Antropologia

A música e o risco: uma etnografia da performance musical entre crianças e jovens de baixa renda em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Hikiji, Rose Satiko Gitirana
Sexo
Mulher
Orientador
Novaes, Sylvia Maria Caiuby
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2004.tde-16062021-072036
Ano de Publicação
2004
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia da música
Antropologia dos sentidos
Antropologia visual
Performance
Projetos de intervenção social para a infância e juventude
Resumo

A pesquisa consiste na abordagem antropológica de um projeto institucional de ensino musical para crianças e adolescentes de comunidades de baixa renda no Estado de São Paulo (Projeto Guri), alguns destes, internos na Febem. A etnografia tem como objeto as diversas facetas do fazer musical, como seus aspectos pedagógicos e performáticos, e procura descrever as relações desta prática social com a construção das noções de corporalidade, temporalidade e alteridade entre seus sujeitos. Uma discussão sobre as interseções entre música e antropologia introduz a tese. A relação entre prática musical e intervenção social é tematizada no segundo capítulo. Uma reflexão sobre a especificidade do aprendizado musical tem lugar no capítulo três. A performance como espaço de manipulação de identidades e de transformação é abordada no quarto capítulo. O último capítulo discute a passagem entre "matar o tempo" - principal justificativa para o ingresso em projetos como o Guri - e vivê-lo intensamente, a partir da análise da temporalidade dos sujeitos pesquisados, do tempo musical e da relação entre estes. Dois vídeos - Prelúdio e Microfone, senhora - integram a tese. São etnografias audiovisuais, que, por seu potencial polifônico, polissêmico e interpretativo, dialogam com o texto, fornecendo ao leitor/expectador outras possibilidades de leitura, fruição e crítica do conteúdo por mim investigado

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2004
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-16062021-072036/pt-br.php

Casarão da Cleveland: representações depreciativas e práticas sociais em espaço deteriorado de moradia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Furtado, Maria das Graças
Sexo
Mulher
Orientador
MAGNANI, Jose Guilherme Cantor
Ano de Publicação
1995
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
habitação
desigualdade
representação social
cortiço
Resumo

A dissertação trata dos cortiços paulistas, com ênfase na análise das categorias depreciativas sobre estas formas de moradia, na medida em que orientam as práticas sociais e constroem os espaços. A atenção recai sobre um determinado casarão, imóvel do estado transformado em cortiço, no bairro de Campos Elíseos. Considerando que são múltiplas as determinações na construção das práticas sociais, privilegiar o estudo das representações depreciativas na configuração dessas práticas sociais implica uma redução. No estudo das representações depreciativas sobre o casarão, procuro analisá-las em duas direções: a) as de "fora" do casarão; b) as que os moradores elaboram sobre si e como elas se articulam com as produzidas "fora" do casarão. Especificando grupos ou categorias, procura-se evitar trabalhar com uma abstração, deixando de tratar tema dentro de uma lógica dicotomizante - encortiçados e não encortiçados - ao considerar que esta representação ocorre no seio de uma sociedade plural, entre grupos que são múltiplos, flutuantes, difíceis de definir com precisão e atravessados por numerosas clivagens. Por outro lado, para compreender as representações dos moradores, procurou-se ter o cuidado de levar em consideração as clivagens existentes no interior do grupo, dadas pela idade, sexo, escolaridade, enfim, pelas diferenças na maneira como vivem e representam o casarão. Os dados foram obtidos através de técnicas de pesquisas complementares: observação sistemática, registro fotográfico, entrevistas diretivas e não diretivas e o diário de campo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campos Elísios
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/000742720

A reprodução da subordinação - mudança social no nordeste

Tipo de material
Livro
Autor Principal
Machado da Silva, Luiz Antonio
Sexo
Homem
Sexo:
Homem
Autor Organizador
Lopes, José Sérgio Leite
Código de Publicação (ISBN)
N/I
Edição (nome da editora)
Paz e Terra
Ano de Publicação
1979
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Final
226
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalhadores
Brasil
Nordeste
Salários
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=14974

Espacio, segregación y arte urbano en el Brasil

Tipo de material
Livro
Autor Principal
CALDEIRA, Teresa Pires do Rio
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISBN)
9789871566112
Edição (nome da editora)
CCCB - Katz editores
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Buenos Aires; Madrid; Barcelona
Página Final
137
Idioma
Espanhol
Palavras chave
segregação espacial
desigualdade
Resumo

