Medicina Social / Saúde Pública

CONCEPÇÃO DOS MÉDICOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE JUAZEIRO DO NORTE SOBRE SAÚDE DO IDOSO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Jaciara Bezerra Marques
Sexo
Mulher
Orientador
Wilza Vieira Villela
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Médicos
Atenção Primária
Saúde do Idoso
Juazeiro do Norte
Resumo

A velhice constitui-se de uma fase da vida quando ocorrem várias mudanças biológicas, psicológicas e sociais. Os profissionais de saúde da atenção primária, incluindo os médicos, devem estar capacitados na prevenção e controle dos agravos à saúde dos idosos. A avaliação multidimensional do idoso, que objetiva fazer uma análise global com ênfase na funcionalidade, constitui-se um modelo de avaliação que deve ser utilizado na atenção à saúde do idoso. Juazeiro do Norte, município do interior do Ceará, com população de 242.139 habitantes e 21.714 idosos, até dezembro de 2009, não possuía Centro de Referência em Atenção ao Idoso. No serviço público local não havia nenhum geriatra. A maioria dos idosos desta cidade recebeu atendimento médico através da Estratégia de Saúde da Família (ESF). O estudo objetivou conhecer a concepção dos médicos da ESF de Juazeiro do Norte sobre a atenção à saúde do idoso, além de descrever suas atividades dentro de sua equipe de ESF. Para tanto foi realizado estudo qualitativo através de entrevistas com dez médicos da ESF. O referencial teórico utilizado foi a Teoria das Representações Sociais. As entrevistas foram realizadas pela pesquisadora, que utilizou um roteiro com questões norteadoras. Nenhum dos entrevistados soube informar o número de idosos na área adstrita a sua ESF. A maioria negou atividades coletivas com idosos. Todos confirmando realizar visitas domiciliares aos idosos. A lembrança mais citada ao se referir a ações da ESF com idosos eram de consultas ambulatoriais. Ao se questionar sobre principais problemas dos idosos em Juazeiro do Norte, destacou-se a lembrança de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Problemas relacionados à solicitação de exames e à medicalização também foram destacados. Todos os entrevistados fizeram algum tipo de crítica ao serviço de saúde em questão, no entanto nenhum demonstrou insatisfação em atender idosos. Nenhum dos entrevistados utiliza a avaliação multidimensional do idoso. A abordagem do serviço de saúde centrado na doença e na consulta ambulatorial – privilegiando as doenças crônicas comuns na velhice –, a não participação em ações com outros profissionais da saúde, a não utilização de uma avaliação global do idoso, a pouca valorização da família no processo do envelhecimento e uma visão negativa da velhice foram as principais características das concepções dos médicos observadas neste estudo.

Referência Espacial
Cidade/Município
Juazeiro do Norte
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2010

USO DO PRESERVATIVO FEMININO COMO MÉTODO CONTRACEPTIVO: EXPERIÊNCIAS DE MULHERES EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE – CE

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Grayce Alencar Albuquerque
Sexo
Mulher
Orientador
Wilza Vieira Villela
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
método Contraceptivo Feminino
Preservativo Feminino
Resumo

