Gangues, Galeras e Quadrilhas: globalização, juventude e a violência
Estuda as diversas teorias que explicam o aparecimento de gangues, galeras, quadrilhas, enfim, grupos de jovens portadores de uma sub-cultura muitas vezes associados à violência urbana. Inicia pelo surgimento da teoria da desorganização social na escola de Chicago nos anos 20, passando pela teoria da frustração nos anos 60 e pela teoria do rótulo, todas criticadas pelo seu compromisso com o positivismo. Ressalta a divergência das teorias americanas com as européias, tanto inglesas quanto francesas, que apresentariam uma visão mais classista, aparecendo somente na Paris dos anos 70 estudos sobre as galères. Quanto ao Brasil, chama a atenção para a importância do esporte e dos torneios, concursos e desfiles carnavalescos na pacificação dos costumes. Finalmente, constata o esfacelamento das famílias e associações diante do pertencimento de seus membros a diferentes comandos, pela sua conversão às igrejas pentecostais ou, ainda, pelo processo de globalização da cultura, efetivado pela difusão rápida da indústria cultural de novos estilos de cultura jovem, transformando os jovens em consumidores de produtos especialmente fabricados para eles.