Medicina Social / Saúde Pública

Livros em Braille: materialidade das apostilas didáticas para alunos com deficiência visual da rede estadual de São Paulo.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CLAUDIA CRISTINA DE OLIVEIRA PEREIRA LUCIO
Sexo
Mulher
Orientador
CLAUDIA LEMOS VOVIO
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
167
Idioma
Português
Palavras chave
Livro Didático
Braille
Leitura
Deficiência Visual
Materialidade
Resumo

Dado que, para grande parte da população brasileira, os livros didáticos figuram como meios de acesso ao conhecimento e às práticas de letramento valorizadas socialmente, (BATISTA, 2003; ABREU, 2003, IPM, AÇÃO EDUCATIVA, 2001, 2012) buscou-se neste estudo, de caráter documental, verificar a implementação de políticas de distribuição desses suportes para estudantes cegos. O foco recai sobre a análise dos materiais didáticos em tinta e em Braille – intitulados Caderno do Aluno - da disciplina de História, referentes aos anos finais do Ensino Fundamental (antigas 5ª à 8ª série e atuais 6º ao 9º ano), da rede de ensino estadual de São Paulo. Ambas as escolhas podem ser explicadas. Primeiro, porque essa rede de ensino abriga um número expressivo de estudantes com deficiência e desenvolve ações com vistas a implementação de uma Educação Inclusiva. Segundo, porque a disciplina de História e os materiais didáticos atuais em sua composição contam com gêneros do discurso variados (BAKHTIN, 2003), especialmente aqueles de caráter multimodal (que envolvem a relação de complementaridade entre linguagem verbal e visual). Tais gêneros se aplicam à construção de conhecimentos históricos, à apropriação de modos de vida e ideias de tempos e espaços sociais distintos e, em materiais didáticos editorados e impressos em Braille, passam por mudanças. Partindo do pressuposto de que mudanças na forma implicam mudanças de sentido, como proposto por Chartier (2003), objetivou-se investigar as implicações que a nova materialidade e, consequentemente, o novo texto desses Cadernos em Braille trazem para a apropriação do aluno cego e compreender se a passagem de um suporte a outro é suficientemente adequada para atender as exigências das atuais propostas do ensino de História e as especificidades de aprendizagem dos estudantes com cegueira. Para tanto, a abordagem teórica escolhida - de caráter interdisciplinar - reuniu as contribuições das áreas de História da Leitura, do Livro e Cultura do Impresso (BATISTA, 2009, 2001; BICCAS, 2008; MUNAKATA, 2007; CHOPPIN, 2004; CHARTIER, 2003; BITTENCOURT, 1996), dos Estudos da Linguagem e do Letramento (KLEIMAN,2011, 1995; ROJO, 2009) e da Educação Inclusiva (ARANHA, 2004; OMOTE, 2004; OLIVEIRA, A. 2003; SOUSA, PRIETO, 2002). Os procedimentos metodológicos adotados privilegiaram diferentes fontes de informação e técnicas para a sistematização dos dados coletados, tais como a catalogação dos livros didáticos, a categorização, quantificação e análise dos aspectos materiais, técnicos, estéticos e textuais, em ambos os casos (em tinta e em Braille). Esses dados possibilitaram verificar que no processo de adaptação alguns elementos como mapas, fotografias e ilustrações são suprimidos da versão em Braille e outros recursos iconográficos são transformados em descrições textuais simplificadas, com poucos detalhes e informações sobre as representações visuais impressas dos Cadernos em tinta. Assim, observamos que a nova forma assumida nos Cadernos em Braille, após o processo de editoração e impressão, apresenta modificações substanciais que possivelmente interferem no processo de aprendizagem dos alunos cegos, pois as reconfigurações na materialidade figuram como entraves para a construção de sentidos e a apropriação dos saberes historicamente acumulados.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=84655

Desafios e Possibilidades da Atuação do Educador na Prevenção ao Consumo Abusivo de Álcool e outras Drogas no Ambiente Escolar

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moreira, Andre
Sexo
Homem
Orientador
Avallone, Denise de Micheli
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
210
Idioma
Português
Palavras chave
Prevenção
Educação em Saúde
Escolas
Pesquisa Qualitativa
Drogas
Resumo

