Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Bairro, conjunto, favela: as fronteiras simbólicas e a produção do espaço em Vila Kennedy

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Gizele Avena de
Sexo
Mulher
Orientador
Leite, Marcia da Silva Pereira
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Favela
Vila Kennedy
Remoções
Tráfico de drogas
Resumo

A presente dissertação analisa a atual imagem negativa conferida a Vila Kennedy como uma favela violenta, tendo como base as representações de antigos moradores locais. Sendo a maioria de removidos de favelas cariocas em meados dos anos sessenta, estes moradores conviveram com uma realidade bastante distinta da atual e sentiram mudanças que, ao longo de quatro décadas, ajudaram a reforçar a associação de seu local de moradia a uma favela conhecida pela presença do tráfico de drogas. Neste sentido, o presente estudo problematiza esta imagem negativa, buscando articular passado e presente como importantes chaves explicativas para a compreensão dos mecanismos que possibilitam a associação de Vila Kennedy a uma favela.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Vila Kennedy
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX - Século XXI
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/8487

Literatura brasileira contemporânea e mercado editorial: Um estudo do romance "Inferno" de Patrícia Melo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Casadore, Francisco Mariani
Sexo
Homem
Orientador
Martins, Gilberto Figueiredo
Código de Publicação (DOI)
33004048019P1
Ano de Publicação
2013
Programa
Letras
Instituição
UNESP
Página Inicial
1
Página Final
75
Idioma
Português
Palavras chave
Romance brasileiro contemporâneo
Literatura e mercado
Brutalismo
Violência e literatura
Patrícia Mello
Resumo

Na literatura brasileira produzida desde o fim do século XX, a violência urbana parece ser, sua temática com maior força de expressão. A crítica, no entanto, mostra-se dividida e, por vezes, acaba justificando a presença desta como um mecanismo – quase – obrigatório para atrair leitores e, dessa forma, estimular o mercado editorial. Patrícia Melo, autora de duas novelas, sete romances e um livro de contos, é constantemente aludida por sua prosa objetiva; a frieza que move seus personagens encontra comparação, com frequência, na obra produzida por Rubem Fonseca. Por fim, consolidou-se como escritora do gênero policial, o que afirma não ser. Neste trabalho, abordaremos essas questões dentro do cenário literário que vem se constituindo no início do século XXI e como a autora se insere nele. Para isso, revisitaremos os principais aspectos de sua obra Inferno (2000), romance que narra a trajetória que conduziu o menino Reizinho ao poder do tráfico no morro do Berimbau, favela onde cresceu.

Autor do Resumo
Francisco Mariani Casadore
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro do Berimbau
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/115829

Do Monte Olimpo ao universo dos Morros Cariocas: A renovação do Mito de Orfeu em três tempos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rocha, Cristiane Oliveira Cunha de Paiva
Sexo
Mulher
Orientador
Camati, Anna Stegh
Código de Publicação (DOI)
40035018001P0
Ano de Publicação
2013
Programa
Teoria Literária
Instituição
UNIANDRADE
Página Inicial
1
Página Final
171
Idioma
Português
Palavras chave
Literatura
Cinema
Mito de Orfeu
Abrasileiramento
Carnavalização
Resumo

A peça musical Orfeu da Conceição (1954), de Vinicius de Moraes (1913-1980), uma transposição do mito grego para as favelas dos morros cariocas no período dos festejos carnavalescos, foi levada à cena em 1956. Nesta dissertação, optamos por destacar o mérito de Vinicius, tanto como exímio adaptador que renovou e abrasileirou a história de Orfeu e Eurídice, combinando elementos de diversas vertentes do mito órfico com a cultura e a música brasileiras, quanto como iniciador de uma rede de textualidades artísticas em torno do seu Orfeu negro. Objetivou-se, ainda, mostrar que as posteriores adaptações fílmicas – Orfeu negro (1959), de Marcel Camus, e Orfeu (1999), de Cacá Diegues – são expressões do contexto cultural em constante mudança, visto que dialogam não somente com a versão viniciana e com narrativas órficas originárias em épocas e contextos distintos, mas também com o tempo em que foram criadas. Enquanto Camus imprime uma visão estrangeira sobre o negro afro-brasileiro e o carnaval carioca, Diegues apresenta um olhar realista voltado para a vida nos morros na atualidade, onde o crime, a corrupção e o tráfico de drogas fazem parte da rotina cotidiana. Nesse sentido, foram priorizados os diferentes olhares sobre dois motivos míticos revisitados pelos três adaptadores – a descida de Orfeu ao inferno e sua morte pelas mãos das Bacantes – porque esses episódios desempenham funções importantes nas recriações mencionadas. A base teórica, para a discussão e análise do corpus selecionado, inclui estudos sobre adaptação, intertextualidade e intermidialidade de Linda Hutcheon, Gérard Genette, Robert Stam e Patrice Pavis; apontamentos de Kathrin Sartingen sobre a questão do abrasileiramento; e considerações críticas de Mikhail Bakhtin para a elucidação dos motivos míticos reconfigurados, principalmente no que se refere à carnavalização e à representação de aspectos do grotesco, presentes nas três versões examinadas.

