Arte e estética

Corpo e Artes Visuais nos anos 1990: Panorama de 97 e Bienal de 98

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Priscilla Ramos da
Sexo
Mulher
Orientador
Couto, Maria de Fatima Morethy
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Artes
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte moderna
Corpo
Arte brasileira - 1990
Bienal Internacional de São Paulo
Resumo

Este trabalho — uma investigação sobre a emergência do tema do corpo nas artes visuais da década de 1990 — é composto de três capítulos. O primeiro parte da premissa de que a irrupção do corpo como um tema privilegiado na arte dos anos 1990 relaciona-se ao estabelecimento de uma crise. Ao examinar esta crise, através de uma análise dos debates levantados por alguns teóricos do corpo na contemporaneidade, o capítulo tece um panorama para a compreensão da arte do corpo produzida nos anos 1990. Já o segundo capítulo trata de como a emergência do corpo enquanto um "problema" na cultura contemporânea refletiu-se no campo das artes visuais. Além de analisar alguns artistas e exposições que obtiveram destaque internacionalmente nos anos 1990, o capítulo discute as teorias ou conceitos do "abjeto" e do "pós-humano", largamente empregados pela crítica na caracterização da arte do corpo do período. Já o terceiro e último capítulo examina a arte do corpo realizada no Brasil tendo como parâmetros o 25º Panorama de Arte Brasileira (1997) e o segmento Um e Outro da XXIV Bienal de São Paulo (1998). Duas das mostras periódicas de maior prestígio no país, o Panorama e a Bienal atestam a importância assumida pelo tema do corpo na arte brasileira dos anos 1990

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1990
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/284269

Os salões de Arte Comtemporânea de Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Zago, Renata Cristina de Oliveira Maia
Sexo
Mulher
Orientador
Couto, Maria de Fatima Morethy
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Artes
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Museu de Arte Contemporânea de Campinas
Salões de arte
Grupo Vanguarda
Coleções artísticas
Resumo

Os Salões de Arte Contemporânea de Campinas aconteceram no Museu de Arte Contemporânea de Campinas de 1965 a 1977, sendo posteriormente retomados, em duas edições, nos anos 1980. Inicialmente realizados nos mesmos moldes de um salão tradicional foram, ao longo de suas edições, modificando seu caráter e sua estrutura. O certame pretendia, além de mostrar a produção de arte emergente naquela época, discutir como deveria ser organizado um Salão de Arte. Tais eventos, que no início obtiveram pequeno destaque, aos poucos se transformaram em acontecimentos de grande relevância, procurados por artistas do Brasil todo. Podemos dividir as exposições em dois momentos: no primeiro, de 1965 a 1969, as obras eram inscritas nas categorias estéticas tradicionais. No segundo, houve uma grande preocupação dos organizadores da mostra em atualizá-la, assim como acontecia em exposições de mesmo caráter em outros locais do Brasil, como em São Paulo e Rio de Janeiro. O estudo faz um levantamento da trajetória destas exposições, realizadas nos anos 1960 e 70, procurando dar ênfase às diretrizes que as nortearam e ao tipo de arte que abrigaram.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Localidade
Museu de Arte Contemporânea de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1965 a 1977
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/285032

Ensino e aprendizagem na cerâmica popular figurativa: a experiência de Taubaté

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Betiol, Carmen Fabiana
Sexo
Mulher
Orientador
Duarte Junior, João Francisco
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Artes
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Cerâmica
Taubaté (SP)
Arte figurativa
Arte popular
Artesanato
Resumo

