Planejamento Urbano

Experiência Local de Urbanismo: Plano Diretor, zoneamento urbano e rural e setor especial de reestruturação urbana

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Almeida, Liane M.
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História e Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
A partir dos anos oitenta, assistimos um processo de redemocratização da sociedade brasileira, trazendo mudanças importantes nos direitos de cidadania que se ampliam progressivamnet no âmbito estritamente político e civil para a esfera econômica e social e inclusive no que diz respeito ao direito de acesso à cidade.Assiste-se , a uma série de manifestações, movimentos e formação de entidades, representantes da sociedade civil, que trazm em seu bojo a colocação de um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, sócio-econômico e urbano-ambiental, que impõem mudança de atitude dos setores públicos ou privados e da população de um modo geral , exige-se solidariedade com os excluídos e com as futuras gerações.Desta forma, compresnde-se política urbana não só como ação pública e marcas legais e institucionais mas também abrangendo ações não governamentais.Por outro lado, os modelos de desenvolvimento, adotados no Brasil, têm provocado fortes concentrações de renda com exclusão deexpressivos segmentos sociais.Modelos estes,que ao mesmo tempo que atingem o homem , a qualidade de vida , sua saúde, estabelecem padrões de degradação urbano-ambiental através de exploração predatória de recursos naturais e da poluição , o que também gera impactos nas condições ambientais e na saúde da população.é de grande importância o papel que desempenham as açõeslocais na mudança de paradigma, objetivando-se a sustentabilidade urbano-ambiental, a construção da cidadania e a inclusão dos indivíduos no processo de desenvolvimento sócio-econômico.A Constituição Federal de 88, a Constituição Estadula de 89 e as Leis Orgânicas Municipais, expressam em seu texto esse desejo da sociedade de desenvolvimento sustentável sócio-econômico, garantindo às populações tuais e futuras o direito de acesso à cidade, isto é o acesso a serviços , equipamentos e infra-estrutura urbana, garantindo a qualidade de vida e ambiental , estabelecendo competências aos três níveis de governo-federla, estadual e local.Desta forma , dentro da temática de políticas públicas e gestão sustentável urbana , sócio-ambiental , da cidade, elegemos quatro que foram desenvolvidos pela Coordenadoria Municipal de Planejamentoe Meio Ambiente de Jundiaí , sendo estes : Plano Diretor de Jundiaí, Zoneamento Urbano e Rural, Setor Especial de Estruturação Urbana Fazendinha e Setor Especial de Conservação e Estruturação Urbana Argos.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Jundiaí
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo

Múltipla Unidade: o caso de São Paulo

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Ferrara, Lucrécia D'Alessio
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
A consciência da transformação da cidade nos leva à necessidade de refletir sobre sua memória e sobre o modo de memorizá-la, de construir a cidade memorável. Trata-se de construir, não só a visibilidade, mas as razões da memória. A memória de São Paulo antiga está dominada por estímulos sensíveis e sinestésicos que podem ser resumidos pelo visual das grandes extensões percorridos a pé ou do passeio protegido pelas árvores e envolvidas. Pela intensidade olfativa decorrente do cheiro dos animais que tracionavam os antigos bondes ou pela combustão da gasolina ou de outras químicas responsáveis pelo movimento dos primeiros e dos raros veículos motorizados. A visibilidade e o olfato eram secundados pela tatilidade da espera e do encontro nos pontos de passagem obrigatória ou percurso a pé pelas ladeiras com calçadas de passeios irregulares. Através da visão, do olfato e da tatilidade vivia-se a cidade como simples sensação. Mas o memorizar, produzir memórias não se faz sem um longo percurso contraditório que começa pela constatação de que a lembrança depende do reconhecimento da mudança para existir a possibilidade de uma leitura coerente da cidade onde poderão dialogar livremente as cidades de ontem e de hoje. O primeiro passo dessa construção é perceber que as relações da cidade com o tempo e espaço podem produzir distintas caracterizações do passado. Uma dupla caracterização da memória: em primeiro lugar, o espaço é marcado pela memória com a clara fixação de um tempo perdido em confronto com o presente; o segundo trata da memória como construção do espaço no tempo colocando em confronto o presente e o passado para construir, entre eles uma relação produtiva. No primeiro caso, surge a imagem e sua visibilidade: são os lugares dignos de memória, que autorizam a história institucionalizada e dominada pela coleção dos símbolos nacionais flagrados em descrições. O segundo caso está dominado pelas narrações onde o passado é lembrado sem levar em consideração a relevância de uma referência real ou fictícia; isto é, a narração cria uma ambiguidade entre o que pode não ter sido real, mas assume essa condição pela memória onde o tempo e as lembranças constroem o espaço da cidade; este espaço é aquele do lugar capaz de dar ao homem a capacidade de apropriar-se e pertencer a uma cidade, descrever ou narrar são as duas modalidades com que a cidade enfrenta a mudança e dá ao homem a condição de suportar ou superar suas perdas. No suportar, a volta ao passado significa resgatar e reviver o tempo auratizado pela moral de um bem perdido; no superar, a volta ao passado significa entender o presente marcado pela mudança e resgatar a memória como corretor da rota que que o desenvolvimento e a modernidade impõem a cidade contemporânea, trata-se de uma modalidade mais operativa que recoloca a cidade como forma de aprendizagem capaz de alterar comportamentos e influenciar ações mais consequentes.Considerando-se a transformação vertiginosa das grandes metrópoles globais como São Paulo, pergunta-se: como será possível registrar a experiência do passado e aprender com ela; como será possível narrar as histórias de uma cidade que está existindo tão intensamente e já não tem tempo para ouvir; como será possível identificar hábitos fabricados através de um código de valores, não raro alienígena ou produto de interesses imperceptíveis e divulgados pela imagem pela imagem sem cerimônia da televisão; como resgatar a doxa cotidiana, duradoura mas informal, se ela foi substituída por valores descartáveis que precisam ser continuamente revistos a fim de continuar a atrair o consumo; como resgatar a cidade que não pode contar mais; como descobrir uma cidade que esqueceu de identificar-se; como fazer para resgatar a memória da São Paulo atual que, no incessante trabalho de construir-se, perdeu a raiz da sua história?
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo

Conselho de Integração nos Processos de Reabilitação de Favelas, Fortaleza

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pedrosa, Siqueira Francisco
Título do periódico
Habitar Contemporâneo: novas questões no Brasil dos anos 90,
Volume
pp. 77-87
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
Fortaleza ^b Universidade Federal da Bahia
Idioma
Português
Resumo
Apresenta um breve histórico das práticas na área de habitação no Ceará, especialmente em Fortaleza. Expondo as experiências de dois projetos : O Mutirão 50, realizado pela Prefeitura de Fortaleza e Grupo de Pesquisa Intercâmbio tecnológicos (GRET) e o Programa Comunidades, encampado pela COHAB, GRET e Governo do Estado do CE. Este último apresenta uma tentativa de ampliação em grande escala e de uma institucionalização de vários paradigmas experimentados no Mutirão 50. Cita também a experiência do Programa Municipal para Reforma e Ampliação de Moradias. Descreve ainda o projeto Conselho de Integração nos Processos de Reabilitação de Favelas, Fortaleza, Brasil que consiste na intervenção direta e concreta para urbanização, integrando a moradia popular e geração de empregos e renda em bairros pobres, inserindo-os em váias experimentações e inovações desenvolvidas em relações dos principais insumos da produção social urbana. Conclui com uma avaliação de que os projetos conseguiram acumular bagagem teórica e prática, e que hoje seria possível levar adiante qualquer projeto ligado à habitação popular, uma vez que a experiência adquirida pelos técnicos envolvidos, possibilitou-lhes especializarem-se e realizarem outros mutirões habitacionais, dispensando, inclusive a necessidade de assessoria específica.
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
1995

