Mobilidade urbana

Transporte público coletivo em Presidente Prudente: planejamento, mobilidade e acessibilidade no consumo do espaço urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
OLIVEIRA CRUZ, Dayana Aparecida Marques de
Sexo
Mulher
Orientador
SILVEIRA, Márcio Rogério
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia
Planejamento urbano
Acessibilidade
Transportes coletivos - Presidente Prudente (SP)
Resumo

Nas cidades brasileiras, em que o automóvel possui maior prioridade que o transporte público coletivo, problemas relativos à mobilidade dos passageiros são comuns, os quais acarretam em dificuldades no acesso aos destinos desejados. As decisões tomadas no âmbito do planejamento urbano e do planejamento de transportes que são fundamentais para minimizar esses problemas esbarram em diversos interesses existentes nas cidades, impedindo que algumas decisões e ações necessárias para tornar o sistema de transporte público coletivo mais equitativo sejam tomadas. Em Presidente Prudente os problemas relativos ao transporte público coletivo, e que influenciam diretamente na acessibilidade estão atrelados ao estabelecimento do sistema viário, à distribuição dos meios de consumo coletivos, ao planejamento do transporte público coletivo e à localização dos bairros periféricos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/96741

Desenvolvimento e infraestruturas de transportes: análise das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
JULIO, Alessandra dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
SILVEIRA, Márcio Rogério
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia
Política de transporte urbano
Multiplicador (Economia)
Comunidade - Desenvolvimento
Espaço em geografia
Resumo

O transporte é condição necessária à circulação do capital, portanto, este também é basilar na produção e reprodução do espaço. A Com base nesta assertiva a pesquisa objetiva realizar uma análise da relação das inversões em capital fixo, particularmente obras de transporte, feitas pelo Governo Federal e a organização do espaço. Neste intento, têm-se como recorte as obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC sobre o Estado de São Paulo. O PAC destinou recursos para as infraestruturas em um processo de retomada dos investimentos públicos federais. As novas medidas de flexibilização da política fiscal e a previsão de investimentos públicos para médio e longo prazo estão contribuindo para crescer a demanda efetiva do setor privado. O estado paulista apesar de ser bem integrado pelo sistema rodoviário apresenta sérios gargalos. Na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP o problema é o estrangulamento da mobilidade espacial.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/96779

Interações espaciais e sistemas de transporte público: uma abordagem para Bauru, Marília e Presidente Prudente

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
GIRALDI COCCO, Rodrigo
Sexo
Homem
Orientador
SILVEIRA, Márcio Rogério
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Interações espaciais
Mão-de-obra
Acessibilidade
Produção do espaço
Transporte público coletivo
Resumo

A presente dissertação objetiva uma reflexão sobre o transporte público coletivo das cidades de Bauru, Marília e Presidente, no Estado de São Paulo, a partir da análise dos elementos concretos que de modo combinado atuam na geração de profundas desigualdades de acesso à cidade, prejudicando as várias categorias de interações espaciais e, por conseguinte, a própria cidade enquanto condição geral de produção e condição geral de reprodução social. Estas cidades se destacam regionalmente pelos papéis intermediários que assumem na rede urbana paulista, bem como pela proeminência dos setores comerciais e de serviços. Contudo, também mostram indícios da negligência histórica do Estado no que se refere à oferta de serviços de utilidade pública de qualidade. As novas dinâmicas da economia brasileira, trazendo novíssimas demandas por produtividade e versatilidade por parte dos trabalhadores, torna imperiosa a melhoria da qualidade dos serviços de utilidade pública voltados à reprodução ampliada da força de trabalho e entre estes do transporte público coletivo. O transporte público coletivo por ônibus exige infraestruturas específicas e adaptação de infraestruturas de circulação para que a máxima eficiência das interações espaciais seja alcançada, devido ao conflito no espaço viário com os veículos privados.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Bauru, Marília e Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/96695

