A conceituação do restaurante, do que o caracteriza como um tipo de empreendimento de alimentação diferenciado de tabernas, inns, traiteurs, casas de pasto etc., os fatores implicados em seu surgimento na cidade de Paris no final do século XVIII e aqueles que envolveram o mesmo processo na cidade de São Paulo no final do século XIX foram os temas centrais desta dissertação. A partir de literatura especializada, foi feito um breve relato sobre os tipos de estabelecimentos de alimentação anteriores ao restaurante, as circunstâncias de seu surgimento em Paris e realizada uma investigação bibliográfica sobre a influência dos conceitos de civilidade, espaço público e gosto neste fenômeno. Esta fundamentação teórica permitiu a identificação de possibilidades de verificar a repetição do fenômeno na cidade de São Paulo, através de registros bibliográficos de memorialistas e viajantes, mas, sobretudo através do jornal dirigido às elites da época, em seus anúncios. Os resultados obtidos dessas fontes demonstram que pelo menos as duas características principais do restaurante, ou seja, a possibilidade de ser servido em uma mesa à parte, sozinho ou com os acompanhantes escolhidos e a de escolher antecipadamente o que comer em uma carte (cardápio), pagando apenas pelo prato consumido, estavam presentes nos estabelecimentos pioneiros das duas cidades e períodos, bem como eram coincidentes suas clientelas no princípio, formadas pelas elites daquelas cidades
Palavras-chave: Origem do restaurante; Restaurant s origin; Restaurantes, bares, etc -- Sao Paulo (cidade); Restaurantes, bares, etc -- Paris (França); Gastronomia; Historia social
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: História
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em História
Citação: Silva, Siwla Helena. "Restaurant à moda de Paris": mudanças culturais e o surgimento do restaurante na cidade de São Paulo 1855-1870. 2007. 130 f. Dissertação (Mestrado em História) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2007.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
Data de defesa: 30-Out-2007
Aparece nas coleções: Programa de Estudos Pós-Graduados em História
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/13026
“São Miguel Paulista Capela de São Miguel Arcanjo interfaces das memórias do patrimônio cultural”
Tipo do documento: Dissertação
Autor: Morais, Isabel Rodrigues de
Primeiro orientador: Brites, Olga
Resumo: Nesta pesquisa, procuro refletir sobre o bairro de São Miguel Paulista e o seu cotidiano, especialmente ligado à presença da Capela de São Miguel Arcanjo. Este templo religioso é considerado um dos exemplares mais antigos da cidade de São Paulo, que conserva sua originalidade. O bairro de São Miguel Paulista, situado na zona leste da cidade, foi nos primeiros anos de sua colonização um aldeamento indígena chamado Ururaí. O processo de ocupação do bairro está, portanto, ligado à fundação da cidade de São Paulo, por ser um local estrategicamente situado, favorável à efetivação da fé cristã no Planalto Piratininga, tendo sido para isso, necessária a construção de uma Capela que serviria de ponto de aglutinação desses índios. O objetivo da pesquisa é analisar as dinâmicas sociais que se estabeleceram e se estabelecem em torno desse bem cultural e as ações que viabilizam sua preservação, enfocando especialmente os períodos que compreendem o tombamento e primeira restauração pelo IPHAN (1939) e tombamento pelo Condephaat (1974), até os dias atuais. Assim, foram analisadas as ações do poder público, principalmente as relativas aos tombamentos, restauração e medidas que visam sua proteção e, ainda, a participação ativa dos sujeitos sociais que se relacionam com esse bem e que vivenciaram e vivenciam esses momentos e que têm ações voltadas para sua preservação. Busco perceber a Capela de São Miguel Arcanjo como parte de uma experiência social que envolve interesses e relações de poder que dão significados diferentes a esse patrimônio, trabalhando as tensões daqueles que a significam como patrimônio do passado e lutam pela sua preservação e, por vezes, daqueles que a vêem como coisa velha e, portanto, não afinada com o progresso . Serviram como fonte de pesquisa os documentos produzidos pelos órgãos oficiais e os depoimentos orais de pessoas relacionadas à capela e ao bairro de São Miguel Paulista, bem como as diferentes produções desses sujeitos. Da interlocução destas ações e produções procuro entender o sentido histórico deste patrimônio cultural.