Habitar Contemporâneo: novas questões no Brasil dos anos 90

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Souza, Ângela Maria Gordilho
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
Salvador ^b Universidade Federal da Bahia
Página Final
293
Resumo
Analisa as questões que envolvem habitação, qualidade de vida e perspectivas de atuação a serem pensadas e experimentadas no Brasil. Levanta novas questões sobre o habitar contemporâneo no Brasil dos anos 1990. Inclui as avaliações das principais discussões na Conferência Habitat II (junho, 1996). Apresenta a participação brasileira e os projetos de habitação selecionados pelo governo para o encontro. Está dividido em quatro partes: 1) Contribuição de representações brasileiras participantes da conferência, com análise em particular da participação do Brasil no evento. 2) Proposta de habitação integrante dos 18 projetos brasileiros que receberam o aval do governo para inclusão no catálogo: Cem boas práticas urbanas da ONU. 3) Atuação das organizações populares de luta pela moradia na gestão pública, relacionada à emergência das organizações não governamentais (ONGs). 4) Discussões atuais sobre moradia, dinâmica urbana e práticas públicas.
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Década de 1990

Capitais Planejadas do Brasil

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Penido, Rogério Duarte
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
Esta tese, defendida em abril de 1997 no Instituto de Urbanismo de Paris, estuda a inscrição da modernidade na cidade, através do exemplo das capitais planificadas no Brasil: Belo Horizonte (1897), Goiânia (1935), Boa Vista (1945), Brasília (1960) e Palmas (1990). Os planos de urbanismo de cada uma destas cidades são analisados e relacionados à história do espaço urbano brasileiro, assim como aos movimentos socio-políticos da época. O Estado tenta modernizar a sociedade e construir um espaço que lhe corresponda - a construção de capitais é apenas uma das peças deste processo. Atualmente, estas cidades apresentam uma realidade bastante diferente dos projetos iniciais, transformados por uma série de elementos: o imaginário, os interesses econômicos, as migrações de poulação, as especulações de toda espécie... A periodização da tese (1500-1997) mostra assim as metamorfoses da noção de modernidade. Os projetos de urbanismo são analisados como parte da marcha para o oeste iniciada no século XVI. A ocupação do território e sua valorização econômica é organizada, a nível internacional, pela posição periférica do Brasil (o Terceiro Mundo), e, a nível interno, pelo nascimento (e expansão) de um mercado industrial situado na Região Sudeste do País. Mas estas capitais planejadas representam também a busca contínua de uma identidade nacional - a unificação é problemática, sobretudo nestes países de contrastes e mestiço por excelência. Os sincretismos imaginários serão numerosos, influenciados tanto pela ideologia do progresso como pela utopia de uma sociedade igualitária ou de um novo Paraíso Terrestre. Os urbanistas e políticos desejam a política da table rase, a supressão da memória, a cosmogonia de um novo espaço urbano, assim como de uma nova arquitetura, sociedade, população, economia ... A referência é portanto a cidade que cada projeto abandona: as capitais planejadas ligam-se dialeticamente às cidades antigas. As novas capitais brasileiras, obras de arte ou produtos? Como um tipo de fênix, a modernidade poderia nascer das cinzas da nossa história? Ou o desejo de ruptura com o passado é uma tradição brasileira?
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Goiânia
Brasília
Palmas
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1500-1997

