Medicina Social / Saúde Pública

As Mulheres em Situação de Abortamento: Suas Necessidades de Saúde e a Assistência Profissional

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Georgia Bianca Martins Bertolani
Sexo
Mulher
Orientador
Eleonora Menicucci de Oliveira
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Assistência
Necessidades de Saúde
Abortamento
Resumo

Este trabalho pretende, por meio da abordagem qualitativa e a partir do estudo de caso,.analisar as narrativas de 19 mulheres em situação de abortamento, que foram atendidas no.HUCAM do município de Vitória, bem como as narrativas de 13 profissionais que prestam.assistência em saúde a essas mulheres. A coleta dos dados foi realizada com o uso de técnicas.de observação participante, entrevista com roteiro semi-estruturado, registro em diário de.campo e análise de prontuário. Os dados se apresentam a partir da construção de narrativas,.segundo o modelo proposto por Bourdieu (2003); a análise das entrevistas gravadas seguiu a.orientação de Pope et al. (2006), com a conseqüente construção de categorias empíricas.emergentes das narrativas divididas, de acordo com os sujeitos. Para os profissionais, foram.construídas 3 categorias: a formação do profissional de saúde; quem são as mulheres.(percepção dos profissionais); e atitudes na assistência. As categorias emergentes das.narrativas das mulheres foram divididas em 4: as experiências reprodutivas; como as.mulheres perceberam-se grávidas; a experiência do abortamento; e o atendimento nos serviços.de saúde. Os resultados demonstraram que os profissionais agem de maneira subjetiva na.assistência que prestam às mulheres em situação de abortamento, e não houve diferença.significativa no tipo de tratamento destinado às mulheres que provocaram o abortamento e.àquelas, cujas perdas foram espontâneas. A assistência é mais baseada na concepção pessoal.do que na técnica profissional. Os profissionais possuem uma imagem estereotipada da.mulher que provoca o abortamento; afirmam terem muita dificuldade de lidar até mesmo com.mulheres em situação de abortamento previsto em lei; percebem que não possuem formação.acadêmica adequada; acreditam que o hospital onde trabalham deve continuar a atender.mulheres nessa situação; não conhecem os protocolos de assistências do Ministério da Saúde.(MS), e afirmam que seria muito útil atuarem de forma multidisciplinar. Em relação às.mulheres, a assistência não contempla suas necessidades de saúde, nem respeita seus direitos.reprodutivos. Elas caracterizam o atendimento como ruim, ineficiente, preconceituoso,.independentemente de terem provocado ou não o abortamento.

Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
2008

Educação permanente como estratégia de formação de gestores municipais de saúde: a experiência do Fórum de Educação Permanente da Região de Saúde de Bragança Paulista (FEP-BP).

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Wanda Nascimento dos Santos Sato
Sexo
Mulher
Orientador
Luiz Carlos de Oliveira Cecílio,
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Ed. Permanente
Descentralização
Municipalização
Sistemas
Resumo

A educação permanente em saúde (EPS) é a política proposta pelo Ministério da Saúde para qualificar os trabalhadores do SUS. Tem como estratégia a diminuição da fragmentação das ações em saúde e do ensino e ampliar a democracia, buscando a integralidade e eqüidade nos serviços de saúde, no SUS. Pretende transformar a assistência à saúde da população, através de um processo educacional contínuo do trabalhador, tornando-o um instrumento de desenvolvimento social. O presente estudo é um desdobramento da pesquisa financiada pelo convênio FAPESP-CNPq-SUS e realizada no Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-VII), com o objetivo de “Identificar e analisar o papel do município e as relações que se estabelecem entre os gestores municipais e o gestor estadual, em uma Diretoria Regional de Saúde (DRS) da Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP), visando à garantia da integralidade do cuidado e na perspectiva da descentralização da gestão do SUS”. Sentiu-se a necessidade da realização de um estudo complementar a essa pesquisa, com objetivo de identificar o quanto a educação permanente em saúde pode se constituir em estratégia de capacitação de gestores municipais na atual etapa de implantação do SUS, através de um Fórum de Educação Permanente (FEP) que vinha sendo operacionalizado na região de Bragança Paulista e que se constituiu em espaço privilegiado para a obtenção de dados para a pesquisa. No estudo, descrevemos o funcionamento do FEP, caracterizamos seus aspectos positivos e suas principais dificuldades, a avaliação que os gestores municipais fazem da sua participação no FEP,  procurando identificar os princípios da EPS que ele operacionaliza. Procuramos problematizar, também, os pré-requisitos necessários para sua reprodutibilidade. Como metodologia, utilizamos a técnica de observação participante, e a coleta de dados foi feita por meio de diários de campo e fita de gravação magnética, além de utilização de material oriundo da pesquisa acima referida. Como o FEP não havia estabelecido competências a serem adquiridas, o estudo, com a metodologia adotada, restrita à observação dos gestores no FEP,  não consegue avaliar os impactos efetivos na capacidade de governo dos gestores, em particular as transformações em suas práticas locais. Nas considerações finais  destacamos os aspectos que o FEP consegue operacionalizar dos princípios da EPS e os ganhos observados no processo de regionalização a partir do seu funcionamento, em particular o aumento da capacidade de articulação política dos gestores municipais com outros atores institucionais, em contexto bastante desfavorável do SUS, em particular no que se refere ao insuficiente financiamento para as ações de maior complexidade,  a reprodução da Medicina tecnológica e sua articulação com o complexo médico-industrial, a precarização da força de trabalho e a terceirização de serviços.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008