Percursos urbanos: mobilidade espacial, acessibilidade e o direito à cidade

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pereira, Sílvia Regina
Sexo
Mulher
Orientador
Sposito, Maria Encarnação Beltrão
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia urbana
Cidades e vilas - Controle de acesso
Acessibilidade
Direito à cidade
Fragmentação urbana
Resumo

A estruturação urbana nas cidades capitalistas interfere no cotidiano dos citadinos à medida que estes necessitam locomover-se constantemente para realizarem as mais diversas funções e atividades, e para adquirir bens e serviços, os quais se encontram dispersos nesse espaço e são necessários à reprodução da vida. Dessa forma, a situação espacial de cada um pode facilitar ou dificultar esses deslocamentos intra-urbanos. Associado a ela está o poder aquisitivo que definirá os meios de locomoção a serem utilizados para que ocorram o uso e a apropriação do espaço urbano. As cidades médias, em sua maioria, como o caso de Presidente Prudente, têm apresentado características que eram, até pouco tempo, comuns apenas nos espaços metropolitanos. Isso tem ocorrido em função das diferenças socioespaciais estarem mais presentes, e do espaço urbano tornar-se cada vez mais compartimentado, expressando os processos de segregação e auto-segregação, os enclavese as novas periferias, os novos espaços voltados para o consumo de mercadorias e a possibilidade da ocorrência da fragmentação urbana. Nesse sentido, nosso objetivo foi entender como essas manifestações se apresentam nesta cidade e interferem na vida dos citadinos, no que diz respeito ao exercício do direito à cidade. Para a compreensão do fato, analisamos o cotidiano de diferentes tipos sociais (mulher trabalhadora, dona-de-casa, estudante, desempregado, idoso, portador de deficiência física e residente em cidade vizinha a Presidente Prudente), por meio de entrevistas e acompanhamentos de percursos intra-urbanos, no intuito de avaliar a mobilidade e o grau de acessibilidade para a reprodução da vida. Definimos três perfis para cada tipo social, considerando para isso a faixa salarial, a faixa etária, o lugar de residência e os meios de deslocamentos. A partir desse estudo foi possível entender os entrevistados como segregados, diferenciados ou auto-segregados socioespacialmente, de acordo com a relação entre situação espacial e a condição socioeconômica, que definem o meio de deslocamento e interferem no acesso diferenciado à cidade. Essas configurações refletem a lógica de produção, apropriação e consumo do espaço urbano, que favorece a diferenciação socioespacial no interior da cidade e interfere na vida dos citadinos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/105070

Lazer e vida urbana em Presidente Prudente - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
VALENTE, Luis Paulo
Sexo
Homem
Orientador
GUIMARÃES, Raul Borges
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia
Geografia urbana
Lazer
Vida urbana
Lazer - Presidente Prudente (SP)
Resumo

Este estudo tem por objetivo identificar as formas de lazer presentes ao longo da história da cidade de Presidente Prudente-SP, relacionando-as com o desenvolvimento da vida urbana. A pesquisa foi realizada em periódicos como jornais, revistas e outras publicações locais, além de fotografias que retratam a vida e paisagem urbana da cidade, em diferentes momentos. A relação entre lazer e vida urbana é analisada em três perspectivas. Primeiro, considerando a manifestação do sagrado, do profano e do cívico a partir das festas realizadas na cidade. Segundo, tendo em vista os espaços público e privado e suas inter-relações. Por fim, lazer e vida urbana é abordado em face das transformações na cidade que caracterizam a passagem do predomínio do rural para o urbano. Nos primórdios da cidade, o lazer era ainda aquele relacionado ao modo de vida rural. Mas com o crescimento da cidade, formas de lazer típicas da sociedade urbana passaram a predominar. Essas novas formas de lazer integram o conjunto de valores e práticas sociais que dão sentido e significado à vida urbana.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/96772

O PDDT e a fluidez territorial no Estado de São Paulo : o projeto dos Centros Logísticos Integrados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Braga, Vanderlei
Sexo
Homem
Orientador
Castilho, Ricardo Abi
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Logística
Planejamento regional - São Paulo (Estado)
Territorialidade humana
Território nacional - Brasil
Plano diretor
Resumo

