Modo de vida, imaginário social e cotidiano
Xstãos Novos Naturais do Reino e Moradores na Cidade do Rio de Janeiro (1650-1710)
Corpo e Alma dos Capoeiras no Submundo Carioca (cidade do Rio de Janeiro 1850-1890)
Tão Perto, Tão Longe: etnografia sobre relações de amizade na favela da Mangueira no Rio de Janeiro
Imaginário Humorístico e Modernidade Carioca
Destaca as modificações introduzidas ao longo do processo modernizador na cidade do Rio de Janeiro, mostrando como vão influir na dinâmica cultural e na percepção dos intelectuais. Analisa especificamente a modernidade carioca, a partir do imaginário construído pela intelectualidade boêmia e pelos humoristas cariocas na virada do século XIX para o XX , destacando a atuação do grupo nos cafés literários, revistas, conferências e salões de humor, enfatizando a sua articulação com as demandas da modernidade. Articula caricatura e modernidade, configurando-se aquela como uma das expressões significativas do moderno. Destaca a reflexão pioneira de Baudelaire sobre a importância da caricatura na arte moderna, em especial, na Espanha, onde a cultura do grotesco assume papel primordial. Enfatiza o impacto das revistas humorísticas ilustradas como vetor de informação e comunicação com o grande público. Mostra como uma das nossas vertentes modernistas vai inspirar-se no modernismo espanhol ("geração de 98") e hispano-americano, recorrendo à simbologia da dupla D. Quixote/Sancho. Utiliza a revista D. Quixote como "lugar de memória" para o grupo dos intelectuais humoristas cariocas. Discute ainda a questão da modernização urbana, a construção de uma memória nacional e historiográfica, inspiradas no humor.