O envelhecimento populacional é analisado como fenômeno mundial. No Brasil, iniciou-se na década de 60. Apesar de tardio, ocorreu de forma rápida, sistemática, consistente e modificou a pirâmide populacional. A presente pesquisa considera os fatores determinantes no envelhecimento, como classe social, gênero, doença crônica e redução do cuidado familiar. Com a transformação demográfica, o Brasil foi instado a acompanhar esse processo e a desenvolver políticas públicas voltadas às necessidades da população idosa. O objetivo geral desta pesquisa é analisar as políticas públicas de saúde direcionadas ao segmento de idosos, nos âmbitos nacional e municipal, tendo em vista os parâmetros internacionais. A metodologia utilizada envolveu pesquisas bibliográfica e documental. Na pesquisa bibliográfica, as referências foram as obras que, sob perspectiva crítica, analisam a transformação demográfica, a saúde das pessoas que envelhecem, bem como o processo de envelhecimento humano. A pesquisa documental privilegiou o referencial legal-normativo, por meio da revisão e análise de leis, portarias, decretos, políticas e programas relacionados ao segmento de idosos. A Política Nacional de Saúde do Idoso, o Envelhecimento Ativo: Uma Política de Saúde e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa foram profundamente analisadas. A Primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, a Política Nacional do Idoso, o Estatuto do Idoso e a Segunda Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento contribuíram para as reflexões contidas neste estudo. Na esfera municipal, foram destacados as ações e os serviços da política pública de saúde de São José do Rio Preto (SP) tendo como referência as políticas públicas de saúde direcionadas ao segmento de idosos que fundamentam esta pesquisa. Identificaram-se três tendências: iniciativas públicas para o segmento de idosos que privilegiam as metas econômicas em detrimento dos direitos sociais; dependência das políticas públicas em relação ao âmbito privado, sobretudo familiar, quanto à proteção da pessoa idosa; transferência da responsabilidade do Estado para o indivíduo, no que tange ao envelhecimento saudável. As proposições levantadas neste estudo estão relacionadas à execução, ampliação e criação de serviços públicos de atendimento à pessoa idosa. Dentre tais serviços, destacam-se: programas de acompanhantes de idosos, Centros Dia, Hospitais de Longa Permanência para Idosos, Instituições de Longa Permanência para Idosos e repúblicas para pessoas idosas. A pesquisa aponta que houve avanço da legislação direcionada à população idosa, porém a prática mostra-se ainda insatisfatória. No cenário brasileiro atual, com o crescente contingente de pessoas idosas, verifica-se que parcela significativa dessa população enfrenta a realidade de abandono e violação de direitos. São urgentes, portanto, a operacionalização das ações previstas nas políticas públicas vigentes e o estabelecimento de novos serviços, que se mostram hoje necessários, a fim de proporcionar de fato um envelhecimento digno para todas as pessoas.