Esta pesquisa se propõe a realizar um estudo dos ceramistas do município de Taubaté/SP, com enfoque na tradição de ensino que se estabelece entre as gerações, mantendo, assim, acesa a produção há mais de 150 anos. A cerâmica popular figurativa taubateana nasceu em meados do século XIX com a imigração européia, tendo sido a devoção católica decisiva para os artesãos da cidade se dedicarem à criação de presépios e imagens sacras. Muito contribuiu para esse trabalho com o barro o fato de Taubaté ser banhada pelo rio Itaim, originalmente fonte de sua matéria-prima. Outros fatores contribuíram e contribuem para essa arte existir há mais de um século, como o ensinamento de fazer essas figuras dentro das famílias. Além das relações de parentescos permearem a constituição do grupo, surgem também as relações de ensino entre os vizinhos. Atualmente, o aprendizado também é transmitido para as pessoas fora dessa comunidade, o que ocorre principalmente desde a abertura da Casa do Figureiro, local de produção e venda dessa cerâmica. A criação desse espaço ampliou as possibilidades de geração de renda, outro fator fundamental para tal prática. As figureiras, mulheres que fazem as figuras de barro, representam, hoje, um grupo significativo de manifestação da cultura popular, expressando-se, criando e ensinando às novas gerações o seu ofício. Nesse sentido, a pretensão deste projeto é: descrever e analisar os processos de ensino e aprendizagem presentes nessa tradição. O como são vivenciadas as formas de aprendizagem para essas pessoas a partir de processos (ou métodos) de ensino, criados pelas gerações anteriores, é o grande foco deste trabalho. Nessas ações estão as experiências de ser aprendiz e também de ser o mestre do ofício em fazer figuras. Este estudo procura compreender e registrar essas vivências, como são desenvolvidas e se transformam para constituir também uma tradição de ensinar e aprender. Procura-se, pois, pensar as relações existentes nesse processo, por isso o texto se intitula: ensino e aprendizagem na cerâmica, diferentemente de ensino e aprendizagem da cerâmica. Aqui, não se encontra um manual de como fazer figuras de barro, por isso não são amplamente evidenciadas as técnicas, que são somente citadas com o intuito de exemplificar as situações e relações de ensino e aprendizagem desses sujeitos. Neste trabalho de registro e discussão, enfoca-se como essas pessoas ensinam, aprendem e apreendem o ofício de ser figureiro.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Taubaté
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/285144

Ver além da máscara

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lopes, Melissa dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Veronica Fabrini Machado de
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Artes
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mimesis Corporea
Commedia dell'arte
Desenraizamento
Resumo

A presente dissertação busca rastrear um processo de criação em Artes Cênicas que tem como ponto de partida a conjugação entre ação comunitária e criação cênica. Baseia-se na análise do personagem peão boiadeiro, criado por meio da prática em mímesis corpórea, a partir da observação de moradores de rua da cidade de Campinas/SP e da personagem Nina, criada a partir da observação de mulheres em assentamentos rurais. Neste sentido, essa investigação prática/teórica tem como foco o estudo dos limites entre personagem e tipo, apoiando- se na Commedia dell'Arte e na Mímesis Corpórea. Já como proposta, essa dissertação procura apontar a importante colaboração entre teatro e ação comunitária, tanto do ponto de vista da investigação da linguagem cênica, quanto da atuação do artista cênico junto à sociedade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/284110

Antonio Parreiras: a trajetória de um pintor através da critica de sua época

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Motta, Liandra
Sexo
Mulher
Orientador
Kuhl, Paulo Mugayar
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Artes
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte Brasileira
Antonio Parreiras
História da Arte
Resumo

A presente dissertação resulta de estudo realizado a partir da crítica à obra e vida do artista brasileiro Antônio Diogo da Silva Parreiras, nascido em 20 de janeiro de 1860, na cidade de Niterói - RJ, e falecido em 17 de outubro de 1937, na mesma cidade. A pesquisa se inicia com o levantamento e a transcrição de críticas às suas obras e artigos sobre sua vida pessoal e profissional (escritos por ele ou por outros autores), publicados por jornais e revistas em circulação entre os anos de 1883 (data de sua primeira exposição) e 1937 (data de seu falecimento), nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Foi assim elaborada uma breve biografia do pintor, com ênfase em seu percurso profissional, além de análises que discutem diversos aspectos, como o contexto em que os artigos foram publicados, quem os escrevia e quem os publicava, a receptividade às suas obras, sua relação com a Academia Imperial de Belas Artes, mais tarde Escola Nacional de Belas Artes, e seu posicionamento diante das revoluções artísticas da época. Particularmente, sua luta por uma arte livre das cópias, a busca por uma produção nacional respeitável e de qualidade, e a criação e direção de uma escola de pintura ao ar livre, por ele denominada Escola ao Ar Livre. Finalmente, sua efetiva contribuição para a evolução da arte brasileira.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1883-1937
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/284340

Construção de formas geométricas no espaço analisando as obras de Franz Weissmann e Amilcar de Castro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gregato, Márcia Elisa de Paiva
Sexo
Mulher
Orientador
Valle, Marco Antonio Alves do
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
(N/I)
Programa
Artes
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
João Francisco Duarte Junior
Escultura
Franz Weissmann
Resumo

