Arte e estética

Antônio de Alcântara Machado e a criação de São Paulo: personagens, espaços e experiências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Diogo Barbosa Maciel
Sexo
Homem
Orientador
Peixoto, Fernanda Âreas
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
São Paulo (SP)
António de Alcântara Machado
Modernismo
Cidades e Imaginários Urbanos
Antropologia e Literatura
Resumo

Esta pesquisa revisita a obra do escritor António de Alcântara Machado, tomando como eixo da análise as diversas dimensões da cidade de São Paulo que ela traz à tona. Lembrado na história da literatura brasileira sobretudo pela autoria de Brás, Bexiga e Barra Funda (1927), livro de contos em que trata principalmente da presença italiana e ítalo-brasileira na cidade, o autor é figura ativa nos círculos culturais de São Paulo nas primeiras décadas do século XX, notadamente por sua participação junto aos grupos modernistas. A partir da gama de perspectivas fornecida pela literatura, pelo jornalismo, pela história e pela crítica de espetáculos, sigo suas reflexões acerca de uma série de temas, tais como o lugar de São Paulo na modernização do teatro brasileiro; a renovação da literatura; a criação de uma identidade brasileira e paulistana; a presença de repertórios estrangeiros na vida cultural e na estética da cidade; os debates sobre raça, classe, segregação socioespacial. Confiro especial atenção às relações entre cidade e cultura, temas que nos direcionam à convivência tensa entre os diversos tipos que ocupam os espaços da cidade, aos debates sobre a nação e o nacionalismo, à nova composição social e às transformações em curso em São Paulo. Na primeira parte do trabalho, acompanho a maneira como Alcântara Machado, fazendo as vezes de crítico teatral e urbano, observa e participa da produção da cidade, sugerindo intervenções seja no espaço urbano, seja no teatro brasileiro, orientado pela busca de uma modernização pautada por um veio nacionalista bastante específico, que propõe um mergulho nas raízes nacionais enquanto coloca São Paulo na condição de protagonista inconteste da história do país. Na parte II, investigo as aparições de seis tipos sociais da cidade observados e descritos pelo escritor - caipiras, bacharéis e funcionários públicos, mulheres, crianças, italianos (e ítalo-brasileiros) e negros -, que compõe uma galeria de personagens eloquente em relação à maneira desigual com que a narrativa do progresso é apropriada e vivenciada por diferentes grupos. Concluo o trabalho sugerindo uma visão complexa da obra e de Alcântara Machado, mais atenta à importância do teatro e dos tipos sociais marginais no conjunto de sua reflexão, à complexidade do quadro da cidade que ele levanta e às articulações entre os diferentes gêneros em que ele escreveu.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1901-2000
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-25042018-100055/pt-br.php

Entre batismos e degolas: (des)caminhos bandeirantes em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Chang Waldman, Thais
Sexo
Mulher
Orientador
Arêas Peixoto, Fernanda
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2018.tde-10102018-150420
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia dos saberes e das artes
Antropologia e história
Bandeirante
Memória e imaginário Urbano
São Paulo
Resumo

Acompanhar as flutuações e os percursos bandeirantes na cidade de São Paulo, objetivo desta tese, significa balizar os usos que pessoas e grupos fazem desse personagem para dar sentido a suas experiências em momentos e lugares específicos. Produzido no interior de uma teia de práticas e discursos, o bandeirante não é uma categoria fixa, tampouco tem seu significado dado de antemão. Para além de figura histórica do período colonial brasileiro, trata-se da invenção de uma metrópole que ele mesmo ajuda a produzir, numa operação na qual sobrepõe, cruza, destrói e reinventa falas, atitudes e miradas, muitas vezes contraditórias. Ao trazê-lo para o primeiro plano (com os diferentes sentidos e formas que sua figura vai assumindo, assim como as associações que ela estabelece e que a constituem), procuro mostrar como suas tão variadas encarnações não se substituem uma à outra, em linha diacrônica, mas convivem, muitas vezes de modo tenso e ambíguo, em distintos enredos simultâneos. Sensível às transformações da cidade, o bandeirante comenta as mudanças urbanas e lhes confere sentido, não apenas expressando essas transformações, mas engendrando-as e produzindo-as. Presença incontornável na capital paulista, ele se insere em frentes, espaços e ramos diversos, sendo cultivado e recriado em um movimento permanente. Atenta às reelaborações locais e às tantas historicidades nele impregnadas, sigo os itinerários acidentados de algumas figurações desse personagem que, ao se recriar no tempo e com o tempo, condensa e articula diferentes embates, temporalidades e sentidos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10102018-150420/pt-br.php

Coreografias do feminino: produção, apreensão e performatização de femininos na dança do ventre em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alves De Almeida, Priscila
Sexo
Mulher
Orientador
De Souza Nascimento, Silvana
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Corpo
Dança
Dança do ventre
Feminilidade
Performatividade de gênero
Resumo

Esta dissertação propõe investigar, de uma perspectiva etnográfica, os processos de produção e apreensão de noções de feminino nas diferentes práticas que compõem o campo da dança do ventre na cidade de São Paulo, mapeando e descrevendo os principais espaços relacionados à produção e circulação de performatividades de gênero. Tais noções englobam não somente os movimentos inerentes à dança, mas também as concepções de comportamentos e cuidado do corpo que ela circunscreve. Busca-se, assim, verificar quais signos corporais e comportamentais compõem as noções de femininos em circulação e quais agentes e espaços contribuem para sua produção.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-30042019-102641/es.php

Cidade: modos de ler, usar e se apropriar - uma etnografia das práticas de graffiti de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira De Oliveira Leal, Gabriela
Sexo
Mulher
Orientador
Frugoli Junior, Heitor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-02052019-140447
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia urbana
Arte urbana
Cidade
Graffiti
Espaço urbano
Resumo

Nesta etnografia, as práticas de graffiti de São Paulo, ao mesmo tempo em que ocuparam um lugar central enquanto foco de análise e reflexões, foram tomadas como uma janela para pensar e produzir conhecimento sobre a cidade. Partiu-se de dois objetivos centrais: investigar os usos da rua destas práticas e as possibilidades de cidades que emergem nesta interação. O trabalho de campo voltou-se, principalmente, aos processos de pintura na rua, o que colocou a pesquisa em movimento pelo espaço urbano e configurou uma etnografia multi-sited. Na escrita da dissertação, os dados etnográficos e as análises foram organizados em duas partes complementares. Na primeira, a trajetória das práticas de graffiti na cidade de São Paulo conduz as reflexões, mas sem perder de vista a relação estabelecida com outros contextos, as trocas com outras práticas de pintura na rua, as narrativas que elaboram representações distintas deste fazer e a interação complexa estabelecida com diferentes agentes e esferas do poder público. Na segunda parte, a partir da análise situacional de três processos de pintura, são apresentados modos de ler, usar e se apropriar da cidade, que são ao mesmo tempo condição e consequência de fazer graffiti, bem como produzem efeitos nos sujeitos e nos espaços urbanos. A partir desta aproximação é possível apreender as práticas de graffiti enquanto um fazer que não apenas modifica esteticamente as superfícies construídas, como também coloca em questão a eficácia de certos postulados urbanísticos e jurídicos. Esta investigação identificou uma forma de citadinidade, constituída pelas experiências de pintar na rua, que nos lembra da condição de possibilidade de fazer e praticar a cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-02052019-140447/pt-br.php

Atos da diferença: trânsitos teatrais entre São Paulo e Nova York no início do século XXI.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fonseca Machado, Bernardo
Sexo
Homem
Orientador
Moritz Schwarcz, Lilia Katri
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro musical
Diferença
Trânsitos
São Paulo
Nova York
Resumo

Desde a virada do século, espetáculos da Broadway, em Nova York, passaram a ser largamente produzidos em São Paulo. No intervalo de pouco mais de uma década, um sistema organizado de produção de musicais instaurou-se na capital paulista. Esta tese tem como objetivo investigar alguns trânsitos teatrais entre essas cidades no início do novo milênio. A pesquisa analisa as formas de "tradução" e de re-significação presentes em tais rotas a partir da maneira pela qual intérpretes - atrizes e atores - produziam, atualizavam e negociavam a noção de diferença nos bastidores. O trabalho adotou duas grandes estratégias. Primeiro, realizei uma investigação documental - baseada em fontes primárias - capaz de identificar os condicionantes sociais, econômicos e simbólicos que contribuíram para tornar os musicais teatralmente verossímeis, economicamente rentáveis e socialmente desejados em São Paulo. Concomitantemente, desenvolvi uma pesquisa de campo em escolas de teatro musical em São Paulo e Nova York, onde verifiquei que, no dia a dia do aprendizado, a "interpretação" era fundamental para expressar o mundo emotivo "interno" em cena. Além disso, professores ensinavam que artistas precisavam reconhecer os "tipos" que os seus corpos lhes permitem ser: quem teria o "perfil" para ser protagonista em certos espetáculos e quem não teria. Também realizei entrevistas com atrizes e atores brasileiros que viajaram para os estados unidos com a intenção de se especializarem como intérpretes. Aos poucos, ficou evidente como sujeitos adotavam uma gramática que qualificava os musicais ora como "universais" ora como "particulares". Por um lado, as emoções entre as pessoas seriam universalmente compartilhadas nas duas cidades, permitindo o trânsito das peças. Por outro lado, os corpos de artistas eram particularmente diferenciados e nem todos tinham "perfil" para o trabalho. O itinerário dessas peças entre as cidades foi pavimentado por um conjunto intrincado de argumentos que incluía a potencialidade pedagógica das técnicas cênicas, as vantagens econômicas das produções, a comunhão global de emoções e a conquista de um "sonho" individual de artistas. Em paralelo, em São Paulo, os trajetos sofriam deslocamentos, adaptações, contestações e disputas. Dessa forma, investigo como discursos e práticas acerca da "particularidade" e da "universalidade" foram produzidos, reproduzidos, ressignificados, negociados, e, por vezes, recusados pelos sujeitos. As diferenças e semelhanças apareciam nas relações estabelecidas durante as diversas circunstâncias observadas. A pergunta analítica que atravessa toda a tese é: como as diferenças e as semelhanças apareciam nos trânsitos teatrais entre São Paulo e Nova York?

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Estados Unidos
Especificação da Referência Espacial
Nova York
Referência Temporal
2001 - 2018
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-08042019-115104/pt-br.php

União olho vivo e pé ligeiro: estudo etnográfico das memórias e duração das práticas do teatro popular união e olho vivo na cidade de São Paulo/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Parodi Ebernardt, Ana Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Da Silva Lucas, Maria Elizabeth
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Antropologia
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Memória
Trajetórias Sociais
Teatro Popular
Resumo

Este estudo é o resultado de uma pesquisa etnográfica sobre a memória e duração das praticas teatrais do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo/ São Paulo/SP/ Brasil. A pesquisa enfoca as práticas e atividades deste grupo teatral na preparação para a celebração de seus cinquenta anos, privilegiando a histórias de vida de seus principais fundadores. É um grupo que reuniu estudantes universitários nos anos 60, com foco em ações de resistência ao regime militar no Brasil. O grupo Teatro Popular União e Olho Vivo desenvolveu uma estética particular, de teatro popular, mas ao longo do tempo suas práticas passaram por transformações significativas. Neste sentido, este estudo descreve o processo de continuidade e ruptura experimentada pelos membros que participaram da criação do método de trabalho do Teatro União e Olho Vivo, refletindo sua trajetória na cidade de São Paulo/ Brasil. Para atingir seus objetivos, a presente pesquisa situa-se teórica e conceitualmente em um campo disciplinar específico, o da antropologia urbana e das sociedades complexas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/189507/001088464.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Que "afro" é esse no afro Brasil? A concepção curatorial no museu afro Brasil - parque Ibirapuera, São Paulo/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Brito Sousa Ribeiro, Carla
Sexo
Mulher
Orientador
Boaventura Leite, Ilka
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Santa Catarina
Programa
Antropologia
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Museu afro Brasil
Imagem
Afro-brasileiro
Afroidentidade
Resumo

Esta pesquisa se orientou pela abordagem etnográfica do museu afro Brasil, tendo em vista levantar aspectos que permitissem refletir sobre o conceito e as ideias de "afro" da instituição. O conceito, que norteia a concepção curatorial no afro Brasil, se revelou como um imaginário próprio, composto pelo arranjo de objetos de toda a sorte de categorias, que junto a instalações e elementos de cenografia, comunicam o "afro" ao público de uma maneira aberta. O acompanhamento da rotina institucional também possibilitou perceber que este "afro" transcende a narrativa curatorial, pois é evidenciado na visão política dos colaboradores do museu que atuam na comunicação com o público visitante, principalmente através de seus educadores. remontar os percursos, tanto do idealizador e realizador do afro Brasil, Emanoel Araújo, quanto dos conceitos que fizeram parte da concepção do museu no formato das exposições que o precederam, auxiliou a pensar a institucionalização do "afro" e os modos como essa noção vem sendo moldada atualmente através de um processo criativo conjunto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/189930

Haja vida: teatro à deriva em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Marcela Maria Soares da
Sexo
Mulher
Orientador
Head, Scott Correll
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Florianópolis
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro
São Paulo
Resumo

Partindo da Praça Roosevelt até as bordas de leste a oeste da região do centro expandido da cidade de São Paulo, esta etnografia se desdobra, e se desloca também, procurando analisar aspectos que movimentam o que se convencionou chamar de “lugares históricos” a partir de sua elaboração ou apreensão por práticas que performam, narram e implicam vivências teatrais nos lugares e suas apresentações na deriva da pesquisa. Escalas espaciais e temporais subvertidas, encenações implicadas em aspectos críticos de transformação urbana e interrogações que ultrapassam a junção ou equação somatória entre teatro e rua se tornam alguns lugares em que esta etnografia e as pessoas envolvidas em tais empreendimentos se engajam. Com estes lugares e pessoas partilho algumas das histórias e cenas que se desdobram no percurso para adensar experimentações a respeito do tempo, do espaço e da história pela feitura do teatro na cidade de São Paulo. São artistas que engajam ao fazer teatral o trato com o ambiente ao redor, abaixo e acima, desdobrados a partir de uma ética e uma estética que, em vez de buscar realizar objetivos delimitados e funcionalizados para práticas e vivências urbanas, os testa junto ao público, ao ambiente e à forma crítica do estado atual das coisas. Como proposta, a deriva composta para esta tese acompanha formas possíveis de imaginar e trabalhar com formas teatrais de viver e apresentar espaços, suas reentrâncias, subterrâneos, fendas, brechas e aberturas. A etnografia conta partes de histórias que envolvem esta região da cidade, em imagens e cenas produzidas, relembradas e remontadas no presente em que a pesquisa se desenvolve. Este trabalho vale-se da proximidade encontrada entre antropologia e teatro como um chão de experimentações, reflexões e formas possíveis de habitar que tomam forma em modos diversos de fazer teatral, e procuro assim apresentá-las.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro expandido
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/219575

“Vai buscar jongueiro aonde está, com o jongo temos que continuar”: um estudo da continuidade no jongo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alvarez, Iana Lopes
Sexo
Mulher
Orientador
Andrello, Geraldo Luciano
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Jongo
Práticas Tradicionais
Matriz Africana
Antropologia
Resumo

O jongo é uma dança comum na região sudeste do Brasil e realizada por grupos ou comunidades negras - urbanas ou rurais. É reconhecido como uma prática tradicional ao manter o toque dos tambores, o modo de dançar, vestimentas, a forma e articulação dos cantos, e também o vínculo com antepassados - tanto para apropriar-se do conhecimento deles, quanto para saudá-los. O jongo foi tornado patrimônio cultural imaterial do Brasil por possuir as características de "manifestação cultural afro-brasileira, que compreende os elementos: dança de roda ao som de tambores e cantoria com elementos mágico-poéticos" (IPHAN, 2007). A partir de materiais elaborados sobre o jongo, com o dossiê produzido pelo IPHAN, a bibliografia historiográfica e antropológica, retomo alguns temas elaborados, como a aculturação africana e da mestiçagem. Esses estudos trouxeram contribuições importantes para as abordagens da cultura negra no Brasil, e, em geral formularam análises sobre as origens do jongo e de sua relação com a sociedade. Apoiada na comunidade do jongo de piquete, localizada em Piquete - município do estado de São Paulo, proponho colocar em evidência outros agenciamentos dos jongueiros para manutenção do jongo, as relações intrínsecas à sua prática e quais os desencontros com a literatura de referência. Ao longo da reflexão, sugiro que a continuidade é um propósito que conecta famílias, ancestrais e tambores, tão relevantes quanto o vínculo que produzem com o seu entorno. Este trabalho procura contribuir para os debates antropológicos acerca de práticas e comunidades tradicionais. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Piquete
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12693

Hôxwa e palhaças - o riso e o humor nas relações de alteridade Krahô

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Maurício Caetano da
Sexo
Homem
Orientador
Cohn, Clarice
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Hôxwa
Hotxuá
Humor Indígena
Krahô
Resumo

Esse trabalho é uma etnografia sobre a manifestação do humor entre os Krahô-(TO). Serão apresentados alguns momentos da pesquisa realizada nas aldeias Krahô Pedra Branca e Manuel Alves onde o riso se fez presente revelando momentos de alteridade tanto dentro quanto fora do ritual Yetyopj, também conhecido como festa da batata. A figura dos hôxwa tomam o lugar central dessa etnografia por ser a prerrogativa que organiza esse ritual, por serem eles quem fazem a dança cômica em torno da fogueira e por eles despertarem o interesse de artistas cômicos não-indígenas (palhaças). Reconhecendo o humor como uma técnica de compartilhamento de conhecimentos e manutenção da alteridade para os Krahô, serão expostos o ritual Yetyopi de Manuel Alves em 2018, onde estavam presentes palhaças da caravana do povo Parrir, e algumas apresentações cômicas realizadas em unidades do SESC-SP que contou com a presença de alguns hôxwa

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Itacajá
Localidade
Aldeia Pedra Branca; Aldeia Manuel Alves
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Tocantins
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13200