Processos de urbanização

Um olhar sobre a mortalidade em Campinas no final do século XIX : imigrantes e nativos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moraes, Gabriela dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Bassanezi, Maria Silvia Casagrande Beozzo
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mortalidade - Campinas (SP)
Séc. XIX
População
Migração
Resumo

Este trabalho procura analisar as características da mortalidade e especificamente e os seus diferenciais entre brasileiros e estrangeiros, que tiveram seus óbitos registrados no município de Campinas durante a última década do século XIX. Este período compreende uma série de transformações no Brasil e principalmente no estado de São Paulo, com a vinda de grande fluxo de imigrantes, sobretudo europeus, para o trabalho na cafeicultura em expansão ¿ até então a principal atividade econômica do país. A entrada de um grande fluxo de imigrantes, que buscava em Campinas oportunidades de trabalho na lavoura e em menor escala no núcleo urbano em desenvolvimento, alterou o volume e a dinâmica demográfica do município. A chegada desses imigrantes coincidiu com momentos de mortalidade extraordinária (surtos epidêmicos de febre amarela) e outros de mortalidade rdinária (em níveis de normalidade) que também impactaram a dinâmica demográfica local. Nesse período, Campinas vivenciou um padrão típico da mortalidade da pré-transição epidemiológica, com flutuações da mortalidade ¿ determinadas pelos surtos de febre amarela ¿ com uma alta mortalidade infantil e marcada pela entrada massiva de imigrantes. Mostrou também que os diferenciais de mortalidade entre os brasileiros e estrangeiros deveu-se, sobretudo, ao volume e estrutura etária desses segmentos e à aclimatação dos imigrantes na nova terra, que estavam sujeitos às condições de vida semelhantes à maioria dos nativos

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1890

Em busca da resiliência: urbanização, ambiente e riscos em Santos (SP)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, César Augusto Marques da
Sexo
Homem
Orientador
Carmo, Roberto Luiz do
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Resiliência
População
Meio ambiente
Urbanização - Santos (SP)
Resumo

Neste início de século, a incorporação da questão ambiental na agenda de pesquisas acadêmicas ocorre em velocidade acelerada, através de um debate amplo em termos de temas e abordagens. Nas cidades, a necessidade de respostas frente aos riscos ambientais e as alterações climáticas influenciou a adoção de posturas proativas, indo além da tradição reativa. Uma dessas propostas baseia-se no conceito de resiliência, pensado aqui como um processo que relaciona um conjunto de capacidades de pessoas, comunidadese cidades no enfrentamento de riscos ambientais, de tal modo que esse resulte na minimização do impacto e na geração de adaptação e aumento do bem estar. Nessa análise utilizamos o conceito para avaliar riscos ambientais no município de Santos, localizado na zona costeira do Estado de São Paulo. A pergunta da qual o trabalho parte é: Como dimensões da dinâmica demográfica, urbana e social interagem na promoção da resiliência? A hipótese da tese é que a efetividade da resiliência dependerá da composição desses elementos nos lugares atingidos pelos riscos, em um processo que é contínuo. Para essa discussão a tese está estruturada em cinco capítulos. No primeiro discutimos a importância de um olhar amplo e crítico sobre a adaptação às mudanças climáticas no contexto da urbanização brasileira. O segundo trata do conceito de resiliência e de suas interfaces com a demografia, especificamente, e com as ciências sociais de modo mais amplo. Focalizado na dinâmica da cidade de Santos, o terceiro capítulo traça sua formação histórica e dinâmica recente em termos intraurbanos e regionais. Também são apresentadas as duas localidades específicas do trabalho dentro da cidade: a Orla e a Zona Noroeste de Santos. No quarto capítulo discutimos os resultados observados nos trabalhos de campo feitos nessas duas localidades, ressaltando os discursos apontados. No quinto e último capítulo relacionamos tais discursos, políticas públicas e a dinâmica demográfica observada em dados secundários para compor um quadro que traça as dimensões da resiliência consideradas no trabalho. Os resultados apontaram que são significativas as diferenças nas áreas de estudo em termos da resiliência, sendo que há persistência das condições mais precárias de vida na Zona Noroeste, enquanto na Orla estão concentradas as condições de bem estar. Nos dois casos a resiliência foi condicionada aos elementos da composição demográfica e à promoção de políticas urbanas

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 2000

Direções da Segregação Socioespacial na Região Metropolitana de Campinas : uma abordagem sociodemográfica a partir dos censos 2000 e 2010

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mello, Camila Canuto Dias de
Sexo
Mulher
Orientador
Jakob, Alberto Augusto Eichman
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Segregação urbana
Distribuição espacial da população
Resumo

Em estudos urbanos o termo "segregação" geralmente é utilizado na tentativa de explicar e verificar a existência da separação e concentração de grupos sociais em determinadas áreas das cidades. Uma maneira usual de abordar a segregação é a que considera o caráter socioeconômico, dos grupos sociais e sua distribuição espacial. Esta forma é a que comumente caracteriza a estruturação das nossas metrópoles. A forma de alocação das camadas populacionais de altos rendimentos acaba por forçar a os grupos populacionais de menor renda a localizar-se em outras áreas dos espaços intraurbanos. Dessa forma, procurou-se conhecer, as direções para onde se expande a região, e de que forma o espaço metropolitano vai sendo apropriado por uns e imposto a outros, criando o que se chama de segregação socioespacial. Parte-se da discussão em torno da relação entre as alterações populacionais e influência nos padrões de segregação socioespacial

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010

Avaliação da qualidade ambiental da bacia hidrografica do corrego do Piçarrão (Campinas-SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mattos, Sergio Henrique Vannucchi Leme de
Sexo
Homem
Orientador
Perez Filho, Archimedes; Filho, Archimedes Perez
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Água - Qualidade de vida
Campinas (SP)
Política ambiental
Bacias hidrográficas
Proteção ambiental
Resumo

A bacia hidrográfica é um sistema ambiental complexo, resultante das inter-relações entre os subsistemas fisico-natural (natureza) e socioeconômico (sociedade). A compatibilidade entre as dinâmicas destes subsistemas - de modo a conciliar qualidade de vida e respeito aos limites e potencialidades do meio fisico - é a meta de um processo sustentável de desenvolvimento urbano. Grandes centros urbanos, como Campinas (SP), impõem ao paradigma da sustentabilidade seu maior desafio, já que se caracterizam por uma urbanização marcada por exclusão social e degradação ambiental. O planejamento e implantação de políticas visando a reversão deste quadro têm como importante instrumento de auxílio à tomada de decisões os indicadores de qualidade ambiental. Se apoiados em conceitos derivados do paradigma da complexidade, tais indicadores permitem a sistematização de informações sobre a dinâmica do sistema ambiental avaliado, facilitando a modelagem e o entendimento de sua organização espacial. Assim, tendo como embasamento teórico os paradigmas da complexidade e sustentabilidade e como procedimento metodológico a utilização de indicadores, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a qualidade ambiental da bacia hidrográfica do córrego do Piçarrão (Campinas-SP). Com base principalmente em critérios geomorfológicos, foram identificadas 9 unidades ambientais presentes na bacia e, para cada uma, avaliada sua qualidade ambiental por meio da aplicação de indicadores. Foram utilizados 11 indicadores, divididos nas categorias de: a) pressão: densidade demográfica, domicílios improvisados/em favelas, coleta de lixo e esgoto; b) estado: declividade, densidade de drenagem, impermeabilização/exposição do solo e renda dos chefes de família; e c) resposta: diretrizes do Plano Diretor ligadas à qualidade ambiental, participação popular no Orçamento Participativo e prioridades relativas à qualidade ambiental definidas no Orçamento Participativo. Convertendo-se os indicadores para uma escala única de valores, foram obtidos, para cada unidade, Índices parciais (relativos a cada categoria) e final de qualidade ambiental. A avaliação comparativa das unidades ambientais evidenciou situações bastante heterogêneas, diversidade esta decorrente das particularidades de cada unidade em relação às características e processos dos subsistemas fisico-natural e socioeconômico e à dinâmica de inter-relações estabelecida entre eles na organização do sistema ambiental. Em comum, as unidades compartilham o fato de que - em diferentes graus e por motivos diferenciados, mas complementares - estão todas distantes de um desenvolvimento urbano sustentável. Assim, a avaliação da qualidade ambiental da bacia do Piçarrão revela as conseqüências de um modo de urbanização regido por interesses econômicos privados em detrimento ao bem-estar da coletividade, processo que gera e reforça desigualdade e exclusão sociais (refletindo-se em segregação socioespacial e vulnerabilidades diferenciadas aos riscos naturais) e degrada o meio fisiconatural. Como faces opostas e complementares desta forma de urbanização, verifica-se na bacia do Piçarrão, de um lado, a saturação da capacidade de sustentação do subsistema fisico-natural nas áreas em que este favorece a ocupação urbana - situação provocada principalmente pela impermeabilização elevada do solo e alta concentração populacional; do outro lado, constata-se que as áreas de maior fragilidade natural tendem a ser ocupadas pela população socialmente excluída e mais vulnerável aos riscos ambientais, alimentando uma dinâmica em que baixa qualidade de vida e baixa qualidade ambiental se reforçam mutuamente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
Bacia Hidrográfica do Córrego do Piçarrão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/download/1422/3516/#:~:text=Assim%2C%20a%20avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20qualidade,em%20segrega%C3%A7%C3%A3o%20socioespacial%20e%20vulnerabilidades