.O preservativo feminino é uma forma de contracepção que permite à mulher ter maior controle sobre seu corpo, mas não é oferecido na maioria das unidades de saúde, o que favorece o baixo conhecimento das mulheres sobre ele. Este estudo objetivou investigar as experiências de mulheres de uma Estratégia Saúde da Família em Juazeiro do Norte – CE, a respeito do preservativo feminino como contraceptivo. Trata-se de um estudo exploratório e qualitativo, realizado em abril de 2009, que se desenvolveu em etapas: captação das mulheres através de convites para participação de atividade educativa para apresentação do insumo, realização das atividades, formação de pequenos grupos para um segundo encontro educativo e, após este momento, experimentação individual de uma unidade do insumo no consultório de enfermagem para obtenção das impressões iniciais do método, experimentação do insumo por um mês em domicílio e retorno para realização de entrevistas semi-estruturadas. Vinte mulheres participaram do estudo, a maioria com idade superior a 25 anos, casadas, com média de dois filhos, domésticas, e utilizando contraceptivos hormonais. Grande parte delas demonstrou surpresa ao primeiro contato e espanto com o modelo em decorrência de seu tamanho. Depois do uso a maioria relatou impressão positiva, embora revelassem dificuldades de manuseio e introdução do mesmo em vagina devido à excessiva lubrificação. Lubrificação esta que foi considerada facilitadora do ato sexual, tornando-o mais prazeroso, permitindo às mulheres a idealização de seu uso nas fantasias sexuais. Quanto às características do método, o mesmo foi considerado seguro como contraceptivo. Em relação ao tamanho, algumas participantes relataram que seus parceiros sexuais desaprovaram o preservativo feminino, considerando-o anti-estético. Questionadas frente à opção contraceptiva, as mulheres aprovaram o modelo como contraceptivo, especialmente em substituição aos contraceptivos hormonais por estes causarem inúmeros efeitos colaterais. No entanto, a substituição não é feita na prática, muitas vezes por consequência da desaprovação do companheiro em relação ao mesmo, o que revela nessas mulheres a necessidade de obediência ao companheiro, por dependência financeira e temor de abandono e traição. Observa-se assim que, na prática, o preservativo feminino torna-se refém das relações de gênero que guiam normas e condutas da vida íntima de um casal, dificultando para as mulheres a negociação para a realização de um ato sexual seguro. Por isso é importante garantir a estas mulheres não somente o contato com o preservativo feminino, mas também a participação, delas e de seus companheiros, em atividades educativas que enfoquem temáticas relacionadas ao gênero, sexo, sexualidade, emponderamento, acordos e trocas sexuais, uma vez que somente desta forma as mulheres poderão assumir o controle de seus corpos e tornarem-se sujeito na transformação e proteção de suas vidas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Juazeiro do Norte
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2010

PREVALÊNCIA DE REALIZAÇÃO DE EXAME DE PAPANICOLAOU EM DOIS INQUÉRITOS DOMICILIÁRIOS REALIZADOS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EM 1987 E 2001/2002.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carolina Ozawa
Sexo
Mulher
Orientador
Luiz Francisco Marcopito
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
neoplasias do colo do útero
Inquérito de morbidade
Resumo

O câncer continua sendo um dos grandes problemas de saúde pública no mundo. Em países menos desenvolvidos a incidência será o dobro daquela dos mais desenvolvidos (OMS). No Brasil, segundo estimativas do INCA, os cânceres mais incidentes no sexo feminino são os de mama e do colo uterino.A taxa de mortalidade por CCU não tem mostrado qualquer tendência à redução significativa até hoje.. A OMS preconiza uma cobertura de 80% do exame de Papanicolaou entre mulheres de 25 a 59 anos que seria suficiente para causar impacto nos indicadores de morbimortalidade, que podem ser observados após quatro anos de implementação das ações de detecção precoce. . O presente estudo teve como objetivo estimar mudanças na prevalência de realização de exame de Papanicolaou “alguma vez na vida” em mulheres de 15 a 59 anos residentes no município de São Paulo. Os dados estudados foram das respostas auto referidas de dois inquéritos domiciliários realizadas em 1987 e 2001/2001.Foi estudado a relação da realização dos exames de Papanicolaou com alguns atributos pessoais como faixa etária, cor da pele, estado conjugal e escolaridade e com a tendência da mortalidade por câncer do colo do útero no mesmo período.. Foram incluídas no estudo, mulheres de 15 a 59 anos, sendo 968 no primeiro inquérito e 1125 no segundo inquérito domiciliário.. A prevalência para exame de Papanicolaou realizada ”alguma vez na vida” houve um aumento de 24% entre os dois inquéritos (de 68,8% em 1987 para 85% em 2001-02) e a grande maioria fez esse exame há menos de três anos da data da entrevista (88,3% para 92,7%).. A prevalência cresceu de 1987 para 2001-2002 em todas as faixas etárias a exceção feita à idade 15-19 anos. Na variável cor da pele houve aumento na prevalência, principalmente entre as mulheres com pele de cor preta ( de 56,4% para 80,6%).. Em relação à vida conjugal, houve aumento na prevalência declarada com crescimento mais significativo entre as solteiras (36,8% para 61,6% ). . Quanto à escolaridade, a prevalência cresceu em todas as faixas de escolaridade, sendo o aumento relativo mais pronunciado nas de escolaridades mais baixas. . Em suma, foi verificado o aumento de 24% na prevalência para realização do exame de Papanicolaou do inquérito de 1987 para o de 2001-2002, com crescimento mais significativo entre as faixas etárias de 50 a 59 anos, nas solteiras, nas mulheres de cor da pele preta e nível de escolaridades mais baixas (até 4 anos de estudo).

