Medicina Social / Saúde Pública

Sexualidade e Gênero de Adolescentes em Conflito com a Lei

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silvia Piedade de Moraes
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
SÃO PAULO
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescência
conflito com a lei
comportamento sexual
Resumo

Este estudo qualitativo buscou conhecer as Representações Sociais de adolescentes em conflito com a lei sobre sexualidade, com objetivos de identificar os comportamentos relativos à sexualidade, a orientação sexual recebida e as subjetividades emergentes da temática. Os sujeitos desta pesquisa foram nove adolescentes do sexo feminino em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto (liberdade assistida e prestação de serviço à comunidade) do Projeto GAIA do município de Guarulhos, São Paulo. O recorte etário da adolescência foi determinado com base no Estatuto da Criança e do Adolescente e na teoria de gênero que orientam a discussão sobre a construção da sexualidade feminina e suas subjetividades. A adolescência e a adolescência em conflito com a lei foram pautadas pelos pressupostos da Psicanálise. Os marcos conceituais e jurídicos da adolescência, adolescência em conflito com a lei, da sexualidade feminina e sexualidade na adolescência são apresentados como forma de ampliar a compreensão da trajetória e da transitoriedade de cada questão. Os pressupostos das Representações Sociais norteiam o percurso metodológico e a análise dos dados, assim como a teoria complementar do núcleo central. A categorização dos dados coletados por meio de entrevista com quatro questões norteadoras se apresenta em uma figura que materializa as Representações Sociais de adolescentes em conflito com a lei sobre sexualidade. Neste estudo ficou perceptível que as representações sociais das adolescentes em conflito com a lei sobre sexualidade se fez por meio de um núcleo central que considerou a sexualidade como o resultado da educação em sexualidade recebida por seus agentes. Encontrou-se um conceito amplo de sexualidade envolvendo afetividade, sexo biológico, prazer e com maior ênfase a relação sexual. Os comportamentos sexuais mostraram justamente tais concepções reelaboradas e aprendidas no contexto, revelando a importância para elas de estar na "normalidade", aprendida com os roteiros sexuais entre pares, instituição socioeducativa, escola, mulheres da família, parceiros, revistas e no dia a dia. A atividade sexual não está dissociada da intimidade, de vínculos duradouros e de afetividade, mesmo porque muitas adolescentes têm parceiros fixos de longa duração. A instituição de medida socioeducativa ganhou uma importância surpreendente no papel de educação em sexualidade, estando à frente da escola e da família, no entanto, os pares (amigos) mostraram maior influência na aprendizagem da sexualidade, porém, por onde também circulam informações incorretas e tabus. O prazer foi um elemento de representação ambíguo. Se por um lado algumas meninas enfatizaram a importância de ter prazer, outras narraram mais o aspecto de manutenção e prazer dos parceiros. A sexualidade das adolescentes está representada por alicerces de vergonha, medo, diferenças de gênero relativas ao prazer e a liberdade sexual, moralismo e uma visão negativa sobre a sexualidade feminina. As Representações Sociais estão ancoradas no discurso do século XVIII sobre uma sexualidade marcada pela égide médico-higienista transmitidas e reforçadas pelas subjetividades (nem sempre conscientes) pelos agentes da educação em sexualidade.

Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://oasisbr.ibict.br/vufind/Record/BRCRIS_d9bd66d84c022154792a1e8cc19bd214

AVALIAÇÃO DO ESTRESSE EM ADOLESCENTES EM FASE DE PRÉ-VESTIBULAR

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carine Teixeira Eleuterio
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
SÃO PAULO
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Stress Avaliação
Resumo