O presente trabalho propõe analisar e interpretar os Centros Logísticos Integrados (CLI¿s), componentes do Plano Diretor de Desenvolvimento dos Transportes (PDDT-Vivo 2000/2020), concebido pela Secretaria dos Transportes do Governo do Estado de São Paulo como expressões da busca incessante pela dinamização e expansão da logística no território paulista. O CLI Sul, a ser localizado entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Porto de Santos, tem prioridade para sua concepção e implantação em relação aos outros CLI’s planejados no PDDT, devendo ser analisado segundo seus aspectos técnicos e normativos, visando identificar quem são os agentes que participam de seu planejamento e mostrar o papel do Estado como agente pronto a atender demandas corporativas por logística e fluidez. Sob um olhar geográfico, consideramos a logística como um conjunto de competências infra-estruturais, institucionais e organizacionais que podem conferir competitividade a um compartimento geográfico e aos agentes econômicos e cadeias produtivas que dele fazem uso, tornando-se importante analisar a busca incessante por maior fluidez pelas grandes empresas e operadores logísticos. Neste sentido, propomos analisar os CLI's, especialmente o CLI Sul, como resposta a uma demanda logística, tendo importância fundamental para a distribuição e circulação de bens pelo território brasileiro. A idealização dos CLI’s através do PDDT responde a uma demanda de rápido deslocamento no território nacional, criada pela unificação dos mercados, que se acompanha de maior abrangência de ação das firmas, fazendo com que as cidades que recebem as infra-estruturas necessárias à instalação desses centros tornem-se atrativas para a instalação de grandes empresas e de centros de distribuição. Dessa forma, procuramos confirmar a hipótese de que os CLI's, sobretudo o CLI Sul, constituem-se em ações públicas (normas e intervenções materiais) que colaboram para um uso corporativo do território, atendendo aos interesses de grandes empresas e grupos de distribuição e de logística. Além disso, sua implementação procura conferir competitividade territorial ao Estado de São Paulo no âmbito da disputa com outras unidades federativas, principalmente para atrair investimentos privados. Assim, podemos questionar quais são os objetivos da sua implantação, quais os critérios para a escolha das cidades em que serão implantados e qual poderá ser o seu papel na orientação política do PDDT. A fluidez, possibilitada por uma maior densidade técnica neste Estado, tem como conseqüência uma maior competitividade territorial em relação a outros Estados, além de uma melhor estruturação da logística para as grandes empresas, acentuando ainda mais a guerra dos lugares (nas escalas municipal e estadual) e a própria crise do federalismo, acentuada pela competição e não cooperação entre Estados e entre municípios, marginalizando e desconsiderando as demandas sociais por maior mobilidade.

Referência Espacial
Zona
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Santos
Logradouro
Porto de Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2006
Localização Eletrônica
http://ferroviaesociedade.com.br/artigos/braga_unicamp.pdf

Trilhos da modernidade : memorias e educação urbana dos sentidos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Hadler, Maria Silvia Duarte
Sexo
Mulher
Orientador
Galzerani, Maria Carolina Bovério
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Idioma
Português
Palavras chave
bondes
memória
modernidade
educação
cultura urbana
Resumo
Memorias diversas, em grande parte nostálgicas e idealizadas, encontradas a respeito do tempo em que o bonde foi presença significativa no espaço urbano
de diversas cidades brasileiras, levaram a considerá-lo um objeto culturalmente significativo, capaz de conduzir à apreensão de determinadas práticas culturais de uma cidade
na relação com a modernidade capitalista. Tendo sido um dos ícones da modernidade urbana entre décadas finais do século XIX e as iniciais do século XX, e nos anos 1960 símbolo
de entrave ao progresso, foram expressão de uma dada forma de circulação e temporalidade, fazendo parte de um processo de produção de relações sócio-culturais no espaço urbano,
de conformação de sensibilidades urbanas. Nesse trajeto histórico-cultural percorrido pelos bondes, a pesquisa buscou flagrar, mais especificamente na cidade de Campinas,
através de memórias que foram se delineando em torno da figura do bonde, entrelaçamentos sugestivos entre presente e passado, articulações com as vivências e inquietações
do presente. Por outro lado, rastreando imagens que se formaram sobre a vida urbana da época, buscou estabelecer relações entre a cidade e seus equipamentos e o processamento
de uma educação histórico-política das sensibilidades
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I