Esta dissertação apresenta como meta o estudo teórico, crítico e histórico da obra de dois grandes mestres da escultura moderna em suas manifestações neoconcretas no Brasil, tendo como intenção, investigar as preocupações expressivas dos artistas no contexto da história da arte, bem como a organização formal e espacial das obras analisadas, comparando-as entre si e criando elos capazes de aproximar algumas pesquisas artísticas pessoais, iniciadas durante a graduação em Artes Plásticas na Universidade de Campinas, aos conceitos aqui analisados. O método utilizado está mais próximo dos estudos de caso do que dos procedimentos de um panorama histórico convencional. Esses estudos visam a formar um conjunto de conceitos que não apenas revelam as questões esculturais implícitas nas obras estudadas, mas que também possam ser aplicados ao meu trabalho pessoal de construção de objetos nessa mesma linha de pensamento. Algumas importantes obras não foram incluídas neste texto. Tais escolhas foram guiadas pelo fato de serem as obras analisadas, representantes de procedimentos recorrentes particulares nos artistas, possibilitando assim uma abordagem de aspectos fundamentais que se assemelham ou diferenciam-se em cada um deles. Sem que exista a pretensão de esgotar o tema, propus-me a explorar apenas algumas das mais variadas e complexas manifestações de cada fazer, crendo que o texto que se segue servirá como um conjunto de investigações significativas por meio da qual se deu forma a essa pesquisa.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/284727

O espelho de Volpi: o artista, a crítica e São Paulo nos anos 1940 e 1950

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rosa, Marcos Pedro Magalhães
Sexo
Homem
Orientador
Pontes, Heloisa André
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Volpi, 1896-1988
Modernismo (Arte) - Brasil
Crítica de arte
Arte e antropologia
São Paulo (Estado) - Vida intelectual
Resumo

O pintor Alfredo Volpi (1896-1999) nasceu na Itália e se formou em São Paulo no contato com artistas imigrantes. Ele é considerado, por diversos estudiosos, um dos mais importantes pintores brasileiros. Vários críticos dedicaram-se às suas obras, quase sempre recorrendo a uma narrativa a respeito de sua biografia e personalidade. Essa forma de analisar Volpi, embora exista até hoje, remonta a Mário de Andrade (1893-1945) e Mário Pedrosa (1900-1981). Mais precisamente, ao período entre 1944 e 1957, quando, em São Paulo e no Rio de Janeiro, aconteceram importantes exposições do artista. Respectivamente, a primeira mostra individual e a primeira retrospectiva. É nesse período que Volpi é abrasileirado e ascende ao nosso panteão. Tomei essa personalidade pública como foco de análise, o que significa que me debrucei sobre a relação entre os críticos de arte e o próprio artista no período em que Volpi atuava. Há um diálogo entre as expectativas dos primeiros e a produção do segundo. Nessa conversa, mais ou menos tensa, a noção de pessoa, tema clássico da Antropologia, é mobilizada para embaralhar a posição do sujeito e sua obra. Nessa dissertação, ambos, pintor e pintura, criam-se simultaneamente e dividem a prerrogativa heurística para apreensão do processo. É, ao abrasileirar Volpi, que os críticos conseguem renovar a história da arte e relativizar os cânones que já haviam se estabelecido. Ou seja, é ao instituir uma personalidade específica, um proletário com pendor artesanal e isolado no subúrbio de São Paulo, que os críticos e o artista fizeram a história da arte nacional se desenrolar. Esse processo, analisado por outro ângulo, revelou a importância das redes de artistas imigrantes em São Paulo e a centralidade de instituições, como os colégios técnicos, que, na capital paulista, possibilitaram o surgimento de uma iconografia brasileira feita por imigrantes e filhos de imigrantes. O artista, por meio de sua obra, e a crítica de arte são espelhados um no outro. Ambos revelam uma negociação ao redor das ideias de nacionalismo e modernidade que situa e consagra Alfredo Volpi.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1940-1950
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279635

O Lugar do Fandango Caiçara : natureza e cultura de "povos tradicionais", direitos comunais e travessia ritual no Vale do Ribeira (SP)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Rodrigues, Carmem Lúcia
Sexo
Mulher
Orientador
Brandão, Carlos Rodrigues
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2013.907950
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Fandango
Cultura popular
Direitos humanos
Patrimônio cultural
Ritual
Resumo

O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou no final de 2012 o registro do Fandango Caiçara como 'Patrimônio Cultural do Brasil'. Ainda que tal medida seja importante para apoiar lutas emblemáticas por direitos territoriais de caiçaras que vivem em áreas litorâneas no sudeste e no sul do Brasil, há ainda múltiplos aspectos do Fandango que devem ser melhor compreendidos pela antropologia. Ao propor uma discussão teórica inspirada em estudos sobre rituais, este trabalho apresenta uma Etnografia do Fandango Caiçara em que foram analisados dados da recente pesquisa de campo realizada no Vale do Ribeira (SP). Interessa-me discutir o presente significado de manifestações populares que haviam sido consideradas extintas, mas que, paradoxalmente, ressurgem com vitalidade surpreendente nos últimos anos em vários lugares do Brasil e do mundo. Este é também o caso do Fandango Caiçara, que além de animar festas familiares e encontros comunitários, tem sido celebrado em espetáculos de cultura popular em importantes centros urbanos. O Fandango parece evocar, na atualidade, um possível movimento de passagem de uma situação para outra, de uma condição a outra, que além do reviver das coisas boas do "tempo dos antigos", possibilita a criação ou a travessia para um mundo melhor, de acordo com a perspectiva daquelas pessoas. Faz alusão, de tal modo, à reelaboração constante dessa expressão cultural, bem como à subjacente rearticulação da identidade coletiva caiçara.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Vale do Ribeira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/907950

Passagens pelas ruas de São Paulo em narrativas (auto)biográficas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ciavatta, Hugo
Sexo
Homem
Orientador
Kofes, Suely
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Pessoas desabrigadas - São Paulo (SP) - Narrativas pessoais
Autobiografia
Vida urbana - São Paulo (SP)
Antropologia urbana
Resumo

Apresento uma etnografia de intenção biográfica sobre pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo. Frequentando a sede da OCAS (Organização Civil de Ação Social), que edita a revista 'Ocas" - saindo das ruas', exemplares vendidos por pessoas em situação de rua, trazendo as histórias de uma seção da publicação e encontrando regularmente Esmeralda do Carmo Ortiz, que em 2000 publicou "Esmeralda - por que não dancei", uma narrativa de sua vida, cuja maior parte ela vivera nas ruas do centro da cidade, procuro refletir sobre essas narrativas (auto)biográficas à luz da antropologia urbana. Inicialmente, procuro encontrar a abordagem biográfica em antropologia para as narrativas de vida que trago ao longo da dissertação. Em seguida, no primeiro capítulo, faço um percurso analítico que combina um recorte da antropologia urbana dedicada ao universo dos moradores de rua, em São Paulo, especialmente, em que aponto os usos que essa área faz de "biográfico". Nos capítulos seguintes, então, apresento a etnografia das narrativas (auto)biográficas. Primeiro, percorro as edições da revista publicada pela OCAS, especialmente na seção "Cabeça Sem Teto", dedicada às histórias de pessoas que estavam ou estiveram em situação de rua, e isso junto às histórias que conheci na própria instituição. Por fim, recupero a história de Esmeralda Ortiz, combinando sua narrativa autobiográfica registrada em livro com os encontros que tive com ela, refletindo sobre sua trajetória de vida.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279033

Lugares, pessoas e palavras: o estilo das minas do rock na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CAMARGO, Michelle
Sexo
Mulher
Orientador
KOFES, Suely
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Estilo de vida - São Paulo (Estado)
Gênero
Fanzines
Feminismo
Resumo

Esta dissertação tem o objetivo de construir uma interpretação do processo pelo qual se construiu o estilo das minas do rock, no período de 1995 a 2008, expresso no espaço público, por meio de shows, oficinas e produção de fanzines de papel. As minas do rock, tem um feminismo polifônico como tema central de seu estilo, que se constrói por meio da escrita de fanzines, do comportamento e da estética corporal. Com o transcorrer deste processo, há uma redução da capacidade deste estilo em produzir interferências na cena do underground paulistana, denominado nesta dissertação de deffusion em que o estilo das minas do rock passa a ser um estilo consumido em shows e festas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1995-2008
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279036