
2015
Programa
Estudos contemporâneos das artes
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
126
Idioma
Português
Palavras chave
Rio de Janeiro
Literatura
Adaptação
Resumo

Elaborada originalmente em fins do ano de 1958, pelo autor e ator Gianfrancesco Guarnieri, “Gimba, presidente dos valentes” emergia como uma literatura dramática que procurava estar em consonância com o projeto de nacionalização das artes brasileiras a vigorar no período. Para tanto, Guarnieri procurou levar aos palcos o universo da favela, da malandragem, do samba, como sinônimo de brasilidade. Passados mais de 50 anos da montagem original, o espaço da favela agora é relido pelo diretor teatral e musical Caíque Botkay e pelo escritor Paulo Lins, com a finalidade de aproximar a obra de uma nova realidade tempo-espacial, marcada, sobretudo, pela expansão da criminalidade no espaço urbano. Procurando dialogar com o cenário contemporâneo cada vez mais aberto a práticas que não obedecem a demarcação de fronteiras rígidas, a presente dissertação tem por objetivo pensar possíveis desdobramentos, possíveis leituras desse novo “Gimba”, o adaptado por Botkay e Lins.

Autor do Resumo
Tatiana de Almeida Nunes da Costa
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1958-2011
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3314216

A narrativa como dispositivo: a interferência da palavra na disputa da existência em certos territórios do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Eduardo de Almeida
Sexo
Homem
Orientador
Resende, Beatriz Vieira de
Código de Publicação (DOI)
31001017071P2
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Letras (Ciência da literatura)
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Dramaturgia
Dispositivo
Memória
Interferência da palavra
Resumo

O presente trabalho trata das questões relativas principalmente dos dramaturgos de periferias e as relações estabelecidas em sua produção e vivência. Analisando historicamente as noções de comunidade, favela e território e obras e histórias do Teatro na Laje, Nós do Morro, Apalpe e Última Estação, tendo como foco a obra Oh Menino, deste último grupo.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX - Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3118447

Favela, audiovisual e a CUFA: reflexões sobre “Soldado do morro”, Falcão, meninos do tráfico” e “5Xfavela – agora por nós mesmos”.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Tiago Gomes dos
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Mariana Cavalcanti Rocha dos
Código de Publicação (DOI)
31011012009P7
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV RJ
Página Inicial
1
Página Final
87
Idioma
Português
Palavras chave
Favela
CUFA
Audiovisual
TV Globo
MV Bill
Resumo

A presente pesquisa dedica-se ao estudo da utilização de produtos audiovisuais como um instrumento de produção de significados e legitimação dos “locais” como os “autênticos” representantes da favela. O videoclipe “Soldado do morro” (2000), o documentário “Falcão – Meninos do tráfico” (2006) e o episódio “Arroz com Feijão” do filme “5 x Favela – Agora por nós mesmos” (2010) são nossos objetos de investigação para compreender como a CUFA através desses produtos audiovisuais alcançou o patamar que lhe posicionou como uma das instituições mais representativas das favelas cariocas e de como esse espaço de representação pode operar na lógica de mercado.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2677167

Favela dá samba? Um estudo sobre as representações da favela no carnaval carioca

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Khouri, Natália de Andrea El
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Letícia Carvalho de Mesquita
Código de Publicação (DOI)
31011012009P7
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV RJ
Página Inicial
1
Página Final
125
Idioma
Português
Palavras chave
Carnaval
Desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro
Ritual
Favela
Representações
Resumo

Para o Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2014, o Grêmio Recreativo e Escola de Samba (G.R.E.S) São Clemente escolheu o enredo “favela”. A presente dissertação analisa a escolha e o desenvolvimento desse tema pela escola, problematizando as representações da favela apresentadas no desfile e as ideias e negociações mantidas entre os membros da escola na preparação do mesmo. Mais especificamente, o trabalho procura enfrentar o desafio de pensar a favela apresentada pela G.R.E.S. São Clemente a partir dos “dogmas” consolidados em torno da favela, conforme argumenta Lícia Valladares (2005), e contrapondo o esperado luxo de um desfile de uma Escola de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro com a simplicidade composta por todas as supostas “faltas” que a favela possui.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2677058

Uma questão de opinião: Zé Kéti, samba e transformações urbanas na cidade do Rio de Janeiro (1950-1979)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barbeiro, Adriana Santoleri Villa
Sexo
Mulher
Orientador
Azevedo, Amailton Magno
Código de Publicação (DOI)
33005010010P8
Ano de Publicação
2014
Programa
História
Instituição
PUC SP
Página Inicial
1
Página Final
131
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades
Favelas
Música
Identidades
Resumo

