Modo de vida, imaginário social e cotidiano
The Brazilian Jeitinho: an exercise in national Identity
Comida, amília, Dança e Transe (sugestões para o estudo do Xangô)
A Igreja do Povo
Herdeiras do Axé: sociologia das religiões afro-brasileiras
A Realidade Social das Religiões no Brasil: religião, sociedade e política
O Palacete Paulistano. O processo civilizador e a morada urbana da elite do café (1867-1914-18)
A sobreposição do processo civilizador urbano sobre o Brasil agrário, com raízes na tradição colonial escravocrata, levou a mudança dos costumes e com ela, dos usos da casa, surgindo um novo morar. Na cidade de São Paulo, assistiu-se a esse movimento, desde o terceiro quartel do século passado, graças à sua participação na chamada divisão internacional do trabalho, proporcionada pela economia de exportação baseada na monocultura do café e comandada em nível nacional pelos fazendeiros e demais empresários do café. Trabalhou-se com a casa mais rica e ampla da cidade, partindo da habitação das famílias escravocratas, isto é, do sobrado e da chácara semi-rural. Algumas famílias de empresários do café que ai residiam passaram a viver em palacetes, tipo de habitação luxuosa que se multiplicou pela cidade a partir de fins do século. A ferrovia representou o início de um processo que levou a uma nova morada, instigando e resolvendo a interrupção do morar anterior. A abolição da escravidão constituiu um corte com referência ao modo de vida tradicional; foi o grande marco divisório entre o binômio sobrado-chácara, de um lado, e o palacete, de outro. Captou-se a transição do morar tradicional ao urbano, por sua vez, característico das cidades industriais européias do século XIX.