Sociologia

Entre o nomadismo e o sedentarismo: os ciganos circenses

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Lima, Heloisa Pires
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Fernandes, Rosana
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
12
Página Final
14
Idioma
Português
Palavras chave
nomadismo
povos ciganos
circo
Resumo

Tendo como base o depoimento de um cigano circense, este artigo propõe-se levantar, para reflexão, algumas questões sobre o nomadismo no contexto urbano. Para entender a relação ciganos/circenses em São Paulo, entre 1994 e 1996 foi acompanhado o cotidiano do patriarca de uma família que afirma ser de origem cigana e cujo círculo familiar mantem vínculos estreitos com atividades circen­ses. Fomos encontrá-lo pela primeira vez num espaço à beira da marginal Tietê, perto do prédio do jornal "O Estado de São Paulo” , tão paulistano e corriqueiro como as cantoneiras que se formam às margens da cidade. Trata-se de José Antônio Sbano, viúvo, 73 anos e cinco filhos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1994-1996
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/589

Migrantes da casa de passagem de Presidente Prudente

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rangel, Maria Cristina
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i29.606
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
migrantes
migração
casa de passagem
Resumo

O direito de ir e vir livremente é um privilégio não usufruído por parte dos cidadãos brasi­leiros, exatamente por não serem tratados como cidadãos, mas como mercadorias que precisam ser realocadas espacialmente. No estado de São Paulo existem albergues, estatais ou particula­res, que têm como papel o encaminhamen­to dos migrantes, através do fornecimento de tickets (passagens). São instituições mantidas por prefeituras municipais ou por particulares que contribuem para man­ter os migrantes em mobilidade territorial permanente.

Esse trabalho de reordenamento dos fluxos migratórios não é uma prática re­cente na história migratória do estado de São Paulo. Inicialmente feito por compa­nhias particulares e, posteriormente, feito por instituições estatais, tinha como obje­tivo principal a realocação e encaminha­mento da força de trabalho para as regiões em desenvolvimento. Um exemplo de ins­tituição voltada para essa finalidade foi a ITM - Inspetoria de Imigração e Coloniza­ção, criada em 1939, cuja função era “...trabalhar em locais estratégicos, como terminais ferroviários, onde era feita a seleção dos aptos ao trabalho e encaminha­mento até São Paulo, onde eram recebidos na Hospedaria dos Im igrantes e redistribuídos pelo Estado. As hospedarias se destinavam a selecionar os migrantes considerados aptos para o traba­lho, proporcionar um curto descanso e evitar o embarque dos indesejáveis (famí­lias irregularmente constituídas, doentes, incapazes moral e fisicamente)” (Netto; Bosco, 1967, p. 13)

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/606

A vida dos homens da noite na cidade grande

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Nasser, Ana Cristina Arantes
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
albergue
casa de acolhimento
situação de rua
representação
trabalho
Resumo

O presente estudo foi realizado para a Tese de Doutoramento da autora defendida em junho de 1996, pelo Deparamento de Sociologia da FFLCH/USP, sob o título "Sair para o Mundo" - Trabalho, Família e Lazer: relação e representação na vida dos excluídos. Procura-se estudar as representações que homens reiterada e ampliadamente excluidos do mercado de trabalho constró­em sobre a categoria trabalho, partindo pressuposto de que a relação dialética entre os três elementos que compõem a vida cotidiana na sociedade capitalista - a saber, o trabalho, a família e o lazer (Lefebvre, 1977e 1981) - é uma relação que se manifes­ta em sua negatividade, no universo dos excluídos, e, portanto, só existe através de representações por eles construídas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bela Vista
Logradouro
Rua Professor Sebastião Soares de Faria, 57
Localidade
Albergue Noturno Lygia Jar­dim
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/604

O peixe e a rede: o migrante e o albergue no discurso dos responsáveis e funcionários da AVIM

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Dornelas, Sidnei Marco
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
30
Página Final
45
Idioma
Português
Palavras chave
migrante
albergue
acolhimento
Associação de Voluntários pela Integração dos Migrantes
Resumo

A expressão que dá título a este artigo foi utilizada várias vezes pelo grupo de pesquisa que se formou para estudar as práticas institucionais de acolhimento de migrantes na cidade de São Paulo. No início ela parecia sintetizar uma hesitação do grupo de pesquisa entre colocar o seu foco de interesse no migrante que estava sendo “acolhido” ou na instituição que se pre­tendia ‘ ‘acolher’ ’ os migrantes. Aos pou­cos percebeu-se que a expressão, na verda­de, revelava muito mais sobre a complexi­dade do objeto de análise. Percebeu-se que não se podería estudar o migrante sem levar em consideração o modo como a instituição o representava concretamente, o atendia e julgava a sua situação; como também o modo pelo qual ela se rerpesentava a si mesma, no seu papel de acolher migrantes e na sua estruturação como instituição.

