Medicina Social / Saúde Pública

Hábitos alimentares da colônia japonesa de Itaquera

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Campos, Maria da Conceição Viard de
Sexo
Mulher
Orientador
Gandra, Yaro Ribeiro
Ano de Publicação
1970
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Práticas coletivas
Etnicidade
Identidade
Hábitos
Resumo

Foram levantados os hábitos alimentares de 139 famílias de origem japonesa, radicadas numa área de expansão cafeeira paulista, há algumas décadas (municípios de Getulina e Guaimbê). O confronto dos dados de menções médias anuais dos alimentos orientais, ocidentais e "comuns aos dois", constatou que os Descendentes não mais consumiam os alimentos orientais, tanto quanto os Isseis, e, a citação de alimentos ocidentais entre os Isseis urbanos foi estatisticamente mais significativa do que entre os rurais. Os dados dos alimentos "comuns aos dois" mostraram-se semelhantes nos dois tipos de famílias. Os Isseis mencionaram acima de 80% ao ano o consumo dos seguintes alimentos orientais e ocidentais: "shoyu", alho, cebola, café e pão; entre 75% a 80% ao ano: "ajinomoto" e pimenta-do-reino; de 40 a 75% ao ano: "misso", "tsuquemono", leite, margarina e chá-mate. Os Descendentes citaram acima de 80% ao ano os alimentos seguintes: "shoyu", alho, cebola, feijão, café, pão e pimenta-do-reino; entre 75% a 80% ao ano: "ajinomoto", leite e margarina; de 40 a 75% ao ano: "misso", banha e chá-mate. Cerca de 66% dos Isseis preferiam preparar os alimentos ao estilo oriental, enquanto que os Descendentes 33% assim o faziam. Os cardápios eram elaborados de acordo com a preferência e ao gosto de chefe de ambos os tipos de famílias. Em relação à alimentação infantil, verificou-se que 84,4% das mães Isseis suspendiam o leite materno após doze meses e as Descendentes decrescendo para 61,3% neste mesmo período. As razões do desmame mais alegadas pelas mães foram a "nova gestação" para as Isseis e a "tradição familiar" para as Descendentes. A introdução de alimentos não lácteos no primeiro ano de vida da criança, as mães Isseis iniciavam tardiamente, com arroz à moda japonesa e sopa de "misso", enquanto que as Descendentes começavam com alimentos infantis ocidentais, mais precocemente. Não foram detectadas diferenças pondo-estaturais entre a população pesquisada, quando comparadas com as estudadas em Sto André, pela Harvard e no Japão. Espera-se encontrar nas famílias Descendentes futuras, crescente modificação de hábitos alimentares do que a constatada neste momento.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Itaquera
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://dedalus.usp.br/F/KQVIPPPYNNTVDCLS7LAY969IA5QBX71278RSS22CM1L76NISDQ-35344?func=full-set-set&set_number=018901&set_entry=000001&format=999

Homicídios no Município de São Paulo: perfil e subsídios para um sistema de vigilância epidemiológica

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Gawrysezwki, Vilma Pinheiro
Sexo
Mulher
Orientador
Jorge, Maria Helena Prado de Mello
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
166
Idioma
Português
Palavras chave
violência
intervenção
políticas públicas
Resumo

Introdução: As violências constituem-se hoje num importante problema de Saúde Pública, no Brasil e em vários países do mundo. Para o setor saúde, em razão da sua inerente complexidade, é um tema desafiador. Pela sua magnitude, constitui-se num problema urgente. Por isso, pensar no estabelecimento de vigilância epidemiológica toma-se tarefa inadiável.
Objetivos: Estudar o perfil de mortalidade por homicídios no Município de S. Paulo, com ênfase na integração de informações provindas de várias fontes e fornecer subsídios para uma proposta de vigilância epidemiológica.
Material e método: Dividido em três etapas: 1. Estudo do universo dos óbitos por homicídios ocorridos no Município de S. Paulo, no ano de 2000, a partir das Declarações de Óbito (DO); 2. Integração das informações constantes nas DO, Boletins de Ocorrência Policial (BO) e Laudos de Necrópsia, para os meses de abril a junho de 2000; 3. Análise das informações coletadas em inquéritos policiais encerrados, investigados na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Resultados: O coeficiente de mortalidade por homicídios, no ano de 2000, foi 57.3/100.000. O sexo masculino contribuiu com 92,5% do total e o sexo feminino com 7.5%, com taxas de 111,1/100.000 para os homens e 8,2/100.000, para as mulheres. As idades de 15 a 29 anos concentraram 61,4% do total dessas mortes, exibindo também as maiores taxas. O coeficiente do sexo masculino na faixa de 20 a 24 anos chega a 286,4/100.000.

As armas de fogo responderam por 90,1% das mortes. O álcool foi a substância psicoativa mais utilizada entre as vitimas que tiveram o exame toxicológico realizado no IML (positivo em 38,3% dos exames solicitados). Foi na via pública que ocorreu a maioria dos eventos (68,8%), seguindo-se as residências (9,9%). Os domingos e sábados são os dias com maior frequência de atos violentos, especialmente nos horários noturnos e madrugadas. A motivação dos crimes foi identificada em 24,9% dos casos. Entre eles, a maior proporção (29,6%) foi classificada como decorrente de conflitos interpessoais. Entre a motivação encontrada a partir do estudo dos inquéritos policiais encerrados os crimes relacionados ao uso e tráfico de drogas chegam a 41,0%. Os conflitos respondem por 12,0%.
Os dados apontam desigualdade na distribuição espacial do risco para mortes por homicídios, com as maiores taxas sendo observadas nos distritos periféricos, com indicadores socioeconômicos desfavoráveis. O Jardim Paulista obteve o menor coeficiente de mortalidade por homicídios (3,6/100.000). No extremo oposto encontra-se o distrito de Parelheiros, com coeficiente quase trinta vezes o do primeiro, atingindo 106,3/100.000.
No estudo do perfil das vítimas, a partir dos inquéritos encerrados, investigados no DHPP, observa-se que a maioria das vitimas (51,7%) encontrava-se desempregada na ocasião do óbito. Não completaram o ensino fundamental 40,1%. O álcool era utilizado por 42,5%, seguindo-se a maconha, com 22,1%. No grupo dos agressores, comparativamente às vitimas, os percentuais são mais desfavoráveis quanto a escolaridade, situação de conflitos com a lei e uso de substâncias psicoativas.
Conclusões: O modelo proposto para vigilância epidemiológica dos homicídios, um sistema ativo que integra informações das Declarações de Óbito, Boletins de Ocorrência Policial e Laudo de Necropsia, ampliou o número de variáveis estudadas agregando maior qualidade, permitindo, portanto, conhecer melhor, as características das vitimas e das circunstâncias que cercaram os eventos.

Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-18112020-133954/publico/DR_539_Gawryszewskl_2002.pdf

Distribuição Espacial da Mortalidade por Agressão no Município de São Paulo no Ano de 1999

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Eterovic, Vera
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Jair Lício Ferreira
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
81
Idioma
Português
Palavras chave
violência
mortalidade
regionalização
espacialização
Resumo

O trabalho visa determinar o padrão de distribuição espacial da mortalidade por agressão no município de São Paulo, identificando a ocorrência de clusters espaciais e a relação com alguns indicadores socioeconômicos. Conclui que a distribuição da mortalidade masculina por agressão ocorrida no município de São Paulo, em 1999, guarda uma forte autocorrelação espacial e apresenta correlação inversa com indicadores de exclusão social. Sugere-se a realização de pesquisas complementares que utilizem outras escalas de análise e abordagens diferenciais para explicação do problema

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1999

Mortalidade por Causas Externas no Estado de São Paulo e suas Regiões

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Camargo, Antonio Benedito Marangone
Sexo
Homem
Orientador
Santo, Augusto Hasiak
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
227
Idioma
Português
Palavras chave
violência
segurança
mortalidade
Resumo

Estuda a magnitude e a tendência da mortalidade por causas externas no Brasil, no Estado de São Paulo e em suas regiões e municípios, especialmente nas duas últimas décadas. Até o final dos anos 1970, as causas externas de morte eram superadas por várias outras como a doenças do aparelho circulatório, neoplasias, doenças infecciosas e parasitárias e as doenças do aparelho respiratório no Brasil, mas com o seu rápido crescimento, passaram a se constituir na segunda mais importante. Entre os homens, essa participação é maior, devido, em grande parte, ao aumento dos homicídios, que, desde de o início dos anos 1990, são a principal causa externa de morte no país. Os coeficientes de mortalidade passaram de cerca de 10 óbitos por cem mil habitantes ao final da década de 1970, para mais de 25 a partir da metade dos anos 1990. Em São Paulo, o panorama é ainda mais complexo, pois os homicídios já se constituem na principal causa externa desde o início da década de 1980. As taxas, que se mantiveram abaixo de 10 óbitos por 1000 mil habitantes, até o final dos anos 1970, elevam-se de forma acentuada, ultrapassando, nos últimos anos, a 40 óbitos por 100 mil pessoas, níveis altíssimos quando comparados com outras áreas do mundo. Os acidentes de transporte/veículos a motor, em geral, também apresentam coeficientes elevados, mas vêm mantendo-se com certa estabilidade, com cerca de 20 óbitos por 100 mil habitantes. As regiões do Estado de são Paulo, também apresentam níveis de mortalidade por causas externas muito altos, especialmente em Santos, na Região Metropolitana de São Paulo e em Registro. Observa-se ainda que estas taxas vêm aumentando consideravelmente nos últimos anos, nas regiões de São José dos Campos, Campinas e Ribeirão Preto. No oeste do Estado, os níveis ainda mantêm-se relativamente estáveis e menores. Ao se medir o impacto da mortalidade por causas externas nessas regiões, observa-se que, se estas deixassem de ocorrer, haveria um ganho de 4,7 anos na esperança de vida da população masculina de Santos, de 4,4 na Metropolitana de São Paulo e de 4,0 em Registro. Esta última apresenta os maiores coeficientes de mortalidade por acidentes de transporte do Estado de São Paulo, enquanto nas duas outras o impacto maior deve-se à mortalidade por homicídios. Entre as mulheres a eliminação das causas externas de morte proporcionaria um ganho de menos de um ano na esperança de vida ao nascer com eliminação das causas externas de morte.

Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Décadas de 1980 e 1990
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-09032020-101933/en.php

Avaliação das Condições Higiênico-Sanitárias das Feiras-Livres do Município de São Paulo - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Audi, Soraya Garcia
Sexo
Mulher
Orientador
Matté, Glavur Rogério
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
129
Idioma
Português
Palavras chave
comércio
saúde
legislação
Resumo

Tem como objetivo avaliar e conhecer as condições higiênico-sanitárias de 50 feiras-livres instaladas no município de São Paulo, distribuídas pelas Zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, bem como as condições em que os alimentos são comercializados, de modo que se pudesse averiguar, através de um formulário, a eficiência da legislação municipal vigente, Decreto n° 25.545/88, que dispõe sobre o funcionamento das feiras-livres. O diagnóstico consistiu na observação dos aspectos gerais (físicos e ambientais) das feiras-livres, presença de comércio ambulantes e de gêneros alimentícios, bem como a higiene pessoal dos vendedores.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Conquistas e Desafios de uma Área de Proteção Ambiental Inserida na Zona Leste de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Mirtes Moreira
Sexo
Mulher
Orientador
Mucci, Jose Luis Negrão
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
122
Idioma
Português
Palavras chave
urbanização
expansão
meio ambiente
absorção
qualidade de vida
Resumo

Área de Proteção Ambiental (APA) é uma unidade de conservação destinada a proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais presentes, visando a melhoria da qualidade de vida da população local e também a proteção dos ecossistemas regionais. A APA "Parque e Fazenda do Carmo", localiza-se na região leste da Cidade de São Paulo, uma região que sofreu um rápido processo de urbanização, sem a necessária ordenação da ocupação dos espaços, nem tampouco o acompanhamento de políticas públicas que garantissem condições adequadas de habitações, saúde, saneamento básico, entre outros aspectos. Assim, essa área encontra-se ameaçada por constantes invasões, poluição e outras formas de degradação.Constitui-se em uma reserva ecológica de grande extensão (8.700.000 m2) dentro do Município de São Paulo, onde existem significativos remanescentes da Mata Atlântica. Dada sua importância para manter o equilíbrio natural e a qualidade de vida da região leste e de todo o Município, o presente trabalho aborda a problemática e os ganhos ambientais nesta área, antecedentes à suas criação ou instalados após esse processo, através da investigação e análise das intervenções do poder público,da sociedade civil organizada.

Referência Espacial
Localidade
Parque e Fazenda do Carmo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-25052011-154831/publico/Mirtes_Silva_Mestrado.pdf

As Brigadas Sanitárias e a Febre Amarela na Cidade de Santos: 1903-1938

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Marcos da
Sexo
Homem
Orientador
Barata, José Maria Soares
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
108
Idioma
Português
Palavras chave
higienismo
saúde pública
intervenção estatal
desenvolvimento urbano
Resumo

Este trabalho procura resgatar a história das Brigadas Sanitárias de combate ao Aedes aegypti que ocorreram na cidade de Santos no período de 1903 a 1938. Nesse contexto são identificados os fatores que favorecem a ocorrência da febre amarela e o impacto dessas campanhas sanitárias no processo saúde-doença. O presente estudo é desenvolvido através de uma perspectiva epidemiológica, tentando concatenar aspectos nosológicos, ecológicos e socioeconômicos com as Brigadas. Para tanto, foi necessário realizar um levantamento de dados sobre a história da formação da cidade, da febre amarela, do Aedes aegypti e do serviço sanitário. O trabalho descreve como sucedeu as primeiras campanhas sanitárias de profilaxia da febre amarela, identifica os fatores determinantes inerentes à doença, discute a metodologia de controle empregada no período e a importância da vigilância portuária na ocorrência de doenças transmitidas por esse mosquito.

Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1903-1938
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001328200

Organização Social de Saúde: possibilidades de reconhecimento de um espaço público

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mira, Maria Lúcia Garcia
Sexo
Mulher
Orientador
Sá, Evelin Naked de Castro
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
176
Idioma
Português
Palavras chave
participação popular
reivindicações
infraestrutura
saúde pública
Resumo

O presente estudo observou a possibilidade de reconhecimento de um espaço público de interlocução e deliberação, segundo um modelo de atenção, pública não estatal, focalizando o caso da Organização Social de Saúde Hospital Geral do Grajaú. Trata-se de entidade instituída com base na proposta de parcerias entre Estado e sociedade civil, do governo federal, de reforma do aparelho do Estado, com características próprias no Estado de São Paulo - exclusividade para o Sistema Único de Saúde, serviço novo e controle da Secretaria Estadual de Saúde. Por meio de estudo da legislação pertinente e com uso de metodologia, procedeu-se à observação participante e a entrevistas semi-estruturadas, com lideranças de movimentos sociais e de gerentes do Estado na região das sub-Prefeituras de Capela da Socorro e Parelheiros. O estudo recuperou a história de participação popular na região por recursos que possibilitassem condições de vida e saúde, caracterizando atores que se mantém atuantes, e buscam o diálogo institucional no sistema de saúde e, em especial, na organização social. Constatou a carência de recursos para atender à demanda de saúde na região, para a qual a Organização Social vem dando respostas, e as dificuldades em estabelecer um sistema referenciado. Observou possibilidades de interlocução entre a população organizada e a organização social. Concluiu que parcerias reguladas se efetivam no cotidiano e que para tal, é necessário também postura participativa, bem como permeabilidade para relações democráticas.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Grajaú
Localidade
Hospital Geral do Grajaú
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001348020

Agenda 21 Local: desafios da sua implementação. Experiências de São Paulo, Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Kohler, Maria Claudia Mibielli
Sexo
Mulher
Orientador
Philippi Júnior, Arlindo
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
184
Idioma
Português
Palavras chave
meio ambiente
desenvolvimento sustentável
políticas públicas
implantação
Resumo

A Agenda 21, apresentada neste trabalho, foi um dos principais resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD, Rio-92. Com o objetivo de analisar a experiência de quatro cidades brasileiras, duas metrópoles – São Paulo e Rio de Janeiro – e duas cidades litorâneas de médio porte – Santos e Florianópolis – no desenvolvimento de suas Agendas 21 Locais, procurou-se caracterizar os processos empregados em sua construção. Para isso, utilizaram-se como instrumentos metodológicos a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental, e a entrevista com a aplicação de formulário semi-estruturado. A Cidade de São Paulo foi a primeira capital brasileira a iniciar o processo de construção da Agenda 21 Local, incorporando setores governamentais, não-governamentais e sociedade civil, em momentos distintos. Na Cidade do Rio de Janeiro foi o Fórum 21 o responsável pelo desenvolvimento da Agenda 21. Já a Agenda 21 Local de Santos teve início com o apoio do International Council for Local Environmental Initiatives - ICLEI. O Município de Florianópolis iniciou seu processo de discussão da Agenda 21 Local com a realização de um Seminário, criando-se, então, o Fórum Agenda 21 Local do Município de Florianópolis. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis deram início, respectivamente em 1992, 1996, 1994 e 1997 ao processo de construção da Agenda 21, adotando, porém, metodologias diferentes. A descontinuidade administrativa impactou profunda e diferentemente os processos de São Paulo e Santos. As Agendas apresentam como características em comum a formalização dos grupos de trabalho através de decretos, a coordenação das Agendas nas Secretarias, ou órgão responsável pela gestão ambiental do município, a realização de reuniões e seminários para envolver a população e grupos mais diretamente ligados à construção das Agendas 21, a publicação de material correspondente, sendo alguns mais completos e consistentes e outros mais simplificados. Portanto, é de fundamental importância o estabelecimento de parcerias, o envolvimento da alta administração e o intercâmbio de experiências entre os municípios que construíram, ou estão em processo de construção, de sua Agenda 21 Local. Verifica-se, pelo estudo, a importância do município em contar com esse poderoso instrumento de planejamento, gestão ambiental e participação da sociedade.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
a partir de 1992
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-19052005-111222/pt-br.php

Gênero, Meio Ambiente e Sustentabilidade: mulheres migrantes em Maresias

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Tavares, Dinalva Menezes Castro
Sexo
Mulher
Orientador
Pelicioni, Maria Cecília Focesi
Ano de Publicação
2004
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
140
Idioma
Português
Palavras chave
crescimento populacional
vulnerabilidade
pobreza
desemprego
infraestrutura
Resumo

O presente trabalho teve como objetivo investigar as condições de vida, de trabalho, de meio ambiente e de saúde de mulheres migrantes em situação de pobreza do Distrito de Maresias, no Município de São Sebastião, bairro do Sertão. O fenômeno da migração iniciou-se a partir de 1980 até 2000 e teve um crescimento na ordem de 1000 por cento. A investigação foi baseada na pesquisa-ação, por ser mais adequada e proporcionar maior flexibilidade na captação de informações geradas pela mobilização coletiva em torno de ações concretas. Os instrumentos utilizados foram formulários semi-estruturados e os dados foram obtidos por meio de entrevista e uma observação simples baseada em roteiro pré-determinado realizada no domicílio das entrevistas permitindo complementar as informações obtidas nas entrevistas. O resultado da pesquisa com as 100 mulheres migrantes revelou que a questão de gênero e a migração foram fatores de vulnerabilidade, pois elas estavam expostas à pobreza, ao desemprego e à falta de equipamentos sociais, fatores impeditivos para a obtenção de uma vida com qualidade. Como conclusão observou-se necessidade de maior atenção psicossocial à população migrante que buscava melhoria da sua qualidade de vida, afirmação dos direitos reprodutivos, conservação ambiental, ampliação e aplicação de direitos humanos e cidadania.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Sebastião
Bairro/Distrito
Maresias
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-2000
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-11012021-160813/es.php