Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Family and Favela: the reproduction of poverty in Rio de Janeiro

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Pino, Julio Cesar
Série
Contributions in Latin American Studies ^n n.10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
Westport ^b Greenwood Press
Página Final
193
Idioma
Inglês
Palavras chave
Família
História das Politicas Governamentais para as Favelas
Parques Proletários
Participação da População
Resumo
Examina o mundo dos pobres na cidade do Rio de Janeiro, através do prisma da família durante uma geração - início dos 40, final dos 60 -, focalizando as comunidades de 3 favelas: Praia do Pinto, Brás de Pina e Jacarezinho. Considera que as famílias faveladas apresentavam os mesmos traços de outros lares brasileiros da época: famílias pequenas e nucleares. Contesta as suposições de que a desorganização familiar predominasse entre os pobres urbanos, uma vez que essas comunidades mostravam uma realidade dinâmica. A Praia do Pinto foi abandonada e demolida muitas vezes, para renascer e dar à luz outras favelas; os moradores de Brás de Pina protegeram seus lares da demolição, e depois colaboraram com as autoridades municipais para trazer serviços urbanos à comunidade; Jacarezinho, através do trabalho incansável de seus moradores, tomou a forma de uma minicidade nos anos 60. A tese afirma que a consciência de classe desses favelados se baseava no local de moradia e não no lugar de trabalho, o que pode ser atestado pela forte resistência ao despejo e pelo esforço em conquistar melhorias - equipamentos urbanos, sobretudo - para as suas comunidades. Conclui que, conscientes de sua missão política, os favelados desempenharam um importante papel nos cenários políticos municipal, estadual e nacional.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Brás de Pina
Outras referências espaciais
Jacarezinho
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1930-1969

Mulheres Faveladas: com a venda nos olhos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Salem, Tania
Sexo
Mulher
Título do periódico
Perspectivas Antropológicas da Mulher
Volume
1
Ano de Publicação
1981
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
49
Página Final
99
Idioma
Português
Palavras chave
Família
Identidade da Mulher Favelada
Resumo

Procura desvendar como é pensada e construída a identidade feminina nos estratos sociais de baixa renda, através de depoimentos obtidos pela técnica de história de vida com 17 mulheres da Rocinha. A remontagem das trajetórias biográficas girou, fundamentalmente, em torno da temática familiar, mostrando esse domínio como espaço privilegiado a que está referida sua auto-imagem. Como pano de fundo, presença constante das miseráveis condições de existência dessas populações, era freqüente durante os depoimentos, as entrevistadas recorrerem à sorte e ao destino como elementos explicativos para sua situação de vida. O artigo sugere a possibilidade de estabelecer uma relação de sentido entre esse fenômeno e a inserção específica dessas mulheres na família e na hierarquia social. Mais precisamente, o artigo considera que a indeterminação, consubstanciada no apelo a categorias mágicas como expedientes explicativos, em larga medida se fundamenta na dupla determinação que caracteriza o universo investigado - de classe e de gênero - que, reforçando-se mutuamente, resultam na pequena margem de controle que essas mulheres afirmam sentir sobre sua existência.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1979-1980

Projeto Registro da História da COOPMANH: contribuição aos programas de habitação popular

