Processos de urbanização

Em obras: os trabalhadores da cidade de São Paulo entre 1775 e 1809

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Amália Cristovão dos
Sexo
Mulher
Orientador
Lanna, Ana Lucia Duarte
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2013.tde-05072013-111920
Ano de Publicação
2013
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Obras públicas
São Paulo(SP) colonial
Trabalhadores
Resumo
Nosso trabalho parte da contraposição às imagens de pobreza e isolamento da São Paulo colonial para problematizar a cidade tomando suas atividades econômicas, a construção da cidade e seus habitantes, a partir de suas questões próprias e não apenas em comparação à prosperidade de outros contextos históricos ou de outras regiões da colônia. Nesta dissertação, mostramos que a exploração econômica e a defesa militar exercidas pelos paulistas articulavam-se na formação de uma rede de vilas, cidades, capitanias e continentes, que mobilizavam sua população e definiam seu modo de vida. Para demonstrar essa hipótese, circunscrevemos como objeto de pesquisa a cidade de São Paulo, entre os anos de 1775 e 1809, analisada por meio das obras públicas que a construíram e reconstruíram. Para discutir as questões referentes à construção do espaço e à população da cidade, utilizamos como fontes primárias principais os seguintes conjuntos documentais: atas das reuniões da Câmara, correspondências dos capitães-generais, maços de população (recenseamentos do período), mapas e os registros de obras públicas municipais contidos na documentação de receitas e despesas da Câmara - esse último grupo conta com cerca de 500 manuscritos inéditos, em que constam informações sobre os participantes e as atividades nos canteiros. A articulação desses dois temas - espaço e população - por meio da análise dos s à luz das questões levantadas permitiu-nos ampliar o entendimento sobre o crescimento da cidade e as relações entre seus habitantes, desfazendo as imagens de uma cidade esvaziada e de ocupação tipicamente rural. O elemento central dessa revisão são os trabalhadores de obras públicas, que se identificavam por sua atividade profissional, configurando um campo de trabalho próprio, com empreitadas frequentes. A formação desse campo só foi possível por conta das estratégias de transmissão de saberes e práticas, que ocorriam no interior das casas e no próprio canteiro. A Câmara, espaço central de decisões políticas, completava o quadro de lugares desse processo, no qual incluímos ainda escravos, agregados e mulheres, que cumpriam funções indispensáveis. Por fim, as disputas e diferenciações entre os habitantes e os espaços da cidade conduzem-nos à conclusão de que a cidade de São Paulo, no final do período colonial, não pode ser compreendida de outra forma, senão por suas características majoritariamente urbanas.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
1775-1809
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-05072013-111920/pt-br.php

Produção urbana da cidade contemporânea: os rebatimentos morfológicos dos condomínios urbanísticos e loteamentos fechados de alto padrão da Avenida Professor João Fiúsa e Rodovia José Fregonesi no tecido urbano de Ribeirão Preto/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Figueira, Tânia Maria Bulhões
Sexo
Mulher
Orientador
Buzzar, Miguel Antonio
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.102.2013.tde-26062013-170244
Ano de Publicação
2013
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Condomínios urbanísticos de alto padrão
Intervenções urbanas contemporâneas
Lógica econômico-cultural
Loteamentos fechados de alto padrão
Produção social da cidade contemporânea
Resumo

