Meio ambiente e qualidade de vida

Percepção ambiental e mineração na área urbana de Jaguariúna, SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Yoshida, Tatiana Pagotto
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Análise ambiental
Planejamento urbano - Jaguariúna (SP)
Solo - Uso
Mapeamento do meio ambiente
Resumo

A mineração constitui-se em importante indústria para países em desenvolvimento. Os minerais utilizados na indústria da construção civil, tais como a pedra britada, destacam-se por sua grande demanda, devido à crescente urbanização. No entanto, a coexistência desse tipo de mineração com os meios social, físico e biótico não tem sido pacífica, pois se situam geralmente nas proximidades dos centros urbanos, por causa do baixo valor agregado desse tipo de matéria prima. Nesses locais, muitas vezes, residem comunidades preocupadas com a poluição gerada por esse tipo de atividade. Com isso, a disponibilidade de jazidas nos centros urbanos está reduzindo, principalmente pela falta de planejamento no crescimento das cidades, competição com usos do solo e maiores exigências ambientais. No município de Jaguariúna, SP, ocorre um conflito entre uma pedreira de rochas para brita, um bairro residencial vizinho e instituições públicas. Os moradores desse loteamento incomodam-se com a atividade do empreendimento, apesar de hoje em dia operar adequadamente e buscar se enquadrar na legislação ambiental. Utilizando teorias da percepção ambiental e um modelo conceitual que permite a análise integrada entre os sistemas ecológicos e sociais, para compreender a interação desses em ambiente urbano, o conflito foi estudado, verificando como a população do bairro percebe o empreendimento, os impactos gerados por ele e a atuação das autoridades competentes com relação à problemática. Verificou-se que a população possui preconceito com relação à atividade minerária, pelo histórico de má operação da pedreira e também pela falta de envolvimento desta com comunidade. Além disso, verificou-se que os habitantes possuem julgamentos errôneos relacionados aos impactos provocados pela pedreira, revelando falta de informação sobre a atividade de extração de rocha para brita. Outro fato importante foi a observação de que a população é muito pouco informada sobre que órgãos ambientais recorrer para reclamar contra o empreendimento, já que a maior parte das reclamações foi ou seria dirigida à prefeitura municipal e não à CETESB. Por fim, após a identificação de todos os atores envolvidos na problemática e de suas parcelas de responsabilidade no conflito, o modelo conceitual foi aplicado para uma melhor identificação de como as variáveis interagem entre si, possibilitando visualizar mais claramente soluções e propostas de ação por parte desses atores envolvidos.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Jaguariúna
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/359340

Utilização de sistemas de informação geográfica na identificação de unidades geoambientais do município de Analândia (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Ricardo Vicente
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Sistemas de informação geográfica
Análise ambiental
Terra - Uso
Geologia ambiental
Mapeamento do meio ambiente
Resumo

O município de Analândia localiza-se em uma Área e Proteção Ambiental pertencente a uma região caracterizada por abrigar importantes unidades geomorfológicas e hidrográficas de interesse à conservação. A presença de rodovias, atividades rurais e turísticas no local despertam a atenção para a realização de levantamentos que permitam conhecer melhor as características ambientais do meio. Este estudo teve como objetivo o mapeamento das unidades geoambientais desta área através da construção e análise de uma base de dados contendo variáveis ambientais indicadoras de instabilidade à erosão. Assim, foram organizados mapas temáticos referentes ao uso da terra e cobertura vegetal, solos, geologia e declividade. Utilizou-se como instrumento os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) que serviram para a integração dos dados, processamento digital de imagens e construção de um modelo de análise espacial. A área estudada compreende uma superfície de 327.64 km2, sobre a qual sobressaem formações geomorfológicas da Depressão Periférica em contato com o Planalto Ocidental Paulista e características hidrográficas marcadas pela presença das cabeceiras dos rios Corumbatai e afluente do Mogi-Guaçu. Os dados obtidos em mapas temáticos e por intermédio do sensoriamento remoto, foram submetidos à análise espacial, a qual proporcionou a delimitação de unidades geoambientais e a construção de um modelo cartográfico quantitativo do potencial destas unidades geoambientais em relação a sua fragilidade ambiental a erosão.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Analândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/358737

A politica educacional sob a ótica das representações

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bertier, Vania Lucia Lopes
Sexo
Mulher
Orientador
Aguilar, Luis Enrique
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Idioma
Português
Palavras chave
avaliação educacional
progressão continuada
fracasso escolar
implementação da educação escolar
Resumo
Este trabalho é o resultado de uma pesquisa levada a efeito em quarenta e cinco escolas de uma Delegacia de Ensino na cidade de São Paulo. Trata-se
de um estudo sobre o processo de implementação de políticas educacionais através das representações de professores e alunos - um dos fatores intervenientes na apropriação
dos conceitos necessários à consecução das ações destinadas ao alcance de seus objetivos. A progressão continuada, intervenção realizada pela Secretaria da Educação do Estado
de São Paulo, a partir de 1998, como estratégia para viabilizar a universalização da educação básica e eliminar o fracasso escolar, forneceu o pano de fundo para a análise
de algumas categorias de representações presentes no universo escolar. As representações de implementadores e destinatários foram colhidas em dois momentos diferentes: o primeiro,
antes da implementação da política, através do levantamento de suas expectativas; o segundo, quatro anos depois, para aprofundar as impressões iniciais, com um grupo menor
de participantes. A interpretação dos dados foi realizada com o apoio da Teoria das Representações e da Sociologia do Cotidiano de Henri Lefebvre. Pretendeu-se, por um lado,
apreender o novo, a mudança, a ruptura e também a resistência dos participantes; de outro, o potencial de transformação da própria política
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1998-2002
Localização Eletrônica
https://repositorioslatinoamericanos.uchile.cl/handle/2250/1344475

Urbanização e saúde da população : o caso da dengue em Caraguatatuba (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Johansen, Igor Cavallini
Sexo
Homem
Orientador
Carmo, Roberto Luiz do
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saneamento
Dengue
População
Saúde pública
Urbanização
Resumo

Buscou-se compreender neste estudo as possíveis inter-relações entre, por um lado, a distribuição dos serviços de saneamento ambiental que caracterizam a urbanização (água, esgoto e resíduos sólidos) e as características sociodemográficas da população residente e, por outro, a dispersão espacial da dengue no nível intramunicipal. Utilizou-se como objeto de estudos o município de Caraguatatuba, no litoral norte do estado de São Paulo, Brasil, no ano de 2013. MÉTODOS ¿ Foram aplicadas as seguintes metodologias: i) distribuição dos dados do universo do Censo Demográfico de 2010 (IBGE) em uma grade regular; ii) análise de cluster; iii) aplicação do Índice de Moran; iv) pesquisa de campo e v) realização de uma Regressão Binomial Negativa Inflacionada de Zeros (ZINB). RESULTADOS ¿ A análise de cluster apontou a existência da relação entre baixa cobertura de saneamento ambiental e alta taxa de incidência de dengue para 10% das sub-áreas analisadas neste estudo. A regressão, por sua vez, mostrou que, entre os fatores de risco, o fato de se estar a 300 metros de proximidade de um ponto estratégico (ferros velhos, borracharias, depósitos de materiais recicláveis, etc.) aumenta em 67% a taxa de incidência de dengue. Além disso, o aumento de 1% da proporção de domicílios com renda per capita até 3 salários mínimos faz aumentar em 71 vezes a taxa de incidência de dengue, enquanto o acréscimo em 1% da proporção de pessoas não brancas contribui para o incremento de mais de 4 vezes nessa taxa. Por outro lado, enquanto fator de proteção, constata-se que o aumento de 1% na proporção de domicílios não próprios, com destaque para os domicílios alugados, reduz em 92% a taxa de incidência de cada sub-área de estudos. Verifica-se, assim, que o fator mais fortemente associado à taxa de incidência de dengue foi proporção de domicílios com renda per capita até 3 salários mínimos. CONCLUSÃO ¿ Além da questão do saneamento, foi possível observar ao longo desta dissertação o papel das características sociodemográficas dos grupos populacionais no interior do município de Caraguatatuba que estão associadas com espalhamento e a intensidade da doença no território. Concluiu-se que a dengue possui um conjunto múltiplo de fatores relacionados com a incidência de epidemias e que apresenta um condicionamento social, ao passo que esta doença tem maior chance de atingir grupos populacionais com características específicas, notadamente aqueles em piores condições socioeconômicas

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Caraguatatuba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013

Um olhar sobre a mortalidade em Campinas no final do século XIX : imigrantes e nativos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moraes, Gabriela dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Bassanezi, Maria Silvia Casagrande Beozzo
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mortalidade - Campinas (SP)
Séc. XIX
População
Migração
Resumo

Este trabalho procura analisar as características da mortalidade e especificamente e os seus diferenciais entre brasileiros e estrangeiros, que tiveram seus óbitos registrados no município de Campinas durante a última década do século XIX. Este período compreende uma série de transformações no Brasil e principalmente no estado de São Paulo, com a vinda de grande fluxo de imigrantes, sobretudo europeus, para o trabalho na cafeicultura em expansão ¿ até então a principal atividade econômica do país. A entrada de um grande fluxo de imigrantes, que buscava em Campinas oportunidades de trabalho na lavoura e em menor escala no núcleo urbano em desenvolvimento, alterou o volume e a dinâmica demográfica do município. A chegada desses imigrantes coincidiu com momentos de mortalidade extraordinária (surtos epidêmicos de febre amarela) e outros de mortalidade rdinária (em níveis de normalidade) que também impactaram a dinâmica demográfica local. Nesse período, Campinas vivenciou um padrão típico da mortalidade da pré-transição epidemiológica, com flutuações da mortalidade ¿ determinadas pelos surtos de febre amarela ¿ com uma alta mortalidade infantil e marcada pela entrada massiva de imigrantes. Mostrou também que os diferenciais de mortalidade entre os brasileiros e estrangeiros deveu-se, sobretudo, ao volume e estrutura etária desses segmentos e à aclimatação dos imigrantes na nova terra, que estavam sujeitos às condições de vida semelhantes à maioria dos nativos

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1890

Coleta e Limpeza nas Favelas Jacarezinho, Rocinha e Maré

Tipo de material
Relatório Técnico
Autor Principal
Comlurb - companhia municipal de limpeza urbana
Ano de Publicação
1980
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Instituição
COMLURB
Página Final
20
Idioma
Português
Palavras chave
Rocinha
Lixo
Jacarezinho
Maré
Resumo

Realizado pela assessoria da DOL/COMLURB, descreve o sistema de recolhimento de lixo nas favelas do Jacarezinho, da Rocinha e da Maré. Mostra a alternativa de coleta no interior das favelas, através de garis da COMLURB, como inviável na prática, equivalente à entrada dos garis em todos os edifícios da cidade para recolher o lixo em cada apartamento, elevando os custos, a mão-de-obra e equipamentos a limites intoleráveis. Considera o atendimento da COMLURB às favelas superior àquele prestado aos edifícios de luxo, que necessitam locais para armazenar o lixo, recipientes apropriados para colocação na calçada em dias e horas determinados e ainda pagar uma taxa pelo serviço, enquanto as favelas recebem gratuitamente recipientes para acondicionamento de lixo - as caixas de Dempster -, possuem coleta nas vias que permitem acesso aos veículos e nada pagam pelo serviço. O relatório descreve o sistema de recolhimento relativamente bem sucedido, com ativa participação da comunidade na favela do Jacarezinho. No caso da Rocinha e da Maré, onde não existe participação significativa dos moradores, esse problema é bem mais grave. Na Rocinha a grande dificuldade é a chamada vala, por onde corre a maior parte das águas pluviais da favela carregando lixo e detritos. Na medida em que muitos barracos são construídos em cima da vala principal e de outras afluentes, por ocasião das chuvas ocorrem inundações nas partes baixas da favela que arrastam o lixo até a praia de São Conrado.

Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Zona
Oeste; Norte; Centro; Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha; Jacarezinho; Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1980

Em busca da resiliência: urbanização, ambiente e riscos em Santos (SP)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, César Augusto Marques da
Sexo
Homem
Orientador
Carmo, Roberto Luiz do
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Resiliência
População
Meio ambiente
Urbanização - Santos (SP)
Resumo

Neste início de século, a incorporação da questão ambiental na agenda de pesquisas acadêmicas ocorre em velocidade acelerada, através de um debate amplo em termos de temas e abordagens. Nas cidades, a necessidade de respostas frente aos riscos ambientais e as alterações climáticas influenciou a adoção de posturas proativas, indo além da tradição reativa. Uma dessas propostas baseia-se no conceito de resiliência, pensado aqui como um processo que relaciona um conjunto de capacidades de pessoas, comunidadese cidades no enfrentamento de riscos ambientais, de tal modo que esse resulte na minimização do impacto e na geração de adaptação e aumento do bem estar. Nessa análise utilizamos o conceito para avaliar riscos ambientais no município de Santos, localizado na zona costeira do Estado de São Paulo. A pergunta da qual o trabalho parte é: Como dimensões da dinâmica demográfica, urbana e social interagem na promoção da resiliência? A hipótese da tese é que a efetividade da resiliência dependerá da composição desses elementos nos lugares atingidos pelos riscos, em um processo que é contínuo. Para essa discussão a tese está estruturada em cinco capítulos. No primeiro discutimos a importância de um olhar amplo e crítico sobre a adaptação às mudanças climáticas no contexto da urbanização brasileira. O segundo trata do conceito de resiliência e de suas interfaces com a demografia, especificamente, e com as ciências sociais de modo mais amplo. Focalizado na dinâmica da cidade de Santos, o terceiro capítulo traça sua formação histórica e dinâmica recente em termos intraurbanos e regionais. Também são apresentadas as duas localidades específicas do trabalho dentro da cidade: a Orla e a Zona Noroeste de Santos. No quarto capítulo discutimos os resultados observados nos trabalhos de campo feitos nessas duas localidades, ressaltando os discursos apontados. No quinto e último capítulo relacionamos tais discursos, políticas públicas e a dinâmica demográfica observada em dados secundários para compor um quadro que traça as dimensões da resiliência consideradas no trabalho. Os resultados apontaram que são significativas as diferenças nas áreas de estudo em termos da resiliência, sendo que há persistência das condições mais precárias de vida na Zona Noroeste, enquanto na Orla estão concentradas as condições de bem estar. Nos dois casos a resiliência foi condicionada aos elementos da composição demográfica e à promoção de políticas urbanas

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 2000

Desigualdades sociais na saúde da população idosa na Região Metropolitana de Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Simomura, Viviane Lazari
Sexo
Mulher
Orientador
Aidar, Tirza
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mortalidade
Vulnerabilidade social
Desigualdades sociais
Longevidade
Resumo

O reconhecimento e análise das desigualdades em saúde são fundamentais para compreender o complexo processo saúde, doença, cuidado e morte; para a qualificação das informações em saúde e, consequentemente, o suporte de políticas públicas e intervenções sanitárias em busca de equidade. Embora muitos trabalhos se dediquem a compreender como as desigualdades sociais afetam as condições de saúde e mortalidade da população, na literatura brasileira ainda são escassos estudos desenhados especificamente para a população idosa. Este trabalho busca contribuir para a temática, avaliando diferenciais nos níveis e padrões epidemiológicos da mortalidade da população adulta e idosa no contexto da Região Metropolitana de Campinas (RMC): de alto desenvolvimento econômico e ampla oferta de serviços de saúde - de baixa, média e alta complexidade -, por um lado, mas, por outro lado, de fortes desigualdades sociais. São três as principais perguntas que nortearam a pesquisa: (1) Os diferenciais em favor da menor mortalidade de grupos populacionais que vivem em melhores condições, já amplamente identificada na literatura para a saúde materno infantil e juvenil, se mantêm nas idades adultas e mais avançadas? (2) Caso positivo, tais diferenciais independem das causas de óbito? (3) Há indícios de efeito de sobrevivência refletido na diminuição dos diferenciais nas idades mais avançadas?

Para tanto, foram analisadas estimativas de taxas de mortalidade da população com 45 anos e mais, por sexo, grupos etários e principais causas de morte na RMC, no período de 2003 e 2004. Os dados analisados são do sistema de registros de óbitos, georeferenciados segundo local de residência, considerando quatro áreas diferenciadas segundo indicadores de vulnerabilidade social. Os resultados indicam que, para a população de 45 a 59 e de 60 a 69 anos, as áreas mais nobres e consolidadas da RMC apresentam taxas de mortalidade sempre bem abaixo das demais, independente do sexo e, com raríssimas exceções, dos grandes e principais grupos de causas analisados. Intervalos de confiança calculados para razões entre as taxas mostram que os diferenciais são estatisticamente significativos para a mortalidade em geral e que estes diferenciais diminuem nas idades mais avançadas (de 70 a 79 e 80 anos ou mais), indicando a existência de viés de sobrevivência.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003-2004
Localização Eletrônica
https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_7744b6660fba6fee0c8a8aa34776003c

Tanque Grande, um espaço em transformação: estudo da região do Tanque Grande, Guarulhos, área de proteção de mananciais

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Solange Alves Duarte dos
Sexo
Mulher
Orientador
Rodrigues, Arlete Moysés
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Água
Meio ambiente
Guarulhos (SP)
Resumo

A água como recurso natural é essencial a vida, tanto para garantir o desenvolvimento da maioria das atividades econômicas, assim como, assegurar condições básicas de saúde e qualidade de vida. A água tornou-se questão estratégica, sua apropriação e uso geram conflitos que nem sempre aparecem explicitamente como luta pela apropriação da água. A pesquisa que realizamos tem o objetivo de analisar as formas pelas quais ocorre o processo de urbanização na região do Tanque Grande, Área de Proteção de Mananciais Hídricos, localizada no município de Guarulhos, integrante da Região Metropolitana de São Paulo. Procuramos analisar os impactos e transformações presentes nos processos de produção deste espaço, procurando compreender a dinâmica de urbanização, os processos indutores e/ou limitadores de ocupação em áreas de proteção aos mananciais e a eficácia da Lei de Mananciais enquanto instrumento de planejamento e gestão para esta bacia considerando os problemas sócio ambientais ali existentes. Assim, o presente trabalho apresenta a forma de apropriação de um espaço protegido, sua importância enquanto Sistema Produtor de Água, as transformações ocorridas no mesmo nos últimos 30 anos decorrentes de atividades econômicas no município e as conseqüências sobre o meio ambiente.

Referência Espacial
Zona
Tanque Grande (Área de Proteção de Mananciais Hídricos)
Cidade/Município
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1975-2005

Avaliação da qualidade ambiental da bacia hidrografica do corrego do Piçarrão (Campinas-SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mattos, Sergio Henrique Vannucchi Leme de
Sexo
Homem
Orientador
Perez Filho, Archimedes; Filho, Archimedes Perez
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Água - Qualidade de vida
Campinas (SP)
Política ambiental
Bacias hidrográficas
Proteção ambiental
Resumo

A bacia hidrográfica é um sistema ambiental complexo, resultante das inter-relações entre os subsistemas fisico-natural (natureza) e socioeconômico (sociedade). A compatibilidade entre as dinâmicas destes subsistemas - de modo a conciliar qualidade de vida e respeito aos limites e potencialidades do meio fisico - é a meta de um processo sustentável de desenvolvimento urbano. Grandes centros urbanos, como Campinas (SP), impõem ao paradigma da sustentabilidade seu maior desafio, já que se caracterizam por uma urbanização marcada por exclusão social e degradação ambiental. O planejamento e implantação de políticas visando a reversão deste quadro têm como importante instrumento de auxílio à tomada de decisões os indicadores de qualidade ambiental. Se apoiados em conceitos derivados do paradigma da complexidade, tais indicadores permitem a sistematização de informações sobre a dinâmica do sistema ambiental avaliado, facilitando a modelagem e o entendimento de sua organização espacial. Assim, tendo como embasamento teórico os paradigmas da complexidade e sustentabilidade e como procedimento metodológico a utilização de indicadores, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a qualidade ambiental da bacia hidrográfica do córrego do Piçarrão (Campinas-SP). Com base principalmente em critérios geomorfológicos, foram identificadas 9 unidades ambientais presentes na bacia e, para cada uma, avaliada sua qualidade ambiental por meio da aplicação de indicadores. Foram utilizados 11 indicadores, divididos nas categorias de: a) pressão: densidade demográfica, domicílios improvisados/em favelas, coleta de lixo e esgoto; b) estado: declividade, densidade de drenagem, impermeabilização/exposição do solo e renda dos chefes de família; e c) resposta: diretrizes do Plano Diretor ligadas à qualidade ambiental, participação popular no Orçamento Participativo e prioridades relativas à qualidade ambiental definidas no Orçamento Participativo. Convertendo-se os indicadores para uma escala única de valores, foram obtidos, para cada unidade, Índices parciais (relativos a cada categoria) e final de qualidade ambiental. A avaliação comparativa das unidades ambientais evidenciou situações bastante heterogêneas, diversidade esta decorrente das particularidades de cada unidade em relação às características e processos dos subsistemas fisico-natural e socioeconômico e à dinâmica de inter-relações estabelecida entre eles na organização do sistema ambiental. Em comum, as unidades compartilham o fato de que - em diferentes graus e por motivos diferenciados, mas complementares - estão todas distantes de um desenvolvimento urbano sustentável. Assim, a avaliação da qualidade ambiental da bacia do Piçarrão revela as conseqüências de um modo de urbanização regido por interesses econômicos privados em detrimento ao bem-estar da coletividade, processo que gera e reforça desigualdade e exclusão sociais (refletindo-se em segregação socioespacial e vulnerabilidades diferenciadas aos riscos naturais) e degrada o meio fisiconatural. Como faces opostas e complementares desta forma de urbanização, verifica-se na bacia do Piçarrão, de um lado, a saturação da capacidade de sustentação do subsistema fisico-natural nas áreas em que este favorece a ocupação urbana - situação provocada principalmente pela impermeabilização elevada do solo e alta concentração populacional; do outro lado, constata-se que as áreas de maior fragilidade natural tendem a ser ocupadas pela população socialmente excluída e mais vulnerável aos riscos ambientais, alimentando uma dinâmica em que baixa qualidade de vida e baixa qualidade ambiental se reforçam mutuamente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
Bacia Hidrográfica do Córrego do Piçarrão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/download/1422/3516/#:~:text=Assim%2C%20a%20avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20qualidade,em%20segrega%C3%A7%C3%A3o%20socioespacial%20e%20vulnerabilidades