Medicina Social / Saúde Pública

A mortalidade infantil e a relação com espaço geográfico na cidade de Rio Claro, SP, BR

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vedovato, Maria Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Lourenço, Roberto Wagner
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2009.440159
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mortalidade infantil
Epidemiologia
Geoprocessamento
Estatística
Sistemas de informação geográfica
Resumo

A mortalidade infantil em populações urbanas é de grande importância para as políticas de saúde pública. Foi realizado um estudo ecológico exploratório com dados espaciais com o objetivo de contribuir para o entendimento das causas contextuais da mortalidade infantil, tendo em vista a distribuição territorial dos eventos. Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos das análises estatística e espacial realizadas por meio de técnicas de geoprocessamento da mortalidade neonatal, mortalidade de crianças com até um ano de idade e de natimortos entre o período de 2000 a 2007, bem como da construção de seus coeficientes por áreas de abrangência em unidades de atendimento da saúde na área urbana do município de Rio Claro, SP, Brasil. Foram identificadas durante o período estudado as tendências do comportamento espaçotemporal da distribuição da mortalidade infantil e da natimortalidade no cenário urbano que neste trabalho se mostraram distribuídos irregularmente pela área de estudo com grande oscilação nos dados e que apesar de apresentar correlação positiva com as variáveis sócio-ambientais, estas foram pouco significativas. A correlação mais significativa observada foi entre o coeficiente de natimortalidade e o índice de qualidade sócio ambiental que registrou maior valor de correlação estatística linear de Pearson (r=0.2733), mostrando ser uma variável de influencia significativa na MI. Espera-se que com os resultados obtidos o estudo possa auxiliar no entendimento de determinantes de agravos à saúde e ajudar na implementação de programas de gestão e planejamento de diversos setores administrativos em áreas urbanas, inclusive o setor de saúde

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio Claro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2007
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/440159

Distribuição espacial do risco de acidente de trabalho entre trabalhadores precarizados de Piracicaba

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Stephan, Celso
Sexo
Homem
Orientador
Cordeiro, Ricardo Carlos
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Acidente de trabalho
Trabalhadores
Distribuição espacial da população
Fatores de risco
Resumo

O projeto teve como objetivo estimar a distribuição espacial do risco de acidente de trabalho entre trabalhadores precarizados de Piracicaba/SP, através de um estudo caso-controle espacial. Foram entrevistados, nos 8 serviços de atendimento médico de urgência de Piracicaba, 2430 trabalhadores que atendessem as condições do estudo: ser trabalhador precarizado (sem carteira assinada ou terceirizado ou doméstico ou que trabalha na rua), maior de 16 anos, que trabalhe na região urbana do município, dos quais 810 atendidos em virtude de acidente de trabalho (casos) e 1620 que tenham procurado o serviço por causas outras que não acidentes de trabalho (controles). Foram localizados em mapa digital do município os locais de acidente dos casos e os locais de trabalho dos controles, e ajustado um modelo aditivo generalizado controlado pelas covariáveis sexo, idade, escolaridade, grupo CBO, grupo CNAE, risco referido, e os indicadores de carteira de trabalho, trabalha na rua, doméstico, terceirizado. Com esse modelo foram desenhados mapas indicando com cores diferentes a intensidade do risco de AT no espaço urbano do município e calculado através de simulação (método Monte-Carlo) as áreas de significância dessa estimativa.

Referência Espacial
Cidade/Município
Piracicaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/311752

A descentralização da Vigilância da Saúde do Trabalhador no SUS-Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Balista, Salma Regina Rodrigues
Sexo
Mulher
Orientador
Corrêa Filho, Heleno Rodrigues
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde do trabalho
Vigilância da saúde
Avaliação de programas e projetos de saúde
Saúde pública
Avaliação
Resumo

O objetivo desse trabalho foi avaliar o processo de descentralização da Vigilância à Saúde do Trabalhador no município de Campinas. Foi para isso conduzido como uma pesquisa avaliativa formativa, envolvendo unidades da Secretaria Municipal de Saúde - a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), o Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest), as cinco equipes distritais de Vigilância em Saúde (Visas), as 49 Unidades que compõem a rede básica - e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A equipe de avaliadores teve composição mista e utilizou-se a triangulação de métodos no desenvolvimento da pesquisa, com a combinação de elementos quantitativos e qualitativos para proceder-se à análise da história, do contexto e das relações entre os diferentes atores envolvidos. A partir da identificação das diretrizes de descentralização da vigilância da saúde do trabalhador propostas nos documentos produzidos pela Secretaria de Saúde de Campinas, avaliou-se o processo de descentralização, utilizando-se: entrevistas conjuntas, com a técnica de grupo focal com cada equipe de Visa, do Cerest e da Covisa e entrevistas semi-estruturadas com profissional de vigilância em saúde da unidade local. Um indicador de descentralização construído foi a combinação do número de acidentes e doenças do trabalho que foram atendidos e registrados nas unidades básicas de saúde, segundo o vínculo formal ou informal com o mercado de trabalho; se esses problemas de saúde geraram ações de vigilância em saúde; e se as ações provocaram mudanças no processo de trabalho e no meio ambiente. Os resultados obtidos apontam aspectos de descentralização efetiva, como o atendimento dos trabalhadores nas unidades básicas de saúde, a ampliação da capacidade de atuação das Visas e a integração com a vigilância ambiental. Porém, ainda precisam ser aperfeiçoadas questões relativas ao uso e ao sistema de informação e, principalmente, à clareza dos papéis e das relações entre os diferentes níveis do sistema municipal na vigilância da saúde do trabalhador.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/309625

(Inter) relações entre Saúde da Família e CAPS: a perspectiva dos trabalhadores sobre o cuidado a portadores de transtorno mental em Campinas-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Amorim, Emmanuela Mendes
Sexo
Mulher
Orientador
L'Abbate, Solange
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
N/I
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde mental
Atenção básica à saúde
Resumo

Esse trabalho buscou analisar a inter-relação entre a estratégia de Saúde da Família e o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS no cuidado a sujeitos com transtornos mentais em Campinas-SP. Teve como objetivos específicos: caracterizar o sistema de saúde mental de Campinas-SP, no que se refere à estrutura da rede de assistência (aspectos físicos, organizacionais e recursos humanos) e da população usuária desse serviço; identificar junto aos profissionais desses serviços os sentimentos de medo e angústia, bem como as expectativas e avaliações dos mesmos em relação ao cuidado a portadores de transtornos mentais; e compreender a inter-relação e as estratégias de ação em saúde mental criadas entre profissionais desses serviços. Para tanto, utilizaram-se as perspectivas teórico-conceituais da Análise Institucional, os conceitos de Núcleo/ Campo e arranjos de apoio matricial/equipes de referência, tecnologias de trabalho e de psicopatologia do trabalho, que orientou na análise dos dados de natureza quantitativa e qualitativa encontrados. Os dados de natureza quantitativa foram provenientes de informações sobre estrutura e produção dos CAPSIII do município, que orientaram, por sua vez, a escolha dos dois serviços participantes dessa pesquisa. Em seguida, procedeu-se à coleta de dados nas unidades participantes (2 CAPS e 1 UBS), onde se realizou observação e entrevistas com os profissionais desses serviços. Os resultados apontam que há dificuldades dos CAPS com as ferramentas de produção desses serviços. Com relação ao cuidado aos portadores de transtornos mentais, em ambos os serviços revelou-se a importância do papel da enfermagem para mediar demandas clínica e/ou psiquiátricas desses sujeitos. Contudo, é apenas por estratégias de ações interdisciplinares que se produz um cuidado integral, quais sejam reuniões de equipe, supervisão e apoio matricial. Esse último é um arranjo que, juntamente com as equipes de referência, ajudam a fazer a inter-relação entre os diferentes profissionais desses serviços que fazem esse cuidado. Percebeu-se que há muito que se avançar no cuidado a portadores de transtornos mentais, porém através de ações interdisciplinares e intersetoriais, que venham a formar uma rede de cuidado, parece ser a estratégia mais indicada para superar esse desafio.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312124

Nas Viradas da Vida: jovens que romperam com o mercado do tráfico de drogas em favelas na cidade do Rio de Janeiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Zilah Vieira Meirelles
Sexo
Homem
Orientador
Carlos Minayo Gomez
Ano de Publicação
2008
Programa
Saúde Pública
Instituição
FIOCRUZ
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude egressa do tráfico de drogas
Favela
Rio de Janeiro
Resumo

O estudo busca compreender a trajetória de trabalho e vida de homens jovens que atuaram no tráfico de drogas varejista, entre os anos de 1990 a 2006, em favelas na cidade do Rio de Janeiro. O estudo parte de uma análise qualitativa com ênfase na história oral de vida tópica, envolvendo 30 jovens com idade entre 17 e 25 anos de sete favelas da cidade. Os dados revelam que os jovens, ao entrarem para o tráfico, apresentam uma expectativa de encantamento pelas facilidades de adquirirem prestígio, poder e dinheiro. Com o tempo, essa perspectiva vai desaparecendo devido as situações de traição, punição e falta de prestígio. O processo de saída ocorre justamente quando o jovem começa a questionar seus ganhos e perdas nesta trajetória, e procura visualizar outras possibilidades de vida, mais condizentes com as suas aspirações juvenis. Concluiu-se, que o fato de os jovens estarem entrando precocemente no crime organizado, leva-os a um desgaste físico e emocional, visto que a venda de drogas passou a ser um coadjuvante diante dos constantes episódios de conflitos armados e tráfico de armas. Frente a estas situações estes jovens procuram criar condições possíveis para romper com o crime organizado e procuram articular uma rede social em torno de si para estabelecer novas condutas de vida e trabalho.

Autor do Resumo
Zilah Vieira Meirelles
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1990-2006
Localização Eletrônica
https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/4528/2/ve_Zilah_Meirelles_ENSP_2008.pdf

Qualidade de vida relacionada à Saúde em Idosos: Um estudo de base Populacional Utilizando o SF36

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Margareth Guimarães
Sexo
Mulher
Orientador
Barros, Marilisa Berti de Azevedo
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Qualidade de vida
Questionário SF-36
Doença crônica
Questionários
Resumo

O processo de envelhecimento está acontecendo de maneira rápida, principalmente nos países em desenvolvimento. Esse processo gera vários desafios para a saúde pública, entre eles, melhorar a qualidade dos anos de vida conquistados (WHO, 2005). Este estudo teve como objetivo analisar a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de idosos e avaliar a influência de fatores demográficos e socioeconômicos e o impacto de doenças crônicas sobre as várias dimensões da qualidade de vida. A pesquisa utilizou dados do Inquérito Multicêntrico de Saúde no Estado de São Paulo, ISA-SP e o instrumento usado para medir a QVRS foi o Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36). É um estudo transversal de base populacional, com amostra de conglomerados, estratificada e em múltiplos estágios. Foram analisados 1958 idosos com 60 anos ou mais, residentes em 4 áreas do Estado de São Paulo. A QVRS dos idosos estudados apresentou-se em melhores condições nos domínios: aspectos emocionais (86,1), sociais (85,9) e físicos (81,2) e as piores condições foram encontradas em vitalidade (64,4), saúde mental (69,9) e estado geral de saúde (70,1). Segundo determinantes demográficos e socioeconômicos, a QVRS revelou-se em piores condições nos idosos do sexo feminino; naqueles com idade mais avançada; com menores rendas; com menor nível de escolaridade e nos idosos da religião evangélica, comparados aos da religião católica, principalmente nos domínios capacidade funcional e aspectos físicos. Segundo doenças crônicas, encontrou-se que as condições que exercem maior influência na QVRS dos idosos são: acidente vascular cerebral, depressão/ansiedade e osteoporose, principalmente nos domínios dor e estado geral de saúde. Apresentar maior número de doenças crônicas também é fator de pior situação de qualidade de vida, principalmente a presença de três ou mais, em que os domínios de capacidade funcional, dor, estado geral de saúde e vitalidade foram os mais prejudicados. Os resultados sugerem que programas relacionados à saúde do idoso considerem a abordagem multidimensonal da qualidade de vida e priorizem as atenções voltadas para os subgrupos mais vulneráveis.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/311162

Trabalho e dor osteomuscular: um estudo em indústrias cerâmicas do município de Pedreira, SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Melzer, Adriana Cristina de Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Iguti, Aparecida Mari
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Condições de trabalho
Indústria cerâmica
Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho
Aparelho locomotor
Fatores de risco
Resumo

Introdução: Este estudo foi realizado no município de Pedreira, SP, cuja principal atividade industrial é a produção cerâmica. Grande número de trabalhadores destas indústrias tem se afastado do trabalho em conseqüência de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Objetivos: Os principais objetivos foram descrever aspectos relacionados às condições e organização do trabalho nas indústrias cerâmicas, determinar a prevalência de dor osteomuscular em trabalhadores em atividade e identificar as associações entre dor e variáveis organizacionais, biomecânicas, psicossociais e individuais. Métodos: O estudo desenvolveu-se em duas fases complementares. Entre os anos de 2003 e 2005 foi realizado um estudo exploratório composto por duas partes: a descrição das atividades de produção de uma indústria cerâmica do município, por meio de uma abordagem ergonômica e a descrição da trajetória de trabalho e adoecimento de trabalhadores portadores de DORT, por meio de entrevistas. Entre os anos de 2006 e 2007, foi realizado um estudo sistemático de desenho transversal-descritivo. Nove indústrias cerâmicas participaram desta fase. As atividades de trabalho de 18 indivíduos, dois de cada empresa, foram descritas e analisadas através do método de observação direta. Todos os trabalhadores das empresas participantes responderam a um questionário sobre trabalho e saúde (n=235). Um outro questionário complementar para avaliação de sintomas psicológicos comuns foi aplicado a 57 indivíduos. Resultados: No geral, as condições de trabalho nas indústrias cerâmicas eram ruins. O ambiente físico era insalubre, expondo os trabalhadores a variados riscos à saúde, incluindo-se os provenientes da poeira de sílica, das altas temperaturas e ruído, da pouca ventilação, de problemas nos pisos e da ausência de proteção nas máquinas. A organização do trabalho estava baseada na divisão e no parcelamento das tarefas e no controle sobre o ritmo a fim de atingir as metas de produção. Homens e mulheres não executavam os mesmos tipos de atividades, revelando-se uma clara divisão sexual do trabalho. Aos trabalhadores da produção cabia a execução de atividades repetitivas, em ritmo elevado e com a utilização de posturas estáticas e inadequadas. A prevalência de dor nos últimos 12 meses foi de 38,5%. As principais localizações foram membros inferiores, coluna lombar e pescoço. Foi identificada uma associação positiva entre dor osteomuscular e sexo feminino. Entre as variáveis biomecânicas e psicossociais, repetitividade de movimentos, utilização de ferramentas de trabalho, ausência de participação nas decisões, preocupação com a produção, problemas de relacionamento com supervisores, insatisfação no trabalho e desejo de mudar de função foram associadas à dor. Conclusões: A dor osteomuscular é uma das expressões do elevado custo humano e social derivado das condições e da organização do trabalho nas indústrias cerâmicas. O ambiente e os equipamentos de trabalho precários, a divisão do trabalho, o parcelamento e a repetitividade das atividades, a mecanização seletiva e o ritmo acelerado são determinantes do desencadear da dor. A maior prevalência de dor entre as mulheres relaciona-se aos diferentes setores e atividades de trabalho em que estão concentradas, submetendo-as a um trabalho mais repetitivo e estático, em ritmo mais acelerado, com pouca autonomia para grandes decisões e sujeitas a menores salários. As pessoas estão trabalhando com dor. A procura por serviço médico é adiada até quando a incapacidade para o trabalho se instala, pela impossibilidade de manter a produção. O uso de medicamentos acaba sendo a única alternativa encontrada pelos trabalhadores para continuarem no trabalho.

Referência Espacial
Cidade/Município
Pedreira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003-2007
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/308418

A leishmaniose tegumentar americana em Campinas: contribuições da analise espacial e do sensoriamento remoto orbital

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nasser, Jeanette Trigo
Sexo
Mulher
Orientador
Donalisio, Maria Rita
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Vigilância epidemiológica
Zoonoses
Sensoriamento remoto orbital
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo estudar o perfil epidemiológico e a distribuição geográfica dos casos de leishmaniose tegumentar americana (LTA) ocorridos em Campinas no período de 1992 a 2003. Para este fim foram utilizadas informações sobre os casos notificados de LTA em Campinas e os respectivos locais prováveis de infecção (LPI) obtidas na base de dados do Sistema de Informação sobre Agravos Notificáveis (SINAN), de fichas de investigação epidemiológicas disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Campinas e Superintendência de Controle de Endemias regional - SUCEN-Campinas. Variáveis sociodemográficas e epidemiológicas foram estudadas. Estes dados foram georreferenciados mediante a coleta de coordenadas dos LPIs através de GPS (Global Position System). Datum: Córrego Alegre Projeção: UTM. Foram identificadas áreas com maior concentração de casos (clusters) no município, por meio do estimador de densidade kernel. Imagens do satélite Landsat 5 sensor TM 219/76 destas áreas foram processadas procurando identificar padrões de uso e ocupação do solo relacionados com o perfil epidemiológico da doença. O processamento das imagens constou de: registro, segmentação e classificação em classes temáticas (tipos de uso e ocupação do solo). Foi realizada a tabulação cruzada entre estas classes temáticas para se analisar mudanças no tempo e espaço das áreas de estudo. O software utilizado foi o Spring 4.01 Beta. A LTA em Campinas concentra-se em duas áreas do município (Leste e Sudoeste) diferentes entre si tanto no aspecto de uso e ocupação do solo como nas condições socioeconômicas. Na área Leste não se verificou desmatamento nos anos que precederam o surto. Na área Sudoeste essa doença é endêmica. Apresentando ciclos epidêmicos a cada 9-10 anos. O uso do sensoriamento remoto pode contribuir para compreender a dinâmica dessa enfermidade, bem como de outras de transmissão vetorial.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1992-2003
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/311099

Violência doméstica na gravidez

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Audi, Celene Aparecida Ferrari
Sexo
Mulher
Orientador
Corrêa, Ana Maria Segall
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Violência doméstica
Violência contra a mulher
Gestantes
Mulheres maltratadas
Prematuro
Resumo

A violência contra as mulheres, em suas diversas formas, é endêmica em todos os países do mundo, independente da classe social, raça ou idade. Estudos têm mostrado que a gestante não está livre de sofrer as diversas manifestações de violência doméstica. O objetivo deste trabalho foi investigar a associação entre violência doméstica contra as gestantes, residentes na região Sudoeste de Campinas-SP e os fatores associados à violência perpetrada pelo parceiro íntimo, assim como, verificar o impacto dessa violência no peso ao nascer ou na prematuridade. Inicialmente, foram realizados grupos focais para subsidiar o estudo de corte. Neste, numa etapa retrospectiva foram coletadas informações sobre experiência de violência doméstica vivida pelas gestantes selecionadas, no ano anterior a gestação. Numa etapa prospectiva, coletamos dados sobre nova exposição à violência doméstica durante e após período gestacional. Informações sobre, características sócio demográficas das gestantes, do parceiro íntimo, sobre o parto e pós-parto imediato, também foram pesquisadas. Participaram do estudo 1379 gestantes usuárias do SUS. Do total da amostra, 19,1 % (262) referiram ter sido vítima de violência psicológica, 5,9% (81) de violência física e 1,3% (18) de violência sexual. A prevalência de violência física ou sexual foi de 6,5% (81) gestantes. Através de analise de regressão logística, permaneceram associados: 1) à violência psicológica: gestante com escolaridade fundamental ou menor (p<0,013), gestante ser responsável pela família (p<0,001), sentimento de rejeição (p<0,001), gestante presenciou agressão física na infância (p<0,001), gestante sofreu agressão física na infância (p<0,032), parceiro íntimo adolescente (p<0,011) e consumir bebida alcoólica com freqüência superior a uma vez por semana (p<0,001); 2) à violência física/sexual: a gestante ter relatado dificuldade em fazer as consultas de pré-natal (p<0,011 ), gestante com escolaridade fundamental ou menor (p<0,002), sentimento de rejeição (p<0,001), gestante sofreu agressão física na infância (p<0,021), parceiro íntimo não trabalhar (p<0,039) e o parceiro fazer uso de drogas e consumir álcool com freqüência superior a uma vez por semana (p<0,001). Para analisar o peso ao nascer ou prematuridade, 1220 mulheres foram acompanhadas durante o período de pré-natal e pós-natal (88,5% das gestantes inicialmente selecionadas). Essa diferença refere-se a 11,5% das perdas de acompanhamento, basicamente por mudança de endereço. O peso médio ao nascer foi de 3,233 gramas e a idade gestacional foi em média 38,56 semanas. Apresentaram BPN ou PM 13,8% RN. Condições de risco para BPN ou PM foram: gestante ter tido RN PM em outra gestação (p<0,003), ser tabagista (p<0,001), ter tido parto por cesárea (p<0,001) e ser baixa a escolaridade do parceiro (p<0,005). Os eventos adversos, manifestados durante a gestação associados à violência psicológica e violência física/sexual foram, respectivamente: infecção urinária (p<0,007; p<0,027), falta de desejo sexual (p<0,018; p<0,001), afecções ginecológicas (p<0,009), enxaqueca (p<0,014), sentimento de rejeição e distúrbios neuróticos (p<0,001). Conclusões: este estudo conseguiu identificar que a prevalência de qualquer forma de violência contra a gestante pode acometer aproximadamente uma em cada seis delas. O perpetrador mais provável é o que consome drogas licitas ou ilícitas; mostraram-se de maior risco as mulheres de baixa escolaridade, dificuldades de comparecer ao pré-natal e que são responsáveis pela família. Não foi observada associação estatisticamente significativa entre violência doméstica e baixo peso ao nascer ou prematuridade. Os eventos adversos manifestados durante a gestação foram: infecção urinária, falta de desejo sexual, afecções ginecológicas, enxaqueca, sentimento de rejeição e distúrbios neuróticos. As prevalências de violências observadas e os fatores a elas associados evidenciam a magnitude e complexidade do problema. Sugere-se rever os mecanismos que permitam sua identificação e orientem abordagem inter e multidisciplinar, especialmente no âmbito da Saúde Pública, com ênfase na atenção primária.

Referência Espacial
Região
Sudoeste
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313845

Topologia do risco de acidente do trabalho em Piracicaba, São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Zangirolani, Lia Thieme Oikawa
Sexo
Mulher
Orientador
Cordeiro, Ricardo Carlos
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Nutrição
Análise espacial (Estatística)
Acidentes do trabalho
Resumo

Objetivo: Estimar a distribuição espacial do risco de acidente do trabalho controlado por variáveis nutricionais, entre outras co-variáveis, em Piracicaba, São Paulo. Métodos: Por meio de estudo Caso-Controle Espacial de base hospitalar, tendo como variável de interesse a localização espacial dos acidentes do trabalho, foram amostrados 794 trabalhadores, no período de 16/05/2004 a 19/10/2004, sendo 263 casos e 531 controles. Os critérios de inclusão para casos foram: ser trabalhador acidentado do trabalho, morador de Piracicaba, com idade entre 15 e 60 anos, atendido no Centro de Ortopedia e Traumatologia de Piracicaba. Os controles foram igualmente selecionados, diferenciando-se apenas quanto ao motivo do atendimento: em virtude de acidente não do trabalho, considerando também trabalhadores acompanhantes dos casos. A distribuição espacial da estimativa foi feita por meio de ajuste do modelo aditivo generalizado, tendo as coordenadas geográficas dos casos e controles como componente espacial não linear, incluindo as demais co-variáveis como componente linear. Resultados: Foi gerado um mapa que ilustra a variação da estimativa do risco espacial de acidentes do trabalho no espaço urbano de Piracicaba, controlada por sexo (OR=1,87 p<0,001)), escolaridade (OR=0,85 p<0,0001), ser autônomo (OR=0,36 p<0,01) e circunferência de cintura (OR=0,98 p=0,05), sendo as regiões centro-leste e a área que forma um “corredor” entre as regiões sul-norte, as de maior risco. Conclusões: O uso de ferramentas de geoprocessamento e a consideração de variáveis nutricionais fornecem elementos para a compreensão das relações que compõem o risco de acidentes do trabalho, sendo oportuna a continuidade de investigações que contemplem esses fatores.

Referência Espacial
Cidade/Município
Piracicaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
16/05/2004 a 19/10/2004
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/311756