A adolescência é uma delicada fase do desenvolvimento, pois é conhecida por suas muitas transformações que exigem adaptação a situações e possibilitam que o adolescente se torne mais vulnerável ao estresse. O presente estudo tem o intuito de avaliar e analisar o nível de estresse em alunos pré-vestibulandos do terceiro ano do ensino médio de uma escola estadual da rede pública de ensino na cidade de Guarulhos, Estado de São Paulo. A amostra se compõe de 78 adolescentes, 52 participantes do sexo feminino e 26 participantes do sexo masculino. Os participantes encontram-se na faixa etária entre 16 e 18 anos, sendo a maioria, 51 participantes (65,3% da amostra) com 17 anos de idade. Os participantes responderam ao Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). Da amostra estudada, 39 desses adolescentes tinham o intuito de realizar o exame vestibular (Grupo 1) e 39 não a tinham (Grupo 2). Os resultados indicaram que o Grupo 1 apresenta 51,2% dos adolescentes na fase de exaustão e o Grupo 2 apenas 17,9% dos adolescentes encontram-se nessa fase. Há predomínio de sintomas psicológicos associados à condição de estresse nos adolescentes do Grupo 1, chegando a 79,5% de sintomas dessa natureza. Há predomínio de sintomas psicológicos nas mulheres, sendo a porcentagem de 71,2% da amostra feminina apresentou predominância de sintomas psicológicos. No Grupo 2, 46,1% dos participantes não apresentam sintomas de estresse, no Grupo 1, apenas 5,1% dos participantes não apresentaram sintomas de estresse. O grupo masculino apresenta 42,3% de participantes na fase de resistência, enquanto que as mulheres apresentam um nível de estresse mais grave, 48,1% encontram-se na fase de exaustão. Os dados sugerem que existe uma relação entre estresse e o exame vestibular. Sintomas de estresse elevados na adolescência podem causar danos à saúde e prejudicar o aprendizado do aluno. Devido a isso, é importante que esse estresse seja diagnosticado e controlado, objetivando-se a saúde e o alcance de condições adequadas para uma aprendizagem com qualidade, bem como um desenvolvimento sadio.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011

Atitudes Sociais em Relação à Inclusão - Perspectivas e Reflexões a partir das Opiniões de Professores da Rede Municipal de Guarulhos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ingrid da Silva Ricomini
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Educação Inclusiva
Escala de Atitudes
Resumo

Neste trabalho buscamos conhecer por meio da aplicação da Escala de Atitudes Sociais em relação à inclusão (ELASI, forma A) as atitudes sociais e opiniões das professoras da Educação Infantil e Ensino Fundamental da rede municipal de ensino de Guarulhos/SP frente à inclusão. De modo complementar, também realizamos um levantamento amostral do número de crianças com deficiência matriculadas no município de Guarulhos/SP no período entre 2010 e 2011. Os questionários da ELASI foram aplicados por meio da digitalização da escala em um sistema de preenchimento online, acessível através do endereço eletrônico do Centro Paulista de Neuropsicologia - CPN.Os dados epidemiológicos foram obtidos junto à Secretaria Municipal de Ensino de Guarulhos. De modo geral, os resultados com relação à Elasi demonstram que não houve diferenças significantes entre os escores das professoras da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. No entanto, em enunciados específicos houve maior significância para as respostas mais favoráveis em relação à inclusão pelas professoras da Educação Infantil. Quanto ao levantamento amostral, não houve mudanças significantes na matrícula de alunos com deficiência no período analisado.

Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010 a 2011

O Olhar Etnográfico e o Contato Intersubjetivo. Posicionamentos entre Pesquisadores de Universidades do Estado de São Paulo que têm o Sujeito Surdo e a Educação de Surdos como Objeto de Estudo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ivo Dias Alves
Sexo
Homem
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Sujeitos surdos
pesquisadores
educação
Resumo

Trata-se de um estudo do comportamento auditivo e sua relação com fatores estressores e desempenho escolar de crianças matriculadas no 5 ano da rede publica de ensino da cidade de São Paulo. O objetivo do trabalho é verificar, comparar e associar o comportamento auditivo com o desempenho acadêmico e os fatores estressantes de escolares matriculados no 5º ano do Ensino Fundamental I com idade entre 9 à 11 anos.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
N/I

Universidade, Extensão e Sociedade: um estudo das ações na área da saúde na UFSCar

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Regina Lourenço de Barros
Sexo
Mulher
Orientador
Vera Alves Cepeda
Ano de Publicação
2015
Programa
Gestão de organizações e sistemas públicos
Instituição
UFSCAR
Página Final
96
Idioma
Português
Palavras chave
Extensão universitária
Saúde
Desenvolvimento
Ensino superior
Resumo

