Arte e estética

Interdependências e interpenetrações civilizatórias: os aromas e sua magia

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Nery, Salete
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
31
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
693
Página Final
716
Idioma
Português
Palavras chave
Perfume
Cheiro
Cura
Sociologia figuracional
Sociologia das interpenetrações
Resumo

O objetivo deste trabalho é discutir a construção sócio-histórica do gosto pelo perfume no Brasil - com especial destaque para a Região Nordeste, notadamente a Bahia - a partir das relações de interdependência e interpenetração entre povos no país. À luz das contribuições de Norbert Elias e de Roger Bastide, o fio condutor do debate é a crença no caráter mágico dos cheiros como elemento de articulação entre religiosidades, costumes e povos heterogêneos em contato. Destacam-se a especificidade das figurações em cada região e alguns dos fatores condicionantes das mesmas, bem como os processos de transformação nas figurações ao longo do tempo, bem como o papel que as curas mágicas podem ter tido na modelação do gosto pelo perfumar-se. Deste modo, a sociologia figuracional aparece em sua potencialidade para dar conta de realidades complexas de interpenetração.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
2010-2014
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6168

O protocolo de pesquisa da circulação na sociologia da cultura, no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Farias, Edson
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
31
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
583
Página Final
614
Idioma
Português
Palavras chave
Protocolo
Circulação
Cultura
Conhecimento
Sociologia da cultura
Resumo

Localiza-se o protocolo de pesquisa da circulação cultural e dos conhecimentos nas pautas da sociologia da cultura no Brasil. Sob o ponto de vista processual, toma-se por objeto de conhecimento e reflexão as figurações discursivo-epistêmicas e institucionais referidas a  diferenciação da sociologia da cultura no interior do campo das ciências sociais brasileiras. São traçados itinerários de linhagens intelectuais, na medida mesma em que descreveremos elementos a nosso ver heurísticos dos seus respectivos quadros de ferramentas conceituais. São analisados três estágios: (1) a abordagem sociológica centrada no problema modernista sobre a figura pública do intelectual encerrado nas condições de uma sociedade de capitalismo dependente periférico; (2) a reorientação analítica na qual o prisma da indústria cultural alcança significativa importância nas formulações sobre a produção simbólica, em especial no que toca às concepções de modernidade brasileira; (3) as possibilidades abertas pela lente da mundialização são retomadas com a finalidade de traçar um quadro não exaustivo do que estamos entendendo como possibilidades do protocolo da circulação cultural e do conhecimento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6163

Interpretações do Brasil e a temporalidade moderna: do sentimento de descompasso à crítica epistemológica

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Tavolaro, Sergio Barreira de Faria
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136030010
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Pensamento brasileiro
Modernidade no Brasil
Teoria sociológica
Interpretações do Brasil
Modernidade
Resumo

Ao revisitar algumas das mais prestigiadas obras de interpretação do Brasil, o artigo debruça-se sobre o sentimento de descompasso que permeia os retratos da vida social brasileira ali delineados. A conjectura que se quer examinar é que, admitida a pluralidade de perspectivas que colorem essa fatura, tais obras insinuam primar no país um ordenamento temporal intricado e sinuoso, apenas em parte sincronizado ao tempo homogêneo, progressivo e linear dos contextos modernos modelares. Importa-me, ademais, contemplar um conjunto de formulações críticas ao imaginário sociológico com o propósito de explorar uma segunda hipótese: tão logo apreciados em diálogo com essas proposições críticas, retratos da sociedade brasileira esboçados nessas obras parecem dispor de elementos sugestivos de um enquadramento teórico sensível às incongruências, assimetrias e tensões que atravessam a temporalidade moderna. Ao final do artigo, pretendo refletir sobre o alcance heurístico dessas ideias e suas eventuais contribuições para o debate sociológico contemporâneo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/36375

Desempenhar um papel, causar uma impressão: vetores sociotécnicos no espaço ampliado da publicação independente

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Muniz Jr., José de Souza
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-201934010005
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
34
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
107
Página Final
128
Idioma
Português
Palavras chave
Publicação
Impressão
Papel
Tecnologias digitais
Resumo

O presente artigo parte da análise das práticas e representações de publicadores que frequentam as feiras de arte impressa realizadas na cidade de São Paulo nos últimos anos para compreender os vetores sociotécnicos que organizam essas práticas e as materialidades dos objetos editoriais que aí se publicam e comercializam. Coloca-se, no centro da análise, a relação entre as tecnicidades (o códice, o papel e a impressão) mobilizadas por esses publicadores e certas concepções de passado, presente e futuro inscritas em seus investimentos individuais e coletivos, com destaque para a tensão entre o “retorno ao artesanal” e a pretensão de construir um futuro viável para a publicação. Conclui-se que as novas formas de fetichização do livro impresso estão condicionadas tanto pelas evoluções técnicas proporcionadas pelas tecnologias digitais como pela negação programática do livro convencional, identificado com o mercado editorial mainstream.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/19436

Vida Sociopolítica em Mercados Culturais na Cidade de Porto Alegre

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Garcia, Sandro Ruduit
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
34
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
23
Página Final
47
Idioma
Português
Palavras chave
Mercados culturais
Ação sociopolítica
Porto Alegre
Sociologia econômica
Resumo

As possibilidades das tecnologias de informação e comunicação conjugadas com normas e regras do sistema global têm contribuído para a transformação dos mercados culturais, recriando concepções e arranjos entre arte-tecnologia-mercado. O artigo discute centralmente as implicações sociopolíticas dessas transformações nos mercados culturais, enfocando as respostas dos agentes em distintas instâncias de ação política na cidade de Porto Alegre. Os dados resultam da combinação de diferentes fontes de investigação, destacando-se entrevistas com líderes profissionais e com gestores de empreendimentos no mundo da cultura, assim como relatórios e documentos obtidos em diversos sites na internet. O argumento que orienta a análise é de que as referidas transformações tendem a produzir diferentes tipos de ações sociopolíticas, como mobilizações de novos coletivos de artistas, novas associações profissionais e reformulação de pautas nas já existentes, e presença em novos e antigos conselhos de políticas públicas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/19414

“Lugares de ressonância” e a produção de uma diáspora musical senegalesa no sul do Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Venturin, Kelvin
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Lucas, Maria Elizabeth
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/1980-85852503880006206
Título do periódico
Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana - REMHU
Volume
29
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Etnomusicologia
Diáspora
Música e Migração
Senegaleses
Rio Grande do Sul
Resumo

A imigração de senegaleses para o Brasil está conectada a uma série de ações que colocaram severas restrições à migração, particularmente em países do Norte Global, e é também parte de um fluxo migratório negro, atraído pelas oportunidades que o país oferecia entre 2010 e 2015. Este artigo trata da produção de uma diáspora musical senegalesa no Sul do Brasil através das experiências, trânsitos e colaborações musicais de um rapper senegalês em Porto Alegre, trabalho oriundo de uma pesquisa etnomusicológica mais ampla entre músicos africanos radicados no estado, realizada entre 2018 e 2019. Na esteira de um interesse consolidado na etnomusicologia pelo estudo das múltiplas relações entre música e migração, busca-se explorar a contribuição crítica desses estudos à noção territorializada da cultura expressiva. Por este prisma, a etnografia participativa contribuiu para se pensar as práticas musicais migrantes para além das concepções que as associam com uma comunidade étnica coesa.

 
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2018-2019
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/remhu/a/hT8VqVv5ZBPKDXgm3FmS9qf/?lang=pt

Livros migrantes – uma geografia literária do livro yiddish no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Acselrad, Henri
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/1980-85852503880006207
Título do periódico
Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana - REMHU
Volume
29
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Imigração judaica
Bibliotecas
Geografia literária
Livro yiddish
Resumo

O presente texto reconstitui a geografia literária do livro yiddish traçada pela imigração judaica da Europa do Leste para o Rio de Janeiro, a partir do início do século XX. Examinando as marcas da trajetória espacial destes livros migrantes, o artigo procura, a partir da consulta ao acervo composto ao longo de mais de cem anos pela Biblioteca Scholem Aleichem do Rio de Janeiro, descrever a espacialidade dos fluxos culturais expressos nos livros e entender a sequência de ações que deu vida extraterritorial a tais objetos, exprimindo os conteúdos intelectuais compartilhados por uma geração que militou na convergência entre luta social e luta linguística.

 
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/remhu/a/Ksp7tpxRwQcBTymL3WTsNtb/?lang=pt

A criminalização do baile funk e do rap e o genocídio negro nas cidades do Rio de Janeiro e de Lisboa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Araujo, Danielle Pereira de
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Muniz, Bruno
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20243902e48167
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
39
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Rap
Baile funk
Juventude negra
Criminalização
Resumo

Este trabalho reflete sobre a criminalização do baile funk e do rap no contexto brasileiro e português. Estamos interessados em refletir sobre as condições históricas, políticas e institucionais que normalizam um regime de exceção permanente ao qual a polícia e o sistema de justiça sujeitam as pessoas racializadas e suas formas de expressão artística. A criminalização da arte produzida pela comunidade negra tem servido para associar raça, território e perigo e para deslegitimar as manifestações artísticas que denunciam as práticas de racismo cotidiano vividas por essa comunidade. A criminalização do baile funk e do rap nos leva a problematizar os termos em que os estudiosos brancos discutem as políticas de segurança para a juventude negra e as favelas. Além disso, torna-se imperativo qualificar o debate sobre cidadania. O movimento negro desafia esta gramática e coloca a existência do racismo institucional no centro da discussão sobre a criminalização da juventude negra.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
País estrangeiro
Portugal
Especificação da Referência Espacial
Lisboa
Referência Temporal
2013-2019
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/48167

Lugares, desigualdades e (i)mobilidades: reflexões em diálogo com o audiovisual "periférico" paulista

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aderaldo, Guilhermo André
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Peralta, Diego Edmilson
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2179-7331
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.22409/antropolitica2024.v56.i2.a60094
Título do periódico
Antropolítica: Revista Contemporânea de Antropologia
Volume
56
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Niterói, RJ
Página Inicial
60094
Idioma
Português
Palavras chave
Audiovisual
Periferias
Cidade
Mobilidades
Epistemologia
Resumo

Tomando como plano de referência experiências compartilhadas de pesquisa a respeito da cena audiovisual protagonizada por coletivos, produtoras independentes e jovens realizadores autônomos autodesignados “periféricos” em São Paulo, a proposta do artigo é refletir a respeito das convenções socioespaciais que vêm sendo produzidas e compartilhadas por uma leva recente de obras realizadas por tais interlocutores, com a finalidade de evidenciar como a interpelação crítica que essas obras têm feito às interpretações “sedentárias” e dualistas da fronteira centro/periferia desdobram-se em formas renovadas de interpretar e representar a paisagem desigual da metrópole paulista. A partir da pesquisa etnográfica e da análise fílmica, o artigo reflete sobre o contexto de produção de duas obras audiovisuais recentes, a saber, o filme documentário Até onde a gente vai?, produzido pelo Coletivo da Quebrada, em 2020, e Oxente, Bixiga!, realizado pela produtora independente Caramuja: pesquisa, memória, audiovisual, lançado em 2021. Na observação participante dessas produções, concluiu-se que, mais do que filmes interessados em abastecer os circuitos audiovisuais hegemônicos ou alternativos, tais obras são, no fundo, resultado de uma investigação intelectual profunda acerca das dinâmicas socioespaciais contemporâneas, por parte de seus e suas realizadores/as, todos/as pertencentes a setores populares. A partir do roteiro, a construção das personagens e a montagem de seus relatos, essas duas obras selecionadas tensionam discursos hegemônicos sobre os territórios urbanos, produzem alteridade e propõem interpretações sensíveis sobre a cidade, se tornando verdadeiros experimentos epistemológicos voltados à descolonização do imaginário urbano, que não apenas “representam”, mas, efetivamente, “produzem” territorialidades insurgentes.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mombaça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2020-2021
Localização Eletrônica
http://dx.doi.org/10.22409/antropolitica2024.v56.i2.a60094

Até onde a gente vai?: coletivos culturais, mobilidade urbana e produção de conhecimento em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Peralta, Edmilson Diego
Sexo
Homem
Orientador
Freire-Medeiros, Bianca
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2024.tde-20012025-110149
Ano de Publicação
2025
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Audiovisual
Coletivos culturais
Mobilidade urbana
Periferia
Resumo

O filme documentário Até onde a gente vai? (2020, 72 min.), produzido pelo Coletivo da Quebrada, um coletivo de audiovisual periférico de São Paulo/SP, explora o cotidiano no transporte público paulistano por meio da experiência e dos relatos de três moradoras da periferia da cidade. A partir do seu processo de produção e da obra em si, procuro compreender, de modo geral, quais mudanças de interpretações, conhecimentos e práticas sobre o mundo social podem emergir de um processo de produção estético-político conduzido por coletivos culturais. De modo específico, como práticas, percepções e interpretações dos participantes do coletivo sobre a mobilidade urbana, sobre a cidade em que vivem e sobre seu próprio ativismo foram impactados no processo. Inspirada na literatura acadêmica sobre a cena cultural periférica e independente paulistana, a hipótese é que experiências estético-políticas atuam como "catalisadoras" de mudanças epistêmicas, práticas e simbólicas para os coletivos culturais, que fazem da produção artística-cultural seu principal meio de ativismo. Os métodos adotados na prática pelos coletivos culturais para realizarem seus projetos também importam na qualidade dessas mudanças. Minha investigação se baseou em uma observação participante do processo de produção do filme junto ao Coletivo da Quebrada, do qual participei ativamente como produtor financeiro e um dos entrevistadores durante as filmagens. Trata-se de uma etnografia alinhada com os procedimentos dos chamados métodos móveis (Büscher; Urry, 2009) e com o conceito de fazer-cidade (Agier, 2015), ambos ancorados na ideia de que o social e o urbano são compostos fundamentalmente por mobilidades de diversas ordens. Conjuntamente às reflexões de cunho etnográfico, exploro outras fontes de dados, como a análise fílmica da obra em si, do material bruto das gravações, dos documentos produzidos durante o processo e das redes sociais do Coletivo da Quebrada. A pesquisa contribui para a compreensão da produção e circulação dos coletivos culturais, sobretudo aqueles situados nas periferias urbanas; o mapeamento da produção de conhecimentos e interpretações sobre a cidade a partir dessas experiências estético-políticas; e a discussão sobre a mobilidade urbana a partir das práticas e representações dos deslocamentos cotidianos dos sujeitos que habitam as grandes cidades.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-20012025-110149/pt-br.php