O consumo abusivo de álcool e outras drogas é uma das principais preocupações nos diversos âmbitos da sociedade. Nesse contexto, a escola tem sido indicada como espaço privilegiado para desenvolvimento de ações de prevenção/promoção de saúde. No entanto, há muitas dúvidas sobre o papel que a instituição escolar deve desempenhar nesta interface entre Educação e Saúde. Nesse sentido, este trabalho objetivou, por meio de uma pesquisa-ação em duas escolas públicas da cidade de São Paulo, construir conhecimento, e investigar: a) fatores que podem influenciar positivamente ou negativamente, no envolvimento de educadores em projetos de prevenção/promoção de saúde; b) as ações que professores consideram pertinentes (e possíveis) ao seu papel em relação ao tratamento do tema das drogas; c) possíveis mudanças nas percepções dos professores em relação à temática das drogas, decorrentes da experiência de reflexão compartilhada durante o processo de pesquisa; d) possibilidades de construção e partilha de conhecimentos sobre prevenção, por meio de encontros de formação, durante o processo de pesquisa; e) propor subsídios necessários para elaboração de projetos preventivos em ambiente escolar a partir da escuta de professores, no âmbito desta pesquisa. Para tanto, utilizamos diversos instrumentos como questionários, e grupos focais, articulados a um programa de formação sobre drogas, realizado junto a professores do Ensino Fundamental II. Os resultados demonstraram que, durante o processo da pesquisa mudanças em alguns posicionamentos em relação ao tema drogas, se processaram, e que, os educadores vislumbram possibilidades para o desenvolvimento de ações de prevenção na escola em consonância com modelos preventivos tidos como promissores. Entretanto, há diversos fatores que dificultam essa ação docente, entre eles: as representações sociais que relacionam drogas e violência; as características do funcionamento escolar; a proposição recente da educação escolar como agente de prevenção, articulada a outros setores da sociedade e órgãos públicos; a responsabilização da família para com a prevenção. Considerar esses fatores pode qualificar o processo formativo de educadores e estudantes e facilitar o desenvolvimento de ações preventivas mais eficientes no ambiente escolar.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=88522

Concepções de educadores em relação ao uso e abuso de drogas na adolescência

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
FERNANDO BAPTISTA DE SOUZA
Sexo
Homem
Orientador
DENISE DE MICHELI AVALLONE
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
78
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescente
Abuso de Drogas
Prevenção
Professores
Atitude
Resumo

O consumo de drogas de abuso entre adolescentes tem aumentado substancialmente nas últimas décadas, sendo considerado como um problema de saúde pública. A escola é considerada o ambiente mais propício para implementação de programas preventivos. Assim, o estudo das crenças, conceitos e opiniões destes profissionais sobre o uso de drogas é de fundamental importância para a futura elaboração de programas de capacitação e prevenção nesta área. O objetivo deste estudo foi identificar as principais crenças e opiniões dos educadores em relação ao uso e abuso de drogas na adolescência. Participaram da pesquisa 4 escolas públicas e 4 privadas, selecionadas a partir de um critério de conveniência, com a participação de 505 educadores, sendo 399 de escolas privadas e 106 de escolas públicas. Dentre os educadores 41% referiram não se sentir preparados para abordar o tema em sala de aula. Provavelmente pelo fato de não se sentirem preparados 72% acreditam ser uma medida preventiva efetiva o treinamento dos professores. Em relação às disciplinas em que é possível trabalhar o tema drogas, 80% dos participantes acreditam ser possível trabalhar esse tema em todas as disciplinas. Cerca de um terço dos educadores já surpreendeu um aluno usando drogas na escola. Quando comparamos os dois grupos participantes, observou-se que os professores de escolas públicas se sentem mais preparados para identificar um aluno que esteja usando drogas, porém sentem-se mais temerosos por conta das represálias que podem sofrer por parte da comunidade. Conclui-se que diversos fatores servem de motivadores para o desenvolvimento de programas de capacitação como a disponibilidade dos educadores em se preparar, porém torna-se difícil a implementação de programas preventivos, pois os educadores sentem-se despreparados e sem segurança para tratar um assunto passível de possíveis represálias.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=89862

Centro de Incentivo à Leitura (CIL) no Centro de Educação Unificada (CEU): um estudo de caso sobre o programa de acesso à cultura escrita no bairro dos Pimentas (Guarulhos).