Autor do Resumo
Cristiane Oliveira Cunha de Paiva Rocha
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1954-1999
Localização Eletrônica
https://www.smg.edu.br/dissertacoes/CRISTIANE_OLIVEIRA.pdf

Rio de Janeiro: Nos trilhos da cidade e do samba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Selma Luzia Capinan de
Sexo
Mulher
Orientador
Jacques, Paola Berenstein
Código de Publicação (DOI)
28001010019P5
Ano de Publicação
2013
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFBA
Página Inicial
1
Página Final
160
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanismo
Samba
Espaço opaco
Identidade
Cidadania
Resumo

A presente dissertação narra a História do Urbanismo do Rio de Janeiro, no início do século XX. Neste percurso, as canções brasileiras e os sambas fazem o contraponto entre a história oficial, representado pelos projetos de urbanização, implementados pelos prefeitos Pereira Passos (1902-1906) e Pedro Ernesto (1934-1938), e a leitura da cidade, a memória e os significados contidos nas letras dos sambas, os quais, na sua quase totalidade, foram escritas por pessoas de setores menos abastados da sociedade, moradores dos morros e favelas e também do Antigo Centro da cidade do Rio de Janeiro. Nessa encruzilhada entre o samba e a cidade passamos pela “A Cidade vista por Milton Santos”, com o objetivo de serem delineados os conceitos basilares dessa dissertação: “cidadania”, “espaços opacos”, identidade, os quais propiciam o entendimento dos processos decorridos na história. A identidade da Cidade e do Samba são temas tratados transversalmente ao eixo da cidadania, frente as interfaces ideológicas. Espaços urbanos e usos urbanos, ocupados pelos negros e sambistas, no Rio de Janeiro nas gestões das décadas de 1920 e 1930. É, portanto, o samba o instrumento balizador do urbanismo e, a sua poética, o mapa histórico destas transformações, que revelam os significados e a memória do povo que o construiu e viveu no Rio de Janeiro. Neste percurso das duas gestões analisaremos os traçados urbanos e os constructos dos modelos identitários adotados nas gestões de Passos e Ernesto. Iremos observar as contradições da cidade que segrega a quem lhe empresta a sua própria cultura como matriz identitária: os sambistas e povos de matrizes étnicas africanas. Dessa forma, buscamos compreender como ocorre essa relação entre urbanismo e samba.

Autor do Resumo
Selma Luzia Capinan de Almeida
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Início do Século XX; década de 1920; década de 1930
Localização Eletrônica
https://ppgau.ufba.br/sites/ppgau.ufba.br/files/selma_editado.pdf

5x Favela, 50 anos depois: Da favela para o povo à favela por nós mesmos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cid, Viviane de Carvalho
Sexo
Mulher
Orientador
Gonçalves, Marco Antonio Teixeira
Código de Publicação (DOI)
31001017020P9
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
185
Idioma
Português
Palavras chave
Representação
Favela
Cinema
Cineastas da favela
Autorrepresentação
Resumo

O intuito desta dissertação é analisar a construção das imagens da favela produzidas pelos filmes Cinco vezes favela de 1962 e 5x favela agora por nós mesmos de 2010. O primeiro filme é fruto do projeto do Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes, já o segundo tem origem no projeto de Carlos Diegues, em parcerias com diversas Ongs, que se propõe como uma versão dirigida por diretores moradores de favelas. A existência dos dois filmes, elaborados em momentos diferentes, permite traçar uma comparação entre as duas obras, levando em consideração seus contextos de produção, os objetivos marcados de cada projeto e tomando o cinema como um discurso sustentado por determinados atores em épocas distintas, para refletir acerca de qual imagem da favela cada filme constrói. A comparação entre as duas obras fílmicas, e dos projetos que lhe deram origem, revelam continuidades e rupturas tanto acerca da construção da categoria favela, quanto sobre a lógica representativa em jogo, além da crença no potencial do cinema de transformar a realidade