A Estratégia da Ocupação Territorial da Amazônia: a cidade planejada de Sinop

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Kikuchi, Mário Yasuo
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
O trabalho pretende analisar as estratégias geopolíticas de ocupação da Amazônia Legal durante o período militar.Herdando uma tradição positivista e resgatando outros projetos anteriores, como o do período Vargas , os militares da década de 60 tinham como meta a ocupação de todo o território nacional como uma questão de segurança e soberania.A Amazônia , representada como um grande vaziodemográfico- e, portanto, vista como um perigo em potencial-, foi alvo de inúmeros projetos colonizadores tanto por parte de órgãos oficiais , como o INCRA, e também de empresas particulares estimuladas pelo governo.Na visão do General Golbery do Couto e Silva, ideólogo da geopolítica brasileira nesse período, era necessário povoar as regiões tidas como vazias através de processos dirigidos nos quais os assentados passariam por uma triagem de avaliação de sua homogeneidade étnica e ideológica.Por esse prisma , além de povoar , esses colonos seriam responsáveis pela defesa das fronteiras do território nacional.O Estado de Mato Grosso, então considerado como o portal da Amazônia, é um exemplo dessa política e da ação das colonizadoras privadas.Como exemplo, apresentaremos o município de Sinop, inaugurado em 1974 pela Sociedade Imobiliária do Nordeste Paraense(SINOP).De certa forma, a concepção dessa cidade seguiu a metodologia do Planejamento Urbano Rural, proposta pelo INCRA, que visava garantir a fixação do homem nos assentamentos através do lema trazer a cidade para o campo.Essa metodologia previa uma hierarquização dos núcleos urbano-rurias, divididos em Agrovilas , Agropólis, Ruropólis e cidades.Além do plano urbanístico, esse planejamento pervia o desenvolvimento de atividades econômicas que contribuissem para a fixação dos colonos em suas terras.A análise do papel da Colonizadora Sinop mostra que os interesses particulares dos proprietários da empresa se sobrepuseram , resultando no fracasso das atividades agrícolas propostas ( café, borracha, e álcool anidro).A segunda geração dos colonos, então , consolidou o extrativismo de madeira como saída para o impasse econômico , a ponto de o município ter se tornado o maior pólo madeireiro do país.A indústria madeireira, por ser a responsável pela viabilização do município, ser a maior arrecadadora de impostos e geradorade empregos, assume papel preponderante e tem garnde influência decisória na esfera político-econômica local.Atualmente, o crescimento de Sinop gerou tanto esgotamento de seus recursoa naturais, devido à exploração intensiva das madeireiras , como a tendência de desconfiguração de sua malha urbana.Tais problemas foram discutidos no Fórum de Desenvolvimebto Municipal , realizado em 1997.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Sinop
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
Regime Militar

O Desenho da Cidade Moderna em Fortaleza: um estudo dos planos Saboya Ribeiro e Hélio Modesto

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Sales, José Albino Moreira de
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
Nesse trabalho estudamos os Planos Saboya Ribeiro e Hélio Modesto, analisando as concepções de cidade definidas nas respectivas propostas e procurando estabelecer suas vinculações com as correntes do urbanismo responsáveis pelo desenho da cidade moderna, tanto no plano nacional como internacional.Em Fortaleza o Plano de Remodelação e Extensão do urbanista cearense Saboya Ribeiro, elaborado entre 1945 e 1948, representou a primeira etapa do processo.Esse Plano em linhas gerais configurou uma ciadade baseada nos princípios de composição urbana dos tratadistas do urbanismo da primeira fase, tais como Camillo Sitte e Raymond Unwin, cujas leis de composição resultaram de pesquisas nas cidades européias medievais e renascentistas ou nos projetos de cidades ideais, como a Cidade Industrial de Tony Garnier.O Plano Diretor de Fortaleza de autoria de Hélio Modesto, elaborado entre 1961 e 1962 , refletiu um novo conceito de urbanismo, que o qutor definiu como Planejamento e foi elaborada por uma equipe pluridisciplinar.A principal caracterísitica do Plano foi a criação do conceito de Centros de Bairros, aproximando o planejamento de bairro da idéia de divisão da cidade por Unidades de Vizinhança.Para o urbanista a construção dos centros de bairros seria a maneira mais eficiente e democrática de promover a ordenação do crescimento da cidade.Analisando os Planos Saboya Ribeiro e Hélio Modesto e suas respectivas legislações , enquanto instrumentos de desenho da cidade moderna em Fortaleza, sob a ótica das teorias urbanísticas atuais, não podemos deixar de reconhecer em suas propostas os esforços no sentido da promoção de um desenvolvimento urbano racional e democrático, privilegiando a criação de novos espaços públicos e a preservação dos recursos naturais.Entretanto esse fato não os exime das contradições das manifestações modernas, que não foram exclusivas da arquitetura e do urbanismo, mas de toda produção cultural da primeira metade do século XX.No Plano Saboya Ribeiro um aspecto marcante dessa contradição é a defesa da cidade como produto da evolução histórica e a ausência de uma proposta objetiva de preservação de setores ou monumentos de relevância para a história da cidade.Já no Plano Hélio Modesto a contradição aparece na proposta de planejamento dos Centros de Bairros .Ao identificar os vários padrões de bairros da época e tratá-los de forma diferenciada do ponto de vista da implantação dos equipamentos de uso coletivo, incentivou maiores investimentos da iniciativa privada na promoção daqueles considerados de padrão altoA recusa ao modelo de crescimento vertical , é uma característica comum às duas propostas.Tanto no Plano Saboya Ribeiro, como no de Hélio Modesto a forma da cidade proposta está mais próximo da Cidade -jardim do urbanista inglês Raymond Unwin, que da Cidade Radiosa do urbanista francês Le Corbusier.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
1945-1948