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
THAYAME SILVA PORTO
Sexo
Mulher
Orientador
CLAUDIA LEMOS VOVIO
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
157
Idioma
Português
Palavras chave
Letramento
Leitura
Formação de leitores
Resumo

O Brasil é um país onde as oportunidades de acesso a cultura escrita não são igualmente distribuídas entre toda população, frente a este dado medidas tem sido tomadas pelo poder público para combater essas desigualdades, essas medidas se constituem como políticas de leitura a nível nacional, e, sua garantia de implantação podem ser mantidas pelas esferas subnacionais no formato de programas e projetos de leitura. Diante deste cenário sobre o acesso aos bens da cultura escrita essa pesquisa visa a investigar se e como o Programa de Incentivo a Leitura de iniciativa do governo municipal de Guarulhos (Centro de Incentivo à Leitura - CIL) colabora para a remissão de desigualdades no acesso à leitura e disponibilização de materiais escritos num bairro periférico deste município.  Pretende-se  analisar a estrutura física e o acervo que abrigam o programa de leitura, bem como suas atividades e política de implementação, e as ações de mediação promovidas nele.  A metodologia adotada é de caráter qualitativo, prevendo-se a utilização de variados instrumentos para a geração de dados, a saber: obervação participante, entrevistas semiestruturadas e grupo focal. Nesta investigação, tomamos os Estudo do Letramento como principal fundamento (KLEIMAN 1195, 2002; STREET, 2010; SOARES, 1998, 2010) que permeará todo processo de análise. 

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=151601

ADOLESCÊNCIA, GRAVIDEZ E DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST): como os adolescentes enfrentam estas vulnerabilidades?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Guastaferro, Camila Macedo
Sexo
Mulher
Orientador
MARIA SYLVIA DE SOUZA VITALLE
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
201
Idioma
Português
Palavras chave
saúde do adolescente
gravidez na adolescência
vulnerabilidade
prevenção primária
Resumo

O projeto Vale Sonhar no Catavento Cultural e Educacional, inaugurado em 2009, é um trabalho diferenciado de prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis na adolescência, por se tratar de uma instalação educativa permanente em um museu de ciências e tecnologia. Baseada na metodologia psicodramática, a instalação Prevenindo a Gravidez Juvenil funciona como uma oficina interativa, na qual os adolescentes são colocados para protagonizar suas escolhas e verificar os impactos de uma gravidez não planejada e de uma doença sexualmente transmissível em seu projeto de vida profissional. A interface entre cultura, educação e saúde são propostas na oficina interativa permitindo ao adolescente um espaço para a percepção de sua vulnerabilidade e ampliando suas respostas em relação ao corpo, a suas escolhas reprodutivas e sexuais, ao seu olhar para a questão de gênero e para a diversidade. Com o objetivo de verificar como as vulnerabilidades social, individual e programática são percebidas e enfrentadas pelos próprios adolescentes diante da gravidez e das doenças sexualmente transmissíveis, foi realizada uma pesquisa na instalação Prevenindo a Gravidez Juvenil de 15/05/2012 a 26/07/2012, acompanhando os grupos de adolescentes durante a última etapa da oficina, denominada compartilhar. Foram observados 24 grupos de adolescentes e jovens, entre 12 e 24 anos, totalizando 449 participantes. A etapa do compartilhar foi registrada em vídeo e submetida à transcrição e posteriormente à análise do discurso. Utilizou-se o método qualitativo pela dimensão que ele pode atingir nos processos sociais de determinados grupos e permite o estudo da história, das relações, das crenças, das percepções que as pessoas constroem sobre aspectos de sua vida cotidiana. O escopo analítico-descritivo permitiu trazer à luz a voz dos adolescentes expressando suas percepções acerca da vida sexual e permitiram que a pesquisadora lancasse mão do discurso do adolescente sobre sexualidade e prevenção para apreender as ideologias presentes nas relações cotidianas e no exercício dos direitos sexuais e reprodutivos. Para a interpretação dos enunciados, a pesquisadora considerou as seguintes características de cada grupo procurando explicitar os modos de produção de sentidos utilizados pelos grupos: tipos de reações grupais, papel do educador, ideologias presentes nas produções de sentidos e paráfrases/metáforas. Para cada grupo foi produzido um corpus e uma ficha síntese. Depois de submetidos individualmente à análise, reagrupou-se a partir das faixas etárias semelhantes em 4 subgrupos para desvelar as semelhanças e diversidades dos discursos, as contribuições da técnica da análise mostraram que a mesma ideologia aparece de forma diferente no discurso de cada um dos grupos, afiliadas à sentidos mais ou menos passíveis de reflexão e problematização. Notou-se nos discursos dos adolescentes a submissão a uma norma inconsciente que remete a uma sexualidade perigosa, desigual no acesso ao prazer, assimétrica nos significados das escolhas reprodutivas, superficial no conhecimento e aprendizado sobre a intimidade e vulnerabilidade. A vulnerabilidade social apresentou-se como um dos fatores de maior dificuldade de ser confrontado nos grupos, por estar relacionado a uma filiação familiar e no grupo social. No entanto esse posicionamento interfere diretamente na exposição aos riscos por se constituir na não valorização e respeito do outro como sujeito de escolha. Não há um enfrentamento direto dessas tradições e assimetrias de gênero. O pouco confronto dessas ideologias nos leva a pensar que é necessário abrir mais espaços para que esses adolescentes pensem a respeito de suas construções ideológicas e sobre novas possibilidades de filiação a um discurso menos segregador/punitivo associado à sexualidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=89866

