Ongs e Terceiro Setor
O Problema da Exclusão do Direito
Balcão de Direitos: prespectivas de um espectador engajado
Balcão de Direitos uma Experiência de Profissionalização e Interlocução Social
Where the Boys are Atittudes Related to Masculinity, Fatherboad, and Violence Tonard Women Emong Low-Income Adolescent and Goung Adult Males in Rio de Janeiro, Brazil
Transporte e Cidadania na Cidade de São Paulo: inserção e exclusão no espaço urbano
A dissertação trata, em uma perspectiva histórica e dialética, da relação entre cidadania e o acesso ao sistema de 18 na cidade de São Paulo. Parte de duas hipóteses. A primeira é que muitos indivíduos na estão totalmente inseridos no espaço urbano, na medida em que são excluídos dele quando têm sua mobilidade limitada ou impedida. A cidadania é evidenciada como uma forma de inserção das pessoas no espaço urbano e a não-cidadania como uma forma de exclusão, na medida em que é impedido de deslocar-se, em obediência ao pressuposto de que sua mobilidade no espaço urbano é limitada. A segunda hipótese é que grande parte dos moradores de São Paulo perde irreparavelmente um tempo muito grande em deslocamentos e congestionamentos, o que também interfere na conquista da cidadania. Ou seja, há uma cidadania diminuída devido aos efeitos negativos decorrentes deste tempo gasto a mais para a mobilidade no espaço urbano. O trabalho tem os seguintes objetivos: a) levantar a interferência de elementos como a forma urbana e alagamentos na formação de congestionamentos na cidade; b) desenvolver um amplo diagnóstico das modalidades de transporte utilizadas pela população da cidade de São Paulo, sua oferta e demanda; c) identificar a diferença de mobilidade entre os indivíduos de acordo com o seu poder aquisitivo e localização no espaço urbano e a mobilidade relativa da maior parte da população.
Direitos Sociais: afinal do que se trata?
O livro reúne artigos escritos pela autora entre 1990 e 1998. O tema central que os une é o da pobreza e cidadania ou as possibilidades da cidadania no Brasil. A autora lida com os frágeis limites entre a possibilidade e a impossibilidade de um mundo comum onde seja viável a elaboração de critérios e parâmetros de medida capazes de orientar as relações sociais. O primeiro artigo, de 1990, trata da noção de espaço público em Hannah Arendt com ênfase na seguinte questão: o sentido político de espaços públicos democráticos e as possibilidades de um mundo comum. O segundo artigo tem como ponto de partida a perplexidades do início da década de 90, anos em que a pobreza estava no centro dos aspectos mais desconcertantes do Brasil. A autora analisa o fato de que apesar das conseqüências positivas dos movimentos sociais dos anos 80, refletidas em alguns aspectos na constituição de 1988, o país ainda convivia e convive ainda hoje com uma situação de violação dos direitos humanos e incivilidade nas relações sociais. A importância dos movimentos sociais dos anos 80 e seus desdobramentos em experiências democráticas nos 90, assim como o sentido político dessas movimentações e as possibilidades que se descortinavam para o futuro do Brasil são temas do terceiro artigo. Redigido entre 1993 e 1994, trata-se de trabalho que se inscreve em um campo de debate que ultrapassou os limites da academia. O quarto artigo, com data de 1998, indaga sobre as possibilidades de uma sociedade mais justa e mais igualitária em um contexto de capitalismo globalizado e de revolução tecnológica. A autora trabalha com o deslize do conceito de justiça social num mundo como este, em que os direitos sociais antes promessa da modernidade agora são tratados como avessos a ela.