O uso de geoindicadores na avaliação da qualidade ambiental da Bacia do Ribeirão Anhumas, Campinas/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Briguenti, Ederson Costa
Sexo
Homem
Orientador
Filho, Archimedes; Filho, Archimedes Perez Perez
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Qualidade de vida - Aspectos ambientais
Degradação ambiental
Bacias hidrográficas - Aspectos ambientais - Campinas (SP)
Geomorfologia
Sistemas de informação geográfica
Resumo

No contexto da atual e crescente discussão em tomo da problemática ambiental, grandes centros urbanos mostram-se como palco principal de uma estreita relação existente entre a qualidade de vida e a degradação dos recursos naturais. A área de estudo, a bacia do ribeirão Anhumas, localizada no município de Campinas/SP, se enquadra nesta perspectiva. Freqüentes impactos fluviais, aliados ao comprometimento das condições ambientais, mostram-se diretamente ligados à tendência histórico-espacial de expansão ocupacional da bacia, agravando, assim, sua realidade sócio-espacial. Informações que reflitam de forma sistêmica as características ambientais de tal unidade territorial, tomam-se essenciais, pois, além de colaborarem na compreensão da relação sociedade-natureza local, fundamentam ações e medidas que busquem melhorias efetivas para as condições constatadas. Desta forma, o objetivo principal do trabalho está baseado em proposta metodológica, que tem por finalidade avaliar a qualidade ambiental em diferentes áreas na bacia do ribeirão Anhumas, demonstrando a influência que estes locais sofrem e exercem sobre a sociedade. Essa avaliação será fruto da aplicação de geoindicadores quantitativos, subdivididos em indicadores de "Estado- Pressão-Resposta", de forma que integrem as informações e condições de diferentes ambientes. A utilização de indicadores, a fim de quantificar a qualidade ambiental, foi realizada a partir da classificação de "Unidades Físico-Ambientais Integradas". O mapeamento dessas unidades teve como base principal as características geomorfológicas da bacia, que foram espacializadas a partir da sobreposição de dados físicos de forma integrada. Para tanto, a utilização de técnicas de geoprocessamento será fundamental para chegar aos objetivos propostos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
Bacia Hidrográfica do Ribeirão Anhuma
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal10/Procesosambientales/Usoderecursos/04.pdf

Migração e unidades prisionais: o cenário dos pequenos municípios do Oeste Paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cescon, Flávia Rodrigues Prates,
Sexo
Mulher
Orientador
Baeninger, Rosana Aparecida
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração interna
São Paulo, Oeste (Estado)
Prisões
Crescimento demográfico
Resumo