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: UM ESTUDO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE EM UM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
GISELE DA SILVA GUIMARAES
Sexo
Mulher
Orientador
AMALIA NEIDE COVIC
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
164
Idioma
Português
Palavras chave
Atendimento Educacional Especializado
Formação de professores
Deficiência Intelectual
Resumo

O estudo pretende contribuir com a construção de conhecimento acerca da formação de professores para o Atendimento Educacional Especializado ao aluno com Deficiência Intelectual na área da Educação e da Saúde. A pesquisa tem a orientação do objetivo principal: Investigar a relação entre Educação e Saúde em um curso de Pós-graduação oferecido aos professores que irão atuar no Atendimento Educacional Especializado de crianças e jovens com deficiência intelectual, e como objetivos específicos: (1) Encontrar núcleos de sentido na estrutura curricular de um curso de Pós-graduação; (2) Interpretar os núcleos de sentido à luz dos estudos sobre os saberes docentes; (3) Identificar argumentos que relacionem Educação e Saúde no curso em estudo. As categorias que orientaram as análises são relacionadas aos saberes da docência: Saberes de Formação Profissional, Saberes Disciplinares, Saberes Curriculares, Saberes Experienciais e Saberes Sociais. A busca de resposta se deu pela vertente predominantemente qualitativa, com a busca de sentidos na análise de um curso oferecido por uma Secretaria Municipal de Educação e ministrado por Docentes de uma Universidade Estadual. Destina-se aos professores interessados em atuar no Atendimento Educacional Especializado na área da Deficiência Intelectual. A produção de dados se dá com metodologia predominantemente de natureza qualitativa, com método de pesquisa documental, associado à análise do conteúdo. Procuramos nos documentos do curso marcas que nos levassem às resposta dos objetivos propostos. Trabalhamos com dois grandes grupos de significados, os Currículos Lattes dos Docentes e as ementas do curso. Os autores escolhidos para fundamentar nossas análises foram principalmente da área da Educação - Nóvoa (1992, 1995); Sacristán (1999, 2002, 2005); Zeichner (1993), da área da Saúde - Canguilhem, (1995) e, da vertente da construção de conteúdos de ensino Garcia (1999); Mizukami (2002); Shulman (1986, 1997); Tardif (2002). Foi possível observar que a relação entre Educação e Saúde se dá pela racionalidade técnica, vertente contrária aos processos de “aprender a ser professor”. Como outros encaminhamentos para a pesquisa indicaram aquelas realizadas com egressos do curso.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=903131

Representações das vivências de crianças em situação de violência doméstica

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Neves, Katia Mara Ramos Das
Sexo
Mulher
Orientador
Bretas, Jose Roberto da Silva
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
Educação e Saúde na Infância e na Adolescência
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
166
Idioma
Português
Palavras chave
Criança
Winnicott
Violência doméstica
Representação Social.
Resumo

A presente pesquisa qualitativa estuda as representações das vivências de crianças em situação de violência doméstica e suas subjetividades emergentes deste acontecimento. Como objetivos do estudo, têm-se: (a) elaboração do perfil dos sujeitos envolvidos neste estudo, (b) identificação das representações das vivências de crianças em situação de violência doméstica, e (c) conhecimento das subjetividades emergentes da sujeição da criança à violência doméstica. Realizada na Associação AÇÃOAMOR, no município de Alumínio, São Paulo, com a participação de dez crianças e seus responsáveis. Compreendendo a violência doméstica como um complexo fenômeno social, manifestada nas relações interpessoais, utilizou-se o referencial teórico winnicottiano e a representação social coligada com a teoria dos campos, de Vaisberg como percurso metodológico. Para tanto, o roteiro de caracterização do perfil das crianças e o procedimento projetivo Desenho-Estória com Tema foram instrumentos desse percurso que permitiram a elaboração das narrativas subjetivas, completando o material de análise, construindo os Campos intitulados Negligência, Mãe suficientemente boa, Violência, Furto e Alcoolismo/ Drogas e apresentando o sujeito coletivo, caracterizado pelo preconceito, vulnerabilidade e auto-estima abalada.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Alumínio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48311

O Funk na escola: que bonde é esse? Cultura, sexualidade e relações de gênero entre adolescentes: expressões da cultura funkeira no cotidiano de uma escola da periferia paulista.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bezzerra, Denis Ricardo
Sexo
Homem
Orientador
Vitalle, Maria Sylvia de Souza
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
191
Idioma
Português
Palavras chave
CULTURA FUNKEIRA
comportamento adolescente
CULTURA ESCOLAR
Relações de Gênero
Sexo
Resumo

Este estudo, no campo interdisciplinar da Educação e da Saúde, teve por objetivo compreender as manifestações que são costumeiramente entendidas como expressão da "cultura funkeira" no que se refere ao comportamento, sexualidade e as relações de gênero de adolescentes de uma escola pública da zona leste de São Paulo. O método utilizado foi a pesquisa do tipo etnográfica envolvendo os seguintes instrumentos: observação participante; caderno de campo; fotos; questionários e entrevistas desenvolvidos para este fim. O funk é hegemônico entre os adolescentes da escola e revela os comportamentos de agressividade e violência que permeia a comunidade escolar; evidencia o desconhecimento sobre sexualidade e seu exercício saudável, confundindo sexualidade com sexo e denuncia relações de gênero marcadas por uma hierarquia perversa. A cultura funkeira dita um estilo estético que valoriza o outro pelo uso das grifes, roupas e acessórios que ele possa possuir, transformando, assim, o individuo em objeto, coisificando-o. Parece, então, que neste universo, não ter, não possuir, desqualifica o individuo em sua construção, diminuindo-o e desvalorizando-o em todas as suas manifestações, quer no desenvolvimento de sua identidade comportamental, de sexualidade e gênero. O funk se mostrou como uma forma de expressão disseminadora de experiências e sentidos que se constituem diariamente no cotidiano dos adolescentes.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=88456

Relação entre estilos parentais, violência comunitária e uso do álcool entre adolescentes da escola pública

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
ANA LUCIA MORAES POFFAL
Sexo
Mulher
Orientador
DENISE DE MICHELI AVALLONE
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
77
Idioma
Português
Palavras chave
Violência comunitária
Adolescente
Estilos parentais
uso do álcool
Relações familiares
Resumo