O trabalho analisa as dinâmicas territoriais contemporâneas e os fluxos de metropolização promovidos em áreas de expansão urbana, tendo como estudo Ribeirão Preto, cidade de médio porte localizada no interior do estado de São Paulo/Brasil. O município, com área de 650,955 Km², apresenta 604.682 habitantes, conforme o censo de 2010 promovido pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. É um dos principais parques agroindustriais brasileiros compondo a terceira região de maior relevância econômica do estado de São Paulo - principal região econômica do país -, com um produto interno bruto per capita igual a 28.100,52 reais [sendo o produto interno bruto per capita brasileiro igual a 21.252,41 reais, segundo o mesmo censo]. O período entre a década de 1980 e os anos 2000 foi marcado por um extraordinário desenvolvimento econômico da região de Ribeirão Preto com desdobramentos na urbanização de seu território contíguo. De forma semelhante ao que ocorreu nas principais metrópoles brasileiras, a cidade passou a produzir e experimentar situações urbanas decorrentes das novas lógicas de organização econômica e social, com particular articulação em relação aos interesses imobiliários. A lógica do mercado imobiliário, coligada ao modelo de acumulação vigente nos últimos quarenta anos - marcado pela financeirização da economia -, possui rebatimentos na configuração do espaço urbano. A privatização de frações consideráveis do território, principalmente em áreas de expansão, apresenta-se como produto e preceito da conformação espacial atual, colaborando para o acirramento de processos de segregação morfológica e social dos ambientes urbanos e de transformação dos valores públicos e culturais. Este modelo de expansão, cindido da conformação histórica da cidade e alimentado pela flexibilização da legislação urbana, cria condições para o surgimento de problemas que associam um desenho urbano tributário da iniciativa privada a processos de gentrification. A resultante é uma urbanização dispersa, contudo, conectada à estrutura urbana existente por um viário que estimula o transporte individual em detrimento de sistemas coletivos. O problema de tal constituição urbana não está no fato de responder às demandas provenientes do novo modelo de acumulação, mas sim de reduzir-se apenas a isso, voltando-se exclusivamente às dinâmicas econômicas e, portanto, estando divorciada das dimensões políticas e de cidadania da sociedade. O trabalho busca compreender as novas produções em curso dos espaços urbanos, investigando as privatizações de áreas significativas do território de Ribeirão Preto: os condomínios urbanísticos e loteamentos fechados de alto padrão [de usos habitacionais e mistos] localizados em áreas de expansão urbana, particularmente implantados em regiões adjacentes à Avenida Professor João Fiúsa e à Rodovia José Fregonesi [SP-328], os quais parecem prescindir do conceito de cidade conformada historicamente, produzindo no limite [e contraditoriamente] um urbanismo sem cidade.

Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Logradouro
Rodovia José Fregonesi
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Logradouro
Avenida Professor João Fiusa
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1980-década de 2000
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-26062013-170244/pt-br.php

Projetos de habitação popular como projetos de cidade moderna: os conjuntos habitacionais dos IAP na Grande São Paulo de 1930 a 1964

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferrari, Camila
Sexo
Mulher
Orientador
Negrelos, Eulalia Portela
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.102.2013.tde-06062013-145853
Ano de Publicação
2013
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade moderna
Habitação popular
Institutos de aposentadoria e pensões
Urbanização de São Paulo
Resumo

Neste trabalho propomos a análise dos conjuntos habitacionais empreendidos pelos Institutos de Aposentadoria e Pensões entre os anos de 1930 e 1964 na então Grande São Paulo dentro da concepção de cidade moderna, ou seja, como projetos que, para além de moradias, sustentavam o caráter de projetos urbanísticos, inseridos no processo de urbanização paulistano. A partir da revisão e delimitação do marco teórico foi feita a caracterização de projetos de cidades modernas e projetos de habitações populares e, ainda, da urbanização da cidade de São Paulo. Foram realizadas visitas técnicas aos conjuntos habitacionais dos IAP, além de levantamentos em fontes primárias e secundárias a respeito destes empreendimentos. Consideramos, tomando nossos estudos, que é possível compreender que, no âmbito da produção dos IAP, a cidade que se construiu com a implantação destes conjuntos habitacionais foi (ou poderia ter sido) a cidade moderna.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1930-1964
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-06062013-145853/pt-br.php

A experiência construtiva na obra de Arnaldo Martino: treze projetos residenciais

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bronsztein, Maressa
Sexo
Mulher
Orientador
Sampaio, Maria Ruth Amaral de
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2013.tde-08082013-162313
Ano de Publicação
2013
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
293
Idioma
Português
Palavras chave
Análise formal
Arquitetos brasileiros
Arquitetos paulistas
Arquitetura moderna
Arquitetura paulista
Resumo

