Medicina Social / Saúde Pública

ABORTO PROVOCADO E INSEGURO 20 ANOS DEPOIS DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO, CAIRO, 1994: PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS – FAVELA MÉXICO 70, SÃO VICENTE – SÃO PAULO, BRASIL

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Tassia Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
REBECA DE SOUZA E SILVA
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Aborto Induzido/Estatística & dados numéricos.
Aborto Criminoso/Estatística & dados numéricos
Fatores Socioeconômicos.
Brasil
Resumo

Após 20 anos da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD) realizada no Cairo em 1994, a situação do aborto no Brasil permanece praticamente a mesma. Objetivo: Esta pesquisa teve como finalidade calcular a prevalência de mulheres com aborto provocado e inseguro (AP) bem como as características sociodemográficas (CSD) a ele associadas em um a população de baixa renda. Método: Trata-se de um estudo transversal, com amostra aleatória de mulheres em idade fértil de 15 a 49 anos de idade, 860 mulheres ao todo, residentes na Favela México 70, em São Vicente - SP, efetuada no último trimestre de 2008. O método utilizado para a análise dos dados foi a regressão logística multinomial múltipla (RLMM) para determinar as principais variáveis independentes associadas à ocorrência de aborto provocado, com IC=95% e p<0,05. As análises estatísticas foram realizadas com o auxilio do programa SPSS versão 17.0. Resultados: Entre as 735 mulheres de 15 a 49 anos que apresentaram histórico de gravidez, observou-se mediana de 2 gestações para as mulheres sem aborto e, para as mulheres que declararam aborto provocado (AP), 51 Mulheres, uma mediana de 4 gestações. Foi observada ainda média de 2,7 filhos nascidos vivos/mulher entre essas últimas. No modelo final de RLMM permaneceram as seguintes variáveis independentes categorizadas: “número de filhos NV> 2” (OR=4,0), mostrando que as mulheres com 2 ou mais filhos apresentam uma chance 4 vezes maior de provocar um aborto e “aceitação do aborto por falta de condições econômicas” (OR=11,5) o que indica que as mulheres sem condições econômicas de prosseguir na gestação e/ou criar mais um filho apresentam chance 11,5 vezes maior de provocar um aborto. Conclusões: Pode-se concluir que, por falta de um sistema eficaz de contracepção e de planejamento familiar, mulheres de baixa renda ainda hoje recorrem ao aborto provocado para a diminuição da própria fecundidade e do tamanho da família, frente a uma gestação inesperada, não pretendida ou inoportuna.

Referência Espacial
Cidade/Município
SÃO VICENTE
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2938273

Gestão do trabalho em saúde: planos de carreira, cargos e salários como demanda histórica na saúde pública e características de sua implantação em municípios paulistas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vieira, Nelson Passagem
Sexo
Homem
Orientador
Lacaz, Francisco Antonio de Castro
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Coletiva
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Política de Pessoal
Gestão em Saúde
Gestão do Trabalho
Resumo

Os objetivos deste trabalho, realizado em cinco municípios de médio e grande porte do estado de São Paulo, foram analisar os processos de implantação de planos de carreira que contemplam servidores do SUS, bem como identificar e caracterizar, no Movimento da Reforma Sanitária (MRS) e no processo de implantação do SUS, a origem da ideia e da proposta dos planos de carreira na saúde e caracterizar os seus desdobramentos no processo de implantação do SUS. Métodos: Entrevistas com gestor e sindicalistas dos municípios estudados e análise dos documentos legais referentes ao processo de implantação dos planos de carreira, assim como análise documental referente ao MRS e ao processo de implantação do SUS. Resultados: Foi identificada e caracterizada a proposta de carreira na saúde no MRS, que se apropria e transforma a carreira burocrática para colocá-la a serviço da democratização da saúde. O processo de implantação do SUS trouxe dificuldades à efetiva implantação das carreiras, em especial no contexto das reformas neoliberais da saúde. A criação da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, no Ministério da Saúde, propiciou a retomada do tema da carreira no SUS. Nos municípios estudados, a implantação da carreira ocorreu no contexto de fragmentação da força de trabalho do SUS, privatização dos serviços e pouco protagonismo sindical. Conclusão: As Diretrizes Nacionais do PCCS-SUS tiveram influência restrita nos planos implantados. A Lei de Responsabilidade Fiscal favorece os processos de terceirização e cria obstáculos ao fortalecimento e expansão das carreiras no SUS. Os processos de terceirização restringem o contingente de trabalhadores abrangidos pelos planos de carreira e fortalecem as práticas clientelistas na administração pública.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1618550

Levantamento sobre os programas de prevenção ao uso de drogas nas escolas ensino fundamental e médio das redes pública e privada de ensino do município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
ANA PAULA DIAS PEREIRA
Sexo
Mulher
Orientador
ZILA VAN DER MEER SANCHEZ DUTENHEFNER
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Idioma
Português
Palavras chave
Epidemiologia
Prevenção
Escola
Abuso de drogas
Resumo

A necessidade e importância da realização de um diagnóstico sobre as ações preventivas do uso de drogas nas escolas são evidentes, pois a escola é reconhecida como um ambiente relevante para a realização de uma educação preventiva eficaz. Objetivo: Conhecer ações desenvolvidas para prevenção ao uso de drogas nas escolas do ciclo fundamental II (do 6º a 9º ano) e médio (1º a 3º ano) da rede pública e particular de ensino do município de São Paulo. Metodologia: Estudo transversal com uma amostra probabilística de 263 dirigentes escolares. Utilizou-se a técnica de amostragem sistemática para realização do sorteio da amostra. As escolas sorteadas foram convidadas a participar do estudo através do endereço eletrônico e por contato telefônico. Aplicou-se um questionário fechado, de autopreenchimento, através da internet. O questionário continha perguntas sobre programas de prevenção ao uso de drogas na escola e suas características. Teste de qui-quadrado e teste t foram utilizados para testar hipóteses de comparação entre escolas públicas e privadas. Regressão logística permitiu identificar os fatores associados à implantação de programas de prevenção nas escolas. Resultados: A análise dos dados apresenta que 42,5% (n=100) das escolas avaliadas possuem programa de prevenção ao uso de drogas inserido no cotidiano e no programa pedagógico da escola. Quase todos os dirigentes (84,8%, n=217) concordam totalmente que a escola é um espaço adequado para o desenvolvimento de programas de prevenção ao uso de drogas. Na análise do modelo multivariado notou-se que a experiência do dirigente da escola é um fator importante para a implementação de programas de prevenção ao uso de drogas. Segundo a estimativa pontual do odds ratio, a cada ano de atuação do dirigente na educação, a chance da escola ter um programa de prevenção aumenta em aproximadamente 4% (OR= 0,041; IC95%=1,006; 1,080). O fato de a escola experimentar técnicas de ensino inovadoras também aumenta significativamente (OR= 6,174, IC95%=2,011; 19,043) a chance da escola desenvolver um programa de prevenção ao uso de drogas inserido no cotidiano e em seu projeto pedagógico. A falta de recurso financeiro é o maior desafio para os dirigentes desenvolvem um programa no contexto escolar, principalmente na rede estadual de ensino. As barreiras foram mais presente significativas nas redes estadual (E) e municipal (M), quando comparadas com as rede privada (P), destacando-se: a falta de material didático (E=75,3%, M=71,1%, P= 32,7%, p<0,001), a falta de dinheiro (E=63,3%, M=44,6%, P= 20,8%, p<0,001) e as demandas concorrentes para ensino de outras disciplinas (E=51,0% M=71,1%, P=54,9%, p=0,019), Nas escolas que possuem programas de prevenção, as estratégias são destinadas aos alunos (94,0%), apresentam em seus programas modelos integrados: educação para saúde (92,0%), educação afetiva (91,0%), educação para o conhecimento científico (82,6%), treinamento para resistir (71,4%), treinamento para habilidades pessoais e sociais (69,7%) e oferecimento de alternativas (66,0%). Na rede pública os programas são mais promovidos pela polícia (E=66,7%, M=77,8%) e na rede privada por uma equipe da própria escola (68,0%). Conclusões: No município de São Paulo a prevalência de programas de prevenção ao uso de drogas é baixa nas escolas das redes municipal, estadual e privada de ensino fundamental II e ensino médio. Ações emergentes que possam aumentar essa prevalência são necessárias, como propostas governamentais pautadas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e inseridas na forma de políticas públicas visando à integração e articulação permanente dos setores de educação e saúde.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=461433