Tipo de material
Relatório Técnico
Autor Principal
Luna, Marlucio
Ano de Publicação
1992
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Instituição
Cooperativa Mista e de Consumo dos Moradores de Nova Holanda
Página Final
192
Idioma
Português
Palavras chave
História das Políticas Habitacionais para as Favelas
Cooperativa Habitacional
Resumo
Resultado do projeto Registro da História da COOPMANH: contribuição aos programas de habitação popular, que resgata a memória oral de moradores da favela Nova Holanda e apresenta elementos colhidos durante a pesquisa. Faz um histórico do processo de favelização no Rio de Janeiro, abordando a expansão das favelas e as ações governamentais. Analisa as medidas de remoção adotadas pelo governo Carlos Lacerda a partir de 1960, destacando a criação das casas de triagem (CMP's) e o trabalho da Fundação Leão XIII. Discorre sobre as dificuldades de integração social resultantes da remoção dos moradores de diversas favelas com destino ao CMP-3 - Nova Holanda -, onde permanecem em sua grande maioria pela impossibilidade financeira de transferência para os conjuntos da COHAB. Observa que cabia à Fundação Leão XIII administrar o CMP e gerenciar a ocupação das casas de madeira. Trata da ameaça de remoção trazida pelo Projeto Rio, em 1979, da organização da CODEFAN pelos moradores para estabelecer um diálogo com o BNH e das melhorias urbanas realizadas. Examina a organização popular no local a partir de 1970, que culmina com a organização da Associação de Moradores - AMANH, correspondendo ao início do declínio do poder da Fundação Leão XIII e ao começo da luta pelo saneamento básico, urbanização, eletrificação, educação, saúde e habitação. Finalmente, o relatório aborda a fundação de uma cooperativa habitacional (COOPMANH) a partir do trabalho da associação de moradores.
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Esqueleto
Logradouro
Macedo Sobrinho
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

Os Cariocas Estão Mudando de Cidade sem Mudar de Território: Augusto Malta e a construção da memória do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moreira, Regina da Luz
Sexo
Mulher
Orientador
Marieta de Moraes Ferreira
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História Social
Instituição
UFRJ
Página Final
170
Idioma
Português
Resumo
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1903-1906

Sonho da Razão, Alegoria da Ordem: o discurso dos engenheiros sobre a Cidade do Rio de Janeiro no final do século XIX e início do século XX

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Kropf, Simone Petraglia
Título do periódico
Missionários do Progresso: médicos, engenheiros e educadores no Rio de Janeiro 1870/1937,
Volume
pp.69-154
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Diadorim
Idioma
Português
Resumo
Analisa a maneira pela qual os engenheiros pensaram a sociedade do seu tempo nos planos que elaboraram acerca do que deveria ser uma cidade ideal, bem como o lugar que nela ocupavam e que pretendiam ocupar. O corte cronológico delimita o período de maior intensidade desse debate, compreendido entre o primeiro plano sistemático de engenharia para o saneamento urbano, datado de 1874, e o governo Rodrigues Alves (1902-1906), quando foram executadas as obras para a reforma da capital federal. Procura-se evidenciar a capacidade dos engenheiros de representar a idealização de um projeto de ordem no discurso pelo qual constróem a cidade e reescrevem sua dimensão simbólica. É teoricamente suposto o olhar para a cidade como construção, enquanto o lugar onde se monumentalizam as relações sociais em um dado momento histórico. Essa perspectiva se insere na vertente metodológica de uma história cultural como concebida por Roger Chartier, que considera a especificidade do espaço próprio das práticas culturais. A análise toma por referência o universo dos membros das duas principais instituições de representação da categoria dos engenheiros na época, o Instituto Politécnico Brasileiro e o Clube de Engenharia, tendo como fontes para o estudo do seu discurso social as revistas publicadas por estas duas instituições entre 1867 e 1887, além dos pareceres elaborados por membros das comissões governamentais. O processo de modernização que se intensificava a partir de meados do século significou não apenas o alargamento do campo de inserção sócio-profissional dos engenheiros, mas também a constituição de sua identidade específica enquanto intelectuais, destacando-se nesse processo o papel homogeneizador da instituição escolar. A reforma que criou a Escola Politécnica do Rio de Janeiro expressou significativamente uma tendência ao pragmatismo na orientação acadêmica pela qual procurava-se legitimar o engenheiro como categoria social e intelectual distinta, pondo em destaque a preocupação de fazer da ciência um saber instrumental e operatório, voltado para atender às demandas do ritmo crescente de desenvolvimento econômico e social. Essa concepção se opunha à valorização da retórica e do saber livresco do grupo intelectual então dominante dos bacharéis, assumindo contornos especiais a partir da influência positivista, que valoriza o intelectual como agente legítimo para encaminhar as reformas necessárias à sociedade. Embora afirmassem a pretensão de organizar uma sociedade nova e diferente, a sua idéia de transformação se baseava no aprimoramento técnico das forças materiais da nação, não correspondendo a mudanças efetivas nas relações políticas e sociais estabelecidas. Os engenheiros partem da busca por uma representação exata e detalhada do espaço urbano baseada em teorias higienistas que identificam no meio a fonte direta dos males físico e moral dos homens. No sem entender, era necessária uma ação racionalizadora, a exemplo da empreendida pelo Barão de Haussman em Paris, apoiada no princípio do movimento, encarregado de romper os obstáculos da estagnação e da desordem normatizando todos os elementos constitutivos do espaço urbano. Acrescenta-se a esse modelo a visão da cidade como um organismo enfermo, dependente da ação dos profissionais adequados, os engenheiros, para restabelecer-se. Em seu discurso, alicerçam a composição dos elementos da cidade sob a nova forma de uma cidade ideal, baseada nas idéias de uniformidade, retilinidade, proporcionalidade e visibilidade. O primeiro elemento urbano a ser normatizado seria a rua, que deveria assumir uma forma retilínea e uniforme em sua largura, justificando-se esta afirmativa não somente nos aspectos técnicos dos melhoramentos materiais proporcionados, como também na sua função social pedagógica de guia para os hábitos e costumes da população. Em seguida, a praça, seguindo os mesmos princípios, é valorizada como importante fator para o embelezamento da cidade e gerador de saúde e movimentação da população. A lógica da racionalidade científica fundamenta e legitima uma clara estratégia de controle sobre os diferentes espaços de sociabilidade da população, em suas dimensões pública e privada, reforçando a certeza absoluta de que a direção de quaisquer ações envolvidas no planejamento das cidades deveriam ser centralizadas nas mãos dos engenheiros. Nesse sentido, observa-se que o esvaziamento da esfera do político implícito no ideal da gestão técnica da vida pública foi um forte elemento de continuidade entre a suposta ordem tradicional e o modelo instituído na Primeira República. A concepção segundo a qual a conservação da ordem é tida como precondição essencial do progresso justificou a permanência da lógica da exclusão ainda no que se refere ao tratamento dispensado aos conflitos sociais.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1874-1906

