Habitar entre grades: táticas de vida no cotidiano de uma penitenciária feminina
Esta pesquisa foi realizada a partir de um projeto de leitura desenvolvido entre as pessoas que moravam ou estavam de passagem pelo "pavilhão do RO" numa penitenciária feminina de São Paulo. Por meio desses encontros, busquei mostrar as táticas cotidianas que envolviam os esforços em habitar a prisão. Tais esforços, responsáveis tanto por produzir aspectos ordinários do dia-a-dia, quanto capazes de acionar táticas extremas para manutenção da vida, conviviam e mesclavam-se na feitura dos corpos e dos ambientes a partir das coisas que entravam e saiam da prisão. Dessa forma, a pesquisa é conduzida inicialmente pelos fluxos de coisas que atravessavam a prisão para, a partir deles, refletir sobre a produção dos ambientes e corpos no seu cotidiano.