Corpo, saúde e trabalho em motoristas do transporte coletivo de Goiânia

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Gardênia de Souza Furtado Lemos
Sexo
Mulher
Orientador
Pedro Paulo Gomes Pereira
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Corpo humano
Corporalidade
Motorista profissional
Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar a relação trabalho e corpo em motoristas do transporte coletivo na cidade de Goiânia. As multifacetas do fenômeno trânsito e transporte nas grandes cidades afeta particularmente os trabalhadores desse campo. Para alcançar o proposto, que consistiu em analisar como os motoristas compreendem o afetar mútuo entre seus corpos – entendidos aqui como socialmente construídos – e o trabalho foi realizada pesquisa qualitativa e aproximação etnográfica com esses profissionais. Categorias surgidas empiricamente como: corpo, corporalidade, trabalho e saúde/doença foram discutidas sob aporte socioantropológico e priorizaram-se as narrativas dos interlocutores com o objetivo de acessar um conhecimento que lhes é expresso pelo corpo e acessível por experiências corporais. Os ruídos, os odores, os contatos com outras pessoas, o ir-e-vir, os cuidados ou a falta de cuidados com o próprio corpo (posturas inadequadas, má alimentação, pouca hidratação, sono irregular, pouco descanso, falta de proteção solar, etc.) constroem um saber adquirido no corpo ou encarnado, para o qual este estudo pretendeu chamar a atenção. Os olhares, as posturas, as técnicas corporais, o vestuário (uniforme) fazem parte da inscrição dessas pessoas na categoria motoristas do transporte coletivo de Goiânia e região metropolitana. Além de evidenciar algumas formulações corporificadas pelos interlocutores, a consolidação desta pesquisa pretende alertar para a importância da realização de estudos e pesquisas, que possibilitem municiar estratégias e políticas públicas de mobilidade e saúde que incluam o trabalhador motorista do transporte coletivo público.

Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
2012

Aids e adesão à vida: seguindo uma rede de pessoas vivendo com HIV

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pedro Santo Rossi
Sexo
Homem
Orientador
Pedro Paulo Gomes Pereira
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
aids
adesão ao tratamento
rede
ONG
Resumo

Com o objetivo de pesquisar como vivem as pessoas com HIV e em tratamento com drogas antirretrovirais, elegi para o estudo um segmento de pessoas envolvidas na fundação de uma ONG na região de Franco da Rocha-SP. Tinha em mente acompanhar a rede de relações que se estabeleceriam ao longo do desenvolvimento da ONG e a proposta era acompanhar cada participante registrando os movimentos, os problemas e as realizações. O trabalho consistiria na produção de um texto que pudesse transmitir as narrativas dos próprios pacientes e dos profissionais do serviço, nas questões que rodeiam a adesão ao tratamento com drogas antirretrovirais. Porém, como não houve o desenvolvimento desejável da instituição reorientei a investigação no sentido de seguir os rastros dos atores que permaneceram envolvidos com o movimento que fora iniciado. Isso resultou em seguir os rastros (entrevistar e conviver) com, além dos funcionários do serviço, alguns pacientes envolvidos com a ideia da ONG. Seguindo os atores nas atividades relacionadas ao movimento, conforme a Teoria Ator-Rede de Bruno Latour, passei dois anos em campo, registrando os eventos, filmando, fotografando, vivenciando os acontecimentos, entrevistando pessoas, tanto do lado do serviço, os funcionários, quanto do lado da ONG, os pacientes em tratamento. Disso resultou este trabalho onde abordo: a aids – da epidemia à adesão ao tratamento - partindo de uma breve revisão da história e dos conceitos da aids, características e desenvolvimento da epidemia no Brasil, no Estado de São Paulo e no município de Francisco Morato; a terapia antirretroviral e as dificuldades para a adesão ao tratamento; o local da pesquisa, Francisco Morato, mostrando o contexto de vida dos participantes da pesquisa; a metodologia de pesquisa antropológica segundo Bruno Latour, em que a etnografia procura descrever a rede de relações; a questão da organização não governamental procurando aclarar os interesses do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais, na figura dessas entidades; a descrição dos eventos realizados e o registro das narrativas das pessoas. Destacam-se as condições de penúria geral e alguns lances de solidariedade apesar das dificuldades dessa vida de restrições que não se restringe só aos aspectos do tratamento da saúde. Enfim, o remédio é o menor dos problemas para essa população na questão da aids e adesão à vida.

Referência Espacial
Cidade/Município
Franco da Rocha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22422

Prevalência e características de mulheres com aborto provocado: uma análise em três contextos do Estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ana Caroline Batista Luz
Sexo
Mulher
Orientador
Rebeca de Souza e Silva
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Aborto Induzido
Saúde Pública
Saúde Reprodutiva
Resumo

A gravidez indesejada seguida de aborto provocado constitui um grande problema de saúde pública, há de se enfatizar que as diferenças intra-urbanas ainda persistem fortemente, o que levam a diferentes graus de exposição dos indivíduos a certos riscos, além das diferenças espaciais, as características sociais deixam claro que ainda existe um grupo de mulheres com nível de fecundidade bastante elevado, permitindo afirmar que a segregação espacial presente nos municípios metropolitanos desencadeiam praticas reprodutivas distintas. O objetivo deste trabalho foi determinar os fatores associados à prevalência de aborto provocado entre mulheres em idade fértil em três áreas do Estado de São Paulo, no ano de 2006 e 2008. Por meio de aplicação de questionário entrevistou-se um total de 2842 mulheres dos três locais. A análise estatística foi dividida em duas partes: a primeira para o total de mulheres entrevistadas e a segunda somente com aquelas que declararam alguma gestação. Em ambos os grupos realizou-se comparação das características sociodemográficas dos três locais através de análise descritiva com teste exato de Fisher para comparar os perfis, em seguida análise univariada da resposta ter praticado aborto ou não em relação as características sociodemográficas através de regressão logística e finalmente regressão logística para construção do modelo final (p ?0,05) através do processo de seleção de variáveis do tipo backward. Percebemos dentre o total da amostra que 1973 mulheres declararam alguma gravidez em suas vidas e dentre este valor 131 (6,60%) afirmaram já ter cometido algum aborto. As variáveis que associadas foram preditoras para aborto provocado dentre as mulheres que engravidaram e, portanto foram influenciadoras para recorrência ao aborto foram; Favela México 70 (RC=1,67,IC95%=[1,027;2,715],p 0,039),Vila Mariana (RC=1,86, IC95%=[1,140 ; 3,037], p 0,013), idade contínua (RC=1,05, IC95%=[1,033 ; 1,083], p <0,001), escolaridade de 0 a 8 anos (RC=1,55, IC95%=[1,033 ; 2,335], p 0,034), não planejamento de alguma gestação (RC=12,04, IC95%=[27,571 ; 5,261], p <0,001), não possuir nascido vivo (RC=5,65, IC95%=[3,124 ; 10,249], p <0,001) e utilizar métodos contraceptivos não eficazes (RC=1,68, IC95%=[1,138 ; 2,487], p 0,009). A média da fecundidade obtida variou de 1,80 a 2,53 filhos, sendo a menor para a vila Mariana e a maior para a favela México 70. Percebemos também que quanto menor o número de nascidos vivos maior é a disponibilidade para abortar. Relatos de aborto se fizeram presente nos três locais, o que os diferenciou foi o método utilizado, o que dependia do poder aquisitivo da mulher.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006 a 2008

Sexualidade segundo jovens de dois grupos socioeconômicos da cidade de São Paulo, 2011

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lilia Maria Rosado da Fontoura
Sexo
Mulher
Orientador
Mara Helena de Andrea Gomes
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescentes
Sexualidade
Juventude
Resumo

O presente estudo tem como propósito a descrição do modo como os jovens de dois grupos socioeconômicos da cidade de São Paulo veem as questões sobre a sexualidade. Para alcançar os objetivos propostos, foi realizado um estudo descritivo e exploratório, utilizando uma abordagem qualitativa, através de entrevistas semiestruturadas com 24 adolescentes que cursavam a 3a série do Ensino Médio de uma escola pública e de uma escola privada da cidade de São Paulo. A partir da coleta de dados, foi realizada a categorização e as respostas dos jovens entrevistados foram agrupadas nas seguintes categorias temáticas: 1- sexualidade e escola; 2- sexualidade e família; 3- juventude e sexualidade; 4- vivências da sexualidade pelos jovens. A análise das entrevistas com os jovens confirma que o tema sexualidade, tanto na escola pública como na escola privada, não é abordado de forma sistematizada, embora esteja contemplado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) desde 1998 como um dos temas transversais. .Os entrevistados de ambas as escolas consideram que é necessário abordar a temática sexualidade de maneira mais aprofundada no Ensino Médio e sem tabus. Eles, também, sugeriram que o tema da sexualidade deveria ser trabalhado de forma diferenciada das aulas tradicionais, ou seja, através de dinâmicas e debates, o que propiciaria a ocorrência de uma maior integração entre os jovens. As entrevistas também mostraram que o diálogo sobre sexualidade nas famílias é difícil e a maioria dos entrevistados demonstrou ter grandes dificuldades de relacionamento com os pais. Geralmente, eles procuram os amigos para falar sobre o tema. Entre as motivações para a iniciação sexual, foram destacadas pelos jovens a curiosidade e o desejo da descoberta. Para a maioria, a iniciação sexual foi algo novo, natural e agradável. Tanto a afetividade como o diálogo sobre o tema entre os parceiros foram salientados como sendo importantes, para que a relação sexual fosse possível, principalmente, para as meninas. Quanto aos métodos contraceptivos mais conhecidos e utilizados pelos entrevistados, estão o preservativo e a pílula. A partir dos dados analisados nesta pesquisa, foi possível destacar a necessidade de conscientização e da preparação dos pais e dos professores, para possibilitar o diálogo com os adolescentes, responder suas dúvidas e orientá-los a perceber a sexualidade como algo inerente à vida e à saúde e que se expressa no ser humano em todas as fases de sua existência.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22383