Muros, cercas, enclaves fortificados, grafitis y pichações configuran una cierta clase de espacio público en el cual los signos de la desigualdad y la tensión social son inconfundibles. Los gestos de abandono de lo público en favor de espacios privados y protegidos coexisten con gestos que se reapropian transgresivamente de lo público para inscribir marcas que expresan la desigualdad social. En este contexto, sin embargo, las tensiones sociales y las desigualdades no se expresan y negocian en lenguajes políticos convencionales.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.cccb.org/es/publicaciones/ficha/espacio-segregacion-y-arte-urbano-en-el-brasil/35050

Cidade: olhares e trajetórias

Tipo de material
Livro
Autor Principal
Carneiro, Sandra de Sá
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISBN)
8576171643
Edição (nome da editora)
Garamond
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
1
Página Final
480
Idioma
Português
Palavras chave
Rio de Janeiro
espaço urbano
urbanização
vida urbana
Resumo

Cultura, violência, segregação urbana e desigualdade social. Essas múltiplas dimensões do espaço urbano são debatidas neste livro tendo com enfoque principal a cidade do Rio de Janeiro. Junto com a riqueza e a variação de enfoques sobre a cidade, emergem personagens e dinâmicas da vida urbana do passado e do presente, como exemplos vivos da complexidade deste tecido social. O livro estrutura-se em quatro partes: classes populares urbanas, territórios, identidades, urbanização e reestruturação espacial; habitação segregação social e fronteiras simbólicas; espaço urbano, formas de sociabilidades e deslocamentos; cotidiano, cultura e política. Nessas partes são levantadas discussões sobre as mais diversas categorias que testemunham a vida urbana do Rio como um universo tecido por diferenças, antagonismos e conflitos. Personagens simbólicos marcados no passado, como o “suburbano”, cedem lugar a emblemas atualizados de outras clivagens sociais. O “pobre”, vetor da criminalidade violenta relacionado com imagens de uma cidade “em guerra”, assim como “juventude”, população de risco”, “favela”, “meio ambiente”, “funk”, “periferia”, “condomínios”, “milícias”, “patricinhas e mauricinhos”, “emergentes da Barra” são abordados aqui por meio de um olhar etnográfico que visa abordar os mais diversos aspectos que compõem o quadro social do Rio de Janeiro.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.amazon.com.br/Cidade-Olhares-Trajet%C3%B3rias-Sandra-Carneiro/dp/8576171643

Bairro negro, quilombo urbano: reflexões sobre a formação das cidades a partir do Conjunto Jardim União, Fortaleza

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ana Larisse Santos Barbosa
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Frank Andrew Davies
Guilherme Marcondes dos Santos
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.13862
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
2
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
territorialidade negra
segregação racial
formação urbana
mutirão
Fortaleza
Resumo

O presente artigo se origina de pesquisa realizada entre 2020 e 2022 no Conjunto Jardim União, localidade da cidade de Fortaleza-CE, Brasil. Partindo da história local, apresentamos o Conjunto como um caso possível de produção das cidades, entremeado a lógicas de ocupação articuladas a um passado colonial e a atualização de mecanismos de manutenção das desigualdades operados com base na noção de raça. Através de um exercício reflexivo de caracterização desse espaço enquanto bairro negro e quilombo urbano, consideramos os rendimentos teórico-analíticos ao se levar em conta a formação das cidades sob o prisma das experiências raciais. Explorando temas e problemas pouco trabalhados sob outras perspectivas, pretendemos contribuir para um olhar complexo e sensível em torno das territorialidades negras, indicando linhas de força que operam sobre ações políticas e formas de ordenamento.