Autor do Resumo
Viviane de Carvalho Cid
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1962; 2010
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/34/teses/806418.pdf

Quem somos nós? Surgimento, identidade e legitimidade na trajetória teatral do Grupo Nós do Morro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Letícia Miranda Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Adriana Facina Gurgel do Amaral
Código de Publicação (DOI)
31003010005P6
Ano de Publicação
2012
Programa
História
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
136
Idioma
Português
Palavras chave
História social
Cultura
Teatro
Grupo Nós do Morro
Resumo

O Grupo Nós do Morro foi criado em 1986, na favela do Vidigal, a partir do contato entre profissionais de teatro com os jovens moradores, através dos anos, se transformou em uma das mais importantes iniciativas no âmbito de trabalhos artísticos e sociais criados e desenvolvidos no Brasil. A proposta inicial do grupo era um teatro feito “da comunidade para a comunidade”, sendo assim, as peças deste período abordavam temas que refletiam a realidade dos moradores com o objetivo de formar uma plateia local. Mas que plateia era essa? No final dos anos setenta, a construção de prédios na subida do Vidigal fez surgir uma nova vizinhança composta por pessoas de classe média e artistas, entre eles o fundador e diretor geral do grupo, Guti Fraga. Compartilhando do mesmo universo geográfico, a classe média convivia com os moradores mais humildes, ocupantes da parte média e alta do morro. São para estes atores sociais que o discurso do grupo se volta, buscando atrair um público pouco habituado a frequentar teatro. Com o passar do tempo, o Nós do Morro sente a necessidade de perder sua essência amadora e tentar obter reconhecimento da classe profissional. A construção de uma sede própria, após a ocupação de vários espaços dentro do Vidigal, como uma igreja desativada e os fundos de uma escola municipal, reflete essa necessidade do grupo afirmar sua autonomia artística. E foi aí, que, em 1996, o Nós do Morro inaugurou um teatro com capacidade para oitenta espectadores, o Teatro do Vidigal. Com a peça escolhida para inaugurar o teatro, Machadiando, reunião de textos de Machado de Assis, o grupo conquistava o primeiro prêmio oficial, o Prêmio Shell. O prêmio foi recebido com grande entusiasmo pela companhia, que, a partir deste momento, acreditava estar legitimada no mercado não mais em função de um trabalho social realizado em uma favela carioca. Porém, o Nós do Morro vencia como “categoria especial”, ou seja, a crítica especializada valoriza mais um trabalho comunitário do que o espetáculo em si. Somente anos mais tarde, em 2002 é que o grupo ganharia o Prêmio Shell por uma categoria tradicional com a apresentação da peça Noites do Vidigal, primeira montagem do grupo a estrear fora da favela de origem. O espetáculo foi bem recebido pela crítica e foi contemporâneo, também, a participação dos atores no filme Cidade de Deus. O sucesso do longa de Fernando Meirelles impulsionou a carreira de vários integrantes do Nós do Morro para produções no cinema e na televisão. Diante destes acontecimentos pretendemos discutir a legitimidade conquistada pelo Nós do Morro e o significado desta legitimidade para os diversos atores sociais que se apropriam do trabalho do grupo.

Autor do Resumo
Letícia Miranda Paula
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Vidigal
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1986-2010
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/15973