Missionários do Progresso: médicos, engenheiros e educadores no Rio de Janeiro 1870/1937

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Kropf, Simone Petraglia
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Diadorim
Página Final
224
Resumo
Reúne trabalhos que têm como objeto os campos da medicina, da engenharia e da educação no período compreendido entre o final do século XIX e o início do século XX. Guardadas as especificidades próprias a cada campo, pode-se dizer que seus agentes, no processo de busca pela legitimação de sua identidade enquanto grupo, construíram para si e reinvindicaram perante a sociedade o papel de articuladores do processo de modernização da sociedade brasileira. Foram privilegiadas as representações produzidas no discurso desses grupos, isto é, os princípios, valores e esquemas de percepção através dos quais cada grupo pensava a si próprio e atribuía sentido ao mundo em que vivia, para sublinhar a especificidade dessa produção enquanto dimensão instituinte e configuradora da própria realidade. Destaca-se a sua atuação enquanto intelectuais como agentes fundamentais do processo de afirmação da ordem social. Através de seu discurso reformador, contribuíram decisivamente para a legitimação do modelo de sociedade que então se implementava. São ressaltados alguns aspectos em comum entre esses campos: 1) tinham na cidade do Rio de Janeiro enquanto capital federal não só o espaço físico que os congregava, mas sobretudo o espaço privilegiado de representação desse projeto nacional, lugar simbólico capaz de materializar os conteúdos constitutivos do seu modelo de sociedade; 2) seu discurso apresentava a firme disposição de ultrapassar as fronteiras internas de seus campos profissionais e dirigir-se ao conjunto da sociedade, visando persuadi-la a tomar como legítimos e necessários os princípios por eles idealizados; e 3) embora tivessem a pretensão de reformar a nação, seu discurso expressava o compromisso com a manutenção da ordem tradicional sobre a qual se estruturava a sociedade brasileira, pois a idéia do progresso colocava como sua condição de viabilidade a reprodução da ordem. Foram levadas em conta também as especificidades de cada campo tratado, manifestas especialmente no tipo de intervenção por eles proposta, através de instrumentos e mecanismos próprios. A medicina preconizava uma constante atuação tecnopedagógica junto à sociedade associada a uma intervenção biológica que buscava, em última instância, através da regeneração física e moral do indivíduo, promover a normatização do corpo social. Os engenheiros acreditavam na modernização técnica, por meio de obras e intervenções, como concretizadora do progresso no próprio espaço físico da nação, sendo a reforma social a conseqüência necessária da implementação de novos e aperfeiçoados suportes materiais para o desenvolvimento. Os educadores, finalmente, defendiam a renovação do antigo ensino tradicional/religioso de modo a conformar as mentalidades, ou seja, preparar os indivíduos para um novo ritmo urbano-industrial. Os ensaios visam a contribuir na avaliação dos mecanismos pelos quais a modernidade institui-se no país como um processo que implicou, efetivamente, em inúmeras transformações, mas que recolocou como dimensão fundamental dessas transformações o compromisso com a reprodução de uma ordem social de caráter autoritário e excludente.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1870-1937

Favela e Religião: um estudo de caso (inserção e socialização de crianças e jovens nas atividades religiosas católicas)

Tipo de material
Relatório Técnico
Autor Principal
Medina, Carlos Alberto de
Ano de Publicação
1968
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Instituição
CERIS
Página Final
283
Idioma
Português
Palavras chave
Criança
Diferenciação Interna
Religiosidade Popular
Resumo

Observa relações entre a igreja católica e a população favelada, na favela da Rocinha. Resgata a história desta favela bem como a história da ação social de sua capela. O relatório descreve os elementos que determinam a participação de crianças e jovens da favela nas atividades da igreja. Examina o catecismo oferecido pelas irmãs missionárias, analisa as características dos seus participantes, a participação de crianças no catecismo e dos jovens nas atividades da capela. Em anexo apresenta os setores internos da favela, a história da igreja na localidade, tabelas, mapas do crescimento da população, da distribuição dos domicílios dos não-comungantes e dos participantes de um dos grupos religiosos; além de gráficos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1960

O Jeitinho, ou a Arte de Ser Mais Igual do que os Outros

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Barbosa, Lívia Neves de Holanda
Título do periódico
Ciência Hoje,
Volume
v.7, n.42, mai.
Ano de Publicação
1988
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Resumo
Análise antropológica do significado simbólico das categorias jeitinho e jeitinho brasileiro na sociedade brasileira. Enquanto o jeitinho seria um drama social no qual se atualizariam valores específicos relativos ao individualismo, o jeitinho brasileiro seria um elemento de identidade nacional no qual se sintetizaria um conjunto de relações e procedimentos que os brasileiros perceberiam como próprios, independentemente de a ele se poder atribuir uma valorização positiva ou negativa.
Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado

Anjos sobre a Cidade: a criança de favela em seu mundo de cultura

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gouvea, Maria Cristina Soares de
Sexo
Mulher
Orientador
Eliane Marta Santos Teixeira Lopes
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Educação
Instituição
UFMG
Página Final
264
Idioma
Português
Resumo
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Localidade
Favela Nossa Senhora Aparecida
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1988-1990
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/FAEC-86UJ5U

Negócios e Ócios: história da imigração

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Fausto, Boris
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo ^b Companhia das Letras
Página Final
230
Idioma
Português
Resumo
Trta-se de uma história familiar na qual o autor, em certo ponto, torna-se figura central da narrativa. Relta um pouco da imigração, da cidade de São Paulo da década de 20 até o início dos anos 50, do mundo dos negócios do café, da sociedade escolar, etc. Toma por base, principalmente, sua memória dos fatos e o relato dos parentes.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo