Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Silva, Lina Gorenstein Ferreira
Série
Coleção Biblioteca Carioca ^n Série Publicação Científica ^n v.39
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Secretaria Municipal de Cultura/Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural/Divisão de Editoração
Resumo
Discorre sobre uma parte da história do Rio de Janeiro que permanece na semi-obscuridade. Isto porque, se a investigação sobre a Inquisição ganhou fôlego a partir da década de sessenta, a ação do Tribunal do Santo Ofício sobre as suas principais vítimas, os cristãos-novos, e o papel que estes desempenharam na sociedade colonial brasileira têm sido raramente abordados pelos historiadores. Convertidos à força a fé cristã em todo o reino português em 1497 pelo rei D. Manuel, muitos cristãos-novos buscaram, desde o início da colonização, recomeçar suas vidas no Brasil. De inovador, o estudo sobre uma destas famílias, os Barros, através dos processos inquisitoriais. A leitura científica da documentação revela que muitos membros da família eram senhores de engenho, profissionais liberais e burocratas integrando, portanto, a elite econômica e pensante de seu tempo. A posição em que se situavam os cristãos-novos na sociedade colonial, mais que as razões de fundo religioso, parece ter sido o motivo principal para atrair o olhar do Santo Ofício sobre estas famílias, pois a inquisição não só confiscava os bens dos hereges, como sua vinda e permanência na colônia trazia todos sobre intensa pressão, funcionando como símbolo do poder metropolitano.
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Temporal
século XVIII