O crescente aumento da exposição dos adolescentes à violência comunitária, agressões, homicídios, estupros, assaltos e drogas, acarreta alterações fisiológicas, psicológicas, comportamentais e sociais. Da mesma maneira, estudos epidemiológicos apontam a bebida alcoólica como a substância mais consumida por essa população, situação preocupante não só no Brasil como em todos os países. A associação da exposição à violência comunitária ao consumo do álcool desencadeia comportamentos violentos, envolvimento em brigas, acidentes, violência sexual, baixo rendimento acadêmico, homicídios e aumento do comportamento de risco, como a atividade sexual sem o uso de preservativos. Os estilos parentais têm se configurado fatores de risco e/ou proteção dentro desse contexto em que o adolescente está inserido, no enfrentamento da violência associada ao consumo de álcool. Esta pesquisa preocupou-se em verificar a prevalência da violência comunitária e o uso de álcool entre os adolescentes da escola pública, identificando os estilos parentais, sob a ótica dos participantes. A amostra da pesquisa foi composta por 1.316 adolescentes matriculados regularmente em oito escolas públicas. Por meio do método quantitativo, na coleta dos dados foram utilizados três instrumentos: 1) Triagem da exposição de crianças à violência na comunidade; 2) Escala de exigência e responsividade; 3) Drug use screening inventory (DUSI-R). Os resultados indicaram que pais ou responsáveis com alta exigência e alta responsividade são fatores protetivos de seus filhos, quando expostos à violência associada ao consumo de álcool. Diante dos fenômenos explanados, acredita-se que a pesquisa possa contribuir proporcionando reflexões e fomentando estratégias preventivas, de modo a envolver as esferas familiar e escolar, bem como a comunidade com o intuito de conscientiza-las dos malefícios e amenizar as consequências da exposição à violência e o consumo de bebidas alcoólicas.

Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=89867

Alunos com Paralisia Cerebral no Ensino Fundamental Regular: percursos e práticas escolares em uma rede educacional municipal do litoral paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Zilma de Cassia Soares Saibro da Silva
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
SÃO PAULO
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Direito à Educação
Inclusão Escolar
Paralisia Cerebral
Resumo

Este estudo teve como objetivo revelar como vem transcorrendo a escolarização de todos os alunos com diagnóstico de paralisia cerebral matriculados em uma rede pública municipal de ensino fundamental regular, localizada no litoral paulista. Optou-se, como procedimento de pesquisa, descrever e apresentar as realidades escolares vivenciadas pelos sujeitos em sua trajetória de acesso e promoção educacionais. Para isso, foram utilizados como instrumentos de coleta de dados, registros vinculados à escola e ao percurso escolar daqueles alunos, além de observações e relatos espontâneos e complementares às informações coletadas - de educadoras e/ou mães -, provocados pela disponibilização e acesso aos documentos dos alunos que com aquelas pessoas se encontravam. Como fundamentação para análise considerou-se os estudos de Cury, Dubet e Lahire sobre as construções sociais de deficiência e escolarização, sob o princípio do reconhecimento das diferenças e da igualdade de condições e oportunidades. Admite-se, nesta concepção, que também alunos com paralisia cerebral devem ter acesso ao conhecimento contido na organização escolar regular e, assim, participarem ativamente de sua sociedade e colaborar na sua transformação. Os relatos decorrentes deste estudo revelaram que os alunos com paralisia cerebral naquela rede educacional são identificados e atendidos como alunos de inclusão, sob o diagnóstico de suas limitações e necessidades físicas, traduzidas e focalizadas como incapacidades para aprender. Foi desvelado ainda, o descompasso existente entre o que é disponibilizado pelo município – referente às leis e políticas públicas na educação e na saúde, e o que chega nas ações cotidianas daquelas crianças e adolescentes com paralisia cerebral na sala de aula regular. Também, do mesmo modo que a escola especial – que, em sua origem, mantém o modelo médico de atendimento, e é apontada como não dando conta da escolarização de alunos com paralisia cerebral, o percurso escolar destes alunos naquela rede regular de ensino, fundamenta-se no mesmo modelo clínico para direcionamento das ações pedagógicas, porém, com insuficiente ou nenhum suporte da área da saúde. Enfim, este estudo permitiu refletir que a escolarização do aluno com paralisia cerebral em escolas regulares a despeito da forma escolar voltadas originariamente para grupos homogêneos, é um direito inalienável, e que sugere a adoção de ações que cuidem da equidade nas regras, favoreça acesso ao conteúdo e a mobilidade daqueles alunos, disponibilize efetivamente, recursos, informação e formação a todos da unidade escolar, e, principalmente promova interação entre família, educação e saúde.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
N/I