Este trabalho vêm apresentar a biografia de Arnaldo Martino. A partir da apresentação cronológica de parte de seus projetos, pretendemos descortinar sua obra, permeada por breves contextualizações, inserindo o arquiteto, na história recente da arquitetura paulista. Expondo suas principais formas de atuação profissional, em seu escritório, como docente e nos órgão de classe, onde o fio condutor é a produção do arquiteto. Embasado em um breve apanhado histórico do programa da casa urbana paulista, estudamos mais detidamente treze residências projetadas pelo arquiteto, entre 1965 e 2003, construídas em São Paulo e no Loteamento Patrimônio do Carmo, cujo projeto de implantação também é do Arnaldo. Com base nestas análises detectamos algumas características de sua obra, transformações e permanências em sua síntese projetual. Por fim, um breve balanço das possíveis causas desta vasta produção de inquestionável qualidade que ainda está por descortinar. Como trata-se de um primeiro estudo sobre Arnaldo Martino e sua obra, a maior parte das fontes empregadas são primárias, geradas a partir da digitalização das pranchas originais do acervo do arquiteto, utilizadas ora como ilustração, ora para redesenho das residências selecionadas para análise, que também foram visitadas produzindo um ensaio fotográfico atual. Com isso pretendemos diminuir uma lacuna na historiografia da arquitetura moderna paulista, e da FAU-USP, revelando a obra de um importante nome do período, que muito contribuiu para a arquitetura enquanto obra, e para o projeto como disciplina autônoma.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Loteamento Patrimônio do Carmo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1965-2003
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-08082013-162313/pt-br.php

Construção, arquitetura e configuração urbana de Campinas nas décadas de 1930 e 1940: o papel de quatro engenheiros modernos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Zakia, Sílvia Amaral Palazzi
Sexo
Mulher
Orientador
Agostino, Mario Henrique Simao D
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.16.2012.tde-19092012-143705
Ano de Publicação
2012
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arquitetura moderna
Arquitetura neocolonial
Art déco
Ensino de arquitetura
Exposição Brazil builds
Resumo
O trabalho analisa como a produção arquitetônica e a atuação política de quatro engenheiros contribuiu para o processo de modernização espacial da cidade de Campinas nas décadas de 1930 e 1940. O período estudado coincide com o momento de elaboração e implantação do Plano de Melhoramentos Urbanos, desenvolvido pelo urbanista Prestes Maia, sob encomenda do poder municipal. Entre o grupo restrito de atores envolvidos no projeto de modernização da cidade, destacou-se a participação dos engenheiros Eduardo Badaró, Hoche Néger Segurado, Lix da Cunha e Mário Penteado. O primeiro, funcionário da prefeitura, foi responsável pela implantação do plano, e os demais representavam os escritórios de engenharia mais operosos da cidade. Estuda a forma como a produção arquitetônica desses engenheiros foi realizada e investiga os fatores envolvidos no processo de sua constituição: referências artísticas e conceituais influenciadas pelos ecos tardios do embate teórico entre modernos e acadêmicos, travado nas primeiras décadas do século XX e que motivou engenheiros e arquitetos na busca por novos paradigmas inspirados nas vanguardas europeias; os meios materiais tendo no concreto armado um novo definidor do sistema construtivo; a herança das formações acadêmicas distintas; os jogos econômicos atrelados à industrialização da cidade; as estratégias políticas para a legitimação da implantação do plano de modernização urbana; as ações dos recém-fundados órgãos de classe no processo de afirmação da categoria profissional e, por fim, as demandas e aspirações de suas clientelas. Ao abordar as circunstâncias que envolveram a transformação do espaço urbano, tendo como corresponsáveis esses profissionais, a investigação dá ensejo a uma reflexão sobre ideias de modernidade que ultrapassam o campo das artes, que não obedecem a uma linha evolutiva homogênea e, sobretudo, que reconhecem a existência de várias categorias arquitetônicas, representantes das muitas correntes envolvidas em um processo de modernização mulltifacetado.
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
década de 1930-década de 1940
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-19092012-143705/pt-br.php

