Planejamento Urbano

Planejamento Urbano e Regional, Análise Territorial e Sistemas de Informações Geográficas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Randolph, Rainer
Título do periódico
Saúde e Espaço- estudos metodológicos e técnicas de análise,
Volume
pp.135-151
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b FIOCRUZ
Idioma
Português
Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado

Os Modelos Espaciais Como Instrumentos Para Estudo de Fenômenos Urbanos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Marques, Eduardo Cesar
Sexo
Homem
Título do periódico
Saúde e Espaço :estudos metodológicos e técnicas de análise,
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
43
Página Final
62
Idioma
Português
Resumo

A literatura brasileira sobre saúde coletiva tem recuperado a temática espacial em seu universo de preocupações nos últimos anos. São diversos os trabalhos tematizando padrões espaciais de distribuição de quadros nosológicos e a interação entre estes e os processos que cercam a produção do espaço. O presente texto pretende contribuir para este esforço através da apresentação panorâmica e crítica da literatura sobre modelos de estruturação intra-urbana. Esta literatura tem diversas origens disciplinares e pode ser muito útil para as discussões da saúde coletiva graças a sua capacidade de estruturar o espaço de análise, desde que sejam tomados cuidados com a relação a sua aplicação e interpretação. Apresentamos inicialmente três tradições que produziram modelos e continuam exercendo forte influência sobre os estudos urbanos: a ecologia urbana, a economia/geografia urbana e a literatura brasileira que adaptou o modelo concêntrico para o estudo da cidade do Rio de Janeiro. Acrescentamos a estes um quarto, que exemplifica a utilização de modelos não definidos a priori para um grande número de análises, mas produzidos de forma específica para o estudo em questão, utilizando dados e informações relativas ao fenômeno em análise.

Autor do Resumo
Resumo do autor
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1820-1991

Saúde e Espaço - estudos metodológicos e técnicas de análise

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Najar, Alberto Lopes
Sexo
Homem
Autor Organizador
Najar, Alberto Lopes
Código de Publicação (ISBN)
N/I
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b FIOCRUZ
Página Final
274
Idioma
Português
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Belém
Bairro/Distrito
Itaim Paulista
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
1820-1996

Política Industrial e Meio Ambiente

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Novaes, Washington
Título do periódico
Padrões Tecnológicos, Trabalho e Dinâmica Espacial,
Volume
pp.217-228
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal

Brasil, Cidades; Alternativas para a Crise Urbana

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Maricato, Ermínia
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISBN)
9788532626332
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
Petropólis
Página Final
204
Idioma
Português
Resumo

Há alternativas à atual crise urbana? É possível comprometer a gestão urbana com a prioridade aos territorialmente excluídos? Como implementar a participação social no planejamento da cidade? Este livro lança luzes sobre estas e outras questões relacionando o pensamento crítico a novas práticas urbanísticas circunscritas na esfera do planejamento, gestão e controle urbanístico. Destinado a profissionais das áreas de urbanismo, arquitetura, engenharia e políticas públicas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I

