Habitação em Áreas de Interesse Social. O Caso das Favelas na Cidade do Rio de Janeiro
O presente trabalho trata do tema Habitação em Áreas de Interesse Social. Os aspectos abordados diretamente são o crescimento acelerado e sem controle da urbe, suas conseqüências sobre a cidadania e o meio-ambiente e, ainda, as políticas oficiais para gestão do espaço urbano e da habitação. Centra seu foco na cidade do Rio de Janeiro. O Rio protagoniza um dramático exemplo de urbanização acelerada, especialmente pela reprodução anárquica de suas favelas. Não há grande cidade brasileira com solução adequada para este problema. São críticas as situações de São Paulo, Rio de Janeiro e todas as metrópoles regionais brasileiras. O Rio configura problemática específica dado a sua topografia acidentada, que limita o espaço de convivência e impõe corredores de circulação. As planuras contíguas, por sua vez, ao nível do mar, apresentam problemas crônicos de drenagem de águas pluviais. Como centro metropolitano nacional atraiu populações, mas este movimento não foi acompanhado da implantação de infra-estrutura. A inevitável busca por moradias criou o já secular problema constituído pelas favelas, prioritariamente tratadas nessa pesquisa, intrinsecamente e em suas relações com as paisagens construída e natural da cidade. Hoje, o Rio tem estimados 6 milhões de habitantes, com 2 milhões ocupando 573 favelas e 590 loteamentos clandestinos. Dos 180 morros do Rio, 68 estão ocupados por favelas. Este trabalho, a partir da caracterização física do Município do Rio de Janeiro, estudou a evolução da urbanização e das intervenções oficiais desde o início do século XX, até chegar às condições de hoje. Busca, por fim, reconhecer se o esperado despertar para o "Problema Favela" efetivamente aconteceu com as atuais ações em curso.