A presença alemã na construção da cidade de São Paulo entre 1820 e 1860

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Baldin, Adriane de Freitas Acosta
Sexo
Mulher
Orientador
Lefevre, José Eduardo de Assis
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.16.2012.tde-26062012-120300
Ano de Publicação
2012
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Artífices
Engenheiros
História urbana - São Paulo
Imigração alemã - São Paulo
Resumo
Este trabalho pretende aclarar a participação de engenheiros e artífices alemães, na construção da cidade de São Paulo, entre 1820 e 1860. Para tanto, foram utilizados s referentes à imigração e obras públicas, como fontes principais da pesquisa. A imigração de povos germânicos para São Paulo teve três momentos importantes, até meados do século XIX. A primeira entrada de imigrantes alemães ocorreu em 1828 e foi subsidiada pelo governo imperial. Tinha por objetivo colonizar o interior, próximo à capital. A imigração de 1838, organizada por João Bloem e financiada pelo governo provincial, tinha o intuito de trazer artífices para construção de estradas e para trabalhar na siderúrgica de Ipanema, em Araçoiaba da Serra. Naquela ocasião, pretendeu-se montar uma companhia de operários, com esses profissionais. A terceira fase do processo imigratório de povos germânicos se deu na década de 1850, quando o governo provincial auxiliou financeiramente a Casa Vergueiro, para angariar agricultores, para as fazendas do interior do estado, e artífices, para montar a segunda companhia de operários da construção civil da província. Esses profissionais foram protagonistas da construção da cidade de São Paulo, na década de 1850, período em que se investiu consideravelmente em reformas urbanas na capital. Em termos quantitativos, é expressivo o número de alemães que atuaram na década de 1850 em São Paulo, no ramo da construção civil, trazendo melhoramentos urbanos importantes. O que de relevante foi feito nesse período, tanto no âmbito da infraestrutura urbana, como em arquitetura ou projeto, teve participação fundamental desse grupo de imigrantes. Podemos afirmar que engenheiros e artífices alemães atuaram em todos os setores da construção civil, em São Paulo, elaborando mapas da cidade, projetando edifícios públicos, propondo novas soluções para o abastecimento de água, construindo pontes, ou simplesmente trabalhando como artífices tecnicamente bem preparados.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
1820-1860
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-26062012-120300/pt-br.php

Práticas de apropriação e produção do espaço em São Paulo: a concessão de terras municipais através das cartas de datas (1850-1890)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Elisangela Maria da
Sexo
Mulher
Orientador
Bueno, Beatriz Piccolotto Siqueira
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2012.tde-25072012-153053
Ano de Publicação
2012
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Câmara Municipal
Concessões
Datas de terra
Espaço urbano
Estrutura fundiária
Resumo

As Cartas de Datas de Terra são s fundamentais para o estudo da história da estrutura fundiária da cidade de São Paulo. Herança do período colonial persistente durante quase todo o século XIX, trata-se do meio de solicitação à Câmara de um lote de terreno no rossio - patrimônio municipal. A presente pesquisa tem por objetivo desvendar os mecanismos teóricos e práticos através dos quais esses lotes foram concedidos após a lei nº 601 de 1850, a Lei de Terras. Para tanto, analisamos quarenta anos de práticas camarárias na tentativa de quantificar e qualificar os requerentes, espacializar as áreas de maior incidência das concessões, buscando verificar um possível padrão na distribuição dos lotes. A pesquisa acompanha todo o processo de transformação da terra em ativo financeiro em substituição ao escravo, cobrindo o período de 1850 a 1890, balizas cronológicas correspondentes respectivamente à Lei de Terras e ao Registro Torrens. O Registro Torrens estabeleceu novos procedimentos para o cadastramento de terras, viabilizando dessa forma a criação de uma base hipotecária sólida. Com a consolidação do crédito, a terra tornou-se ativo financeiro. Três anos após a criação desse cadastro, as concessões de datas de terra foram extintas, sinalizando o final de um processo de domínio útil ou relativo da terra (concessão) ao domínio pleno (propriedade privada).

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1850-1890
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-25072012-153053/pt-br.php

Arquitetura pela torre: Avenida Paulista 1960-80 e Marginal do Rio Pinheiros 1980-90