Este texto insere-se na perspectiva da História Cultural, em particular, à abordagem relacionada ao processo de urbanização das cidades brasileiras e à construção de identidades ligada a uma abordagem crioula da mesma. O objetivo central encontra-se em estudar como se deu o processo de intensificação da favelização da cidade do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1950 e 1980, e as respostas e reflexos desse movimento caracterizados na construção de identidades e na produção musical carioca do período, analisada através das composições do sambista José Flores de Jesus, o Zé Kéti. Buscamos compreender, por meio das composições e da própria biografia de Zé Kéti, aquilo que Édouard Glissant denominou como “irrué”, a mistura de irrupção e ímpeto, realidade e irrealidade, características, que acreditamos estar presentes, não apenas nas produções que serão aqui analisadas, mas, também, no próprio samba (assim como nos demais gêneros musicais formados nas fronteiras do Atlântico Negro) e mesmo, na identidade da favela carioca e do “povo” brasileiro que aqui buscaremos elucidar. Desse modo, buscaremos observar como as transformações econômicas e políticas, levadas a cabo no período em questão, refletiram-se, não apenas na transformação desordenada do espaço público, mas também, na forma de se pensar e sentir as situações que se assumiam cada vez mais presentes na vida de grande parte da população menos favorecida. Assim, partindo de uma realidade particular, almeja-se representar mais uma contribuição entre os recentes, e cada vez mais relevantes trabalhos sobre os processos de construção de identidades em torno do Atlântico Negro e das transformações das cidades brasileiras, além de possibilitar um olhar menos pragmático e deformador com o qual se percebem essas mesmas situações ao longo de toda uma História.

Autor do Resumo
Adriana Santoleri Villa Barbeiro
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1950-1979
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1790759

Becos da memória e da identidade em Conceição

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Elisangela de Lana
Sexo
Mulher
Orientador
Moreira, Terezinha Taborda
Código de Publicação (DOI)
32008015001P1
Ano de Publicação
2014
Programa
Letras
Instituição
PUC MG
Página Inicial
1
Página Final
89
Idioma
Português
Palavras chave
Evaristo
Literatura negra
Memória
Identidade
Hibridismo
Resumo

Assim como a obra Becos da memória, da escritora negra e mineira Conceição Evaristo, construída de forma fragmentada, é o conceito de literatura negra ou afro-brasileira, ainda em construção. Também é a identidade negra, fragmentada, híbrida, sempre em construção, encenada ao longo da obra em análise. O interessante é que, nela, a cultura híbrida dos favelados aparece no mesmo patamar de igualdade da europeia. No que diz respeito à memória, ela é construída a partir das histórias contadas pelos mais velhos em relação à época da escravidão no Brasil e após a abolição, momento em que os afrodescendentes continuaram marginalizados e impedidos de conseguir ascensão social. É construída também a partir das vivências contemporâneas da narradora na favela. A literatura negra ou afro surge para articular etnicidade, cultura e condição social e construir o orgulho étnico e a identidade afro-brasileira no campo da produção literária. O romance Becos da memória pertence a essa literatura porque traz como temática o questionamento sobre o lugar ocupado pelo negro na sociedade e sua dificuldade em relação à moradia digna e trabalho decente. Além disso, ao longo da obra, quem narra a história da comunidade à qual pertence é uma mulher negra que faz sua própria leitura e interpretação do mundo como sujeito. Por isso, essa escrita de Evaristo pode ser considerada "menor", porque apresenta um aspecto desagregador tanto em relação à literatura oficial quanto em relação à língua oficial, já que traz para a cena literária a memória negra que foi apagada pela História oficial ao mesmo tempo em que usa a língua padrão para produzir a obra, mas rasura-a por meio do emprego constante da oralidade. A atitude da autora de elaborar a obra dessa forma pode ser vista como uma postura crítica, através da estética, que visa dar visibilidade à diferença afro-brasileira recriada na narrativa por meio do recurso à oralidade. Ao elaborar a obra, Conceição Evaristo faz um jogo de construção narrativa que resulta da relação de espelhamento entre ela mesma e Maria-Nova, ou seja, Maria-Nova encena na narrativa a atitude do escritor negro brasileiro. A autora, por meio da recriação da história do negro, retira-o da invisibilidade. Assim, ao trazer para a cena literária as várias vozes que habitam a favela, mostra a possibilidade de lutar coletivamente contra os estereótipos impostos, subvertendo as definições estabelecidas pelas classes dominantes.

Autor do Resumo
Elisangela de Lana Costa
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XX - Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=715663

Dez vezes Favela

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alves, Anne Caroline Fernandes
Sexo
Mulher
Orientador
Quadros, Eduardo Gusmão de
Código de Publicação (DOI)
52002012013P8
Ano de Publicação
2014
Programa
História
Instituição
PUC-Goiás
Página Inicial
1
Página Final
66
Idioma
Português
Palavras chave
Representação
Cinema
Favela
Resumo

Este trabalho pretende estudar as representações sobre favela expostas no filme Cinco vezes favela, lançado no ano de 1962, e Cinco vezes favela, agora por nós mesmos, lançado no ano de 2010. Além da representação, o lugar de discurso na historia de cada filme também será abordado nesta pesquisa. Para fundamentação das análises buscou-se fazer uso das reflexões teóricas de Bakthtin. A intenção é apreender rupturas e continuidades por meio do cinema, analisando como a representação da realidade social, cuja denominação é "favela‟, nestes dois filmes, traduz indícios de significações atribuídas pelo imaginário brasileiro em cada época.

Autor do Resumo
Anne Caroline Fernandes Alves
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1962-2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1890754