Núcleo Fabril X Cidade Livres: os projetos urbanos da Klabin do Paraná

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Correia, Telma de Barros
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
A ação da fábrica de papel e celulose Klabin , no Paraná, na organização da moradia e do cotidiano de seus empregados, desde a sua implantação nos anos 40 até o momento atual, é o tema deste trabalho.Nele aborda-se a organização urbana e social de dois núcleos empresariais construídos pela fábrica no interior de suas propriedades-Harmonia e Lagoa- procurando mostrar como esta ordem esteve submetida em diferentes aspectos ao controle da fábrica que, em estreita parceria com o Estado, assumiu a gestão do consumo, de lazer, da moradia, da circulação, do ensino, da saúde e do trabalho.O texto se detém sobretudo no estudo da ordem espacial destes núcleos, investigando a configuração dos espaços de moradia-casas e alojamentos-. dos espaços de uso coletivo e de planos gerais.Dois aspectos são enfatizados no projeto urbano da Klabin do Paraná.Um primeiro diz respeito à criação pela empresa de núcleos residenciais modelo - rigidamente ordenados espacialmente e amplamente controlados - e poucos anos depois de uma cidade livre - um loteamento fora dos limites do núcleo fabril que denominou Cidade Nova- como configuração oposta em termos de ordenação urbana e gestão do cotidiano.Um segundo aspecto ressaltado diz respeito à incrível dinâmica de constituição e desmonte dos núcleos residenciais promovida pela empresa.A trajetória destes núcleos residenciais revela claramente como cada decisão de solução habitacional para o empregado esteve subordinada à necessidades imediatas da empresa.Assim, o esforço inicial de mobilização de garnde número de operários para a construção das instalações fabris e seus anexos, muitas residencias e alojamentos são produzidos ; terminada essa etapa, segue-se um período de rápido desmonte de moradias e desmobilização de força de trabalho, no qual parte dos trabalhadores temporários são afastados e muitos dos permanentes são transferidos para a Cidade Nova, na qual os compromissos da empresa com sua gestão e controle- e também com sua estabilidade no trabalho- são mais tênues.Retêm-se em Monte Alegre apenas aqueles julgados imprescindíveis.A medida em que a Cidade nova cresce, aumentando sua oferta de moradias e serviços, a empresa vai avançando na sua estratégia de desmonte de Harmonia , demolindo paulatinamente casas, arrendando equipamentos coletivos e espaços de uso comercial.O texto indica como tal procedimento resultou em núcleos residenciais extremamente instáveis , mostrando como em pouco mais de meio século, estes núcleos foram erguidos, transformados e desfeitos-total ou parcialmente- e como o caso ilustra exemplarmente a situação de desenraizamento do trabalhador no mundo em que vivemos.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
Década de 1940 em diante