A migração na Região Metropolitana de São Paulo e os espaços da mobilidade intrametropolitana - 1980/2010

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Cunha, Aparecido Soares
Sexo
Homem
Orientador
Baeninger, Rosana Aparecida
Código de Publicação (DOI)
DOI: https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2015.963640
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade espacial
Mobilidade residencial
Migração
Região Metropolitana
Mobilidade intrametropolitana
Resumo

O objetivo principal desta tese é estudar a mobilidade espacial da população da Região Metropolitana de São Paulo, ou seja, a mobilidade intrametropolitana, a partir da perspectiva dos espaços de vida, com o uso dos conceitos de mobilidade residencial e migração, abrindo uma nova perspectiva analítica sobre os movimentos populacionais no território metropolitano. A pergunta central da tese é: quais são os espaços de vida da população da Região Metropolitana de São Paulo, considerando a mobilidade espacial da população. Com o objetivo de alcançar tal proposta, no primeiro capítulo, são estudados, em profundidade, os quesitos de migração e mobilidade pendular presentes nos censos demográficos brasileiros desde 1872, avaliando suas potencialidades e suas limitações, dentro desta nova perspectiva analítica. Para reconhecer o território estudado e o poder de influência dos municípios, no segundo capítulo, a Região Metropolitana de São Paulo é desvendada em relação ao histórico dos desmembramentos municipais e as implicações nos processos de mobilidade espacial da população, bem como se processou a constituição demográfica da região ao longo do tempo. Para avançar no entendimento dos processos migratórios ao longo das últimas décadas na região, entre 1980-2010, faz-se um levantamento minucioso dos movimentos migratórios de e para a Região Metropolitana de São Paulo, mas partindo-se dos grandes movimentos nacionais e passando pelos deslocamentos populacionais interestaduais e intraestaduais, além de analisar os movimentos intrametropolitanos. No capítulo final os espaços de vida são definidos, a partir da mobilidade pendular. De posse dos espaços de vida da população, por município, verifica-se como se processa a mobilidade espacial da população, considerando os espaços definidos da mobilidade residencial ou intrametropolitana e os espaços da migração. Desta forma é possível determinar o grau de influência dos espaços de vida sobre a mobilidade residencial

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-2010
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/963640

Conte comigo: a migração abrindo portas: migração interna, redes de suporte social e vulnerabilidade social na Região Metropolitana de Campinas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Cunha, Tiago Augusto da
Sexo
Homem
Orientador
Cunha, José Marcos Pinto da
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Redes de relações sociais
Capital social (Sociologia)
Vulnerabilidade social
Migração interna
Campinas, Região Metropolitana de (SP)
Resumo