Algumas interrogações que orientam este pequeno trabalho são: Que “peixe”/migrante é este que se encontra nas malhas desta ‘‘rede"/instituição (se tanto é que ele seja realmente um “migrante”)? Como se realiza o atendimento dentro desta insti­tuição? Como cada agente vê a sua atuação dentro e fora da instituição? Que significa­do ela reveste? Como se constituem as relações que dão existência a esta institui­ção, na qual ela se insere e se deixa refletir ou confrontar? Como, desta forma, ela ensaia uma definição de si própria?

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1980-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/608

Migrantes ou carentes? A trajetória da Associação de Voluntários pela Integração dos Migrantes-AVIM

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cutti, Dirceu
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i29.607
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
migrantes
albergue
acolhimento
Associação de Voluntários pela Integração dos Migrantes
Resumo

Este artigo, partindo de uma contextualização histórica das práticas institucionais de acolhimento de migrantes na cidade de São Paulo, objetiva detectar até que ponto a especificidade migratória se constituiu em elemento fundante do trabalho desenvolvido pela AVIM-Associação de Voluntários pela Integração dos Migrantes, durante o período de 1985 a 1996.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1985-1996
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/607

Migrantes canudenses em São Paulo. A memória num contexto de discriminação

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Silva, José Roberval Freire da
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i32.625
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
11
Ano de Publicação
1999
Idioma
Português
Palavras chave
canudenses
migração interna
discriminação
êxodo rural
Resumo

Segundo dados do IBGE, o maior nú­mero de naturais de outros Estados que vivem na Grande São Paulo são de origem baiana, ou seja, 1.120.588 pessoas (PNAD, 1993). Nesse macro universo inserem-se os migrantes canudenses aos quais se reportará este artigo, cerca de duas mil pes­soas que mantêm algum tipo de vínculo com a União pelos Ideais de Canudos- UPIC, fundada em 1992. Os primeiros chegaram na década de 60, abrindo cami­nho para os futuros migrantes que, nas décadas de 70 e 80, fizeram parte do expres­sivo deslocamento campo-cidade, conhe­cido como Êxodo Rural. Nos anos 90, os jovens constituem o contingente mais ex­pressivo. Os primeiros canudenses dessa rede foram trabalhar em fábricas. Atualmente, a maioria trabalha no setor de ser­viços. Esses migrantes estabeleceram-se sobretudo em bairros da região sul da ci­dade - Santo Amaro, Taboão da Serra, e no ABC, em Mauá e em Guarulhos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Década 1960 - 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/625

A memória da casa e a memória dos outros

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Gonçalves Filho, José Moura
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
11
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Memórias
Favela
Centros de Juventude
Resumo

Há quatro Centros de Juventude (CJ) em Vila Joanisa, pequeno bairro afastado para a periferia sul de São Paulo. Mantiveram os nomes das comunidades a que estão vinculados: São Carlos, São João, São Francisco e Santa Rita. Sem contar sá­bados e domingos, as crianças são neles recebidas todos os dias da semana, pela manhã ou pela tarde, antes ou depois da escola. Todo dia há almoço e um pequeno lanche: muitas crianças só nestas refeições têm o que comer; outras, bastam-se com isso para que o alimento de casa fique para o resto da família.

A ocupação da Vila Joanisa foi sobre­tudo conduzida por famílias de migrantes, gente saída das Minas Gerais ou interioranos paulistas. A avenida Yervant Kissaijikian, balizada pelas paradas de ônibus, corta todo o bairro até Diadema. Forma um eixo predominantemente comer­cial, amontoando pequenas lojas, merca­do, açougue, padaria e ramificando-se por ruas bastante íngremes. Dois bolsões de barracos vão logo se expor às margens da Yervant. Se prosseguimos pelas ruas à es­querda (rumo à comunidade São João Ba­tista) ou à direita (rumo à comunidade São Francisco), pelo menos mais uma favela vai se impor de cada lado.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Joaniza
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/623

Memórias de trabalhadores rurais na cidade

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Santana, Charles d'Almeida
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
11
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
41
Página Final
43
Idioma
Português
Palavras chave
migração interna
campo-cidade
memória
lembrança
Resumo