Múltipla Unidade : o caso de São Paulo

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Gomide, Cristina Helou
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
Esta pesquisa histórica trabalha com a história urbana de duas cidades do estado de Goiás: a cidade de Goiás (antiga capital do estado) e Goiânia (atual capital do estado de Goiás). O período de tempo escolhido é de 1930 a 1945, pois engloba as transformações ocorridas com a revolução de 30, a transferência capital, de Goiás para Goiânia, bem como marca um momento de transformações políticas. Para tanto, tentaremos observar a memória de ambas as cidades. Nesse caso, nossas fontes históricas serão: os relatos orais dos moradores da antiga capital à época; os relatos de moradores e/ou visitantes de Goiânia naquele período histórico; monumentos urbanos de Goiás(cidade) e Goiânia (atual capital) que podem ser vistos em fotografias do período; documentos impressos da época. Nesse sentido, tentamos perceber os elementos que compõem uma cidade. A cidade, local de interação, mantém na memória, sua história: praças e igrejas carregam através dos tempos, uma representação daquilo que ela é . As representações: construções a partir da realidade vivida, imagens edificadas através das experiências dos indivíduos, são primordiais para a nossa abordagem acerca da memória urbana, pois os prédios e locais públicos estão cheios de sentimentos de indivíduos, e são neles que se lembra, a todo momento, a história de uma cidade. A iconografia aparece então, como veículo dessa memória que buscamos, da necessidade que temos em manter uma unidade, de criarmos no local que moramos, elementos inerentes à nossa vida. As fotografias de época nos reportam ao passado e dão a sensação de vida nos traços de seus autores - a imagem é uma fonte cheia de sentimentos e intenções. Os relatos orais são também um caminho interessante. Através das falas das pessoas mais velhas, encontramos diferenças, pensamentos que forma partilhados ao longo da história local, relatos sofridos e permeados de mágoa. Foram entrevistados dois grupos: no primeiro, temos as falas dos moradores da antiga capital (a cidade de Goiás) à época; no segundo, observamos os relatos daqueles que acompanharam o surgimento da nova capital - pessoas do entorno e de outras cidades do estado. O estado de Goiás, que desde o fim do ciclo mineratório vinha vivendo sob o estigma de um estado decadente e atrasado, carregava consigo a ânsia de poder se tornar um local de grandes possibilidades. Goiás, a cidade que representou o poder político do estado de Goiás até a década 1930, foi cenário de várias disputas políticas até esse momento. Durante cerca de vinte anos, a família Caiado, grupo de indiscutível poder político na região, esteve no comando administrativo, direcionando a vida política e econômica de lá. A favor do desenvolvimento, mas preocupada com seus próprios investimentos, a família Caiado, que era ligada ao meio agrário, cerceava o crescimento de outros setores agrários do estado, também muito promissores: o sul e sudoeste de Goiás. A partir da revolução de 1930, o poder dos Caiado chegou ao fim, e foi nomeado interventor do estado, o médico Dr. Pedro Ludovico Teixeira. Nomeado por Getúlio Vargas, e em nome do progresso e do desenvolvimento interno do país, Dr. Pedro retomou um antigo projeto de transferência da capital, e partiu para a construção da nova capital: Goiânia. A antiga capital, rodeada por morros, com casas de estilo colonial e ruas estreitas, de acordo com Ludovico, não poderia ser mais a representante política do estado de Goiás. Surgiu então o projeto de construção de Goiânia - uma cidade em local plano, com ruas largas, casas separadas por muros, seus interiores privados, separados das ruas pelos seus portões.Goiânia era um projeto que pretendia ser o oposto de Goiás. Na verdade, mantinha-se na cidade de Goiás, uma acirrada disputa política entre os Caiado e o então interventor Pedro Ludovico. Nesse sentido, a mudança da capital seria mesmo, além de todos os motivos, a efetivação de uma transformação política. Para obter êxito, Dr. Pedro já havia se unido aos dissidentes descontentes do sul e sudoeste do estado. Visando o apoio do povo, Ludovico se utilizou do desejo de progresso do povo goiano - visto pelo restante do país como um estado do atraso. Entretanto, para os que permaneceram na antiga capital à época da transferência, ficou a mágoa de quem perdeu o poder, a dor de ter sido deixada, ficou a dor de não ser mais a representante pública. Em Goiás - a cidade - permaneceram somente seus prédios e casas coloniais. As instituições foram transferidas para a nova capital: Goiânia. Restaram para a antiga capital os prédios vazios. Nos relatos dos que se mantiveram na cidade de Goiás, sentimos ora revolta, ora reconhecimeto de Goiânia, às vezes dor, em outros momentos algumas pessoas relacionam a mudança da capital à morte de entes queridos - como se a mágoa os tivesse consumido. Já nas falas daqueles que observaram o surgimento e a instituição de Goiânia, mas que estavam fora das disputas da antiga capital, nesses depoimentos encontramos desenvolvimento e progresso na atitude de Dr. Pedro. Nessa disputa política, os Caiado fora responsabilizados pelo atraso no estado: diziam os aliados de Ludovico, que para se manter no poder, os Caiado preferiam não ligar o estado de Goiás ao restante do país. Esse discurso deu certo, e o projeto da nova capital foi gradativamente recebendo apoio dos goianos. Enquanto Goiás emergia como o futuro centro de possibilidades - um novo visual para todo o estado; Goiás perdia os seus moradores - com a transferência das instituições públicas, transferiam-se também seus funcionários. A antiga capital, vazia e sem estímulo político, precisava reagir. De fato, foi no início da década de 1940 que as casas e prédios públicos com cara de colonial, que lembravam o velho, foram exaltados, para lembrar às pessoas do papel da história local. Com a transferência dos poderes, o único poder de fogo que lhe restou foi esse: o da cidade que tem história; a história do monumento urbano.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
1930-1945