 

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Fortaleza
Cidade/Município
Fortaleza
Bairro/Distrito
Conjunto Jardim União
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
Entre 2020 e 2022
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/13862

Territórios negros e o carnaval de São Paulo nos anos 1980: uma revisão crítica

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Renata Monteiro Siqueira
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.13776
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
2
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
territórios negros
cultura negra
carnaval paulistano
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
relações raciais em São Paulo
Resumo

Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre o conceito de “território negro”, tal como definido pela arquiteta e urbanista Raquel Rolnik nos anos 1980, observando sua relação com o debate sobre a cultura popular negra paulistana, então em curso nas ciências sociais. Para tanto, analiso a coleção audiovisual “Carnaval Paulistano” do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, criada em parceria com a Universidade de São Paulo entre os anos 1970 e 1980. Atentando para as negociações assimétricas entre intelectuais brancos e artistas negros, busco identificar os discursos sobre raça, cultura popular e território em São Paulo relacionados à noção de território negro, bem como apontar dissensos que foram aparados da narrativa pactuada naquele momento. Chamo, assim, a atenção para aspirações e lutas heterogêneas da população negra da cidade que contrastam com leituras essencialistas associadas àquele conceito.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1980
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/13776

Do corpo à cidade: religião e territórios negros em Porto Alegre

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Anderson Kilpp Bernardo
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.13742
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
2
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
religiões de matriz africana
território
espaço público
racialização
Resumo

Grávida de seis meses, Mãe Cida foi reconhecida por sua médica durante uma consulta de pré-natal por conta de uma tatuagem de Oxum no braço direito. “Ela disse “ah, eu lembro de ti. Tu é a moça que tem uma tatuagem de santo né?” me relatou a mãe de santo enquanto conversávamos em seu terreiro em Porto Alegre. A consulta seguiu com alguns comentários sobre a religião de Cida. Sendo Mãe Cida uma dentre tantas mães de santo brancas da cidade, onde a influência das religiões afro mobiliza dimensões simbólico-materiais, comerciais, políticas e territoriais, proponho discutir as relações entre raça e religião, deslocando a questão sobre perseguições religiosas. Procuro investigar como as marcações da presença negra na cidade são atualizadas nos agenciamentos das religiões de matriz africana.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Porto Alegre
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/13742

O mijo, o picho e o lixo: as festas de rua e as modulações do público e do privado

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Gabriel Vargas Bernardo
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Camila Braz da Silva
Luis Artur Costa
Simone Mainieri Paulon
Rafael Godois Saldanha
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12604
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
2
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
cidades
festas de rua
processos de subjetivação
produção do comum
lixo
Resumo

As festas de rua são tomadas, neste artigo, como intervenções clínico-políticas sobre nossos modos de viver e fazer cidades. São, portanto, entendidas como ações que tensionam ou deslocam nossos processos de subjetivação e formas de vivermos juntes. Como tal, problematizam, especialmente, nossas práticas de modulação das fronteiras entre o público e o privado, provocando uma série de invenções, estranhamentos e conflitos. O método cartográfico orientou o estudo, guiando-o entre experimentações urbanísticas, operadas por eventos festivos e suas provocações aos nossos modos de existir. Acompanhando processos que iam da concepção aos encontros/embates entre corpos em festa, tomamos alguns dos seus elementos para fazer ver práticas que evidenciam tanto nossas formas instituídas de separar o público do privado quanto as que colocam esta separação em xeque. São sons, excrementos e lixo que aqui falam de uma disputa pela constituição-ocupação de territórios e apontam diferentes ético-estéticas de políticas da cidade.

 

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Porto Alegre
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12604

Entre ruas e vielas: breves olhares pelo centro de Santo André

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Albuquerque, Eliane Moraes de
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Ferreira, Paulo Tácio Aires
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12968
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
2
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
cidades
centralidades
Santo André
etnografia
caminhada
Resumo

O presente relato descreve a caminhada etnográfica ocorrida em Santo André, no ABC paulista, que compõe as atividades do Projeto Centralidades São Paulo/Lima - uma parceria entre o Laboratório Núcleo de Antropologia Urbana (LabNAU/FFLCH) e o Grupo Interdisciplinario de Investigación en Ciudades y Territorios Urbanos (INCITU/PUCP) da Pontificia Universidad Católica del Peru. A escolha do local, que se distingue das demais caminhadas etnográficas realizadas na cidade de São Paulo pelos organizadores, resulta da proposta apresentada por um dos pesquisadores participantes do Projeto, Paulo que vislumbrou a pertinência dessa localidade ao conjunto dos estudos de caso. A realização desta caminhada revelou aspectos do lugar que despertaram questionamentos relevantes a respeito de padrões ou fragmentos de centralidades que podem ser detectados e analisados dentro de uma área que institucionalmente é delimitada como área central desta cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
Santo André
Bairro/Distrito
Centro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12968