Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Spolon, Ana Paula Garcia
Orientador
Pereira, Paulo Cesar Xavier
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2006.tde-18092007-134420
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Palavras chave
Espaço urbano
Hotelaria
Incorporação imobiliária
Resumo
A indústria hoteleira paulistana experimentou, no período compreendido entre os anos de 1995 e 2005, a maior expansão quantitativa de sua história. Tida como exagerada por muitos especialistas e profissionais do setor, esta expansão teria provocado uma crise generalizada, propalada por investidores, redes administradoras de hotéis e incorporadores, despertando dúvidas sobre a real necessidade de ampliação da rede hoteleira instalada no início da década de 1990, no município de São Paulo. Nesta dissertação, considera-se a hipótese de que esta expansão não tenha sido orientada com base na demanda por novas unidades hoteleiras, mas pela identificação de demanda por novos espaços urbanos. A decisão de se promover a construção de novos hotéis seria, portanto, justificada por interesses mais amplos e complexos. O entendimento desses interesses mostra-se fundamental, portanto, para que se possa compreender a natureza da relação entre a hotelaria e a indústria imobiliária. A análise desta problemática fez-se a partir da investigação da maneira como aconteceu o desenvolvimento da hotelaria paulistana no que diz respeito ao formato do negócio, à natureza administrativa, à estética dos projetos, ao papel de cada um dos agentes envolvidos na tarefa de implantação de novos hotéis e ao movimento de espalhamento dos estabelecimentos hoteleiros no espaço urbano do município de São Paulo. Os resultados desta análise mostram que este crescimento recente do parque hoteleiro paulistano só foi possível graças à constituição de um grupo de agentes sociais em torno de um interesse comum: a produção de novos espaços urbanos, adequados às novas exigências da cidade com características globais. A formatação de um modelo de negócios que transforma a unidade hoteleira em uma unidade autônoma residencial cria a oportunidade de apresentação desta unidade como alternativa de investimento imobiliário e estabelece a associação entre a hotelaria e a indústria da construção civil. A exploração maciça deste modelo ? o flat ? na capital paulista expõe claramente a maneira como a indústria de meios de hospedagem pode participar ativamente deste processo dinâmico e racional de produção de espaços urbanos, típico da indústria imobiliária e da atividade capitalista e mostra como esta associação pode ser conduzida de forma planejada, coordenada e cooperativa.
Referência Temporal
1995 a 2005
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-18092007-134420/pt-br.php