O Tangível e o Intangível: preservação do Patrimônio Cultural Urbano na pós-modernidade

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Moraes, Fernanda Borges de
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
Memória e identidade são conceitos que têm sido resgatados a partir das reflexões mais recentes sobre a preservação de áreas e centros históricos no Brasil.Superando a postura na qual o conceito de patrimônio histórico, arquitetônico e artistíco se restringe ao objeto de inestimável valor- o monumento, o documento, a obra de arte-, incorporam-se elementos de caráter subjetivo , porém de grande relevância na definição das estratégias e planos de intervenção nesses espaços , como as práticas sociais tradicionais e cotidianas, a relação de afetividade com o lugar e a importância deste como elemento de referência e sustentação de uma identidade coletiva.Neste sentido , um termo de significado mais amplo- a paisagem ( seja ela natural ou transformada, tomada no sentido de totalidade e de fragmento, compreendida como objeto de contemplação e locus de experiências coletivas) - se coloca também como um patrimônio e, portanto, um legado, a ser mantido e preservado.No bojo dessas discussões, os termos reabilitação, reestruturação, reciclagem etc.surgem como formas de diferenciação/classificação de tipos mais flexíveis de intervenção.Essa flexibilidade vem revelar, por um lado, a necessidade de ampliação da eficiência e agilidade do setor público em sua ação em prol da preservação de áreas cada vez mais ameaçadas por processos exploração predatória e especulativa que impliquem numa desfiguração do meio ambiente natural e construído. E por outro, indicam uma postura de adequação de ação frente ao contexto de recessão e crise econômica/fiscal que tem feito com que o Estado, falido, venha reduzindo drasticamente o montante de investimentos neste setor, além de orientar sua política no sentido de estabelecer parceria com a iniciativa privada de modo a viabilizar tais intervenções .Estas, em sua grande maioria, parecem não mais comportar , em virtude do alto custo envolvido, restaurações, no sentido mais tradicional do termo. A exploração, sobretudo turística, dessas áreas tem se apresentado como a grande alternativa de viabilização da preservação desse patrimônio, uma vez que se coloca como conciliadora de duas posturas historicamente em conflito: mercado e preservação. São inúmeros os exemplos de países nos quais o turismo tem sido uma fonte de captação de divisas e geração de empregos, responsável, inclusive, por um percentual significativo do produto interno bruto desse países.Entretanto, o que se questiona é o impacto dos planos de incremento ao turismo sobre a estrutura social dessas áreas que, em grande parte têm passado por processos de gentrificação com expulsão de grande parte da população original. A questão que se coloca é a inserção dessas formas e ações de intervenção num processo mais amplo - a pós-modernidade - na qual conceitos como memória e identidade permeiam os discursos preservacionistas.Numa tentativa de reflexão mais profunda sobre tais questões , este trabalho estrutura-se em duas partes consecutivas e complementares. A primeira refere-se a um corte temporal no qual é discutida a evolução do conceito de patrimônio, com especial destaque para as recomendações da UNESCO. A segunda, diz respeito a algumas experiências nacionais e internacionais, bem sucedidas ou não, de articulação entre preservação do patrimônio cultural urbano e exploração turística.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado