Serviços, espaços e padrões de consumo

Empreendedores da cena noturna: uma análise do trabalho de promoters de eventos artístico-musicais na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pina, Marcos Roberto Mariano
Sexo
Homem
Orientador
Lima, Jacob Carlos
Ano de Publicação
2014
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Empreendedorismo
Lazer
Promoção de eventos
Redes de relações sociais
Resumo

Com o advento da chamada flexibilização das relações de trabalho e produção, uma série de novos valores e características ganhou protagonismo nas análises sobre a categoria trabalho, voltadas para a crescente individualização das responsabilidades, para as novas organizações enxutas e para os engajamentos pautados em projetos de curta duração, em oposição ao momento antecedente do trabalho assalariado protegido do modelo fordista-keynesianista. A análise do percurso ocupacional dos organizadores de festas no lazer noturno da cidade de São Paulo forneceu um recorte empírico representativo dos valores afeitos à flexibilidade que se espera dos trabalhadores contemporâneos. Observamos as formas recorrentes de ingresso e manutenção neste mercado difuso e ainda sem alguma regulamentação institucionalizada, relacionadas, sobretudo, com a posse de um capital social diferenciado, mobilizado segundo prescrições culturais dos grupos consumidores das festas. Analisamos também as demandas subjetivas e objetivas articuladas no dia a dia da atividade, que, embora tomem grande esforço físico e mental e dominem grandes períodos de suas agendas pessoais, são reinterpretadas positivamente enquanto valores afeitos ao empreendedorismo e a liberdade criativa autônoma. Buscamos observar como é construída a sua identidade como trabalhadores a partir desta prestação diferenciada de serviço, na medida em que vendem um produto que é caracterizado pelo seu valor simbólico. Entrevistamos oito Promoters de estilos musicais diferentes, utilizando-nos de entrevistas livres e semiestruturadas, realizadas pessoalmente ou através de plataformas virtuais de interação, que são os espaços por excelência da divulgação e promoção das suas festas autônomas ou partilhadas com os locais de entretenimento.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/6764

A nova política: um estudo do Twitter nas campanhas eleitorais da cidade de São Paulo - 2012

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Filho, Synesio Cônsolo
Sexo
Homem
Orientador
Chaia, Vera Lucia Michalany
Ano de Publicação
2014
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação política
Espetacularização
Campanhas eleitorais
Redes sociais digitais
Twitter
Resumo

Esta tese versa sobre o poder da comunicação política nas redes sociais virtuais, desde o seu início até nossos dias. Baseia-se em pesquisa do Twitter de três candidatos a prefeito nas eleições municipais de 2012, em São Paulo. O foco do trabalho consiste em tentar compreender os vínculos entre comunicação e política nas redes virtuais que interligam nossa sociedade. A hipótese central da pesquisa é de que, nas redes sociais virtuais, a comunicação assume um caráter espetacular, marcado pelo entretenimento e pela dispersão de ideias, no que diz respeito à questão de produção de conteúdo com muito entretenimento e pouca objetividade concreta de campanha, com utilização da sedução do imaginário do público eleitor. Analisam-se as relações entre as redes sociais virtuais e a sociedade contemporânea, para alguns nomeada como sendo a sociedade da informação. Aborda-se a linguagem escrita e sua evolução ao longo da história, como se deu a sua popularização e de que forma isso pode contribuir para campanhas eleitorais. Também traz aspectos históricos do desenvolvimento das novas tecnologias da informação na sociedade desde os computadores pessoais até a convergência das mídias, e o surgimento do Twitter. Prevê-se apresentar um panorama da caminhada política nas eleições municipais na cidade de São Paulo em termos de imagem no Twitter inserida nas novas linguagens decorrentes desses novos aparatos tecnológicos. As análises foram baseadas também nas mensagens dos candidatos sob a metodologia científica utilizada para a pesquisa de campo chamado Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) da campanha política às eleições municipais na cidade de São Paulo em 2012

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3546

Embalados e prontos para comer: relações de consumo e incorporação de alimentos industrializados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pellerano, Joana A.
Sexo
Mulher
Orientador
Borelli, Silvia Helena Simões
Ano de Publicação
2014
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC
Idioma
Português
Palavras chave
Consumo/consumidores
Alimentação
Hábitos alimentares
Incorporação
Alimentos industrializados
Resumo

