Políticas públicas
Cidadania e Globalização
The Use Of Lethal Force By Police in Rio de Janeiro
Estratégias de Ação Cultural no Rio de Janeiro
Crime Organizado e Crise Institucional
A conexão entre o crescimento da violência entre os jovens pobres e as transformações nas formas de criminalidade em torno do tráfico não foi feita por durante muito tempo. A recusa em aceitar que novas formas de associação entre criminosos mudaram o cenário não só da criminalidade, mas também da economia e da política no país, deixou livre o caminho para o progressivo desmantelamento nos bairros pobres do que havia de vida associativa, tão importante no direcionamento de suas demandas coletivas. Negar o caráter organizado da criminalidade contemporânea é negar a história. Assim apresentou-se desde os seus primórdios, no término do sistema feudal na Itália ainda durante o século XIX. E lá como cá, também foram os bandidos pobres e pouco importantes que sempre pagaram na prisão os crimes dos ricos ainda tão impunes.
Exclusion and Public Policies: theoretical dilemmas and political alternatives
The article discusses the consequences of the present pattern of urban violence on the sociability and policies in popular neighborhoods of Rio de Janeiro from the perspectives and political proposals put forth by the anti-utilitarian thought of some European social scientists. Initially, it discusses the suggestions for active citizenship or for social life participation in several ways and levels for the remaking of the nation state. Then, it analyses the ambiguities and paradoxes of reciprocity in order to reflect upon modern reciprocity as characterized by solidarity towards the stranger and by new amplified networks of social bonds that minimize violence. Finally, the exclusions and the shaken circuits of reciprocity in today's Brazil are considered in their relationship with the way in which crime is organized and how the new internal-classes divisions established themselves in Rio de Janeiro.
Oito Temas para Debate: violência e segurança pública
O texto aborda algumas das idéias mais disseminadas hoje nos meios de comunicação de massa, assim como no acadêmico, para entender a questão da violência e propor políticas públicas no Brasil. A redução da explicação à pobreza e à desigualdade impedem um entendimento mais complexo da questão. As proposições sobre a existência de uma cultura da violência e do monopólio legítimo da violência, ambas falsas, terminam por dificultar a compreensão dos diversos conflitos na arena social e política. As interconexões entre a economia legal e a ilegal nos tráficos são também pouco acionadas nas teorias necessárias para políticas públicas mais eficazes e democráticas.