Entre os anos de 1960 e 1980 o cotidiano em Salvador modificava-se por força da presença de lavradores expulsos do campo baiano e por conta de diversas facetas do processo de industrialização pelo qual passava. Simultaneamente, a região dos municípios de Conceição do Almeida e Santo Antonio de Jesus, no Recôncavo Baiano, experimentava uma profunda transformação em seus modos de vida e de luta no campo. A concentração de ter­ras, a extinção das roças de café e de fumo, o fechamento de engenhos de açúcar e a ampliação da criação de gado, processos históricos articulados entre si, empurra­vam os trabalhadores rurais para cidades próximas, outras regiões e estados brasi­leiros. Nessas circunstâncias, obviamen­te, a migração foi a alternativa para uma expressiva parcela dos agricultores da re­gião, especialmente para as novas gera­ções que se viram sem perspectiva de en­contrar terras para o trabalho.

A cidade de Salvador foi um dos prin­cipais destinos dessa onda migratória. Esta opção pela capital deve-se à ampliação de oferta de empregos, em toda sua Região Metropolitana, e à proximidade entre as duas regiões. Assim, os trabalhadores dos municípios considerados participaram, por variados caminhos, no processo cultural, no fervilhar da vida tanto rural quanto ur­bana da Bahia. Neste texto, nossos olha­res voltam-se a alguns impasses que sur­gem quando buscamos interpretar, nas di­nâmicas do dia-a-dia na capital baiana, a participação de trabalhadores oriundos da­quela determinada região rural do Estado.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
1960-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/628

Ítalo-brasileiros a revivificação da identidade étnica em Santa Maria-RS

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Zanini, Maria Catarina C.
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i34.686
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
12
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade étnica
Italianidade
Imigração italiana
Resumo

Na Região denominada de IV Colônia de Imigração Italiana do Rio Grande do Sul, muitos são os relatos da Era Vargas que narram as diversas formas de violên­cia utilizada contra imigrantes. Vio­lência, não somente no sentido físico, mas também na forma como foram obrigados a abandonar suas línguas e costumes. Esse quadro, porém, começou a reverter-se no decorrer da segunda metade deste século. Muitas associações foram criadas e, a par­tir do centenário da Imigração Italiana, começou-se a afirmação e reconstrução de uma italianidade. E, ser italiano no Brasil não significa, para esses descendentes, possuir símbolos culturais fechados, mas sim revalorizá-los no cotidiano da cultura italiana em contato com a sociedade naci­onal e regional.

Foi a partir desta constatação que de­senvolví, no ano de 1997, um projeto de pesquisa que visava investigar quais seri­am os elementos fomentadores da revivificação da italianidade em Santa Maria. E, foi justamente nas narrativas desses descendentes que encontrei o traje­to de uma construção identitária e de es­tratégias de sobrevivência da italianidade que remontam ao século passado e que assumem, contemporáneamente, tonalida­des e arranjos novos

Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Maria
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
Século XIX - Século XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/686

Associações e etnia: o Palestra Itália

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Araújo, José Renato de Campos
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
12
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
17
Página Final
19
Idioma
Português
Palavras chave
identidade étnica
associativismo étnico
imigração italiana
futebol
etnicidade
Resumo

As associações étni­cas devem somen­te ser entendidas como o local de congregação, representação e defesa de in­teresses de indivíduos de mesma origem étnica? Devemos entender a organização étnica como um campo onde se desenvol­ve o próprio processo de formação desses interesses? Ou ainda, como agente forma­dor do sentimento étnico nos indivíduos? O estudo das associações étnicas sem dúvida nos leva a ter condições para esbo­çarmos algumas respostas a estas questões, além de entendermos como setores da so­ciedade organizam-se através de clivagens diferentes da tradicional categoria “classe social”. Em outras palavras, o estudo do associativismo étnico leva-nos a refletir sobre o processo de “invenção” (Hobsbawm, 1984) da etnicidade, ou como os indivíduos constroem a idéia de que existem laços com outras pessoas por te­rem origens geográficas e culturais co­muns.

A partir destas idéias passemos a exa­minar um caso de uma associação étnica, senão a maior, pelo menos a de maior visi­bilidade, e, também, maior sucesso dentro do grupo migrante mais numeroso da ci­dade de São Paulo, durante o período das grandes migrações para a América - o Pa­lestra Itália, hoje Sociedade Esportiva Pal­meiras.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1914-1999
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/685