O DOM E A TÉCNICA: O Cuidado a Velhos Asilados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Natália Alves Barbieri
Sexo
Mulher
Orientador
Cynthia Andersen Sarti
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Cuidado
Representação
Velhice
Velhice
Resumo

O presente trabalho tem como tema central as representações de velhice, envelhecimento e cuidado para profissionais que trabalham numa instituição asilar para idosos. As representações são entendidas como inerentes à prática de cuidado, sendo esta considerada um fenômeno relacional abordado pelos papéis exercidos por ambos protagonistas: aquele que cuida e aquele que é cuidado. Após revisão bibliográfica sobre o tema foi realizado um estudo de caso etnográfico numa instituição asilar no Município de São Paulo. Foram sujeitos desta pesquisa todos os profissionais da instituição, pois o cuidado permeia todas as instâncias do serviço, não se restringindo à enfermagem. O trabalho de campo foi realizado através de observação participante e entrevistas. A análise e metodologia foram orientadas pela articulação entre a Psicanálise e a Antropologia Social, que se encontram na área da Saúde Coletiva ao considerar os fenômenos humanos e sociais a partir de registros simbólicos, que ordenam o mundo a partir de significados, atribuídos por regras sociais. Após descrição do campo da pesquisa, os dados foram analisados em três grandes temas: (1) o trabalho e as relações institucionais; (2) designações e concepções de velho, velhice e envelhecimento e (3) o cuidado institucional: o dom e a técnica. A estrutura da instituição, baseada nos modelos caridoso e biomédico de atendimento, revelou-se um ponto crucial para a prática de cuidado aos idosos, por pressupor o saber e o dom (como dádiva) apenas aos profissionais, mantendo o idoso como alguém desamparado e que necessita de ajuda. O uso de termos “politicamente corretos” contribui para afastar o profissional do contato com a velhice do morador, como se o velho não existisse na instituição. O trabalho de campo permitiu lançar novos olhares para as questões levantadas na revisão bibliográfica, propor caminhos e sugestões para outros estudos que possam contribuir para enfrentar os inúmeros desafios relativos à assistência aos idosos como problemas de saúde pública.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008

Olhares médicos sobre a socialização da medicina na associação paulista de medicina (anos de 1940 e 1950)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Michele Suzeley Piacente
Sexo
Mulher
Orientador
Ana Lucia Lana Nemi
Ano de Publicação
2014
Programa
História
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
História da medicina
Socialização da medicina
Associação paulista de medicina
Resumo

 

A prática médica sofreu mudanças significativas na passagem do século XIX para o XX no Brasil. Os médicos ganharam cada vez mais destaque devido a pelo menos três fatores: a incorporação de novos recursos tecnológicos e terapêuticos, a afirmação da medicina como ciência e o esforço das nações para aumentar o acesso de suas populações aos serviços de saúde. A criação de entidades como a Associação Paulista de Medicina (APM), segunda associação médica da cidade de São Paulo, e, posteriormente, o desenvolvimento de um debate em torno da expressão socialização da medicina, fazem parte dessa conjuntura de mudanças corporativas. Para investigar os sentidos da chamada socialização da medicina para os médicos da APM que escreveram sobre o tema escolhemos como fonte principal a Revista da Associação Paulista de Medicina, que começou a ser publicada em 1932, e que chegou a uma tiragem de 4000 exemplares no início da década de 50. A forte oposição da APM ao que chamou de "socialização unilateral da medicina" e a realização de um congresso sobre a questão organizado pela instituição foram fundamentais para as escolhas dessa pesquisa. A existência de vários usos para a expressão destacada foi observada e para compreender o que cada médico entendia por socialização será preciso analisar seus discursos (ações), suas práticas (vínculo profissional) e seus vínculos institucionais e políticos. O intuito dessa pesquisa é iniciar uma análise dessa expressão, que muitas vezes é utilizada até os dias atuais para se referir a diferentes formas de expansão do acesso à assistência médica em países como o Brasil e os Estados Unidos, por exemplo.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1940-1960
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46979

O envelhecimento e a religiosidade em um grupo de idosos adventistas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moura, Rode Tavares
Sexo
Mulher
Orientador
Beltrina Côrte
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Gerontologia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Igrejas adventistas
Pessoas idosas
Religião
Envelhecimento
Resumo

Conhecer como a Igreja Adventista do Sétimo Dia contempla a pessoa idosa, no seu cotidiano pessoal e social, foi o objetivo geral deste estudo, realizado na metrópole de São Paulo, em duas igrejas adventistas (Liberdade e Brooklin). A partir da abordagem qualitativa e da entrevista como estratégia de investigação, elaborou-se um roteiro composto de 11 perguntas abertas, aplicado a 10 pessoas idosas, 6 mulheres e 4 homens, de diversos graus de escolaridade, com idade de 60 a 90 anos, membros das igrejas, e que aceitaram de livre e espontânea vontade participar deste estudo. As entrevistas foram gravadas e transcritas, literalmente, preservando as perguntas e conteúdo das respostas. A seguir houve uma leitura vertical das mesmas, ressaltando categorias de análise. O agrupamento de algumas respostas e sua análise feita a partir de referenciais teóricos da Gerontologia e das Ciências da Religião permitiram saber que a maioria dos sujeitos aderiu à igreja a partir de convites de terceiros, e outros pela família, e ocupam seu tempo com práticas religiosas na própria igreja da qual fazem parte. Estar junto, sentir-se seguro, fazer amizades, trocar experiências, orar e levar a carga uns dos outros, ter apoio psicológico, receber orientações de saúde e espirituais, e preocupar-se com o próximo, foram as principais contribuições relatadas pelos nossos entrevistados em relação à sua participação em programas de Terceira Idade oferecidos pelas igrejas. A maioria reconhece que a igreja os prepara para a velhice, mas que poderia ser mais enfática. Alguns reconhecem que por ser uma igreja jovem, ela tem focado a juventude, deixando de lado a grande parcela de seus membros que são idosos. As pessoas idosas que pautam a vida pelos ensinamentos da religião adventista mostraram ter um estilo de vida saudável, e os benefícios desta atitude, promovida pela religião a que aderiram, consistem na certeza de não viver sozinhos, de contar com o apoio do outro e poder infinito de Deus, reforço da autoestima, senso de utilidade e sentido de vida. Entendemos que este trabalho pode ampliar a visão do envelhecimento nas igrejas, para que estas contemplem cada vez mais a pessoa idosa, e assim a ajudem a planejar sua longevidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Igreja Adventista Liberdade e Brooklin
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12371

Faculdade Aberta para a Terceira Idade FEFISO/ACM de Sorocaba: educação para o envelhecimento e seus efeitos nos participantes

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Corvino, Evandro Diniz
Sexo
Homem
Orientador
Paulo Renato Canineu
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Gerontologia
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
idosas
faculdade da terceira idade
efeitos benéficos
Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo mostrar os efeitos da Faculdade Aberta para a Terceira Idade da Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba/SP (FAATI/FEFISO-ACM) para a melhoria da saúde, da capacidade funcional, da qualidade de vida e da independência das participantes. Trata-se de uma pesquisa realizada com 73 mulheres, com faixa etária entre 52 e 88 anos, que freqüentam somente a FAATI, uma vez por semana, com duração de 2 horas. Independente do nível de escolaridade, não houve qualquer dificuldade em responder as questões. As participantes foram submetidas a uma bateria de questionários antes e após uma participação de um ano na FAATI, sendo avaliados também 10 professores que estiveram envolvidos neste um ano de aula. Esta coleta de dados dos professores tem como objetivo a qualificação percebida pelos professores da FAATI para cada um dos aspectos questionados nas participantes. Foram aplicados cinco questionários (1-Avaliação da qualidade de vida, 2-Avaliação do nível de depressão, 3-Avaliação de alimentação inteligente, 4-Escala de Auto-Percepção de Bem-Estar e 5- Escala de Auto-Avaliação da Capacidade Funcional). Após a elaboração deste estudo verifica-se que, no que diz respeito aos grupos etários, comprovamos que a classe etária mais representada é a dos 65-74 anos com 46,5%. Os resultados revelaram índices satisfatórios significativos entre avaliação e reavaliação na Qualidade de Vida, nos níveis de humor, da Qualidade da Alimentação, na Escala de Auto Percepção de Bem-Estar e da Capacidade Funcional. Conclui-se através da pesquisa que a FAATI produziu resultados positivos para a melhoria da saúde, da capacidade funcional, da qualidade de vida e da independência das participantes.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Sorocaba
Localidade
Faculdade de Educação Física da ACM
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12368

Múltiplas aprendizagens de idosos da Faculdade Aberta a Terceira Idade UNIA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Assis, Maria Tereza Bonitatibus de
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Gerontologia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
envelhecimento
educação permanente
idosos aprendizes
centro universitário de santo andré
Resumo

O envelhecimento deve ser compreendido como processo que envolve a interação das dimensões biológicas, psicológicas e sociais, além do seu caráter heterogêneo gerador das singularidades do envelhecer. O envelhecimento populacional implicou o surgimento de novas demandas que devem ser reconhecidas, como as possibilidades de Ser, criando novos projetos de vida. Na fase da velhice, o idoso continua a socializar-se, adquirindo novos aprendizados e ressignificando os saberes adquiridos ao longo da vida, diante das mudanças inerentes ao envelhecimento. Esta pesquisa foi realizada na Faculdade Aberta a Terceira Idade do Centro Universitário Anhanguera de Santo André (FATI/UNIA) e teve como objetivos: caracterizar a proposta pedagógica e a programação desenvolvida, identificar os motivos pelos quais os idosos optaram por freqüentar a FATI/UNIA, sua participação nas atividades, além de analisar o significado dessa convivência social, as aprendizagens adquiridas e suas repercussões na condição de vida destes frequentadores. A pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, incluiu a realização de entrevistas com 07 idosas, cuja média de permanência na FATI/UNIA era de sete anos. Os dados obtidos revelaram que as atividades oferecidas proporcionaram às idosas possibilidades de reflexão e abertura para mudança de comportamento. As novas aprendizagens adquiridas resultaram em maior acolhida pela família, melhora da autoestima, e descoberta de novas potencialidades necessárias para viver em plenitude a sua velhice.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Centro Universitário Anhanguera de Santo André (FATI/UNIA)
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12608

Imigração e envelhecimento em São Paulo: perfil de um grupo de idosos coreanos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Hong, Hee Jeung
Sexo
Mulher
Orientador
Côrte, Beltrina
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Gerontologia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
imigração coreana
envelhecimento
idoso
Coréia do Sul
Resumo

A história dos primeiros imigrantes coreanos no Brasil tem como marco oficial a data de 12 de fevereiro de 1963. Hoje, estima-se uma população de 50 mil pessoas no País. São Paulo foi a cidade eleita por eles. Atualmente, abriga 90% da comunidade coreana. No entanto, não há pesquisas sobre as pessoas idosas coreanas no País. Este estudo, com abordagem quantitativa, visa traçar o perfil de um grupo de idosos coreanos, imigrantes, que vive na cidade de São Paulo, comparativamente entre homens e mulheres. Aplicou-se questionário semiestruturado, com perguntas fechadas e uma aberta, e respostas de múltipla escolha. Participaram desta investigação 167 sujeitos, sendo 120 mulheres, 35 homens (12 não responderam o item sexo). Todos acima de 60 anos, indicados por lideranças de igrejas evangélicas, católica e pessoas da rede social da pesquisadora, membro da comunidade coreana. Entre os diversos dados coletados, constatamos a longevidade dos idosos coreanos, grande parte de 70 a 79 anos (44%), e de 80 a 85 anos (35%). Dos pesquisados, 59,2% eram viúvas, e apenas 18,2% eram viúvos, demonstrando a feminização da velhice na comunidade coreana. Quanto ao tempo em que moram na cidade de São Paulo, constatamos que 38% dos participantes residem na metrópole de 36 a 45 anos; ou seja, chegaram à cidade entre os anos de 1965 a 1974, na grande corrente migratória, sendo maior o fluxo na década de 70. O envelhecimento da população foi o fenômeno demográfico do século XX, tornando emergencial se pensar nas políticas e ações para os idosos, a fim de preservarem autonomia e independência, e sua inserção nos programas de promoção de saúde e nas políticas de prevenção de doenças, apesar da barreira do idioma, forte fator impeditivo. Os dados levantados contribuem à formulação de norteadores de ações sociais e educacionais abrangentes, informativas e inclusivas, para a comunidade de idosos coreanos, que se excluem dos programas voltados à população idosa no País, por desconhecimento e dificuldade de comunicação. E contribuem ainda para promover a solidariedade e ações que melhorem a qualidade de vida dos imigrantes instalados na cidade de São Paulo, lembrando que em 2013 a comunidade completará 50 anos de imigração.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12372

