O Setor Informal Urbano: a organização e as condições de saúde de um grupo de vendedores ambulantes
Analisa a organização e as condições de vida e problemas de saúde referidos de um grupo de vendedores ambulantes em um espaço geográfico delimitado no bairro de Santana, São Paulo, através de uma amostra intencional disponível de 54 sujeitos. Identifica as formas básicas de inserção, relacionamento e permanência no grupo; os aspectos físicos, ambientais e organizacionais do processo de trabalho; e os itens básicos referentes à situação de emprego, instrução, tipo de moradia, renda individual e familiar e acesso aos serviços de saúde. Os dados foram coletados por meio de formulários, entrevistas e observações sistematizadas. O grupo mantém padrões mínimos de sobrevivência, de modo particularista e sem uma organização de fato. Não se indica atendimento de saúde para as queixas referidas - dores de cabeça, costas, estômago e pernas, associadas pela maioria à postura corporal e às tensões advindas da vulnerabilidade e insegurança, sendo entendidas como problemas de saúde apenas quando os afastam do trabalho. Embora indiquem restrições de acesso aos serviços de saúde do tipo ambulatorial, os casos relatados de urgência, emergência e controle são suportados pelo setor público. Observou-se um considerável consumo de remédios, inclusive sem prescrição médica.