Programa Conexões de Saberes: Uma política de ação afirmativa de permanência para negros moradores de favela na universidade?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Francisco Marcelo da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Iolanda de Oliveira
Código de Publicação (DOI)
31003010001P0
Ano de Publicação
2012
Programa
Educação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Conexões de Saberes
Ação afirmativa
Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo investigar se o Programa Conexões de Saberes: diálogos entre a universidade e as comunidades populares, criado pela SECADI/MEC, em 2004, caracteriza-se como política de ação afirmativa para negros oriundos de espaços favelados. O Programa em sua amplitude não se restringe apenas à população negra, mas também a outros sujeitos sociais em similar condição social, com o objetivo de garantir-lhes condições de permanência com desempenho satisfatório no Ensino Superior. O recorte social e territorial aqui estabelecido foi apontado pela necessidade de delimitar a questão de pesquisa e por motivo do interesse particular do pesquisador em relação aos sujeitos negros e favelados considerado. Buscou-se nessa pesquisa analisar de que forma o Programa Conexões de Saberes, segundo o MEC/SECADI, uma Política de Ação Afirmativa, se caracteriza de fato como tal para os estudantes negros e oriundos de favelas. Para a realização deste estudo serão considerados dois fatores que se julgam imprescindíveis para a permanência satisfatória desses sujeitos sociais no Ensino Superior: garantia das condições materiais indispensáveis aos estudos e a conexão entre o saber acadêmico e as questões vividas pelos estudantes nos seus respectivos espaços e os conteúdos curriculares oferecidos. Entre as 33 IFES que desenvolvem o Programa, selecionou-se a UNIRIO para a realização da presente investigação na qual foram realizados estudos sobre a permanência no Programa de até cinco egressos, com ênfase nos fatores mencionados. Além dos bolsistas egressos, entrevistou-se também o Coordenador Geral do Programa na UNIRIO. Utilizou-se como recurso, a análise de documento e entrevistas para contextualizar a pesquisa. Como referencial teórico recorreu-se à produção sobre política de ação afirmativa e as categorias territorialização, desterritorialização e reterritorialização, como categorias da geografia para apoiar o debate sobre entrada e permanência na universidade. O resultado da pesquisa aponta para uma redução de estudantes negros e oriundos de favelas no Programa Conexões de Saberes, além de outros também importantes que apontam para o desenvolvimento de uma política de assistência e extensão, em detrimento da consolidação de uma política de ação afirmativa de fato.

Autor do Resumo
Francisco Marcelo da Silva
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Localidade
UNIRIO
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2004-2012

Intervenções urbanas em favelas. O arquiteto no processo coletivo de construção e transformação das cidades

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Juliana Soares Gomes Canedo
Sexo
Mulher
Orientador
Luciana da Silva Andrade
Código de Publicação (DOI)
31001017103P1
Ano de Publicação
2012
Programa
Urbanismo
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Arquiteto
Favela
Urbanização
Providência
Rio de Janeiro
Resumo

O objetivo deste trabalho é discutir o papel do arquiteto na transformação das cidades, em especial em áreas onde esteve ausente por décadas - as favelas. Parte do entendimento de que arquitetura, espaço e sociedade são indissociáveis nas práticas de intervenção urbana. Observamos que muitas vezes na prática e no ensino da arquitetura, a figura do arquiteto assume um caráter protagonista com relação aos outros atores. É justamente este protagonismo que procuramos questionar. Através do suporte de teóricos, como Carlos Nelson Ferreira dos Santos e Jane Jacobs, buscamos  uma reflexão sobre o distanciamento do arquiteto das práticas sociais pré-existentes no espaço. Ao focar na urbanização de favelas, acreditamos que pudemos observar de forma mais aguda os problemas relativos à dificuldade de comunicação e interação entre os técnicos e a população, e também aos impactos das ações no espaço físico sem levar em consideração as necessidades da população. Analisando os projetos e, mais ainda os processos, para a urbanização da Favela da Providência identificamos que os discursos entre técnicos, poder público e sociedade eram divergentes e que as intervenções propostas careciam de uma análise mais profunda da comunidade, seu cotidiano, suas dinâmicas e relações. Buscamos levantar algumas questões importantes e contribuir para a reflexão acerca do papel do arquiteto na sociedade, na construção de cidades mais amigáveis e igualitárias.

Autor do Resumo
Juliana Soares Gomes Canedo
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI

Desencantos da interpretação antiracista: Um estudo de casa da comunidade de Santo Amaro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lacerda, Hugo Leonardo Soares de
Sexo
Homem
Orientador
Kaufman, Tania Neuman
Código de Publicação (DOI)
25001019013P5
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Recife
Programa
Antropologia
Instituição
UFPE
Página Inicial
1
Página Final
70
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento social negro no Brasil
Anti-racismo
Desenvolvimento humano
Bairro de Santo Amaro
Resumo

