Turismo e cultura de viagem
Gringo na laje: produção, circulação e consumo da favela turística
Por meio de uma pesquisa socioetnográfica, a autora busca compreender os novos arranjos sociais que permitem emoldurar, anunciar, vender e consumir a pobreza, atribuindo-lhe um valor monetário acordado entre promotores e consumidores no mercado turístico. A pesquisadora esteve nas townships da África do Sul e em Dhavari, considerada a maior slum da Índia, mas é a favela carioca da Rocinha seu grande foco de interesse.
Geografia Pop: o cinema e o outro
Gringos no Santa Marta: quem são, o que pensam e como avaliam a experiência turística na favela
Neste artigo analisamos a experiência turística de visitantes estrangeiros na favela Santa Marta, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. Buscamos identificar o perfil do turista, os agentes envolvidos na realização dos tours, as impressções a respeito da visitação e o modo como os turistas avaliaram não apenas os equipamentos turísticos presentes na localidade, mas também a própria experiência no reality tour. O artigo dialoga com reflexões apresentadas em oportunidades prévias por dois dos autores.
De praias que viram morros: deslocamento de população na Ilha Grande (RJ)
A passagem da feira de São Cristóvão para Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas a partir das lentes do documentário Turmalina Paraíba
Assistindo a Voando para o Rio 75 anos depois
Bianca Freire-Medeiros analisa o filme Voando para o Rio, produzido em 1933, primeiro filme produzido em Hollywood sob os auspícios da Política de Boa Vizinhança Americana, e chama a atenção para o fato de o filme ter o Rio de Janeiro como protagonista e de ter funcionado como elemento de divulgação da cidade como destino turístico para um público amplo. Levanta várias indagações ao longo do texto: que cidade era essa que o filme pretendia anunciar? De que maneira o Rio de Janeiro da película dialogava com o Rio de Janeiro que, fora das telas, buscava se consolidar como atração turística internacional? Como assistir, passados 75 anos, às representações do Rio e de seus habitantes que o filme veicula? A busca de respostas a essas questões norteia o desenvolvimento do seu estudo.
A miséria de uns é a aventura de outros: pobreza turística e consumo de experiências
O artigo examina o processo de conversão da favela em atração turística do ponto de vista dos agentes promotores, dos moradores locais e dos turistas. Para tanto, parte de reflexões sobre a produção de algumas tonwships, em Cidade do Cabo, Africa do Sul, em destino turístico no contexto pós-apartheid e altamente valorizados pelo público internacional para analisar processo semelhante na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Analisa as dinâmicas de consumo que se dão em torno das atividades turísticas praticadas nessas localidades e a narrativa de seu público consumidor.
Experiência de mobilidade turística no espaço público urbano
As representações da favela e seus significados: o caso dos suvenires by Rocinha
O artigo busca compreender a comercialização de souvenires na favela da Rocinha como objeto diretamente relacionado à experiência turística. A pesquisa se concentrou em responder três questões principais: 1) Como a produção desses objetos pode ser tida como estratégia de visibilidade e de reconhecimento, na medida em que seus produtores recorrem a estereótipos positivos acerca da favela? 2) Até que ponto as imagens que aparecem nos souvenires da Rocinha constroem ou reforçam identidades? 3) Por outro lado, não seria correto afirmar que esses artistas estão interessados em atender uma demanda turística, guiando-se apenas pela lógica do consumo? Para tanto, o trabalho de pesquisa se concentrou em analisar as imagens da favela e de seus moradores presentes nos souvenires ofertados aos turistas, bem como nos discursos dos produtores locais sobre essa materialidade. No caso estudo os souvenires são enfatizados não apenas pela importância turística em si, mas, principalmente, pela relevante experiência de construção de uma função social mediada por imagens, signos e símbolos.