A Favela e seus trânsitos turísticos
Discute-se o processo de elaboração da favela como atração turística inserindo-o em um duplo contexto: no campo dos chamados tours de realidade e no fenômeno de circulação global da favela como trademark. Apresenta-se como referente empírico a Rocinha, caso paradigmático de “favela turística”, com passeios ocorrendo regularmente desde inícios da década de 1990 e com um volume de cerca de três mil turistas por mês. A metodologia envolve diferentes estratégias de pesquisa: entrevistas em profundidade com informantes qualificados, observações de campo e observação participante nos tours. O artigo encerra com algumas ponderações sobre a prática do turismo em áreas de pobreza.