Nem mesmo conquistas como a classificação racial, tampouco o reconhecimento hoje de determinados movimentos juvenis como representantes dos ideais do Movimento Negro, ofuscam algumas das dificuldades de aceitação da interpretação anti-racista no Brasil De um lado a classificação racial demonstra problemas práticos no que diz respeito a questão da morenidade, de outro a idéia do cercamento etno-racial esbarra na heterogeneidade social do lugar escolhido como centralizador da resistência urbana. Em minha pesquisa, procurei compreender como líderes comunitários de Santo Amaro — Recife - centralizam seus discursos políticos de atuação, bem como percebem os grupos mais fragilizados diante da violência. Busquei perceber, por um lado, se em suas atuações voluntárias como líderes de associações comunitárias havia discurso anti-racista e, de outro lado, se a cor de pele das vitimas de homicídios “saltava-lhes aos olhos”, Entre a mobilização social, pude perceber que a chamada luta anti-racista está restrita a poucas formas de atuação, assim como restritos são os discursos onde a cor de pele menos clara das vitimas de homicídios é ressaltada. Por fim, concluo que, em meio aos ganhos políticos que se dignam ao combate ao racismo no Brasil, ao movimento negro se impõe necessidade de refletir sobre o processo de mudança ocorrido desde sua unificação em fins da década de 70 nos aspectos que dizem respeito ao modelo bi polarizado — negro/branco — de classificação racial, assim como a exaltação da “favela” como categoria análoga ao gueto negro.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Bairro/Distrito
Santo Amaro
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
Década de 1970
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1078

A construção discursiva de crianças e adolescentes em documentários brasileiros: Real, simbólico, imaginário

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Renata Adriana de
Sexo
Mulher
Orientador
Honorio, Maria Aparecia
Código de Publicação (DOI)
40004015014P3
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Maringá
Programa
Letras
Instituição
UEM
Página Inicial
1
Página Final
111
Idioma
Português
Palavras chave
Criança
Adolescentes
Documentários brasileiros
Discurso complexo
Subjetividade
Resumo

O objetivo proposto para esta pesquisa foi compreender o processo de construção de sentidos para o sujeito-criança e sujeito-adolescente em contextos de criminalidade e violência, através da análise dos documentários: Falcão: meninos do tráfico e Ônibus 174. Nosso estudo priorizou explicitar o modo como sentidos e subjetividades são construídos por meio de mecanismos simbólicos, considerando a relação entre materialidades discursivas verbais e imagéticas. Os mecanismos simbólicos são aqui considerados à luz da teoria da Análise de Discurso (AD), em relação ao real e imaginário, apoiando-nos, principalmente, em Pêcheux e Orlandi, que remetem o discurso ao jogo da língua (sujeita a falhas) na história (lugar da contradição), pensando a ideologia em sua constituição. O conceito de discurso complexo, proposto por Zen (2007) também nos fornece um suporte para pensar a relação entre as diferentes materialidades. Nesse sentido, tomamos os documentários como discurso complexo, analisando a relação entre o verbal e a imagem como lugar de produção de sentidos e de subjetividades. Em nosso processo analítico, observamos que o modo como cada documentário constrói sentidos para os sujeitos considerados é diferenciado, tendo em vista as diferentes condições de produção de cada produção e o modo como o termo meninos, presente nos dois filmes, ganha sentidos na historicidade do dizer. Em Falcão: Meninos do Trágico, os sentidos são produzidos por um sujeito-autor que pertence à favela e que expõe vozes que falam de dentro do tráfico. No interior do tráfico, o sujeito-menino é significado como fragmento e inumano, sua condição de criança é reconhecida, para, em seguida, ser negada, no contexto do crime. Por sua vez, em Ônibus 174 o sujeito-autor expõe várias vozes que falam do lugar de fora da criminalidade. Ao ressignificar a discursividade da mídia, o adolescente é subjetivado como vítima, lugar a partir do qual ele passa a ser interpretado como alguém que precisa de cuidados. Da perspectiva desses filmes, a exclusão social materializa-se como o processo de significação produzido em relação aos sujeitos: excluídos enquanto sujeitos de direito no contexto da criminalidade, sua visibilidade enquanto crianças ou adolescente é (quase) apagada. Mas, pelas falhas, pela contradição, outros lugares também estão sendo produzidos nesses espaços simbólicos, o que nos faz pensar que sujeitos e sentidos podem se movimentar na história e vir a ocupar novos lugares.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/4005