Escolas, Professores e Jovens: Caminhos para a pedagogia social
Considerando-se os altos índices de jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social e, consequentemente, cumprindo medidas socioeducativas, em privação de liberdade, é relevante pesquisar as escolas localizadas nas unidades de internação, um direito dos jovens assegurado no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), investigando as práticas de professores desenvolvidas nestes espaços. Assim, esta pesquisa busca analisar a experiência pedagógica das professoras da Escola Municipal Professor Carlos Formigli, situada na Fundação de Apoio à Criança e ao Adolescente e administrada pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Salvador, Bahia, em contraste com a experiência da escola formal de umas das unidades de internação da Fundação CASA, em São Paulo. Fundamentada nos pressupostos da pesquisa qualitativa, realiza um estudo de caso contrastivo e elege como categorias teóricas principais a Juventude e a Prática Pedagógica à luz da Pedagogia Social no Brasil. O estudo em questão lançou mão de entrevistas narrativas com os professores de Salvador e de São Paulo. Ficou evidente no estudo a necessidade de uma política de formação para os professores que atuam neste segmento, tendo em vista o desafio emancipatório da juventude em situação de privação de liberdade.