Mudaram as Estações.... Nada Mudou: Profissionais do Sistema Único de Saúde e Mulheres Vítimas de Violência Doméstica no Litoral Paranaense

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Marcos Cláudio Signorelli
Sexo
Homem
Orientador
Pedro Paulo Gomes Pereira
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Sistema Único de Saúde
Gênero e Saúde
Acolhimento
Resumo

A presente tese empreendeu conhecer e analisar um pouco das relações que se estabelecem entre profissionais de saúde de Matinhos, litoral paranaense, e mulheres vítimas de violência doméstica. A violência doméstica provoca múltiplas repercussões na saúde das mulheres e gera desafiadora agenda para profissionais de saúde. Para atingir o objetivo, que consistiu em analisar como profissionais de saúde atendem mulheres vítimas de violência doméstica no âmbito da atenção primária à saúde, foi adotada pesquisa qualitativa e aproximação etnográfica com profissionais que atuam em uma Unidade Básica de Saúde do município. Os aspectos empíricos oriundos do campo foram cotejados com aportes teóricos das áreas de estudos de gênero, de violência e da arena da saúde coletiva. Realçou-se densa e tensa tessitura de negociações, imbricadas por relações hierárquicas e de poderes entre profissionais, mulheres, famílias, comunidade e sistema de saúde, assim como a influência sazonal na dinâmica local. A sazonalidade reverbera no estilo de vida da população e nos modos de estabelecimento de relações, marcadas por encontros e desencontros entre profissionais de saúde e mulheres. Também foi observada ausência de estrutura local oficial para manejo da problemática, que enseja outros modos de atuação e de estabelecimento das relações, como a abordagem de acolhimento em saúde, muito em voga em discursos da área de saúde coletiva, mas pouco problematizada. Por fim, destacou-se o papel chave de profissionais de saúde, em especial de agentes comunitárias/os de saúde, na condução de questões relativas às mulheres vítimas de violência doméstica que aportam no sistema. Em síntese, a consolidação deste estudo permitiu além de levantar indagações sobre os modos com que se operam relações entre profissionais e mulheres, também evidenciou a importância de estudos sobre a temática com focos em panoramas regionais, que levem em conta as particularidades que compõem o diverso mosaico do cenário brasileiro.

Referência Espacial
Cidade/Município
Matinhos
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
2011

Características sócio demográficas como fator determinante na prevalência de aborto provocado na cidade de São Paulo – 2008

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Milena Goulart Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Rebeca de Souza e Silva
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Aborto Induzido
Aborto Espontâneo
Saúde Pública
Saúde da Mulher
Estudos Transversais
Resumo