O objetivo geral dessa dissertação é avaliar a relação entre os consumidores e os alimentos industrializados, tão presentes na vida urbana, em uma grande metrópole como São Paulo (SP). A partir do levantamento dos hábitos alimentares relacionados a esse tipo de alimento junto a alguns consumidores selecionados, foram analisadas as relações de ansiedade, confiança e incorporação (Claude Fischler, 1995) quando o indivíduo permite a entrada em seu corpo de um item que passará fazer a parte de sua composição física e simbólica no âmbito do consumo alimentar contemporâneo. Para tanto, a metodologia aliou pesquisa teórica e pesquisa empírica. Como parte da pesquisa bibliográfica, além de Fischler (1995), o trabalho conta principalmente com os autores Pierre Bourdieu (1983, 2007), Michel de Certeau (1994), Luce Giard (1996), Raymond Williams (2000, 2001, 2003, 2011), Jesús Contreras Hernández e Mabel Grácia-Arnaiz (2005), Jean-Pierre Poulain (2004) e Carlos Alberto Dória (2007, 2008, 2009a, 2009b, 2012). A pesquisa de campo foi qualitativa e envolveu nove moradores da capital paulista com idades entre 20 e 59 anos com renda mensal familiar superior a 15 salários mínimos, faixa que mais consome alimentos industrializados de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010). As entrevistas semi-estruturadas em profundidade foram realizadas de forma individual com foco na história de vida alimentar e na relação com o comer na contemporaneidade. Ao final dessa pesquisa foi possível entender com mais propriedade como as pessoas lidam com uma de suas necessidades básicas: a alimentação. Quando os alimentos industrializados entram na equação, essa relação é permeada por ansiedade, desinformação, confiança e conformismo referentes ao que será colocado em seus pratos e em seus corpos

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3571

Das calçadas às galerias: mercados populares do centro de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Carlos Freire da
Sexo
Homem
Orientador
Telles, Vera da Silva
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Empreendedorismo
Globalização por baixo
Informalidade
Mercados populares
Migrações
Resumo

Esta pesquisa discute as transformações que vêm ocorrendo nos tradicionais mercados populares do centro de São Paulo (Brás, 25 de Março e Santa Ifigênia), a partir das chamadas galerias e feiras da madrugada. Atualmente, milhares de revendedores, vindos da periferia da cidade, da região metropolitana, do interior do Estado e também de outros estados, direcionam-se a estas regiões em busca de oportunidades de negócios. Além de brasileiros, encontram-se, nesses espaços, bolivianos, chineses, paraguaios, peruanos, libaneses, angolanos, entre outros, atuando seja na distribuição de uma produção local, seja como importadores ou, ainda, como compradores que visam revender as mercadorias em seus países de origem de modo que esses locais passaram a dialogar de outra maneira com a economia urbana da cidade. As formas de controle e fiscalização que incidem sobre estes espaços também se alteraram, tanto por meio das políticas de formalização de certas práticas, que são toleradas e até incentivadas, como através do recrudescimento da repressão policial, que em determinados comportamentos e práticas passam a ser combatidos e reprimidos. A pesquisa procurou problematizar os agenciamentos locais que se constituem em torno do desenvolvimento desses mercados populares, as formas de regulação, práticas de controle e fiscalização de diferentes agentes estatais e a dinâmica dos atores localmente situados. Trata-se de problematizar tais agenciamentos, como eles se formam no entrecruzamento de circuitos de mercadorias de diferentes procedências, quais são as mediações em jogo e de que maneira eles se conectam com as novas formas de gestão da produção e estratégias de circulação e distribuição comercial.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Centro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-31032015-105012/pt-br.php

“Maquiando o trabalho: opacidade e transparência numa empresa de cosméticos global”

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Aguiar, Thiago Trindade de
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Leonardo Gomes Mello e
Ano de Publicação
2014
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Multinacional brasileira
Novos métodos de gestão
Processo de trabalho
Relações de trabalho
Sociologia do Trabalho
Resumo

O presente trabalho tem por objetivo tratar do modo como a classe trabalhadora brasileira tem reagido às mudanças na organização da produção com a passagem de um padrão fordista para um pós-fordista a partir de um estudo de caso envolvendo trabalhadores da planta da Natura de Cajamar (SP). Com inspiração em Beaud e Pialoux (2009), aqui se pretende demonstrar como tais mudanças significaram a desestruturação do grupo operário e a ascensão de um novo grupo, marcado por novas características e sobre o qual os antigos valores, símbolos e referências não exercem mais a mesma influência. O interesse é analisar de que modo o novo grupo operário interage com as exigências da produção orientada por princípios do toyotismo, isto é, de qualidade e de flexibilidade. A descrição da fábrica, a apresentação de entrevistas, com trabalhadores e diretores da empresa, e de materiais corporativos e sindicais permitem analisar como foram introduzidas as mudanças na produção. Além disso, pretende-se debater o significado do descompasso entre a realidade concreta do trabalho na empresa e o discurso empresarial que prega a transparência das relações, de modo a identificar quais são os fundamentos do consentimento dos trabalhadores às práticas de produção flexíveis adotadas na fábrica.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Cajamar
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-15052015-102144/pt-br.php

Entre o comércio informal e as margens do ilegal: práticas de trabalho na rua 25 de março

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Aguiar, Ana Lidia de Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Albuquerque, Jose Lindomar Coelho
Ano de Publicação
2013
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unifesp
Idioma
Português
Palavras chave
Informalidade
Fronteiras
Comércio
trabalho
cidade
Resumo

A Rua 25 de Março, na cidade de São Paulo, pode ser compreendida a partir do entrecruzamento de diversos trabalhos e mercados formais, informais e ilegais presentes no cotidiano. Nessa Rua circulam mercadorias e atores compondo uma extensa e complexa rede comercial que precisam assumir distintos modos de se organizarem e lidarem com as várias situações enfrentadas no espaço urbano. As múltiplas formas de trabalho apresentadas na rua estão inscritas no campo de uma economia dita informal, mas que muitas vezes também se utilizam de práticas ilegais para aquisição e vendas de mercadorias. É neste cenário de informalidades e, muitas vezes, de ilegalidades que os trabalhadores enfrentam situações de conflito no desempenho do trabalho, fazendo com que atuem por meio de táticas e astúcias diante dos diversos atores e principalmente na relação com Estado. Desse modo, estabelecem sociabilidades e criam estratégias criativas para trabalhar diante da intensa fiscalização. Desenvolvem-se processos identitários e de produção e percepção das diferenças por parte dos trabalhadores da rua que se configuram diante das intersecções e tensões entre eles, e na relação com os mercados formais e ilegais e com o Estado. Assim, busco compreender, também, como esses processos são negociados com agentes e escalas do poder público perante novos projetos urbanísticos que são desempenhados, muitas vezes, mediante recursos de repressão e fiscalização.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Rua 25 de Março
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47066

O entretenimento noturno em São Paulo: um estudo sobre a identidade da cidade por meio de sua narrativa identitária

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Leonarde, Alexandre
Sexo
Homem
Orientador
Lazzareschi, Noemia
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Entretenimento noturno
Resumo

Esta pesquisa estuda a identidade da cidade de São Paulo, assumindo-a como dinâmica e aberta, não fixa e não permanente, caracterizada pela multiplicidade, entendida como obra em construção, não podendo ser pensada a partir de regras estáveis. Para captar as múltiplas identidades da cidade diante da ausência de referenciais estáveis, analisou-se sua narrativa identitária, que pode ser apreendida na história, na literatura, na música, na cultura popular, que assumem o papel de indícios, permitindo captar como a cidade é imaginada, descrita e apresentada, revelando suas múltiplas identidades. Na perspectiva histórica, a identidade da cidade, a partir da segunda fundação , foi vinculada à velocidade, ao trabalho e ao progresso, sobrepondo seu passado colonial conflitivo e anárquico, aos poucos construindo uma imagem de cidade moderna, caracterizada como centro financeiro, industrial, cultural e político do país. Porém, desde a virada do século XIX para o XX, o entretenimento noturno passou a compor narrativa identitária da cidade. Entretenimento Noturno que, ao longo das décadas seguintes, ganhou cada vez mais relevância na narrativa identitária da cidade, podendo ser considerado no tempo presente como mais um elemento cultural identitário da cidade de São Paulo

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3442

Um pouco da mundialização contada a partir da região da rua 25 de março: migrantes chineses e comércio "informal"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Piza, Douglas de Toledo
Sexo
Homem
Orientador
Telles, Vera da Silva
Ano de Publicação
2012
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Comércio informal
Dispositivo comercia
Globalização por baixo
Migrantes chineses
Rua 25 de março
Resumo