Planos Urbanísticos em Dois Tempos: diferenças e representações

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Pontual, Virgínia
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
As teorias urbanísticas parecem ter perdido eficpacia na resolução dos problemas da cidade contemporânea e deixado de constituir-se em dispositivo disciplinar de modo a conferir positividade à ordenação das suas atividades e usos, a utilização dos seus atributos fisíocos propriamente ditos e a constituição de uma imagem futuras.Para discutir essa questão o caminho adotado foi o de reconstituir no passado as idéias dos urbanistas objetivadas nos planos urbanísticos elaborados nos anos 30 e 50 no Recife.Nos anos 30, os planos urbanísticos introduziram , principalmente os preceitos do CIAMs, cujos autores foram Diomingos Ferreira (1927), Nestor Figueiredo (1932), Atílio Lima (1936) e Ulhôa Cintra (1943).A ressonância desses preceitos adquiriu visibilidade através dos planos de reforma e expansão , principalmente por estes incorporarem a noção de previsão e o modelo funcional de cidade, seja na adoção do princípio da tabua rasa, seja na definição do sistema víário, seja no estabelecimento do zoneamento por aréas com funções exclusivas , seja na adoção da salubridade e higienização -insolação, ventilação e iluminação dfos espaços fechados e abertos , seja na preferência pelo padrão lugares centrais, seja na valorização do elemento natural através dos parques, praças e jardins.A importância e a evidência desses preceitos para os detentores do saber deviam-se à conformidade no atendimento das necessidades da cidade, mas, principalmente, constituiam-se em objetivações da racionalidade técnica, cerne das teorias urbanísticas em voga nos anos 30.A cidade , resultado da aplicação do ideário do urbanismo moderno, fascinava os urbanistas do Recife , nos anos 30,à medida que configurava o progresso citadino , mesmo sendo uma imagem fabricada com lápis e papel.Frente aos fantasma da cidade colonial associado ao temor de perder o Recife a terceira posição entre as cidades brasileiras, apresentava-se o plano de reformas , de remodelação ou de expansão , para os urbanistas, como a estratégia possibilitadora de um futuro promissor, através da previsão de regras.O plano significava o modo de recuperar o caos, a sublimação do conflito , a cidade ordenada, sem desperdícios ou disfunções generalizadas, enfim , a dominância da lógica positivista da cultura burguesa.Noa anos 50, as idéias propugnadas pelos urbanistas traduzuam, entre outros os preceitos do Movimento Economia e Humanismo que estão paresentados nos estudos de Lebret (1954) e nas diretrizes de Baltar (1951).Esses dois planos focalizados mostraram o planejamneto regional firmado como saber.Como a noção de região passou a ter primazia sobre a cidade , a composição de lugares futuros tornou-se subordinada às questões regionais , nas quais prevaleciam os fatos econômicos ; ou melhor, a atualização das idéias e representações de lugares ordenados e harmoniosos passou a ser um reflexo da economia.Nesse sentido, o planejamneto como saber apareceu e dissiminou-se como novo instrumento político capaz de objetivar uma cidade disciplinada.Essa teoria urbanística, similarmente ao que ocorria e relação às teorias preceituadas no urbanismo dos anos 30, tinha como cerne a racionalidade científica inerente às grades teóricas da modernidade.As inovações intriduzidas pelo ideário do Movimento Economia e Humanismo , nos planos analisados, não se constituiram numa ruptura com o ideário dos CIAMs e do urbanismo britânico do pós-guerra.Definir diretrizes relativas à localização das estruturas econômicas e residencias , à localização dos equipamentos e quadros de vida e às densidades e deslocamentos populacionais não contradizia os preceitos de arquitetura e urbanismo modernos; essas eram regras respectivas a diferentes níveis de ordenamento e controle - num, eram orientações de procedimentos e modo de fazer : noutro eram determinações do que fazer , objetivados em relações e dimensões .A cidade do Recife dos anos 50 comportou a utilização de todas essas teorias , embora as propostas de organização espacial dos homens tivessem passado a apresentar elevado nível de abstração e generalização, formuladasem termos de diretrizes.Ao lado das diferenças das concepções contidas nos planos urbanísticas elaborados para o Recife dos anos 30 e 50, destacam-se similitudes de duas naturezas.A primeira refer-se ao campo empírico , isto é, os planos presentados , com exceção das diretrizes de Baltar, foram solicitações e encomendas de governantes.O segundo reporta-se ao campo teórico, ao destacar como cerne dessas teorias urbanïsticas a racionalidade científica da modernidade.Cada tempo atualizou as práticas intelectuais conforme os saberes em voga e atenderam as solicitações dos governo aso urbanistas.Com o aparecimento de outros saberes , ocorreus a mudança de representação da cidade , ou seja, a atualização e a diferenciação das idéias de ordenamento para o Recife dos anos 30 e 50 sintetizaram-se na representação , em um momento, progressista, e no outro, regional.Os conflitos de interesses e necessidades, particularmente quanto à apropriação, à fruição e ao uso dos lugares foram apaziguados pelas propostas de cunho positivista e pelo estabelecimento de outros dispositivos disciplinares , io que indica a existência de uma correspondência entre esses conflitos e as regras e normas das teorias urbanísticas.Na atualidade, esses saberes têm-se mostrado limitados e ineficientes para resolver os problemas da cidade contemporânea; os fenômenos aí prsentes sinalizam uma perda de controle pelos urbanistas e pelos governantes provocando perplexidades para ambos.Desse modo, tem-se o paradoxo de continuar afirmando esses saberes fundados nas grades teóricas da modernidade e prescindir dos mesmos , dada a inexistência de um modo de promover ordenamento e controle da cidade.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
Anos 1930 e 1950