Não é de hoje que diversos estudos se propõem a analisar o processo migratório a partir da perspectiva das redes sociais. Para tanto, tais estudos basicamente investigam tanto os efeitos que elas possuem no direcionamento do fluxo populacional, quanto as possíveis mitigações dos riscos e custos inerentes ao processo e, consequentemente, a provável maior facilidade de integração do recém-aportado migrante às regiões de destino. Contudo, não é este necessariamente o objetivo final e geral do presente estudo, senão o contrário. Interessa-nos observar o caminho inverso, ou seja, quais os impactos nas redes sociais derivados do próprio ato de migrar? Considerando que a resposta a essa pergunta seria algo relativamente simples de se verificar, sugerimos uma nova indagação: que efeitos (benefícios ou não) são ocasionados por prováveis modificações à estrutura das redes sociais dos envolvidos pós-migração? A partir daí, duas novas dimensões são aqui abarcadas: além das alterações experienciadas pelo componente formal das redes sociais (sua estrutura), há ainda transformações no seu componente substantivo, ou seja, no capital social derivado desta mesma estrutura de relações sociais, bem como das possibilidades de transformações sociais mais gerais (suas vantagens ou limitações). Como ilustração desse último domínio toma-se como conceito operativo o de vulnerabilidade social. Em suma, interessa observar de que maneira as alterações tanto de forma (mais ou menos contatos e quem eles são), assim como de conteúdo (qualidade dos recursos por eles disponibilizados) das redes sociais de migrantes podem ter sido responsáveis, pós-migração, por uma determinada condição/situação de vulnerabilidade social ou pela superação por parte daqueles nela envolvidos. Para tanto, é realizado um estudo acerca da Região Metropolitana de Campinas (RMC) com base nos dados de uma pesquisa domiciliar realizada em 2007, realizamos um estudo da Região Metropolitana de Campinas (RMC), promovendo um levantamento quantitativo e qualitativo. No primeiro, oferecemos um grande detalhamento sobre a mobilidade da população na região, bem como informações interessantes para a análise de vários elementos relativos à atuação das redes sociais no processo migratório e algumas formas de capital social de que dispõem as pessoas e famílias. No segundo, aspectos qualitativos foram verificados através da aplicação do software EGONET, de autoria da Universidad Autónoma de Barcelona (UAB)

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Região Metropolitana de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_660e122b64250e1383515985af05ea94

Circulando entre mares e morros : dinâmica migratória e tecnificação do espaço na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte 1991/2010

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Késia Anastácio Alves da
Sexo
Mulher
Orientador
Cunha, José Marcos Pinto da
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2014.926392
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração interna
Urbanização
Espaço urbano
Resumo

Desde o século passado, o território brasileiro vem sendo caracterizado por profundas mudanças. Assim, observaram-se os processos incipientes de uma urbanização que, a princípio foi seletiva, com a concentração de atividades econômicas e de sua população em poucas cidades, com o incremento demográfico substancialmente nas metrópoles. A partir do terceiro terço do século XX a urbanização se tornou generalizada, mas, mesmo assim, concentrada. Todo esse processo de urbanização foi conduzido por mudanças nos modos de trabalho, observa-se que o desenvolvimento da história do território brasileiro foi acompanhado pelo desenvolvimento de técnicas, sendo que através desse instrumental, normativo e de trabalho, o homem produz, cria e realiza sua vida. O processo de tecnificação do espaço brasileiro foi da simples mecanização do espaço à criação de um meio técnico-científico-informacional. Porém, todo esse arcabouço técnico não é distribuído de forma igualitária pelo espaço, observa-se a concentração de meios mais modernos em determinadas regiões do país, como a região Sudeste, onde a divisão territorial do trabalho é mais intensa. No bojo desse processo de urbanização e modelagem do território por diferentes meios técnicos, distintos fluxos e dinâmicas demográficas caracterizaram os espaços, porém em alguns lugares com mais intensidade, por exemplo, a região Sudeste.

Nesse sentido, este trabalho tem o objetivo de depreender a relação entre tecnificação do espaço e o fenômeno da mobilidade espacial da população. Como unidade espacial de análise, tem-se a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Localidade onde os processos históricos delinearam diferentes meios técnicos, observando-se em alguns a presença de um meio-técnico-cientifico-informacional e uma divisão territorial do trabalho mais intensa, tais lugares são caracterizados por uma maior circulação de pessoas, bem como pelas regularidades dos fluxos migratórios. As análises do fenômeno da mobilidade espacial da população bem como as características da população residente e migrante foram feitas com base nos censos demográficos de 1991, 2000 e 2010, evidenciando as distintas realidades demográficas e socioespaciais que demarcaram a região

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Vale do Paraíba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1991-2010
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/926392