Medicina Social / Saúde Pública

Fatores ambientais associados a transmissão e a distribuição espacial da febre maculosa brasileira na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, Estado de São Paulo, Brasil

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Souza, Celso Eduardo
Sexo
Homem
Orientador
Donalisio, Maria Rita
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Febre maculosa das montanhas rochosas
Rickettsia rickettsii
Piracicaba, Rio, Bacia (SP)
Amblyomma sculptum
Aspectos ambientais
Resumo

A febre maculosa brasileira (FMB) é uma doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico é a Rickettsia rickettsii, bactéria Gram negativa intracelular obrigatória e transmitida por meio da picada de carrapatos infectados. O objetivo deste estudo é descrever os fatores associados ao ciclo de transmissão e a distribuição espacial da FMB na Bacia do Rio Piracicaba, região de maior registro de casos da doença no estado de São Paulo. Realizou-se um estudo retrospectivo das fichas de investigação dos LPI da FMB realizadas pela equipe da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) e de dados das investigações epidemiológicas do Sistema de Informações sobre Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2003 a 2013. Foram analisados os casos confirmados pelos critérios laboratoriais e os descartados. Foi ajustado um modelo de regressão logística múltipla utilizando-se como variável resposta, os LPI dos casos confirmados de FMB e como variáveis explicativas, os fatores demográficos, ambientais, presença das espécies de vetores e de animais hospedeiros nos LPI. Para os estimadores Odds Ratio foi considerado intervalo de confiança de 95%. Após a identificação das coordenadas geográficas (X,Y) coletadas em campo, foram incorporadas superfícies no mapa da bacia contendo informações sobre índice de vegetação (Normalized Difference Vegetation Index), altitude, índice topográfico, declividade do terreno e hidrografia. As variáveis associadas à confirmação da FMB no modelo logístico múltiplo foram: idade (OR = 1,025 IC: 1,015-1,035), ocorrência em área urbana (OR = 1.515 IC: 1,036¿2.231), existência de pasto degradado (OR= 1,759 IC: 1,028¿3.003), presença de Amblyomma sculptum no ambiente (OR = 1,629 IC: 1,097¿2.439), coleta de carrapatos em equinos (OR = 1,939 IC: 0,999¿3, 764), presença de capivaras (OR= 1,467 IC: 1,009-2,138). Foram observados aglomerados de maior densidade na região mais central da bacia e em regiões de baixa altitude (valores entre 448 a 590 metros) e em ambientes com baixos níveis de NDVI, próximos a área urbana e periurbana e à coleções hídricas. Foram confirmados 119 (59%) casos em LPI na área delimitada pelo raio de 1 km dos rios da bacia e 87 (41%) se o raio for de 500 metros. Fatores ambientais associados à transmissão da FMB podem dirigir as investigações em campo, identificar área de maior risco de transmissão da FMB e facilitar a priorização de investimentos das medidas preventivas e de controle.

Autor do Resumo
Autor
Referência Espacial
Região
Bacia do Rio Piracicaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003-2013
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312895

Saúde e trabalho em mulheres adultas: estudo de base populacional no município de Campinas, São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Senicato, Caroline
Sexo
Mulher
Orientador
Barros, Marilisa Berti de Azevedo
Ano de Publicação
2015
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde da mulher
Trabalho feminino
Qualidade de vida
Saúde mental
Inquéritos epidemiológicos
Resumo

