Ongs e Terceiro Setor
Segundo Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil
O Campo do Ecologismo no Brasil: o fórum das Ongs
Educação Social e Educação Popular: o que é, o que faz, o que pretende
Favela Justice: a study of social control and dispute resolution in a Brazilian shantytown
A Vila Olímpica da Verde e Rosa
A Droga como Crime: discriminação racial? (Rio de Janeiro 1981-1999)
A Política de Mediação e o Atendimento de Agressores
Violência, Dinheiro Fácil e Justiça no Brasil: 1980-1995
Nos anos 1980 o Brasil conheceu um novo crescimento da criminalidade. Neste artigo, a autora defende a necessidade de entender essa onda recente de violência não apenas como efeito geológico das camadas culturais da violência costumeira no Brasil, mas dentro do panorama do crime organizado internacionalmente, do crime também ele globalizado, com características econômicas, políticas e culturais sui generis, vale dizer de um processo de acumulação de capital com poucos limites institucionais.
Crime Organizado e Crise Institucional
A conexão entre o crescimento da violência entre os jovens pobres e as transformações nas formas de criminalidade em torno do tráfico não foi feita por durante muito tempo. A recusa em aceitar que novas formas de associação entre criminosos mudaram o cenário não só da criminalidade, mas também da economia e da política no país, deixou livre o caminho para o progressivo desmantelamento nos bairros pobres do que havia de vida associativa, tão importante no direcionamento de suas demandas coletivas. Negar o caráter organizado da criminalidade contemporânea é negar a história. Assim apresentou-se desde os seus primórdios, no término do sistema feudal na Itália ainda durante o século XIX. E lá como cá, também foram os bandidos pobres e pouco importantes que sempre pagaram na prisão os crimes dos ricos ainda tão impunes.