Esta dissertação pretende analisar o crescimento da população em pequenos municípios do Oeste paulista, em função de uma migração de contornos específicos: composta, em sua maioria, por indivíduos em regime de detenção. Essa migração compulsória culmina na produção de fenômenos demográficos importantes na esfera daqueles municípios: "inchaço artificial da população", população flutuante e migrações temporárias. Busca-se, portanto, apontar as especificidades desses processos no crescimento populacional dos pequenos municípios com unidades prisionais do Oeste do Estado de São Paulo, os quais são decorrentes de uma política de ampliação de vagas e de desconcentração prisional dos grandes centros metropolitanos. As evidências empíricas, em conjunto com aportes teóricos explorados, permitem entender alguns dos aspectos da presença recente de detentos nesses municípios em face ao consequente fluxo de visitantes e a configuração da relação entre antigos residentes e novos moradores

Disciplina
Referência Espacial
Região
Oeste Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_dda22e4f1383150a14e100e7e29d191f

Migração na RM de Campinas: produção do espaço urbano e impactos sociais

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dota, Ednelson Mariano
Sexo
Homem
Orientador
Cunha, José Marcos Pinto da,
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Espaço urbano
Mobilidade residencial
Região Metropolitana de (SP)
Resumo

A mobilidade espacial da população é um dos mais importantes componentes do crescimento demográfico das metrópoles, tanto para as mais antigas quanto para as mais recentes, como a RM de Campinas. A migração, entretanto, é um fenômeno com estreitas relações com a conjuntura demográfica e econômica de determinado momento histórico, ou seja, não pode ser entendida isoladamente sem que se considere essa conjuntura em nível local, regional e nacional. A RM de Campinas deve à migração parte preponderante do seu volume populacional, onde desde a década 70 os fluxos alcançaram volume relevante e apresentaram importantes modificações ao longo destes últimos 40 anos. A redução do crescimento demográfico observado nas últimas décadas, paralelamente à redução das migrações de longa distância, coloca em evidência as modalidades migratória de curta distância, que estão diretamente associadas ao crescimento demográfico e a expansão urbana dos municípios metropolitanos. Entretanto, essa migração não ocorre aleatoriamente entre os municípios, mas é direcionada através do processo de produção do espaço urbano, ou seja, responde a fatores amplos, que fogem do escopo social e da decisão à nível individual, ao menos da população pobre. Portanto, essa dissertação analisa as motivações da migração e sua implicação para os migrantes no âmbito da RM de Campinas, buscando compreender esses diferenciais segundo as modalidades migratórias (intrametropolitanos e externos) e os principais fluxos, que explicam a manutenção desta região como o principal pólo atrativo de população do Estado de São Paulo

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Região Metropolitana de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/785364

O processo de ocupação do espaço urbano na cidade de Sorocaba e sua região

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Frey, Henrique
Sexo
Homem
Orientador
Hogan, Daniel Joseph
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Espaço urbano
Resumo

Este trabalho tem por objetivo entender o processo de ocupação do espaço na Aglomeração Urbana de Sorocaba-SP. Trata-se de uma importante aglomeração, com mais de um milhão de habitantes, localizada em uma área de grande dinamismo econômico, no entorno da Região Metropolitana de São Paulo. No atual cenário de transformações na rede urbana paulista destacam-se novos padrões de articulação regional que, no caso da mobilidade espacial da população, pode ser apreendida pelos movimentos migratórios de curtas distâncias e por meio dos deslocamentos entre casa e trabalho, os chamados movimentos pendulares. O estudo acompanha, portanto, a tendência dos estudos urbanos recentes e deve contribuir para a compreensão da dinâmica de uma das regiões que compõe a macro metrópole de São Paulo, que tem sido pouco estudada. A estrutura e dinâmica da AU de Sorocaba serão observadas a partir do processo da redistribuição espacial da população com os dados do censo demográfico do ano 2000. O estudo considera, portanto, que a dinâmica demográfica orientada pelo fenômeno migratório participa decisivamente do processo de produção e reprodução social que consolida a estruturação do espaço urbano. Cabe destacar ainda que os desdobramentos do processo de desconcentração produtiva verificados para o estado de São Paulo e a consequente inflexão dos tipos e modalidades migratórias, com a emergência de novas modalidades de deslocamento espacial da população, constituem-se como pano de fundo da presente análise

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Sorocaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1990

População e riscos as mudanças ambientais em zonas costeiras da Baixada Santista = um estudo sociodemográfico sobre os municípios de Bertioga, Guarujá e São Vicente

