Solo urbano

Descentralização e seus Paradoxos: uma perspectiva paulistana

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Martins, Maria Lucia Refinetti
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
A descentralização vem sendo mundialmente apresentada como estratégia benéfica ao desenvolvimento de assentamentos humanos melhores e sustentavéis,potencializando a democratização da sociedade e a prestação de serviços de maneira mais eficiente e adequada.Tais princípios constam da Lei Orgânica do Município de São Paulo, de 1988, bem como do documento final do HABITAT II , da ONU, de 1996.No entanto , o que se observa hoje na cidade de São Paulo , é que , por um lado, as determinações da Lei Orgânica, criando Sub Prefeituras e Conselhos Regionais não foram regulamentadas e, por outro, se evidencia, cada vez mais, a utilização das Administrações Regionais ( unidades locais da cidade) como de secundária importância na decisão dos rumos da cidade e espaços privilegiados de barganha política e sustentação do prefeito, desacreditando a ação descentralizada.A partir dessas contraposições, o texto aborda o tema da descentralização, sua fundamentação, seu significado e implicações na gestão da cidade, observando-a historicamente em São Paulo e comparando a situação desta e de outras cidades .Ítens desenvolvidos : Introdução ; A descentralização como tema da década de 90; A cidade de São Paulo; São Paulo, por que descentralizar;Circunscrevendo o paradoxo; as muitas peças de um quebra-cabeça- o quadro político, o quadro administrativo, Região Metropolitana; Conclusões.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990

Centros Urbanos: decadência e identidade uma relação inversa

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Souza, Celia Ferraz de
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
O texto analisa a tendência de descaracterização e decadência dos centros urbanos de nossas cidades, levando progressivamente a perda de identidade coletiva por parte da população. O aparecimento de novas centralidades nos bairros, o deslocamento de atividades, como comércio e serviços de padrão mais elevado para esses novos centros, o afastamento das elites, descaracterizando a área central, não só como a zona de moradia, mas também, como ponto fulcral das necessidades de todos, acaba por transforma-lo e local de insegurança social e consequentemente, de baixo nível de conservação e preservação do patrimônio arquitetônico e urbanístico. O surgimento e proliferação de comércio informal no centro tradicional, cuja freqüência aumenta dia a dia, visando atender a população só de passagem, com baixo poder aquisitivo, tem contribuído para que os centros, hoje, estejam entrando em processo de degradação, ação, que deveria ser revertida o mais breve possível.Foi a apartir do centro histórico, que a cidade se desenvolveu, tornado-se, não só o local de maior referência de todas as pessoas, que aqui sempre se encontram, trocaram idéias, exerceram suas práticas sociais construiram equipamentos e serviços, e principalmente, foi aqui que cada um marcou sua época, registrando-o a na memória, passando para seus descendentes e criando através dos tempos a identidade coletiva da cidade. O espaço urbano não é um objeto aleatório, sem referências que se possa intervir a qualquer momento na sua organização, para atender a qualquer nova solicitação, sem levar em conta a condição humana de quem o habita.Trata-se ao contrário, do espaço, vivido, espaço da cidade, construído por várias gerações que por aí foram deixando suas marcas, refletindo, então, o modo de viver de toda uma sociedade, em seu processo histórico. Não considerar esse aspecto é ignorar esse percuso de tempo e espaço, deixando de lado todas as representações sociais, criadas através da história. Propor uma análise mais ampla que não só aracional, mas que trabalhe com as representações e com as imagens que conformam a identidade coletiva é o objetivo geral desse trabalho, visando basicamente a recuperação dos centros através da Reabilitação.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Área Temática
Referência Espacial
Brasil
Habilitado

The Production of Popular Prseidential Land Developments in Belo Horizonte, Brazil

Autor Principal
Costa, Heloisa Soares de Moura
Ano de Publicação
1983
Local da Publicação
Londres
Instituição
The Architetural Association School of Architeture,Council for National Academic Award
Página Final
291
Resumo
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais

O Rio-Cidade e a Superposição de Modelos

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Madeira, Luis Carlos
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
O projeto Rio Cidade é responsável por uma pequena , embora notável , transformação da realidade urbana carioca.Este projeto reflete recentes experiências internacionais no campo do planejamento, sobretudo aquelas focalizadas em Barcelona, que servem de base justificativa para esta e outras estratégias locais de intervenção.Essas estratégias se inscrevem em um modelo de planejamento representado pelo Plano Estratégico, que possui características distintas do modelo anterior, e ainda em vigor, representado pelo Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro.Incorporado ao discurso de legitimação sobre a necessidade do Plano Estratégico, está uma visão de mundo encarado como a eclosão do Moviménto Pós-Moderno, caracterizado em especial pela crítica ao urbanismo modernista, pela descrença na eficácia dos grandes planos e pelo fortalecimento dos movimentos de resistência cívica, a partir da restauração democrática plena, que contribuem para o retorno da confiança no desenho enquanto instrumento de ação urbanística.Mesmo reconhecendo a importância do Plano Diretor(1) , essa nova tendência no planejamento, defendida por vários teóricos colaboradores , parece estar suplantando aquele que representa o modelo anterior , e é afirmada e desenvolvida não só por projetos como o Rio Cidade, mas também o Favela Bairro, o Rio Orla e ainda pela própria elaboração do Plano Estratégico que os articula e os legitima.A intenção dese artigo é o enfoque centrado na análise do Projeto Rio Cidade, e nas especificidades dos planos citados, caracterizar a superposição entre esses dois modelos.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

Habitação de Interesse Social nos Planos Diretores de Natal - 1984/1994: o desafio para incluir, a exclusão que permanece

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ataide, Ruth Maria da Costa
Sexo
Mulher
Orientador
Ilza Araújo Leão de Andrade
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
Natal
Programa
MCS/CCHLA
Instituição
UFRN
Página Final
220
Idioma
Português
Resumo
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
1984-1994

Planos e Diretores de Campinas e a Definição de Política Pública

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Nunes, José Horta
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário -História da Cidade e do Urbanismo
Resumo
Este trabalho se insere em um projeto intituladoO sentido público no espaço urbano, que tem como objetivo pesquisar práticas próprias da urbanidade.Visa-se compreender os processos discursivos que intervêm na simbolização do espaço e na espacialização do simbólico, e que produzem diferentes sentidos na esfera pública.Nosso objeto de estudo são os planos diretores tomados como discursos.Analisamos um conjunto de planos diretores da cidade de Campinas elaborados durante este século.O objetivo é explicitar de que modo nesses se constrói a noção de política pública.Trta-se de observar os enunciados definidores dos planos tendo em vista essa noção e de explicitar como se conformam aí lugar de significação para as práticas citadinas.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo

Cartografia Histórica de Belo Horizonte: a cidade e sua representação

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Gomes, Maria do Carmo Alvarenga Andrade
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
Muitas dificuldades cercam hoje os pesquisadores que desejam consultar a documentação cartográfica produzida sobre a cidade de Belo Horizonte, nesses cem anos de história e evolução urbana. Além da grande perda já detectada pela falta de uma política de preservação para documentos públicos e privados de uma maneira geral, os acervos existentes encontram-se dispersos em inúmeras instituições, sem condições de consulta e em mau estado de conservação. Objetos marcadamente funcionais, os mapas e plantas urbanas antigos são quase sempre considerados documentos obsoletos, desvalorizados pelo comprometimento das informações frente á dinâmica dos processos históricos e pelo permanente avanço das técnicas de representação e reprodução das imagens. Desconhecidas do historiador, defasados para o geógrafo e o administrador público, esses registros muitas vezes só foram preservados pelo próprio esquecimento. Por outro lado, muitos exemplares, felizmente conservados, demonstram a forte carga informativa desses documntos, mapas singulares ou seriados, artísticos ou técnicos, produtos de diferentes momentos de se conceber e representar a cidade. O Atlas Histórico de Belo Horizonte, publicado em 1997, surgiu como uma oportunidade de se reunir alguns desses documentos e confontá-los, suscitando análises tanto da evolução espacial da cidade como das formas de representá-la, em sintonia com as novas concepções historiográficas, que defendem a diversificação das fontes e a busca de novos e insuspeitos testemunhos. Podemos falar de duas formas de se abordar os documentos iconográficos, dentre os quais podemos incluir os documentos cartográficos: como objetos específicos de pesquisa histórica e como fontes para a mesma. No elenco de mapas e cartas urbanasque constituem a herança cartográfica de Belo Horizonte, produção relativamente recente, forjada essencialmente neste século, de imediato parece predominar a abordagem como fonte. Isto porque, à medida em que as técnicas de representação de padronizam mais e mais e que os meios mecânicos e digitais propiciam a produção de documentos mais precisos, fiéis à realidade concreta retratada, acentua-se a carga informativa dos mapas enquanto fonte de pesquisa, enquanto sua leitura como artefato humano carregado de subjetividade empobrece.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais

O Bucólico e o Pitoresco em Cidades do Interior de São Paulo

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Bortolucci, Maria Angela
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Campinas
Descrição Adicional
V Seminário História da Cidade e do Urbanismo
Idioma
Português
Resumo
Neste trabalho são apresentados registros iconográficos de cidades da região outrora conhecida como Campos de Araraquara (atualmente constituída pelas cidades de Araraquara, São Carlos, Descalvado, Bocaina, Brotas, Itirapira, Ibaté, Santa Lúcia, Analândia, entre outras). Através da utilização de fotos e plantas, são abordadas questões sobre traçado urbano, inserção de edifícios públicos e residenciais na paisagem (com suas tipologias e influências arquitetônicas); e a apropriação destes espaços. A motivação para a elaboração deste trabalho se deve a um interesse particular no estudo desta região, já manifestado em outras pesquisas desenvolvidas pelos autores. O tema apresentado se mostra bastante pertinente em vista da rapidez com que são incorporadas as novidades do mundo atual. Neste sentido, reside o empenho dos autores , quando se mostram preocupados com os rumos das cidades cafeeiras dos Campos de Araraquara, diante deste processo de globalização, que poderá, facilmente, levar as sociedades mais fragilmente constituídas à subordinação econômica, social e, principalmente, cultural. Desta forma, foram identificadas situações de permanência de antigos costumes no cotidiano destas cidades, apesar das influências externas, vindas através da televisão, entre outros meios de comunicação, que estimulam a globalização cultural. Ainda assim, foi possível constatar que são preservados hábitos antigos, que hoje ganharam uma conotação pitoresca na dinâmica da cidade.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
São Carlos
Brotas
Santa Lúcia
Brasil
Habilitado

Mercado Imobiliário: um olhar sobre a dinâmica urbana recente da Região Metropolitana de Porto Alegre

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Barcellos, Tanya M. de
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
Caxambu
Página Final
15
Descrição Adicional
27õ Encontro Anual da ANPOCS
Resumo
O texto proposto situa-se no campo de abrangênciada pesquisa Desigualdades socioespaciais na RMPA, e tem por finalidade trabalhar algumas questões relativas à análise do mercado imobiliário na RMPA na última década. Mais especificamente, são investigadas as tendências recentes da produção imobiliária de caráter empresarial, procurando entendê-la enquanto componente fundamental da dinâmica intra-urbana e ressaltar sua relação com a configuração das diferenciações sociais que marcam o espaço metropolitano. A abordagem tem por base os dados censitários dos anos de 1991 e 2000, que fornecem material para a definição de indicadores sobre algumas dimensões relativas ao padrão habitacional (tipo de moradia; número de dormitórios nos domicílios e a condição de ocupação dos domicílios; bem como as mudanças nos valores do aluguel), e os dados levantados pela Fundação Metropolitana de Planejamento (Metroplan), prefeituras e pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) sobre loteamentos e produção imobiliária, que permitem desenhar um panorama sobre o comportamento do setor imobiliário (loteamentos aprovados, metragem de áreas vistoriadas, lançamentos imobiliários segundo a zona e o número de dormitórios, preço do metro quadrado construído pos área da região, e localização dos investimentos imobiliários por tamanho da empresa incorporadora/construtora).
Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Porto Alegre
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
Década de 1990

Segregação Urbana e Desigualdade Social: Estado, mercado imobiliário e dinâmica socioespacial

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Moysés, Aristides
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
Caxambu
Página Final
24
Descrição Adicional
27õ Encontro Anual da ANPOCS
Resumo
O presente trabalho procura compreender a formação do espaço urbano de Goiânia, cidade planejada nos anos 30 para ser a capital do Estado de Goiás. Goiânia, que desde a sua concepção resulta de um projeto político marcado pela intervenção do Estado, representa hoje a efetiva modernização do Centro Oeste. Com 1.093.000 habitantes (IBGE, 2000), Goiânia, a exemplo das metrópoles brasileiras apresenta uma expansão urbana marcada por processos de segregação urbana (condomínios fechados horizontais) e crescentes bolsões de miséria que se localizam em seus bairros periféricos. Ambas formas de ocupação são típicas de processos segregatórios no/do contexto da cidade. A polarização social e a busca de segurança instauram nas cidades os chamados 'condomínios fechados'. Parece evidente, que esta nova maneira de habitar a cidade, concedida pelo poder público, constitui uma solução menos democrática, na medida em que segrega em vez de unir, desobrigando o Estado do cumprimento de deveres para com a população. Esses condomínios interferem nas formas urbanísticas da cidade, no desenho arquitetônico e nas dimensões sociopolíticas no que tange ao direito à cidade, como processo seletivo de apropriação desigual, ocasionando a privatização do espaço público, privatização de segurança, de infra-estrutura básica, conseqüentemente, em processos de isolamento e uma certa 'autonomização' com relação à cidade. Interferem, também, no contexto da região metropolitana de Goiânia. Não podemos deixar de mencionar o papel do capital imobiliário e do Estado da formatação da cidade.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Brasil
Habilitado
UF
Goiás