As mudanças econômicas, políticas e sociais ocorridas nas últimas décadas proporcionaram a ampliação da escolaridade feminina e o aumento progressivo da participação da mulher no mercado de trabalho. Hoje, aproximadamente 55% das brasileiras com 16 anos ou mais são economicamente ativas. Todavia, as mulheres continuam a ter um papel central no núcleo familiar, nos cuidados com os filhos e com toda a família, bem como no desempenho das atividades domésticas, independente do fato de exercerem um trabalho remunerado. Neste contexto, indaga-se sobre as possíveis associações entre a inserção no mercado de trabalho e as condições de saúde das mulheres. Revisões internacionais de estudos longitudinais que analisaram os efeitos do emprego sobre a saúde e o bem-estar feminino verificaram que, no geral, o trabalho remunerado não produz efeitos adversos para a saúde da mulher. Contudo, são poucos os estudos brasileiros dedicados a essa temática. Diante dessas considerações, o objetivo deste estudo foi analisar as condições de saúde, os comportamentos relacionados à saúde e a qualidade de vida relacionada à saúde de trabalhadoras remuneradas e de donas de casa, residentes na área urbana do município de Campinas, São Paulo. Foram utilizados dados do Inquérito domiciliar de Saúde do Município de Campinas (ISACamp 2008/2009), realizado pelo Centro Colaborador em Análise de Situação de Saúde (CCAS), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Trata-se de um estudo transversal de base populacional, com amostra probabilística por conglomerados, tomada em dois estágios: setores censitários e domicílios. Os dados analisados foram de 668 mulheres de 18 a 64 anos de idade, residentes da área urbana do município de Campinas, e as análises foram realizadas no software Stata 11.0, com o comando svy, que considera os efeitos do delineamento complexo do processo amostral do inquérito. Os resultados desta tese são apresentados em três artigos. No primeiro estudo, "Diferenciais de saúde entre trabalhadoras remuneradas e donas de casa em um município brasileiro", foram avaliadas as diferenças em relação aos comportamentos relacionados à saúde e às condições de saúde entre trabalhadoras remuneradas e donas de casa. Foram feitos modelos de regressão múltipla de Poisson, com ajuste por idade, escolaridade, número de filhos, situação conjugal e renda familiar per capita, para estimar as razões de prevalências ajustadas. Foi possível observar diferenças em relação à saúde mental de mulheres, mas ausência de desigualdades nos comportamentos. As donas de casa apresentaram maior prevalência de queixas de problemas emocionais (ansiedade/tristeza) e de transtorno mental comum (avaliado pelo SRQ-20), que ficou no limiar da significância estatística, mas menor prevalência de asma/bronquite/enfisema e de relato de violência (limiar da signficância estatística). O segundo artigo, "Ser trabalhadora remunerada ou dona de casa associa-se à qualidade de vida relacionada à saúde (SF-36)?", avaliou a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) e a inserção no mercado de trabalho, e se pertencer a determinado estrato socioeconômico modifica essa associação. A QVRS foi avaliada pelo instrumento The Medical Outcomes Study Instrument SF-36 ¿ Item Short Form Health Survey (SF-36). Foram feitos modelos de regressão linear simples e múltipla, com ajuste pela idade, escolaridade, renda familiar per capita, situação conjugal, número de filhos e número de doenças crônicas. Ser dona de casa associou-se com a pior QVRS, sobretudo com aspectos mentais, mas esta associação é modificada pelo nível socioeconômico. Nos segmentos de intermediária e baixa escolaridade e de renda familiar per capita as donas de casa apresentaram pior QVRS, mas não houve diferenças no alto estrato de escolaridade e de renda familiar. No terceiro artigo, "Saúde mental de mulheres adultas: estudo de base populacional no município de Campinas, São Paulo", analisou a associação dos transtornos mentais comuns (TMC) com a inserção no mercado de trabalho e com outras variáveis socioeconômicas e demográficas, de comportamentos e de saúde em mulheres adultas, por meio do Self Reporting Questionnaire 20 (SRQ-20). Foi criado um modelo hierárquico de regressão de Poisson em três etapas: variáveis socioeconômicas e demográficas, comportamentos e condições de saúde. As mulheres que eram donas de casa, aquelas com baixa escolaridade, sem companheiro e com três ou mais filhos apresentaram maior prevalência de TMC, bem como as mulheres com pior qualidade da dieta (não consumiam frutas, verduras ou legumes diariamente), que dormiam seis ou menos horas por noite, e relataram uma ou mais doenças crônicas, quatro ou mais problemas de saúde e que tinham sido vítimas de violência. Este estudo constatou que o trabalho remunerado esteve associado positivamente à saúde da mulher, principalmente, à saúde mental feminina. Contudo, não podemos desconsiderar o "efeito do trabalhador sadio": há maior probabilidade das mulheres saudáveis física e mentalmente estarem empregadas e se manterem trabalhando. Entretanto, a discussão dos presentes resultados com estudos longitudinais colabora para dar maior sustentação aos achados. As desigualdades na QVRS segundo inserção no mercado de trabalho, sobretudo quanto aos aspectos mentais, com prejuízos principalmente das donas de casa de pior nível socioeconômico, reforçam a necessidade de gerar mais oportunidades para a inserção da mulher no mercado de trabalho e acesso à educação. Ser dona de casa, ter baixa escolaridade, não ter companheiro e ter três ou mais filho, além de acumular doenças, ter comportamentos inadequados e ter sofrido violência foram fatores associados à presença de transtornos mentais comuns nas mulheres adultas. Portanto, espera-se que esses achados sobre as condições de saúde de trabalhadoras remuneradas e donas de casa possam colaborar no desenvolvimento de políticas públicas sociais e de saúde. Além de macro-políticas que ofereçam acesso à escolarização e condições para a inserção feminina no mercado de trabalho, como a criação de creches para que a mulher possa conciliar trabalho e família, é preciso capacitar os profissionais da atenção básica, como o médico da família, ginecologistas e demais profissionais da equipe de saúde na detecção e abordagem dos quadros de comprometimento da saúde mental feminina, sobretudo entre as mulheres donas de casa socialmente desfavorecidas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2009
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312915

Institucionalização da vigilância em saúde do município de Campinas (SP) na perspectiva da análise institucional sócio-histórica

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Garcia, Rosana Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
L'Abbate, Solange
Ano de Publicação
2015
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Análise institucional
Vigilância epidemiológica
Vigilância sanitária
Resumo

A Vigilância em Saúde é entendida aqui, como uma instituição - conceito base para a Análise Institucional (AI). Seu processo de institucionalização nos remete à história da Saúde Pública, impactando no atual modelo de gestão e nas ferramentas de trabalho utilizadas em sua contemporaneidade. Considerando que a Vigilância em Saúde tem raízes e processos a partir deste modelo conceitual, há um impacto na prática e estratégias utilizadas pelos sujeitos que dela fazem parte, marcada, muitas vezes, por modelos verticalizados e pouco participativos. O objetivo deste estudo foi estudar a trajetória da Vigilância em Saúde de Campinas (SP) na perspectiva da Análise Institucional sócio-histórica, buscando uma compreensão de sua gênese histórica, social e teórica e seu processo de institucionalização (duração, temporalidade e historicidade). Neste sentido, a proposta da análise institucional na vertente sócio-histórica fundamenta-se na necessidade de ampliação do conhecimento acerca de fatos no passado, mas que ainda possuem repercussão no presente. Foram utilizados alguns conceitos chave da Análise Institucional, como analisador, implicação e instituição desdobrando em seus momentos instituído, instituinte e institucionalização. Esse estudo teve natureza qualitativa, teórico e empírico, com base em entrevistas semiestruturadas e pesquisa documental. As entrevistas iniciais chamados de "entrevistas disparadoras" foram realizadas com os sujeitos que participaram dos processos iniciais de municipalização, descentralização e regionalização da Vigilância em Campinas. Em seguida foram entrevistados outros gestores e trabalhadores dos serviços de saúde que vivenciaram a história mais recente da Vigilância. A maioria das entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas e enviadas aos entrevistados para que acrescentassem ou retirassem o que julgassem importantes. Após a análise dos das entrevistas e de alguns documentos que trouxeram alguns eventos realizados pela Vigilância de Campinas, o grupo entrevistado foi convidado para duas oficinas de restituição para debate sobre os achados e construção do texto. O trabalho demonstrou que o modelo atual de Vigilância não insere o sujeito dentro de suas ações e nem considera seu contexto social. Tendo esse pressuposto como modelo, as estratégias utilizadas pela Vigilância são predominantemente normativas e administrativas, mais ligadas à tecnologia dura e dura-leve, ou seja, pouco se trabalha com as relações intersubjetivas que estão diretamente relacionadas com a missão da Vigilância. O modelo de Vigilância de Campinas, apesar do protagonismo dos sujeitos, mantem pouca articulação com a sociedade e controle social. Os desafios percebidos são relacionados a investir nas tecnologias leves (relacionais) no sentido de incluir os diferentes sujeitos no processo de Vigilância. A possibilidade de intercessão entre suas práticas e a sociedade, deve ser motivada por um desejo de dar autonomia aos sujeitos que protagonizarão mudanças dentro da instituição.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XXI
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313096

Qualidade da dieta em estudo de base populacional no Município de Campinas, São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Assumpção, Daniela de
Sexo
Mulher
Orientador
Barros, Marilisa Berti de Azevedo
Ano de Publicação
2014
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Alimentos
Comportamento alimentar
Inquéritos epidemiológicos
Grupos populacionais
Consumo
Resumo

Os principais problemas nutricionais da população brasileira referem-se a alimentação não saudável, marcada pelo elevado consumo de alimentos ultraprocessados e pela ingestão insuficiente de frutas e hortaliças, e pelo expressivo crescimento das taxas de sobrepeso e obesidade, afetando de forma preocupante as crianças e os adolescentes. A alimentação de má qualidade, bem como o excesso de peso e a obesidade aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis, condições que representam o problema de saúde de maior magnitude no Brasil e no mundo. Portanto, a necessidade de monitoramento e vigilância do padrão de consumo alimentar e do estado nutricional da população tornam oportuna a realização do presente trabalho. O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade da dieta de segmentos demográficos e sociais da população de Campinas, SP, por meio do Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQD-R). Este instrumento contempla um conjunto de doze componentes baseados em alimentos, nutrientes e/ou ingredientes culinários. Os dados utilizados neste estudo foram obtidos do Inquérito de Saúde do Município de Campinas (ISACAMP 2008), uma pesquisa de corte transversal de base populacional com amostra por conglomerados. Os dados foram coletados entre fevereiro de 2008 a abril de 2009. As informações relativas ao consumo alimentar foram obtidas pela aplicação do recordatório de 24h. Foram estimadas as médias do IQD-R global e de cada componente e desenvolvidos modelos de regressão linear múltipla. No primeiro artigo deste trabalho, "Desigualdades sociais e demográficas na qualidade da dieta em estudo de base populacional", foram analisadas as diferenças da qualidade global da dieta, e de seus componentes, entre estratos sociodemográficos diferenciados por idade, sexo e nível de escolaridade. O estudo abrangeu uma amostra de 3.382 indivíduos com 10 ou mais anos de idade. Os resultados mostram escores crescentes do IQD-R com o aumento da idade e do nível de escolaridade e escores superiores nas mulheres em relação aos homens. Comparadas aos homens, as mulheres apresentaram maiores pontuações de vegetais, frutas, leite e derivados e menor de carnes e ovos. Assim como as mulheres, indivíduos de mais idade e de melhor nível de escolaridade consumiram mais cereais integrais, vegetais e frutas. Os mais idosos apresentaram maior consumo de sódio, enquanto que o inverso foi observado no segmento de escolaridade superior. É preciso ressaltar que, no conjunto da população estudada, e mesmo nos segmentos com melhores pontuações, os componentes de cereais integrais, sódio, vegetais verdes-escuros e alaranjados, fruta total, fruta integral e leite e derivados apresentaram escores médios considerados muito baixos. Reconhecendo que o segmento de idosos é o que apresenta melhor padrão alimentar em relação aos indivíduos mais jovens, mas considerando a diversidade de qualidade da dieta que deve prevalecer entre eles, buscou-se identificar os fatores que estariam associados a um comportamento alimentar de melhor qualidade nos idosos. Assim, no segundo artigo desta tese, "Qualidade da dieta e fatores associados entre idosos: estudo de base populacional em Campinas, São Paulo", avaliou-se a qualidade global da dieta de 1.509 idosos de 60 anos ou mais, segundo variáveis sociodemográficas, comportamentos de saúde e morbidades. Os segmentos de idosos que apresentaram escores superiores de qualidade da dieta foram os de 80 anos ou mais, os evangélicos, os que praticavam atividade física de lazer e os diabéticos, e escores inferiores foram observados nos que residiam com três ou mais pessoas, nos tabagistas e nos que relataram preferência por refrigerantes e bebidas alcoólicas. Verificando que os adultos apresentam pior padrão da dieta relativamente aos idosos procurou-se analisar as possíveis diferenças de gênero que prevaleceriam neste segmento etário, e se os fatores associados à alimentação de melhor qualidade difeririam entre os sexos. Desta forma, no terceiro artigo, "Diferenças de gênero na qualidade da dieta de adultos: estudo de base populacional em Campinas, São Paulo", foram analisados 949 pessoas de 20 a 59 anos com o intuito de avaliar as diferenças no indicador global e em cada componente do IQD-R entre homens e mulheres. Em relação aos homens, as mulheres tiveram escore inferior no componente carnes e ovos, e pontuações superiores nos de frutas, vegetais e leite. Quanto aos fatores associados à alimentação saudável, diferença importante foi verificada entre os sexos: nos homens, apenas dois fatores mostraram-se associados; médias maiores de pontuação foram verificadas nos indivíduos com 40 anos ou mais e média menor nos que disseram fazer algo para emagrecer; nas mulheres, vários fatores revelaram-se associados; nelas, o avanço da idade, a prática de atividade física no lazer e a presença de doença crônica foram relacionados à melhor qualidade da dieta, e o contrário foi observado nas tabagistas e nas que residiam em moradias com três ou mais pessoas. As diferenças nos fatores associados revelam uma tendência a concomitância de comportamentos saudáveis nas mulheres que não é observada nos homens. Os resultados obtidos nesta tese, aprofundando o conhecimento da qualidade do padrão de consumo alimentar em distintos segmentos da população podem auxiliar na orientação de políticas públicas de saúde visando melhorias na qualidade da dieta e provendo especial atenção aos segmentos mais vulneráveis à má alimentação.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Fevereiro de 2008 a Abril de 2009
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312923

Inatividade física na população adulta de Campinas, SP, Brasil: prevalência e fatores associados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Izabel Lopes
Sexo
Mulher
Orientador
Francisco, Priscila Maria Stolses Bergamo
Ano de Publicação
2014
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Atividade física
Prevalência
Adulto
Inquéritos epidemiológicos
Brasil
Resumo

A atividade física é considerada um fator protetor para uma série de doenças e de fatores de risco para doenças. Os estudos mais recentes sobre a relação entre atividade física e saúde claramente mostram a importância de se analisar seus quatro grandes domínios - o do lazer, o ocupacional, o da atividade doméstica e o de deslocamento - para se atingir a recomendação de 150 minutos por semana de atividade física moderada ou vigorosa, contribuindo para um estilo de vida saudável, prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas e, assim, uma melhor qualidade de vida. O objetivo do estudo foi investigar a prevalência de inatividade física e os fatores a ela associados em adultos, com dados de estudo de base populacional realizado em Campinas, São Paulo, Brasil no ano de 2008. Este é um estudo transversal de base populacional, com amostra por conglomerados e em dois estágios. Para analisar a inatividade física foi usada a versão brasileira do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Foram calculadas as prevalências e as associações utilizando-se o teste qui-quadrado e as razões de prevalência (RP) estimadas pela regressão de Poisson. A prevalência de inatividade física total foi de 16,3% e entre os domínios foi de 65,9% no trabalho, 68,2% no doméstico, 41,5% no deslocamento e 65,8% no lazer. As mulheres foram menos inativas no domínio doméstico e maiores níveis de escolaridade estiveram associados com inatividade em todos os domínios exceto no de lazer, cuja associação foi inversa. Esses dados caracterizam o perfil da população estudada no campo de atividade física.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313003

Homicídios em Campinas: desigualdades socioespaciais e tendências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Paggiaro, Hugo Trevizan
Sexo
Homem
Orientador
Barros, Marilisa Berti de Azevedo
Ano de Publicação
2014
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Homicídio
Desigualdade social
Análise espacial
Campinas (SP)
Resumo

O presente estudo objetivou mensurar e comparar as desigualdades socioespaciais da mortalidade por homicídios no município de Campinas através da metodologia de estudo ecológico de base censitária para múltiplos grupos e em diferentes períodos: os triênios 2002-2004 e 2009-2011. Foi utilizada a informação de residência das vítimas extraídas do Sistema de Informação sobre Mortalidade. Foram elaborados cinco estratos de áreas de Centros de Saúde e de setores censitários a partir da variável censitária "renda do responsável por domicílio" dos anos de 2000 e 2010, de modo que cada um deles tivesse um quinto da população. A desigualdade foi medida pela razão de taxas entre todos os estratos em relação ao estrato de melhor condição socioeconômica, que apresentou durante todo o período estudado os menores coeficientes de mortalidade por homicídios. Foi observado que as desigualdades da mortalidade por homicídios em Campinas permaneceram constantes entre os triênios estudados, mesmo o município tendo apresentado taxas decrescentes na década de 2000. A utilização da variável renda se mostrou eficaz para compor os estratos, na medida em que quando comparados a outros estudos brasileiros sobre desigualdades intramunicipais, Campinas apresentou uma das mais elevadas desigualdades entre eles. Foi calculado que a razão de taxas entre os estratos socioeconômicos de Centros de Saúde chegou a 6,2, no triênio 2002-2004 e, 5,8, no triênio 2009-2011. A razão de taxas entre os estratos de setores censitários chegou a 7,8 no triênio 2009-2011 e a 16,0 quando foi calculada para dez estratos, ao invés de cinco. Assim, ficou demonstrado o elevado nível de desigualdade socioespacial das mortes por homicídio no município de Campinas. Algumas áreas de Centros de Saúde apresentaram as mais elevadas taxas durante toda a década de 2000. Também foi constatado que a distribuição da densidade de residências das vítimas não é constante, porém sempre atingem as áreas mais pobres do município.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2002-2004; 2009-2011
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312918

Estudo dos acidentes de trânsito com vítimas na cidade de Rio Claro, São Paulo com suporte das técnicas de geoprocessamento

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Vedovato, Maria Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Lourenço, Roberto Wagner
Ano de Publicação
2013
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde pública
Políticas públicas
Sistemas de informação geográfica
Infraestrutura
Resumo

Atualmente, os acidentes de trânsito matam em todo o mundo mais de um milhão de pessoas por ano e deixam feridas entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas. Os jovens representam a maioria das vítimas, que, muitas vezes, apresentarão seqüelas pelo resto da vida (DETRAN/RS, 2007). Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi estudar os acidentes de trânsito com vítimas na área urbana de Rio Claro no ano de 2008 e buscar os fatores que se configuram como risco nas ocorrências de acidentes. Para o desenvolvimento deste trabalho foram utilizadas técnicas de geoprocesamento e estatística espacial multivariada. Uma análise local foi realizada nas áreas com maiores ocorrências de acidentes para melhor compreensão dos atributos locais. Os resultados indicam um padrão de localização de acidentes e as variáveis que contribuem para isto são grande fluxo de veículos na zona central e avenidas de trânsito rápido. O perfil dos envolvidos demonstra predominância de pessoas do sexo masculino com faixa etária entre 18 e 30 anos. Quanto ao tipo de veículos há um predomínio de carros, a seguir as motos e as bicicletas foram os mais envolvidos em acidentes. A maior parte das ocorrências aconteceu entre 9 e 18 horas, com tempo em boas condições. Estes resultados colaboram para a compreensão dos fatores que contribuem para as ocorrências de acidentes de trânsito na área urbana de Rio Claro e podem subsidiar na implantação de políticas públicas e programas nas áreas da saúde, de trânsito e segurança para a comunidade no sentido de minimizar as ocorrências e seus impactos.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio Claro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/311810

Atenção em saúde para trabalhadores informais no SUS Campinas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Balista, Salma Regina Rodrigues
Sexo
Mulher
Orientador
Santiago, Silva Maria
Ano de Publicação
2013
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde do trabalhador
Atenção a saúde
Vigilância em saúde do trabalhador
Trabalhadores
Setor informal (Economia)
Resumo

Essa pesquisa objetiva analisar a atenção em saúde ao trabalhador do mercado informal pelo SUS, no município de Campinas, SP. No mercado informal podem estar presentes riscos e incidências ainda maiores do que no mercado formal; soma-se a isso a falta de proteção previdenciária, o que os caracteriza como um grupo vulnerável, ao qual devem ser dirigidas ações de saúde. O SUS desempenha papel estratégico de inclusão, na medida em que se constitui em política pública com capilaridade capaz de oferecer a integralidade e a universalização da atenção à saúde dos trabalhadores, com ações individuais e coletivas, e estimular e promover o controle social por parte dos trabalhadores. Os objetivos do estudo são identificar quais as categorias de trabalhadores informais que mais demandam atenção em saúde no SUS Campinas, quais os serviços de saúde mais procurados, que ações de caráter individual e coletivo foram dirigidas aos trabalhadores, quais dificuldades os serviços têm em reconhecer o usuário como trabalhador do mercado informal, em notificar os agravos à saúde desses trabalhadores e em desenvolver ações para a atenção integral desse grupo. Pela complexidade da questão, a abordagem metodológica escolhida foi a triangulação de métodos. Os sujeitos da pesquisa são gestores e trabalhadores de saúde, dirigentes sindicais e trabalhadores informais. Para a coleta de dados, utilizamos inquérito em serviços de saúde com utilização de formulário e entrevistas semiestruturadas. Os resultados apontaram a atenção fragmentada; a inexistência de ações de vigilância em saúde voltadas para esse grupo; a forma solitária de construção do itinerário terapêutico pelo trabalhador, passando por vários tipos de serviços de saúde e tendo o serviço de urgência e emergência como importante porta de entrada do sistema; a importância do tempo para seu cuidado; a autonomia dos trabalhadores informais relacionada à sua recuperação para o trabalho; a existência de maior vínculo com profissionais de serviços de referência em reabilitação e saúde do trabalhador; o comprometimento do cuidado integral pela insuficiência da rede de atenção; solidariedade dos profissionais de saúde ao sofrimento.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XXI
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312069

Análise espacial do risco de dengue no município de Campinas: modelagem bayesiana

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Costa, Jose Vilton
Sexo
Homem
Orientador
Silveira, Liciana Vaz de Arruda
Ano de Publicação
2013
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Dengue
Análise espacial
Epidemiologia
Estudos ecológicos
Teoria bayesiana de decisão estatística
Resumo

A dengue é uma doença viral de transmissão vetorial causada por um dos quatro sorotipos do vírus dengue (DENV-1,DENV-2,DENV-3 e DENV-4). Atualmente é considerada um dos maiores problemas de Saúde Pública do Mundo. O controle do vetor transmissor, Aedes aegypti, é bem complexo, sendo de grande importância para os serviços de vigilância epidemiológica compreender o processo espacial da dinâmica de transmissão da doença sobre o espaço intramunicipal. A presente tese tem como objetivo analisar a distribuição espacial do risco de dengue e sua associação com fatores socioambientais, no município de Campinas-SP, em 2007. Considerando-se a escala local, analisaram-se duas distintas dimensões espaciais: os setores censitários e as áreas de cobertura dos centros de saúde. Foi construído um indicador de condições socioambientais a partir de variáveis do Censo 2000. Foram investigados 11519 casos de dengue autóctones. Na modelagem de regressão ecológica, foram incluídos efeitos aleatórios estruturados espacialmente e não estruturados para ajustar a variação extra-Poisson presente nas contagens agregadas da doença. Os modelos binomiais negativos (BN), Poisson inflacionado de zeros (ZIP) e binomial negativo inflacionado de zeros (ZINB) foram aplicados para modelar a superdispersão e o excesso de zeros para os dados dos setores censitários. A abordagem hierárquica bayesiana foi utilizada para inferência e o método INLA (Integrated Nested Laplace Approximations) foi empregado para estimação dos parâmetros. A distribuição espacial do risco de dengue sobre o espaço intramunicipal de Campinas não mostrou clara relação com as condições socioambientais condições socioambientais. O modelo ZIP mostrou-se mais adequado para modelar o excesso de zeros presente nos dados de contagem para pequenas áreas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/310348

Cartografia dos centros de convivência de Campinas: produzindo redes de encontros

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ferigato, Sabrina Helena
Sexo
Mulher
Orientador
Carvalho, Sérgio Resende
Ano de Publicação
2013
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Oficinas
Prefeitura Municipal de Campinas (SP) - Centros de convivência
Cartografia
Saúde pública
Saúde mental
Resumo

Esse trabalho tem como objeto a produção dos Centros de Convivência de Campinas junto às redes de Saúde. Ou seja, foi nosso objetivo principal cartografar o que produzem esses dispositivos e também o que os produzem. Para isso, organizamos essa tese em quatro capítulos: O capítulo I se destina a apresentar a metodologia e métodos utilizados para fins da pesquisa. Optamos pelo uso da metodologia de pesquisa qualitativa, com alguns apontamentos quantitativos, com caráter participativo e interventivo. O método utilizado foi à cartografia, a partir do referencial teórico da Filosofia da Diferença, através de revisão bibliográfica e pesquisa de campo. No segundo capítulo serão apresentados dados referentes à revisão bibliográfica sobre os Centros de Convivência em seu contexto nacional e municipal, a partir da apresentação de dados quanti-qualitativos sobre os Centros de Convivência de Campinas e de conceituações teórico-práticas sobre esse dispositivo. O terceiro e o quarto capítulo se destinam a explorar a produção dos Centros de Convivência, inicialmente a partir de narrativas de cenas e episódios vividos durante a pesquisa de campo e posteriormente através da cartografia dos encontros produzidos pelos Centros de Convivência de Campinas. Os dados produzidos apontam para diversos indicadores e análises que expressam a potência intrínseca aos Centros de Convivência para a produção de redes de saúde, de intersetorialidade, de criação de laços sociais, de movimentos de empoderamento social e de afirmação das diferenças.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XXI
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312023