A extensão universitária é um meio de comunicação entre a universidade e a sociedade, permitindo que a academia entre em contato com a realidade e participe da resolução de problemas sociais contribuindo assim, para o desenvolvimento local e nacional. Desenvolvimento significa não apenas crescimento econômico, mas inclui transformações na sociedade visando uma melhoria da qualidade de vida das pessoas. Nesse sentido, a saúde tem participação essencial na conceituação de desenvolvimento e as universidades - notadamente a UFSCar - têm atuado nessa direção através de ações extensionistas ligadas ao campo da saúde. Com base nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar as atividades de extensão universitária efetuadas na área da saúde pela UFSCar, no campus São Carlos com foco nas atividades realizadas no Departamento de Medicina (DMed) para avaliar sua contribuição para o desenvolvimento da cidade de São Carlos. A pesquisa foi desenvolvida apoiando-se em um levantamento e identificação do conjunto das atividades extensionistas ligadas à saúde entre 2004 e 2014, registradas no canal de informação ProExWeb da Pró- Reitoria de Extensão da UFSCar. A seguir, foi feita a análise dos registros das atividades específicas do DMed para se verificar os diferentes tipos de ações desenvolvidas e seu potencial de contribuição para a melhoria da qualidade de saúde dos moradores de São Carlos. Como resultado da pesquisa observou-se que a UFSCar, através da extensão realizou uma quantidade muito grande de atividades relacionadas à saúde nesse período. O número dessas atividades veio crescendo progressivamente ao longo do tempo nos vários departamentos diretamente ligados à formação de profissionais da área da saúde, com destaque especial para o Departamento de Medicina (DMed) que iniciou suas ações em 2006 e que produziu importantes ações relacionadas à saúde no município de São Carlos desde a implantação do curso de Medicina. Como conclusão pudemos inferir que as ações extensionistas da UFSCar no setor saúde, especialmente as realizadas pelo DMed foram muito intensas no período estudado e se concretizaram a partir de atividades variadas que contribuíram para a formação, promoção, prevenção, recuperação e reabilitação na área da saúde do município de São Carlos.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2014
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8481?show=full

Percepções dos Profissionais da Saúde acerca da Violência Sexual Intrafamiliar contra Crianças e Adolescentes

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ramos, Martha Lucia Cabrera Ortíz
Sexo
Mulher
Orientador
Landin, Tatiana Savoia
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Educação e saúde na infância e adolescência
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Violência Sexual Intrafamiliar
Profissionais Saúde
Criança
Resumo

Este trabalho teve como objetivo conhecer as percepções dos profissionais de saúde acerca da violência sexual perpetrada contra crianças e adolescentes no contexto intrafamiliar. Trata-se de um estudo qualitativo de investigação, realizado por meio de entrevista semiestruturada. A pesquisa foi realizada em uma unidade de saúde do município de Guarulhos, referência em atendimento a casos de violência sexual. Foram entrevistados 16 profissionais de saúde. Os dados foram interpretados através da análise de conteúdo, que apontou para 4 categorias temáticas : 1. Sobre a violência sexual intrafamiliar; 2. A criança e adolescente vitimados 3. Enfrentamento da violência sexual; 4. Sentimentos vivenciados pelos profissionais de saúde. A violência sexual contra crianças e adolescentes é percebida pelos profissionais entrevistados como um problema complexo, presente em sua prática cotidiana, sendo constatada principalmente a partir da queixa e dos sinais físicos presentes no corpo da criança. As explicações sobre a violência sexual giram em torno da psicopatologia do agressor; das condições socioeconômicas das famílias, onde a pobreza seria também responsável por este agravo, assim como a baixa formação educacional dessas famílias. Também foram identificados nos discursos dos profissionais de ambos os gêneros a responsabilização da mulher-mãe pela violência sexual cometida contra a criança. A análise demonstrou que os profissionais se deparam com uma série de dificuldades entre as quais relatam a falta de capacitação para o acolhimento e atendimento, falta de espaço adequado para receber esta demanda, falta de profissionais como o psicólogo e o assistente social que auxiliem no encaminhamento destas situações. Em relação aos sentimentos que desperta este tipo de violência, estão tristeza, impotência, raiva, os quais estão fundamentados na ideia de inocência da criança, por sua condição especial de desenvolvimento,  o que torna este tipo de violência mais grave e reprovável quando perpetrada contra a criança que quando perpetrada contra o adolescente. A análise das entrevistas permite refletir também sobre o papel dos serviços de saúde na abordagem destas situações, haja vista que  a atenção em casos de violência sexual intrafamiliar está direcionada principalmente àqueles de extrema gravidade, o que dificulta a percepção mais ampla por parte do profissional. Os discursos evidenciam não só a necessidade de capacitação como também de um cuidado maior para com estes profissionais, que não só atendem estas situações, mas que em seu cotidiano se deparam com tantas outras pelas quais se vêm afetados física e emocionalmente e que influenciará na maneira de lidar com essa criança atendida e sua família. O atendimento interdisciplinar é fundamental devido às características deste tipo de violência que exige o olhar cuidadoso de diversas áreas. Neste sentido as discussões em equipe são necessárias não só para dissipar dúvidas sobre a suspeita, mas para dividir a responsabilidade, haja vista a complexidade que envolve este tipo de violência.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
(N/I)

A Fisioterapia na Inclusão Escolar de Crianças com Paralisia Cerebral : uma discussão sobre o que dizem as famílias, os fisioterapeutas e os professores

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Elisangela dos Anjos Paula Vieira
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Paralisia Cerebral
Inclusão Escolar
Educação
Fisioterapia
Resumo

Este trabalho investiga o significado da ação da fisioterapia com crianças portadoras de paralisia cerebral em processo de inclusão escolar para mães, professoras e fisioterapeutas envolvidas nos processos de atendimento e inclusão escolar das crianças. Desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa, soma contribuições recentes do campo da educação e da fisioterapia, respectivamente, sobre a inclusão escolar e sobre a participação da fisioterapia neste processo, assim como contribuições da psicologia histórico-cultural sobre a constituição social dos sujeitos e de suas falas. A construção dos dados deu-se a partir da realização de entrevistas semiestruturadas realizadas com um grupo de nove sujeitos (três mães, três fisioterapeutas e três professoras) vinculados às três crianças em processo de atendimento fisioterapêutico e inclusão escolar, contatadas em instituição de atendimento em reabilitação médica sediada em São Paulo (SP). A discussão elaborada na articulação de falas dos entrevistados e elementos estudados sobre a participação da fisioterapia nos processos de inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral ressalta a importância das significações atribuídas a esta participação; aos modos de sua compreensão e valoração implicados nas ações de fazer ou receber essa ação; e aponta para a qualidade de relação atual entre os campos da fisioterapia e educação, problematiza os modos atuais dessa relação, posiciona-se a favor de uma relação mais promissora entre esses campos, uma relação que possa contribuir de forma qualitativamente diferente para a educação e o desenvolvimento das crianças com deficiência, para o processo político de sua inclusão escolar, bem como também enfatiza a necessidade de ampliação e problematização, no campo da fisioterapia, dos estudos sobre o tema.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011

Opiniões sobre os Direitos da Criança e do Adolescente no Distrito de Lajeado/São Paulo - 2011

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nascimento, Deise Fernandes do
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Infância. Juventude
ECA
Direitos Fundamentais
Resumo

O presente trabalho é resultado da pesquisa e da reflexão sobre os direitos da criança e do adolescente, a partir do cotidiano dos sujeitos que lidam diretamente com crianças e adolescentes no município se São Paulo, mais precisamente que atuam no distrito do Lajeado, zona leste da cidade. Buscou-se investigar a circulação de opiniões sobre os direitos da criança e do adolescente. Este estudo favorece um novo olhar em relação às regiões periféricas, que comumente são tidas como lugares desprovidos de conhecimento acerca dos direitos da criança e do adolescente. A pesquisa desvelou como as várias instituições configuram modos particulares de produção e circulação de opiniões sobre o tema a partir do ponto de vista da periferia. As opiniões explicitadas pelos entrevistados, não se trataram de falas isoladas, mas caracterizam um pensamento coletivo, marcado por uma cultura com raízes de desvalorização social para crianças e adolescentes que vivem em situação de pobreza. As particularidades do distrito do Lajeado não impediram compreender o ECA, assim como a situação de pobreza não impossibilitou a organização popular em busca da efetivação dos seus direitos. O ECA é permanentemente violado e esta pesquisa mostrou que ultrapassar essa situação significa necessariamente ampliar a consistência da esfera pública em relação às crianças e adolescentes. A metodologia utilizada foi a da pesquisa qualitativa, com entrevistas semi-dirigidas, questionários e com a incursão etnográfica nos locais abordados.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Lajeado
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011

Percepção de médicos da estratégia de saúde da família do município de São Paulo: o cotidiano do trabalho médico sob a gestão de organizações sociais

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ballarotti, Bruna
Sexo
Mulher
Orientador
Junqueira, Virginia
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Coletiva
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
SUS
Organização Social
Estratégia de Saúde da Família
Gestão
Resumo