O comportamento dos profissionais de saúde frente aos idosos em situação de terminalidade: uma análise de caso - Hospital de Retaguarda Francisco de Assis de Ribeirão Preto - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ali, Angela Maria Amaral Soares Abou
Sexo
Mulher
Orientador
Tótora, Silvana Maria Corrêa
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Gerontologia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
terminalidade
senescência
cuidado paliativo
doentes terminais
idosos
Resumo

Este trabalho busca identificar o comportamento dos profissionais de saúde e relações de poder frente a idosos terminais sob a ótica do biopoder, no contexto da prática paliativista. Os avanços sociais e da medicina permitiram prolongar cada vez mais a vida, tornando cada vez mais frequente a sua manutenção por meio de aparelhos, intensificando a demanda por cuidados paliativos. Novas relações e demandas se estabelecem, e torna-se claro o despreparo profissional diante desse novo cenário. O estudo do Hospital de Retaguarda Francisco de Assis de Ribeirão Preto/SP avalia a atuação da instituição e enfatiza a necessidade de se implantar a prática paliativista na formação profissional daqueles que efetivamente atuarão nessa especialidade. O objetivo desse estudo foi identificar o comportamento dos profissionais de saúde e as relações de poder frente aos idosos em situação de terminalidade. É necessário o estudo do comportamento dos profissionais mediante a terminalidade, dada a crescente demanda por esse segmento da saúde e frente ao despreparo de tais profissionais de saúde frente à essa necessidade. Como metodologia, aplicamos questionários aos funcionários que atuam no segmento de cuidados paliativos no Hospital de Retaguarda Francisco de Assis de Ribeirão Preto/SP. Como resultado: a instituição tem cumprido um papel efetivo no treinamento dos profissionais que nela atuam.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Localidade
Hospital de Retaguarda Francisco de Assis
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2010
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12607

Maus-tratos contra a pessoa idosa - da suspeita a notificacao: um desafio para os profissionais do Hospital do Servidor Publico Municipal

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Jardim, Sueli Erasma Gaspar
Sexo
Mulher
Orientador
Ruth Gelehrter da Costa Lopes
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Gerontologia
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
vítimas de maus-tratos
saúde do idoso
hospital do servidor público
Resumo

O presente estudo tem como objetivo investigar, entre os pacientes idosos atendidos nas unidades de internação do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), aqueles com suspeita de terem sido vítimas de maus-tratos. A amostra abrange quarenta e oito (48) pacientes cujos casos foram encaminhados ao Grupo de Atuação Especial de Proteção ao Idoso (GAEPI) entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008. Para o levantamento de dados foi utilizada a técnica de pesquisa documental, mediante a análise dos prontuários médicos e das fichas de estudo social desses pacientes. Realizou-se a caracterização desses pacientes segundo as variáveis sociodemográficas, situação familiar, de internação e de suspeita de maus-tratos. Uma avaliação da amostra indica que as mulheres são predominantes (62,50%) e concentram-se na faixa etária entre 80 e 89 anos, faixa essa um pouco menor para os homens, entre 70 e 79 anos. Ambos os gêneros apresentaram pouca escolaridade e renda baixa. Negligência e abandono foram os principais tipos de suspeita de violência sofridos. Os motivos de internação foram os mais diversos, predominando o diagnóstico de síndrome demencial, o que dificulta a confirmação da ocorrência de maus-tratos. Apenas um idoso não apresentou um quadro de dependência e mais da metade ficou internada por intervalos de tempo maiores que um mês. A evolução na maioria dos casos consistiu na transferência para outras instituições capacitadas em cuidar de idosos. Objetiva-se com este estudo fornecer subsídios à equipe na identificação de sinais de suspeita de maus-tratos contra os idosos que são atendidos no HSPM e, consequentemente, contribuir para a consolidação da notificação aos órgãos judiciais competentes.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Hospital do Servidor Público
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006-2008
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12603