Esta pesquisa de mestrado insere-se no tema da globalização, mais especificamente dos processos transnacionais relacionados à mobilidade de pessoas e produtos que faz do centro de São Paulo um palco da mundialização por baixo. O objeto da pesquisa são os migrantes chineses nas galerias de comércio da região da rua 25 de Março. Trata-se de um estudo de caráter exploratório acerca do papel desempenhado por esses migrantes, com base em uma etnografia desenvolvida entre 2009 e 2012. Argumentamos que a chegada massiva de chineses à região da rua 25 de Março foi possível devido a um dispositivo comercial em que as galerias de comércio surgem como um importante modelo de venda, cujos proprietários são, em sua maioria, migrantes chineses vindos nas décadas de 1950 e 1960. É certo que significativo fluxo recente de migração ocorre em um momento de reativação das diásporas chinesas pelo mundo, na esteira dos efeitos da industrialização da China. Foram chineses do fluxo anterior, entretanto, que puderam tornar-se importadores de produtos made in China, abundantes no comércio do centro paulistano, deslocando parcialmente o circuito de abastecimento dos produtos, que antes passava pelo Paraguai, para importações diretamente do país asiático. Há muito mais comerciantes chineses recentemente chegados do que importadores e proprietários de galerias de comércios, mas apenas estes últimos dois tipos tinham uma condição transnacional que lhes permitia juridicamente abrirem suas empresas e, através das redes sociais, ligarem-se ao outro lado do globo. Por conseguinte, alteraram a escala do comércio praticado ao engendrarem uma nova modalidade de venda: galerias repletas de comerciantes chineses que vendem produtos vindos diretamente daquele país asiático.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Rua 25 de Março
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009 - 2012
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-08012013-123615/pt-br.php

Consumo de luxo em São Paulo: um estudo sobre o Shopping Cidade Jardim

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gazurek, Marie-Océane
Sexo
Mulher
Orientador
Borin, Marisa do Espírito Santo
Ano de Publicação
2011
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Consumo de luxo
Shopping Cidade Jardim
Estilo de vida
Capital cultural
Resumo

A presente dissertação de mestrado tem como objetivo entender o significado do consumo de luxo praticado no Shopping Cidade Jardim,centro de consumo localizado em um condomínio de alto padrão na zona sudoeste de São Paulo. Neste sentido, as perguntas que permeiam este estudo se referem ao conhecimento das razões pelas quais se busca o consumo no referido lugar. A hipótese inicial é que o público que busca consumir nesse espaço o faz em função do desejo de ali estabelecer e/ou reforçar relações sociais visando à distinção. O estudo inicia com um confronto bibliográfico sobre os significados do ato do consumo a partir, principalmente, de obras dos seguintes autores: Pierre Bourdieu, Jean Baudrillard, Grant McCracken, Baron Isherwood, Mike Featherstone, Heitor Frúgoli Jr., Valquíria Padilha e Gilles Lipovestky, e de conceitos como capital cultural , novo intermediário cultural , construção de identidade , hedonismo e experiência . Na sequência, constrói-se uma discussão sobre a dinâmica do consumo de luxo através os tempos. Após contextualizar o surgimento do Shopping Cidade Jardim nas mudanças de centralidade da cidade de São Paulo, realiza-se uma descrição etnográfica do shopping, uma análise da revista Cidade e das entrevistas realizadas com consumidores. Estas análises permitem afirmar que, ao frequentarem o Shopping Cidade Jardim, seus consumidores reivindicam o pertencimento a um determinado grupo a elite paulistana e a um estilo de vida idealizado nas páginas da revista Cidade, pautado por luxo, eventos e viagens. A distinção é buscada não só entre grupos diferentes, mas também dentro do próprio grupo, através da demonstração da posse de capital cultural incorporado

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Shopping Cidade Jardim
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3366

“Os pioneiros: a desigualdade digital entre membros das classes médias na cidade de São Paulo”

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Neto, Jayr de Andrade Pimentel
Sexo
Homem
Orientador
Garcia, Sylvia Gemignani
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Classes médias
Desigualdade digital
Desigualdade social
estudantes do ensino médio
família
Resumo

Este estudo teve como objetivo entender os modos de uso de computadores por diferentes membros das camadas sociais médias na cidade de São Paulo, em um momento histórico de aumento do consumo das classes menos privilegiadas. Levando-se em conta a teoria dos campos de Bourdieu, a hipótese central deste estudo é a de que os diferentes modos de uso dos computadores são originados a partir da distribuição desigual dos capitais econômico e cultural entre membros dos diferentes grupos sociais pesquisados. Através da etnografia dos usos, foi possível observar e comparar diversos modos de uso do computador e da internet que colaboram com a hipótese central. Esta pesquisa apresenta as barreiras que a desigualdade digital impõe às classes menos privilegiadas assim como também apresenta algumas estratégias de superação dessas barreiras que essas classes adotam.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-05042012-102617/pt-br.php