Trata-se de um estudo qualitativo que teve como objetivo identificar percepções de médicos contratados por Organizações Sociais (OS) na Estratégia de Saúde da Família do município de São Paulo, sobre a as formas de gestão e as relações com seu cotidiano de trabalho. No que concerne ao método, a busca pelos sujeitos da pesquisa se deu através da técnica de snowball sampling, e foram realizadas entrevistas a partir de um roteiro semi-estruturado. Utilizou-se a técnica de análise de conteúdo para as transcrições. Como resultado, foram entrevistados cinco médicos, que trabalharam em três regiões, sete distritos da cidade de São Paulo e cinco diferentes OSs. Quatro dos cinco entrevistados são médicos com especialização na área de Saúde da Família, apresentando, portanto, um perfil de identificação com o trabalho realizado na atenção primária à saúde. Da análise das entrevistas, foram extraídas as categorias de relações trabalhistas, gestão, organização do trabalho e democratização. Considerou-se, ao final, que no geral as percepções dialogaram com a literatura em diversos temas: multiplicidade de vínculos dos médicos no Brasil, incluindo vínculos concomitantes no serviço público e no serviço privado; a ausência de uma gestão da força de trabalho adequadamente voltada para o SUS e para a ESF; a alta rotatividade presente na ESF; as contradições entre a defesa formal das OSs - como modelo de gestão mais eficiente para o SUS - e o cotidiano no qual a maior parte dos entrevistados não referiam vantagens; as limitações de infraestrutura; os limites à autonomia dos trabalhadores; a sobrecarga de trabalho; o processo de trabalho sob formatos de gestão verticalizados e rígidos; a avaliação e supervisão do trabalho principalmente sob a égide de metas quantitativas definidas em nível central; a relação conflituosa com as metas, ora naturalizadas, ora burladas; ameaças sobre os trabalhadores para alcançar a meta; a qualidade do serviço não ser abordada no cotidiano; a existência de espaços para discussão que tinham poder de decisão limitado; o descumprimento da diretriz de democratização das relações de trabalho no SUS. Mais pesquisas são necessárias, com a finalidade de reunir elementos para análise de que SUS se está construindo na prática, para além dos números mostrados pelas organizações sociais, gestões municipais e federal.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47891

TECENDO O COTIDIANO COM FINOS FIOS: A CONSTRUÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA NO SISTEMA DE SAÚDE DE JOÃO PESSOA/PB

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
ALINE BARRETO DE ALMEIDA NORDI
Sexo
Mulher
Orientador
GEOVANI GURGEL ACIOLE DA SILVA
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Idioma
Português
Palavras chave
Atenção Básica
gestão em saúde
redes de atenção à saúde
sistema único de saúde
saúde pública
Resumo

O objetivo desta tese é analisar a implementação da Atenção Básica no SUS de João Pessoa-PB, no período compreendido entre 2005 e 2012. Além disso, pretende-se: conhecer a história da gestão de saúde do referido município na implementação da Atenção Básica; caracterizar atores, conteúdo, contexto e processo da sua implementação; apontar evidências da articulação entre gestores, trabalhadores e usuários; levantar possibilidades e caminhos na produção de vida e cuidado. Caracteriza-se como uma investigação de cunho qualitativo, de caso único e em processo. Para tanto, foram realizadas entrevistas individuais semidirigidas aos gestores (n=6), aos trabalhadores (n=15) e aos usuários do SUS (n=9) de João Pessoa e grupo focal com os apoiadores matriciais (n=6). A análise utilizou a abordagem hermenêutica-dialética, a partir de duas grandes categorias: História da gestão em saúde na implementação da Atenção Básica; A implementação da Atenção Básica no cotidiano dos sujeitos envolvidos. A investigação permitiu reconhecer e desvelar os diversos nós da rede de saúde, em particular na Atenção Básica. O processo micropolítico envolve encontros, negociações e conflitos presentes no cotidiano de trabalho dos diversos sujeitos envolvidos. Foi imperativo avaliar que o diálogo e a horizontalidade no planejamento e implementação das ações, a construção de redes de encontros e possibilidades e da gestão democrática são fatores críticos de sucesso na implementação das políticas a nível local.

Referência Espacial
Cidade/Município
JOÃO PESSOA
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Paraíba
Referência Temporal
2005 a 2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2901879