Abortar é o ato de interromper a gravidez antes mesmo do feto atingir a capacidade de viver fora da barriga da mãe. Alguns obstetras consideram o aborto a interrupção da gravidez no período igual ou inferior a 22 semanas de gestação. Independente de técnicas e pontos de vista com relação ao aborto leva-se em conta o lado social, o estado civil, a idade, o fato de se usar ou não algum método contraceptivo, a escolaridade e a renda obtida pelas famílias, em que a decisão de se abortar pode ser tomada a qualquer instante. Em alguns países a prática é legal e realizada em clínicas que podem oferecer o aparato necessário a este procedimento, diferentemente do que ocorre em países onde o aborto não é previsto em lei, pois este geralmente oferece risco à mulher, já que muitas vezes é praticado de forma insegura. No Brasil, o código penal vigente desde 1940 autoriza o aborto apenas em caso de estupro ou de risco de vida para a mãe, quando o mesmo é reconhecido como um importante problema de saúde pública em todo o mundo. O presente estudo estima a prevalência de mulheres com história de abortos em idade fértil (15 a 49 anos de idade), sendo um estudo transversal resultante da amostra de mulheres residentes na cidade de São Paulo – SP no ano de 2008. Os números foram obtidos perante aplicação de questionário, onde as variáveis consideradas estavam ligadas à classificação da mulher quanto à prática do aborto: que não praticaram aborto e aquelas que abortaram. As variáveis independentes constituíram na idade, atividade remunerada, renda, escolaridade, estado conjugal, contraceptivo e nascidos vivos. A análise estatística para a avaliação foi realizada através de testes de modelos de regressão log binomial com aproximação de Poisson e variância robusta. Dentre o total de mulheres entrevistadas com alguma gestação (n=683) 652 não provocaram o aborto (95,5%) e 31 mulheres o provocaram (4,5%). Já as mulheres solteiras (RP=2,79, p=0,0159) declararam um maior número de aborto quando comparadas às demais. O estudo aponta também mulheres de 40 a 44 anos (RP=2,76, p=0,0043) como as que mais recorreram à prática do aborto. Também, mulheres que disseram ter cinco ou mais filhos nascidos vivos, (RP=3,97, p=0,0013), usarem Pílula ou DIU (RP=2,70, p=0,0454) ou ainda métodos contraceptivos não eficazes (RP=4,18, p=0,0009) foram as que mais verbalizaram recorrer à prática.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21635

Nível de atividade física no transporte e no lazer em idosos residentes no Município de Maceió

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ana Raquel de Carvalho Mourão
Sexo
Mulher
Orientador
Luiz Roberto Ramos
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
atividade motora
idoso
atividade de transporte
Resumo

O rápido e intenso envelhecimento da população no Brasil e no mundo parece ser consequência de um melhor estado de saúde que se consegue durante certas fases da existência. Entretanto, a necessidade de manter a autonomia e a independência do idoso possui uma relação pertinente com os níveis de atividade física. Objetivo: Esta pesquisa tem por objetivo analisar e identificar o nível de atividade física e fatores associados, em especial nos domínios do transporte e no domínio lazer dos idosos residentes na zona urbana de cidade de Maceió, AL. Método: Para tanto, buscou-se fazer um estudo de delineamento transversal, de base populacional, com uma amostra de 319 idosos, sendo 97 do gênero masculino e 222 do gênero feminino; a média de idade foi de 69,24 anos (± 7.12 anos), com um valor mínimo de 60 anos e o máximo de 92 anos. Para avaliação da atividade física, particularmente nos domínios transporte e lazer, foi aplicado o “Questionário Internacional de Atividade Física” versão longa, tendo o ponto de corte em 150 minutos/semana, e para avaliação da saúde percebida foi utilizada a Escala de Saúde Percebida de De Vitta (2001). Os dados foram analisados por meio de análise descritiva, teste de Fisher e análise de regressão múltipla da razão de prevalência, sendo o nível de significância adotado de p<0,05. Resultados: Foram classificados como insuficientemente ativo no transporte 87,5%; no lazer, 76,2% dos idosos. A atividade física no transporte, considerada insuficiente, foi significativa entre os idosos com idades mais avançadas, por ter maior escolaridade, e considerar-se insatisfeito com a saúde física comparada na análise, ajustada nos dois modelos (modelo demográfico; modelo demográfico/saúde percebida). No lazer, a atividade física feita de forma insuficiente foi significante nas mulheres, nos homens com idade avançada, nos idosos com menor renda per capita, ao relatar a saúde física comparada e a autopercepção da saúde mental de insatisfeito nos dois modelos ajustados. Conclusão: Os resultados deste estudo apontam para uma alta prevalência de idosos insuficientemente ativos no transporte e no lazer. Nesse sentido, o estudo favorece a realização de novas pesquisas, com a finalidade de identificar as possíveis barreiras pessoais e/ou ambientais para prática da atividade física, e com consequente promoção de atividade física para os idosos de Maceió.

Referência Espacial
Cidade/Município
Maceió
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
2011