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, César Augusto Marques da
Sexo
Homem
Orientador
Carmo, Roberto Luiz do
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Avaliação de riscos ambientas
Gerenciamento costeiro
Mudanças ambientais globais
Dinâmica populacional - Baixada Santista (SP)
Resumo

Durante as últimas décadas a demografia discutiu importantes conceitos ao tratar da relação entre dinâmica populacional e mudança ambiental. Surgiram novos caminhos,buscando compreender essa relação em análises centradas no entendimento do papel do espaço, dos padrões de produção e consumo, do risco e da vulnerabilidade. Recentemente,com a confirmação das estimativas das mudanças climáticas, a demografia é novamente desafiada a elucidar os elementos da dinâmica populacional que afetam o clima e que porela são afetados. Nessa pesquisa objetiva-se compreender elementos desse segundo ponto, analisando riscos ambientais às mudanças climáticas em populações residentes em zonascosteiras. Mais especificamente, analisamos a dinâmica de três municípios costeiros do Estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista: Bertioga, Guarujáe São Vicente. Tais municípios, majoritariamente urbanos, abrigam espaços diferenciados e desiguais, tanto do ponto de vista geográfico como social. Geograficamente, a presençade morros, rios, estuários e do próprio mar, condicionam a formação de riscos ambientais diferenciados. Socialmente, com a ocupação dos espaços para usos diversos (residenciais,turísticos e industriais), e por grupos com perfis sócio-econômicos particulares, cada um desses riscos atinge populações também específicas. A partir desses fatores a hipótesedo trabalho é que populações com características distintas passam por diferentes riscos ambientais. Desse modo, os riscos que selecionamos são relativos às mudanças ambientais:a elevação do nível do mar, as inundações e os deslizamentos. Para cada um desses riscos, e de suas possíveis combinações, foram criadas zonas de risco, utilizando os dadosde setores censitários. Os resultados indicaram a confirmação da nossa hipótese: populações mais pobres estão nas imediações de corpos d'água e morros, áreas onde a possibilidadedas intensificações de inundações e deslizamentos é maior, enquanto as mais ricas localizam-se próximas ao mar, onde o maior risco é o da elevação do nível médio do mar

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Bertioga; Guarujá; São Vicente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)

Densidade e diversidade : as dimensões de compacidade urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freire, Rodrigo Argenton
Sexo
Homem
Orientador
Monteiro, Evandro Ziggiatti
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura, Tecnologia e Cidade
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades - Planejamento
Desenho urbano
Paisagem urbana
Solo urbano - Uso - Estudo de casos
Crescimento urbano
Resumo

O processo de desenvolvimento urbano compacto é associado à sustentabilidade e tem como aspectos principais o uso eficiente do solo e a vitalidade urbana em diferentes períodos do dia. Essas características relacionam-se a duas dimensões: densidade e diversidade. No entanto, existe uma tendência de dispersão e fragmentação do tecido urbano evidenciada nas cidades latino-americanas. Essa evidência é, no entanto, geral, e portanto deve-se compreender como os diferentes níveis de compacidade existem no território e como se traduzem em termos de forma urbana. Parte-se do pressuposto que diferentes áreas apresentam diferentes níveis de densidade e formas de ocupação do solo. O objetivo da pesquisa é relacionar as dimensões de compacidade e forma urbana de três municípios que compõem a Região Metropolitana de Campinas (Hortolândia, Valinhos e Campinas). A pesquisa, de caráter exploratório, é estruturada por meio do estudo de caso dos três municípios. A caracterização é realizada por meio da identificação dos níveis de densidade e diversidade dos setores censitários, utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e consequente agrupamento desses para composição de recortes espaciais. Em seguida, é proposta a leitura morfológica de cada recorte buscando-se associar os níveis de densidade e diversidade com os aspectos morfológicos. Os resultados encontrados permitem identificar que não existe uma relação direta entre os níveis de densidade e diversidade, mas permitem o estabelecimento de relações entre ambas as dimensões e os aspectos morfológicos, sendo que a forma urbana acaba por representar alto grau significância na caracterização dos níveis de compacidade e impacta, diretamente, na sustentabilidade urbana.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Hortolândia
Valinhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.researchgate.net/publication/325764684_DENSIDADE_E_DIVERSIDADE_As_dimensoes_de_compacidade_urbana