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Mayra Simone dos
Sexo
Mulher
Orientador
Padovano, Bruno Roberto
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2012.tde-20072012-112804
Ano de Publicação
2012
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arquitetura moderna – Brasil
Edifícios de escritórios - São Paulo (SP)
Espaço urbano
Verticalização
Resumo
As construções em altura, desde as mais antigas civilizações até os dias de hoje, foram definidoras na constituição das cidades. Ao redor delas povos se uniram e passaram a viver em comunidade, como no caso de templos e castelos. A construção em altura indica, além da sagacidade do homem em buscar novas técnicas para a construção vertical, sua vontade em alcançar os céus e em construir algo que o represente. Hoje a torre já faz parte do universo das cidades, como solução para seu crescimento e ocupação. Se antes a sua relação com a cidade era mais simbólica, no mundo contemporâneo ela passou a fazer parte do cotidiano, nas atividades e relações pessoais, como uma continuação da dinâmica das cidades. Analisar a relação entre a torre e o espaço urbano e sua autonomia enquanto construção arquitetônica é o objetivo deste presente estudo, pautando-se pelas mudanças de paradigma que a arquitetura passou nas últimas décadas. Para tal estudo, apoiamos a abordagem em cidade de São Paulo, relacionando o seu crescimento e a mudança do seu centro de negócios com a arquitetura construída nestes locais. Utilizamos como recorte a Avenida Paulista entre as décadas de 1960 e 1980, onde num primeiro momento os edifícios foram construídos sob a luz da arquitetura moderna e depois podemos acompanhar a exploração da sua tectônica através do concreto armado. Num segundo momento elencamos os edifícios construídos na Marginal do Rio Pinheiros entre as décadas de 1980 e 1990, onde a globalização transformou o programa de atividades dos edifícios de escritório e a linguagem da arquitetura se mostrou mais internacionalizada.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Marginal Pinheiros
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Avenida Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
1960-1980; 1980-1990
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-20072012-112804/pt-br.php

Um ideário urbano em desenvolvimento: A experiência de Louis-Joseph Lebret em São Paulo de 1947 a 1958

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Roldan, Dinalva Derenzo
Sexo
Mulher
Orientador
Lira, José Tavares Correia de
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2012.tde-24072012-143330
Ano de Publicação
2012
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Economia e humanismo
História do pensamento urbanístico
História do urbanismo no Brasil
Lebret Louis-Joseph
SAGMACS
Resumo

O trabalho insere-se no estudo das visões e presenças estrangeiras na cidade de São Paulo no período procurando localizar o campo teórico e conceitual que embasa as proposições urbanísticas formuladas acerca de seu processo de modernização, desenvolvimento e metropolização. O foco recai no paradigma introduzido por Louis-Joseph Lebret de "Desenvolvimento Harmonizado" a partir da atuação nos países considerados do "Terceiro Mundo", no segundo pós-guerra, considerando seus conteúdos de inovação do ponto de vista da abordagem da problemática urbana, bem como o peso que teria na redefinição do campo urbanístico em São Paulo. A pesquisa tem como recorte específico a atuação e presença de Lebret na cidade entre 1947 e 1958.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1947-1958
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-24072012-143330/pt-br.php

Terras públicas e usos privados, áreas reservadas no parcelamento do solo: Estudo de caso para o município de Santo André

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pegurer, Cristina
Sexo
Mulher
Orientador
Reis Filho, Nestor Goulart
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2012.tde-14062012-162125
Ano de Publicação
2012
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Legislação
Loteamento
Terra pública (propriedade)
Santo André (SP)
Resumo

O presente trabalho trata das áreas reservadas para uso comum, nos projetos de parcelamento do solo urbano do município de Santo André, com o objetivo de analisar os atuais usos públicos ou privados dessas áreas, originalmente designadas como "bens de uso comum do povo". A abordagem do tema buscou estabelecer relação com os instrumentos de concessão de terras públicas, no período colonial e a partir do século XX, com as diversas leis que regulamentaram o parcelamento do solo urbano. Com esse quadro histórico, demonstra-se que, muitas vezes, os instrumentos legais privilegiaram os interesses privados, em detrimento do uso público. Para viabilizar a análise proposta, foram a princípio identificadas as áreas reservadas para uso comum nos loteamentos de Santo André, verificando-se posteriormente os usos cadastrados para essas áreas no banco de dados do município. Por outro lado, averiguou-se com especial atenção as áreas do município declaradas, por lei municipal, como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), observando se estas haviam sido designadas para uso comum, nos processos de parcelamento do solo. Os resultados da análise indicaram que muitas áreas reservadas para uso comum estão hoje destinadas a formas de utilização distinta da originalmente prevista.

Referência Espacial
Cidade/Município
Santo André
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-14062012-162125/pt-br.php