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010

O usuário e a estratégia saúde da família de uma operadora de autogestão no município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Aloísio Punhagui Cuginotti
Sexo
Homem
Orientador
Luiz Carlos de Oliveira Cecílio
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Usuários
Saúde Suplementar
Operadoras de Planos de Saúde
Resumo

Apreender a percepção do usuário acerca das novas formas de produção do cuidado através do novo modelo, Estratégia Saúde da Família (ESF), e compreender como o usuário vivencia os processos assistenciais inovadores que compõem o movimento de transição tecnológica conduzido pela Operadora de Autogestão (OAG). MÉTODO: Pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, realizada mediante técnica de entrevista com roteiro semiestruturado, grupo focal e entrevista aberta. Iniciada após prévia aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa e assinatura, pelos participantes, do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os sujeitos são os administradores da autogestão, os trabalhadores da unidade assistencial e os seus usuários. DISCUSSÕES: A implantação da Estratégia Saúde da Família (ESF) como novo modelo assistencial, a transição tecnológica na saúde e o desafio de articular uma ampla rede credenciada com os serviços próprios (ESF). A forma como os administradores buscam aliados no Conselho de Usuários, órgão consultivo da operadora, e nos usuários aderidos que participam dos espaços das unidades próprias para vencer as resistências e barreiras culturais dos usuários não-aderidos. A utilização das duas portas de entrada no sistema, o credenciamento e os serviços próprios utilizados pelos usuários aderidos e não-aderidos à ESF. CONCLUSÕES: A imprecisão conceitual (de formulação) da estratégia, por parte da operadora, trouxe dificuldades operacionais para enfrentar o dilema central dessa empresa, ou seja, as duas lógicas assistenciais em disputa: a rede credenciada (modelo tradicional) e a estratégia (novo modelo). Não houve a esperada quebra de paradigma assistencial, de um modelo médico centrado para o outro. A transição tecnológica, apesar de percebida, é interpretada de forma diferente pelos dirigentes, funcionários e usuários “aderidos e não-aderidos”.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010

Vulnerabilidade, Risco, Trabalho Infantil.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lucimare Ferraz
Sexo
Mulher
Orientador
Mara Helena de Andrea Gomes
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Vulnerabilidade
Risco
Trabalho Infantil
Resumo

O tema central desse estudo é o trabalho infantil entre catadores de material reciclável. Embora o trabalho infantil seja legalmente proibido, constatamos que muitas famílias em situação econômica frágil e precária, na tentativa de enfrentar a pobreza, inserem precocemente seus filhos em atividades laborais. Segundo diversos autores, a inserção precoce ao universo do trabalho expõe crianças e adolescentes a riscos ocupacionais e sociais. Diante dessa problemática desenvolvemos um estudo com o objetivo de analisar a vulnerabilidade ocupacional e social de crianças e adolescentes catadoras de material reciclável no município de Chapecó, SC. Como metodologia optou-se por um estudo etnoepidemiologico. Participaram da pesquisa 64 atores sociais, entre eles: crianças, adolescentes catadoras, seus pais e/ou responsável, um informante-chave (ex-catador) e profissionais que atuam na rede de ensino, saúde, assistência social e ambiental. Para coleta dos dados foram realizadas entrevistas, observações e dois encontros de grupo focal. Os resultados apontam que essas crianças e adolescentes são filhos de catadores, possuem precárias condições econômicas e ambientais. Que além da ajuda na pratica laboral e financeira do trabalho com material reciclável, os mesmos estão inseridos nesse universo de trabalho como forma encontrada pelas famílias de protegê-los da violência urbana. Quanto aos riscos ocupacionais, esses estão expostos a diversos agravos à saúde, porém a percepção dos riscos e de seus fatores é vista diversificadamente entre os participantes da pesquisa. Ao final do estudo, ficamos com o registro de uma extenuante rotina de vida das crianças e adolescentes, na qual identificamos percepções, riscos e o modo de enfrentamento, ao mesmo tempo, que constávamos a vulnerabilidade da população estudada.

Referência Espacial
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
2009

Os ciclos do dengue em São Paulo e o modelo de intervenção

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Marina Ruiz de Matos
Sexo
Mulher
Orientador
Paulete Goldenberg
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
modelo de intervenção
controle do Aedes aegypti
Resumo

Este estudo utiliza o modelo ecológico para avaliar a situação epidemiológica do dengue no.Estado de São Paulo de 1985 a 2005. Apresenta como discussão central as dificuldades de.aplicação de um modelo de controle que prevê homogeneidade de práticas na diversidade de.contextos da vida urbana contemporânea. Para esta análise foram buscadas as origens e.utilização do modelo ao mesmo tempo em que se ocorreram mudanças nas relações sócioeconômicas.e políticas no espaço urbano do Estado de São Paulo. Foram utilizadas.informações da epidemiologia da doença, da instalação e permanência do Aedes aegypti e da.ação dos serviços públicos, destacando-se a busca pela participação nas ações de controle e.erradicação.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009

Mudança institucional: a história contada pelos trabalhadores de uma unidade de saúde

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Hayama, Eliana Tiemi
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Eleonora Menicucci de
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
história oral de vida
mudança organizacional
Conflitos
Resumo

O presente trabalho aborda o tema da mudança institucional e organizacional em uma unidade de saúde através da perspectiva dos trabalhadores. Uma abordagem qualitativa integrando a "história oral de vida", baseado na teoria de José Carlos Sebe B. Meihy foi usada para compreender a dinâmica do trabalho cotidiano. Entrevistas foram realizadas com dez trabalhadoras, transcritas e analisadas em sua totalidade. O método de Pope (2009) foi utilizado para identificar três categorias analíticas: (1) os medos e sonhos que contribuíram para as diferenças que surgiram; (2) como conflitos e diferenças foram abordados e o (3) espaço de expressão da subjetividade. Os resultados mostraram que discutir a questão das mudanças no contexto das organizações de saúde significa considerar os indivíduos em sua singularidade, sem negar a subjetividade e o sofrimento causados pelo trabalho. Além disso, mostraram que a utilização de sistemas de gestão coletiva que promoveu criação, inclusão e valorização do processo de mudança formaram o pano de fundo das novas propostas. O presente trabalho demonstra a relevância da compreensão do processo grupal que fornece um meio para avaliar os limites e as possibilidades de mudança organizacional.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9830

Nível de atividade física no lazer em idosos residentes na região da Vila Clementino no Município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Novais, Francini Vilela
Sexo
Mulher
Orientador
Ramos, Luiz Roberto
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Coletiva
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
atividade motora
idoso
exercício
aptidão física
Resumo

A necessidade de preservar a autonomia e a independência do idoso traz uma relação muito pertinente com a atividade física no lazer. Objetivo: Acreditando ser a atividade física regular um dos principais agentes promotores de saúde e independência funcional para o idoso, este trabalho tem como objetivo analisar o nível de atividade física, em especial no período de lazer, dos idosos residentes na região da Vila Clementino no Município de São Paulo (SP). Métodos: Trata-se de um estudo de delineamento transversal com amostra de 135 idosos sendo 94 do sexo feminino (69,6%). A média de idade constatada é de 74,13 anos (± 8,5 anos), sendo o valor mínimo 60 anos e, o máximo, 93 anos. Para os dados de atividade física foi utilizado o domínio lazer do “Questionário Internacional de Atividade Física” versão longa, tendo o ponto de corte em 150 minutos por semana. Foi utilizada análise descritiva, qui-quadrado e análise de regressão logística, sendo o nível de significância adotado de p<0,05. Resultados: Foram considerados insuficientemente ativos no lazer 73,3% dos idosos. A atividade física no lazer feita de forma insuficiente foi significativamente mais frequente entre as mulheres em comparação com os homens tanto na análise bruta, quanto na análise ajustada. Da mesma forma, foi encontrada nas duas análises associação positiva entre o número de medicamentos com o não cumprimento das recomendações atuais para atividades físicas no lazer. Conclusões: Os resultados deste estudo revestem-se de importância na identificação de um alto percentual de idosos insuficientemente ativos no lazer, possibilitando novas pesquisas que visem identificar as razões e as barreiras para a prática da atividade física regular e futuras ações no âmbito da saúde coletiva que revertam este quadro.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Zona
Zona Sul
Bairro/Distrito
Vila Clementino
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://h-repositorio.unifesp.br/items/82956932-f492-4678-886b-9d4e2d6f9068

Aplicação de um modelo de gestão na atenção básica de Capela do Socorro, município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miyuki Yashiro, Suely
Sexo
Mulher
Orientador
Aparecida Ribeiro, Sandra
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Gestão em Saúde
Atenção Primária à Saúde
Hipertensão
Programa de saúde da família
Estratégia saúde da família
Resumo

 Verificar se o modelo de gestão do PNGS (Prêmio Nacional de Gestão em Saúde) pode ser entendido e utilizado para estimular oportunidades de melhoria de desempenho em UBS, bem como verificar se há diferença na gestão de UBS tradicional e UBS com PSF avaliadas neste modelo. Métodos: Este estudo foi realizado em 10 de 14 UBS da Capela do Socorro, município de São Paulo, no período de agosto de 2006 a maio de 2007. Após instrução, os gerentes elaboraram documento com o Perfil das UBS (apresentação e conteúdo), bem como do Relatório de Gestão (RG). Como indicador de progresso na gestão foram avaliados o número de pacientes cadastrados no sistema HiperDia e realizados dois mutirões com 192 pacientes hipertensos matriculados nas UBS, para verificar se houve melhora do controle da hipertensão. Resultados: Referente à análise do Perfil das UBS, item apresentação, o percentual obtido foi de 70,6% e para o item conteúdo foi de 64,4%. As UBS com PSF obtiveram médias superiores tanto na apresentação como no conteúdo do Perfil comparando com as UBS tradicionais. Na avaliação do RG referente aos critérios do PNGS para o modelo de 250 pontos, a soma total obtida pelas UBS variou de 16 (6,4%) a 103 (41,2%) pontos. As UBS com PSF tiveram média de 78 pontos (31,2%), enquanto as UBS tradicionais tiveram média de 51 pontos (20,4%). A maioria dos relatórios mostra entendimento de formulação. Houve aumento de 6,5% no número de pacientes cadastrados no sistema HiperDia e observou-se redução significante nas médias de PAS (167,0 para 156,6 mmHg) e PAD (107,9 para 93,8 mmHg) naqueles pacientes considerados inicialmente descontrolados, entre agosto de 2006 e maio de 2007, nas UBS estudadas. Conclusões: O modelo do PNGS foi entendido e mostrou-se útil em gerar melhor desempenho nas UBS. A elaboração do Perfil das UBS foi realizada a contento, com melhor pontuação das UBS com PSF em relação às tradicionais e a elaboração do RG (com critérios do PNGS), não foi elaborada a contento, porém houve um incremento no cadastro de pacientes hipertensos no sistema HiperDia, com melhor controle daqueles considerados descontrolados, tanto nas UBS tradicionais, como nas UBS com PSF.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8961

Características da Violência Física e Sexual Contra Crianças e Adolescentes Atendidos no IML de Maceió

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
João Alfredo Tenório Lins Guimarães
Sexo
Homem
Orientador
Wilza Vieira Villela
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1647
Página Final
1653
Idioma
Português
Palavras chave
Agressão
Violência
Violência Sexual
Adolescente
Criança
Resumo

A violência contra crianças e adolescentes é um fenômeno histórico-cultural com desdobramentos que tem se revelado problemas crescentes para a saúde pública. Objetivo: Descrever as principais características epidemiológicas da violência física e sexual contra crianças e adolescentes na população atendida no IML/Maceió. Método: Foram incluídos 303 casos consecutivos de crianças e adolescentes vítimas de violência física e sexual, submetidos a exame de corpo de delito no IML/Maceió no período de setembro/2008 a março/2009. Para estas, foram coletados dados referentes ao tipo de violência, sexo, idade, estado civil, procedência, ocupação, escolaridade e classificação econômica da vítima; escolaridade da mãe; identificação do agressor e do denunciante, local da prática e reincidência da violência. Os dados foram tabulados e analisados por meio do programa SPSS® (Microsoft corporation). Resultados: Os resultados demonstraram predomínio de vítimas do sexo feminino, de cor parda, classificação econômica D, baixa escolaridade da vítima e sua mãe. Os agressores foram, na maioria, pessoas conhecidas fora da família. Predominaram casos de violência sexual entre as crianças e, física entre os adolescentes. A casa da vítima e via pública foram os locais mais comuns para a prática da violência contra crianças e adolescentes respectivamente. Conclusão: A análise dos dados mostrou que a violência contra crianças e adolescentes que chegam ao IML está concentrada nas camadas sociais mais baixas e tem nas meninas e jovens do sexo feminino as principais vítimas. Estudos adicionais devem ser realizados no sentido de identificar se a violência contra crianças e adolescentes nos demais segmentos sociais de fato não existe ou apenas não demanda exames de corpo de delito, o que contribui para sua invisibilidade. Adicionalmente, o estudo mostra que devem ser elaboradas políticas específicas de prevenção da violência no sentido de proteger meninas e adolescentes – sobretudo nos segmentos mais vulneráveis.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/csp/a/pfB4b4H5DmVD7sfrgRtJFHy/#:~:text=A%20violência%20contra%20crianças%20e,maioria%2C%20pessoas%20conhecidas%20da%20fam%C3%ADlia.