Arte e estética

Urbanismos barrocos e espaços comunicacionais: entre o formal e o informal em São Paulo e na América Latina

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Goudet, Mylène
Sexo
Mulher
Orientador
Pinheiro, Amálio
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
194
Idioma
Português
Palavras chave
América Latina
Cidade informal
Espaços comunicacionais
São Paulo
Urbanismo barroco
Resumo

Em São Paulo, as ocupações informais da cidade, tais como comércio ambulante, favelas e movimentos sociais pró-moradia, aparecem na grande mídia como entraves para o cumprimento de planos urbanísticos de recuperação de áreas degradadas da cidade. Porém a hipótese desta pesquisa seguiu na contramão desta idéia e investiu na possibilidade de que o urbanismo de São Paulo nutre-se justamente do diálogo semiótico entre o formal e o informal para configurar-se, sendo a informalidade um dos elementos catalisadores na assimilação e na interação entre textos aparentemente distantes que compõem o mosaico cultural da cidade. O presente estudo tem como objetivo verificar em que medida as relações dialógicas entre a formalidade e informalidade nos espaços urbanos produzem aumento no volume cultural, principalmente em metrópoles cujas séries culturais tendam a se dar nos espaços abertos, nas ruas e espaços públicos. O conceito inicial para a abordagem dos espaços analisados foi o de fronteira, de Iuri Lotman, autor fundamental nos estudos da semiótica da Cultura, por meio do qual foi possível entender a fronteira como campo de diálogo e tradução, e não como separação ou limite. Também foram aproveitados conceitos de autores que analisam relações não binárias da cidade, tais como Amálio Pinheiro, Boaventura Sousa Santos, François Laplantine, entre outros. A cidade de São Paulo apresentou-se como corpus principal de análise por sua representatividade no continente latino-americano, além da proximidade tanto afetiva como geográfica da pesquisadora, permitindo imersões constantes nos ambientes escolhidos para análise. Outra questão específica é a proposição de mescla analítica entre procedimentos do barroco literário latino-americano e as configurações urbanísticas de São Paulo. Autores como Severo Sarduy, Alejo Carpentier e José Lezama Lima esclarecem que o barroco latino-americano, mais que um procedimento estilístico, é considerado como modo não-binário de operar conexões e sintaxes no ambiente informacional difuso e descentralizado do nosso continente. Além do estudo de campo e registros fotográficos, a pesquisadora realizou pesquisas para um documentário de televisão sobre edifícios modernistas em metrópoles brasileiras, prática que revelou-se fundamental na aproximação entre teoria e objeto. Verificamos que a habilidade em transitar entre o formal e o informal estão definitivamente incorporadas como relações comunicacionais nos espaços urbanos de São Paulo, e que estes trânsitos se dão mais por aptidões culturais do que por razões socioeconômicas. Entendemos que estas conclusões possam ser verificadas, com variáveis desejáveis, em outras cidades da América Latina

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4230

A pixação paulista e as vanguardas: poesia concreta no concreto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gonçalves, Carolina Albuquerque
Sexo
Mulher
Orientador
Motta, Leda Tenorio da
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Cultura urbana
Grafitos - Sao Paulo (cidade)
Resumo

A presente pesquisa estuda a pixação", um fenômeno da comunicação que ocorre exclusivamente nas metrópoles brasileiras, mais especificamente em São Paulo, onde surgiu. Trata-se de um tipo de intervenção sobre os muros da cidade que não se confunde com os graffitis coloridos nem com as demais inscrições aí lançadas, tais como pichações estas com "ch" com fins propagandísticos ou quaisquer outras formas de manifestações escritas com finalidade de marcar presença. A pixação aqui analisada teve início na periferia de São Paulo, nos anos 1980, juntamente com o movimento punk, em meio a uma disputa pelo espaço entre as gangues punk. Grafada com x por seus fazedores, ela assumiu formas visuais e ortográficas e possui regras que a distinguem como movimento cultural do povo suburbano que investe a cidade paulista como mídia para suas ressignificações do cotidiano. Esta pesquisa trata de mostrar como e por que a pixação é uma comunicação poética urbana e da periferia. Associando o fenômeno aos movimentos modernos e modernistas, a hipótese com que se trabalha é a de que temos aí também uma forma de arte . Ela possui as mesmas experimentação, ruptura com a tradição, fragmentação e desconstrução da figuração ou das letras das vanguardas, que reelaboram radicalmente a forma, tendendo a aproximá-la do caos. A exemplo de certos movimentos artísticos que a partir do final do século XIX se deixam influenciar pelas cidades modernas e seu novo modus vivendi, a pixação carrega o ruído urbano para a arte e para a poesia. Além dos referenciais vanguardistas, tais inscrições possuem interessantes explorações verbais e visuais associáveis às realizadas pela poesia concreta. A importância do trabalho para a área da Comunicação advém de a cidade ser usada como medium para este tipo específico de fazer. Além disso, será mostrado que pixadores, ao comunicar o modus vivendi suburbano através da subversão da ortografia formal, da inovação das formas caligráficas e do uso total do espaço metropolitano, transformam o que seria a mera comunicação de um grupo em um ato poético, ou artístico. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico e documental, cujo corpus é constituído de registros fotográficos, pesquisa de campo e anotações feitos pela autora. Os principais referenciais teóricos incluem as histórias da arte, das vanguardas e das vanguardas tardias e as teorias críticas para a arte moderna e contemporânea,aí incluídas aquelas voltadas para a  poesia concreta brasileira

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/5309

O corpo da multidão aprende a se comunicar: políticas públicas para dança em Araraquara de 2001 a 2008

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Gilsamara Moura Robert
Sexo
Mulher
Orientador
Katz, Helena Tânia
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Estratégias de comunicação
Política cultural
Escola Municipal de Danca Iracema Nogueira (Araraquara, SP)
Festival de dança de Araraquara
Resumo

Quando operam no campo da cultura, os processos de comunicação demandam uma leitura política da sua atuação. Ações culturais promovem formas de comunicação entre as várias camadas das populações que compõem uma cidade, entre uma cidade e seu entorno, modificam a cidade, modificam o entorno e modificam a relação entre ambos. A natureza dessas ações é que traça o perfil daquilo que comunicam, daí a importância de cada uma delas. Justamente por isso, torna-se indispensável aprender a identificar cada ação cultural como um processo de comunicação com a sociedade na qual opera. Entendendo a política cultural para a dança realizada na cidade de Araraquara-SP, entre 2001-2008, como um processo de comunicação, a tese parte da hipótese de que o conjunto de ações culturais realizadas a diferenciou de outras cidades brasileiras de porte e situação geográfica semelhante e a conectou com um outro tipo de circuito. A dança é empregada como o recorte que explicita a hipótese. Os dois projetos aqui pesquisados, objetos de estudo da presente tese - a Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira, fundada em 2002, e o Festival de Dança de Araraquara, criado em 2001 -, nasceram a partir de entendimentos distintos dos até então hegemônicos na cidade. Sua implantação suscitou resistência e demandou estratégias de comunicação capazes de promover a sua adaptação à sociedade araraquarense. Para pesquisar as estratégias que operaram tal transformação, aqui se empregou a bibliografia das teorias da comunicação de viés político (BARBERO, MATTELART, SODRÉ), lidas à luz de NEGRI & HARDT, BAUMAN e VIRNO. Com esses autores foi possível desenvolver o argumento de que a consolidação de projetos como os dois acima descritos, ao envolverem a cidade de formas inusitadas e singulares, acabaram ganhando uma força que, possivelmente, assegurará a sua continuidade - afrontando a tradição brasileira de interrupção e descontinuidade de projetos culturais, mesmo os bem sucedidos, a cada eleição, quando se alteram os partidos no poder. Conhecer o histórico das formas de comunicação da dança em Araraquara nesse período permite avaliar com mais acuidade a transformação operada pelos dois projetos, que nasceram e se implantaram enfrentando e transformando os focos de resistência que podiam ser antevistos, uma vez que destituíam o conceito de dança que, até então, se praticava na cidade. Ao substituir os campeonatos ou concursos entre escolas particulares que aconteciam debaixo da nomenclatura Festival de Dança", por formas colaborativas entre profissionais da área, o Festival de Dança de Araraquara desarticulou a comunicação entre Araraquara e as cidades onde funcionam estes festivais competitivos e inscreveu-a em outro circuito, o dos festivais profissionais e não-competitivos. Evidentemente, essa ação feriu os interesses locais que uniam as escolas privadas da cidade e foram necessários alguns anos para que o ambiente se harmonizasse. A inauguração da Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira, pautada por uma proposta de currículo inteiramente distinta do modelo praticado por essas mesmas escolas, abriu outra fissura na hegemonia anterior, tornando o ambiente da dança em Araraquara mais plural e complexo. O objetivo central é o de contribuir com o avanço das discussões a respeito do binômio comunicação-cultura dentro de uma perspectiva política, usando a política cultural para a dança como o foco dessa reflexão

Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Localidade
Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2001-2008
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/5118

Charge jornalística: estudo do discurso chargístico da Folha de S.Paulo veiculado no período da crise deflagrada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lopes, Luís Fernando
Sexo
Homem
Orientador
Motta, Leda Tenorio da
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
98
Idioma
Português
Palavras chave
Charge jornalística
Discurso chargístico
Gênero opinativo
Efeitos de sentido
Folha de S. Paulo (Jornal)
Resumo

A charge como texto e gênero discursivo inserido no jornal impresso pode mobilizar, simultaneamente, em sua textualização, mais de uma linguagem: a verbal (da palavra escrita) e outras não-verbais (do desenho, do traço, das formas, das cores e dos arranjos diagramático e combinatório de todos esses elementos). Nesse sentido, este trabalho de pesquisa tem por finalidade analisar a articulação da linguagem sincrética verbal e visual das charges publicadas num importante veículo de comunicação de massa, no intuito de se verificar o processo de textualização da charge como mais um texto de opinião presente no jornal impresso, contribuindo, dessa forma, para a compreensão dos seus efeitos de sentido. Para tal empreendimento, tomar-se-á, portanto, como corpus de análise o jornal Folha de S.Paulo (em específico suas charges veiculadas na página A2 intitulada Opinião que tiveram como tema central a crise de segurança pública deflagrada em maio/2006 pelos ataques do PCC), evidenciando as relações discursivas que interagiram para a construção do sentido quanto aos textos chargísticos publicados nessa mídia impressa. Além da evidenciação das mencionadas relações, este trabalho também tem por objetivo compor um importante registro histórico de todas as charges publicadas com a temática da crise de segurança pública deflagrada pelo PCC, especificamente quanto às três fortes ondas de ataque que ocorreram a partir de maio/2006

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/5093

Design vernacular urbano: a produção de artefatos populares em São Paulo como estratégia de comunicação e inserção social

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Valese, Adriana
Sexo
Mulher
Orientador
Baitello Junior, Norval
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
design vernacular
hibridismo cultural
Inclusão social
estratégia de comunicação
Artesanato
Resumo

A presente pesquisa pretende investigar o Design Vernacular Urbano, e as relações estabelecidas a partir dele, com a sociedade e a cultura. Entendemos que: Design Vernacular Urbano é uma denominação atribuida aos artefatos populares criados por um indivíduo ou uma comunidade para atender às necessidades básicas e concretas na luta pela sobrevivência. A inserção desta pesquisa na área de comunicação, se justifica pelo fato de que os artefatos do Design Vernacular Urbano são analisados como agentes de comunicação entre o produtor/usuário, e o meio no qual foram gerados, e, de forma mais abrangente, na relação estabelecida entre os artefatos e o público consumidor e observador. Nossa pesquisa levanta como hipótese se o design vernacular urbano, fruto das trocas que ocorrem entre culturas e indivíduos nos grandes centros urbanos, pode ser caracterizado como uma estratégia de comunicação e inserção social. O objetivo geral desta pesquisa é o de investigar sobre o lugar do Design Vernacular na cultura urbana, a partir de uma metodologia exploratória e de pesquisa bibliográfica, identificando os produtos existentes, as necessidades que os geraram, os modos de criação/produção e contextualizando-os como artefatos híbridos. Para conceituarmos nosso objeto de estudo, utilizamos diversos autores que pesquisaram sobre o tema, como Fernanda de Abreu Cardoso, Rafael Cardoso Denis, entre outros. Em nossa investigação sobre o Design Vernacular Urbano, procuramos nos pautar na Semiótica da Cultura, da Escola de Tartu, a partir da obra de Iuri Lotman, no que se refere ao conceito de texto, também trabalhado por Ivan Bistryna. Para compreendermos o design vernacular como processo de hibridização cultural, fomos buscar subsídios em autores como Nestor Garcia Canclini, em Culturas Híbridas ; Massimo Canevacci, em Sincretismos: uma exploração das hibridações culturais , e Peter Burke, em Hibridismo Cultural .

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4907

A dança e a crítica: uma análise de suas relações na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Flávia Fontes
Sexo
Mulher
Orientador
Motta, Leda Tenorio da
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
123
Idioma
Português
Palavras chave
Dança
Crítica
Crítica de dança
História e critica
Crítica da arte
Resumo

Trabalhando com um corpus constituído pela crítica de dança publicada nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo nos períodos 1975-1980 e 1995-2000, este projeto examinou dois momentos relevantes da dança brasileira através dos seus reflexos na mídia. A pesquisa debruça-se sobre elementos da crítica e da cultura em busca das relações entre as artes e os meios de comunicação na cultura brasileira contemporânea. Com isso, tem também por objetivo analisar os reflexos da atuação da crítica. Metodologicamente, o estudo baseou-se em textos críticos de autores como Flora Süssekind, Adorno, Gerd Borheim, Roberto Schwarz, Davi Arrigucci Jr., entre outros, para traçar um panorama da crítica e para transitar entre ele. Também foram importantes as marcas que o tempo deixa ver e podem fazer parte de uma geração, não mais de um autor. Em paralelo, foi realizado um estudo sobre os principais eventos de dança em São Paulo nos referidos períodos, atento à situação política e econômica. Dentro dessas perspectivas, as conclusões apontam que a crítica de dança passou a ter mais peso com a movimentação crescente das montagens de dança nos últimos anos da década de 70 e com a transformação da cidade de São Paulo no principal pólo cultural do país. Não dá para negar que houve um diálogo entre dança e crítica, mesmo sem ter o alcance sugerido pelas teorias estudadas. Há, portanto, uma conjunção entre a dança e a crítica em São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1975-1980; 1995-2000
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4897

Olhares figurados, figuras do olhar: fotografia e movimento Hip Hop

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Juliana de Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Ana Claudia Mei Alves de
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
162
Idioma
Português
Palavras chave
Semiótica discursiva
Fotografia
Regimes de sentido e de interação
Identidade
Hip-hop (Cultura popular jovem)
Resumo

O presente estudo toma por objeto as fotografias realizadas por integrantes do Movimento Hip Hop, da cidade de São Carlos (SP), nas quais constroem um olhar sobre si mesmo pelas experiências da vida em grupo. Centrada nos procedimentos de figurativização e tematização, esta pesquisa preocupa-se com as diversas figuras enredadas pelo conjunto fotográfico, que implicam em estratégias discursivas capazes de tornar visível os diferentes modos de o grupo se mostrar no mundo. Em decorrência disso, a problemática se apresenta em torno da visibilidade do grupo, articulada em quatro cenas que, conforme hipótese de pesquisa, constituem distintos auto-retratos. Estes fazem parte de um universo subjetal (de figuras próximas à particularidade do grupo) e objetal (próximas às imagens convencionalmente reiteradas pelo contexto Hip Hop), encadeando a questão polêmica do parecer. O objetivo é analisar os mecanismos de enunciação para compreender como os modos de mostrar discursivizam a dimensão identitária do grupo, pelos contextos de vida presentificados no texto visual. Tal estudo embasou-se na semiótica discursiva de linha francesa desenvolvida por Algirdas Julien Greimas e seus colaboradores, para dar conta da organização do texto fotográfico como uma totalidade de sentido e dar inteligibilidade aos mecanismos de sua produção. Destacam-se, ainda, as orientações teóricas da Sociossemiótica, propostos por Eric Landowski, as formulações de Jean-Marie Floch sobre semiótica plástica e as reflexões sobre auto-retrato a partir de Lauer A. N. dos Santos. Nessa correlação, enfatizam-se os regimes de sentido e de interação, em consonância com os modos de mostrar, bem como as relações identitárias que evidenciam a importância da imagem como objeto de comunicação e de interação entre os sujeitos pelo ato de ver

Disciplina
Referência Espacial
Região
Aglomeração Urbana Central
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4912

Identidades cruzadas: CCBB e Claraluz de Regina Silveira

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa Junior, Martinho Alves da
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Ana Claudia Mei Alves de
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Semiótica
Espaço
Interação
Resumo

Com o objetivo de analise da construção da identidade institucional do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB), a presente dissertação está fundamentada na teoria e metodologia semiótica de A. J. Greimas. A cada aniversário do CCBB, para a festa de sua celebração, é proposto a um artista plástico brasileiro que componha a sua obra, inserindo nela a própria constituição arquitetônica do edifício. O objeto de estudo dessa investigação é a exposição de Regina Silveira, intitulada Claraluz, que foi estudada pelo levantamento dos mecanismos de uso das características estruturais do prédio, assim como da relação que o centro histórico de São Paulo e a sua história têm na obra. Para o desenvolvimento da pesquisa, num primeiro momento, buscou-se caracterizar em panorama a produção artística de Regina Silveira, com o propósito de evidenciar no seu percurso artístico as marcas de ruptura de sua obra com a arte, sobretudo, no diálogo que edifica com a arquitetura e o espaço. Essa caracterização torna-se importante na medida em que permite a identificação de aspectos próprios à produção da artista que também se presentificam nas propostas do Centro Cultural, permitindo a análise dos efeitos de sentidos desencadeados por essas correspondências. Em relação ao contexto paulistano, a pesquisa realizou uma análise comparativa das formas de expressão de dois de seus maiores centros culturais oriundos de instituições bancárias: o Itaú Cultural e o CCBB. Dessa maneira, relacionou-se as políticas de atuação institucionais à constituição plástica dos edifícios, explorando as formas arquiteturais em articulação às respectivas localizações (centro histórico paulistano e Av. Paulista) e aos materiais empregados. Na organização da abordagem, um capítulo foi dedicado à exploração da significação de Claraluz e suas articulações com o projeto identitário do CCBB. Descrevendo os andares do edifício, destacou-se os diversos pontos que foram englobados no fazer da artista e também a maneira pela qual essa exploração concretiza os propósitos do instituto cultural. Por fim, apoiados nos desenvolvimentos da teoria semiótica de Eric Landowski e Jean-Marie Floch, chegamos a elaboração de uma tipologia do visitante do CCBB, ou seja, do enunciatário inserido no texto da exposição, verificando os modos como esse interage com aquele local na duração da exposição celebrativa.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Centro Cultural Banco do Brasil
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4787

Campinas clássica: a Catedral Nossa Senhora da Conceição e o engendramento de uma arquitetura monumental clássica urbana no Brasil (1807-1883)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Rodrigues, Ana Aparecida Villanueva
Sexo
Mulher
Orientador
Decca, Edgar Salvadori de
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
Programa de Pós-Graduação em História
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição
Patrimônio cultural
Neoclassicismo (Arquitetura)
Arquitetura - Séc. XIX
Cidades e vilas - Brasil
Resumo

Esta tese é sobre a linguagem arquitetônica da fachada principal e o retábulo-mor da Catedral Nossa Senhora da Conceição de Campinas a partir da apuração dos processos de levantamento métrico e do seu desenho instrumental da época de sua constituição, fornecendo assim uma reconstituição da sua orientação clássica, estudando-a como fonte e documento histórico, através do seu testemunho material, tornando assim, a Catedral Nossa Senhora da Conceição de Campinas, um objeto paradigmático da arquitetura clássica da cidade dentro de um contexto brasileiro. Esta tese demonstra, portanto, como a Catedral de Campinas foi projetada dentro de preceptivas clássicas com diversas autorias, períodos e vertentes teóricas, tendo como resultado um todo único, híbrido, erudito, recriativo, exemplar, contrariando a historiografia vigente de que a arquitetura do século XIX no Brasil é uma "cópia de modelos importados".

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Localidade
Catedral Nossa Senhora da Conceição
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1807-1883
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/480405?guid=1666811882214&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1666811882214%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d480405%23480405&i=1

Exposição didática e vitrine das formas: a didática do Museu de Arte de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Politano, Stela
Sexo
Mulher
Orientador
Aguilar, Nelson Alfredo
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
Programa de Pós-Graduação em História
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Bardi, Pietro Maria, 1900-1999
Arte moderna - Séc. XX - Exposições - Santos (SP)
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Resumo

A Exposição Didática e a Vitrine das Formas foram duas exposições que marcaram o início do Museu de Arte de São Paulo, em 1947. Foi na Rua Sete de Abril que o projeto de Pietro Maria Bardi se iniciava, na busca pela formação didática do público moderno que adentrava pelas portas do Edifício dos Diários Associados. Este estudo visa à compreensão desse momento da história artística de São Paulo e, acima de tudo, ao resgate as falas e documentos históricos antes calados pelo esquecimento.

 

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1900-1999
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/478049?guid=1666812037291&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1666812037291%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d478049%23478049&i=1