Economia
Desemprego de Jovens: um estudo sobre a dinâmica do mercado de trabalho juvenil no Brasil
Este trabalho tem como objetivo analisar a estrutura do desemprego dos jovens no Brasil, procurando identificar os motivos da taxa de desemprego dos jovens ser muito superior à dos adultos. Apesar de sua importância, este tema tem recebido pouca atenção na literatura sobre o mercado de trabalho brasileiro. Na primeira na análise deste estudo, decompõe-se a taxa de desemprego em dois determinantes, duração média e taxa de entrada no desemprego de jovens, adultos e idosos; percebe-se que a duração do desemprego é praticamente a mesma para as três categorias, enquanto a taxa de entrada dos jovens é maior que a das outras duas, sendo, portanto, o determinante que faz com que o desemprego juvenil seja mais elevado que o de trabalhadores mais velhos; assim, com uma nova decomposição da taxa de entrada de jovens, verifica-se que cerca de 80% dessa taxa é composta de jovens que trabalharam. Outro método será o cálculo, para jovens e adultos, das matrizes de transição entre os estados do mercado de trabalho. Para avaliar a questão do desemprego dos jovens no Brasil, recalcula-se as taxas de desemprego de cada categoria, substituindo uma de cada vez nas matrizes, as probabilidades de transição da outra categoria; os resultados mostram a alta rotatividade dos jovens no mercado de trabalho. Com esses resultados, conclui-se que a causa do alto desemprego dos jovens não está na dificuldade em conseguir o primeiro emprego.
Burguesia e Legislação Social no Brasil (1917-1937)
Amazônica. O inferno vende ao celeiro do mundo?
O Campo da Economia
From Industrial Policy to Regional Local and Locational Policy: experience from Santa Catarina/Brazil
Condições Socioeconômicas, Polícia e Produção Criminal
Trabalhadores do Brasil: virem-se
Machado da Silva atenta-se neste artigo sobre as mudanças no mundo do trabalho ocorridas no terço final do século XX no Brasil, em especial na década de 1990 com o que ele chama de "produção da pobreza". O autor destaca o processo de "terciarização" e sua contrapartida social, o movimento de "desobreirização". Para o sociólogo, ambos os fenômenos são mais profundos do que a simples constatação da queda da participação econômica da indústria no emprego total e, portanto, devem ser compreendidos por meio de um debate mais amplo acerca das estruturas de mercado e seu aumento de "flexibilidade".