Fluxos populacionais e migrações
Conquista do espaço: trabalho e utopia nos escritórios de São Paulo
A tese trata de modelos de cidade e explora questões relativas ao trabalho e à utopia para, finalmente, desenvolver a análise de alguns aspectos do fenômeno urbano em São Paulo.
Os Ciganos: aspectos da organização social de um grupo cigano em Campinas
A dissertação apresenta um estudo etnográfico sobre um grupo de ciganos da cidade de Campinas, com ênfase em aspectos de sua organização social, realizado através de observação participante.
Estrutura Familiar e Mobilidade Social: estudo dos japoneses no estado de São Paulo
Interação do Operário de Origem Rural na Sociedade Urbano-Industrial da Grande Porto Alegre: estudo preliminar de um modelo de interpretação
Da Paraíba pra São Paulo e de São Paulo pra Paraíba: migração família e reprodução da força de trabalho
O objetivo deste trabalho é analisar a migração do campo para a cidade e da cidade para o campo. Tomei como universo empírico uma área do Sertão da Paraíba e uma área de Região Metropolitana de São Paulo. Nestas duas áreas pesquisei um mesmo grupo de famílias, segmentadas entre o campo (os pais) e a cidade(os filhos). A migração é analisada através das manifestações concretas e específicas do desenvolvimento capitalista sobre a reprodução dos trabalhadores (no campo e na cidade) na década de 70 e os quatro primeiros anos da década de 80. No campo, o desenvolvimento do capitalismo pauperiza as unidades de produção familiar e ao mesmo tempo gera, permanentemente, um exército industrial de reserva. Frente a essa situação, a família se utiliza de diversas estratégias, destacando-se aqui a migração de alguns filhos para a cidade. Na cidade, o desenvolvimento do capitalismo deteriora as condições de reprodução dos trabalhadores assalariados e ao mesmo tempo gera também, um exército industrial de reserva, representado em populações que estão ora trabalhando, ora desempregadas, ora no subemprego. A migração para o campo é uma estratégia regularmente utilizada por aqueles trabalhadores que ainda tem ligação com familiares no campo. A migração do campo para a cidade e da cidade para o campo, é, portanto, analisada neste trabalho como uma das estratégias de sobrevivência da família para enfrentar a deterioração das condições de vida e trabalho, imprimida pelo desenvolvimento do capitalismo nestes dois espaços sócio-econômicos. Desta forma, a análise mostra que a migração expressa a interdependência existente entre a reprodução das unidades de produção familiar no campo e da força de trabalho assalariada na cidade.