Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Indicadores Ambientais no Brasil; aspectos ecológicos de eficiência e distributivos

Autor Principal
Motta, Reinaldo Seroa da
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Resumo
Apresenta indicadores ambientais que não retratam somente os aspectos ambientais (degradação e exaustão dos recursos naturais), mas que também revelem a dimensão econômica (eficiência alocativa do uso dos recursos) e eqüitativa (distribuição dos custos e benefícios do uso dos recursos) das principais questões ambientais no Brasil. O objetivo é procurar indicar alguns aspectos que definam uma avaliação do grauh de sustentabilidade de uma economia brasileira. Analisa també,m os custos de saúde associados à poluição do ar. As doenças viunculadas a esse tipo de poluição afetam tanto as população populações ricas como pobres, ao contrário das doenças vinculadas à poluição hídrica, que afetam quase exclusivamente as populações pobres e particularmente as crianças. Conclkui tecendo considerações sobre o destino dos resíduos sólidos e a reciclagem com ênfase na dispartidade espacial (Norte-Sul) dos serviços de coleta de lixo.
Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado

Memórias de Ipanema: 100 anos do bairro

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Rouchou, Joële
Autor Organizador
Blanc, Lúcia
Ano de Publicação
1994
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Secretaria Municipal de Cultura, Assessoria de Projetos Especiais
Página Final
60
Idioma
Português
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

João do Rio: catálogo bibliográfico: 1899-1921

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Rodrigues, João Carlos
Série
Biblioteca Carioca ^n v.28
Ano de Publicação
1994
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Divisão de Editoração
Página Final
232
Idioma
Português
Resumo
O livro é um catálogo bibliográfico sobre as obras do escritor Paulo Barreto (João do Rio). Divide-se em três fases: primórdios (1988-1903); consagração (1903-1915), na qual relata sua participação nas inovações ïtecnicas da imprensa carioca; maturidade (1915-1921).
Autor do Resumo
Guido
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1899-1921

A Alma Encantadora das Ruas: crônicas

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Rio, João do
Código de Publicação (ISBN)
A Alma Encantadora das Ruas: crônicas
Série
Biblioteca Carioca ^n v.4
Ano de Publicação
1987
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural
Página Final
224
Idioma
Português
Resumo
Coletânea de crônicas sobre o cotidiano das ruas da cidade do Rio de Janeiro. Apresenta narrativas e personagens das ruas: tatuadores, marcadores de livros, pintores de tabuletas e inúmeros seres marginalizados, exercendo pequenas profissões que os tornam diferentes; modinhas, cordões carnavalescos, lunduns etc. Procura revelar esse Rio no qual convivem miséria e beleza, em que a desigualdade aparece como inesgotável fonte de pesquisa.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

João do Rio (uma Antologia)

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Martins, Luís
Ano de Publicação
1971
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Instituto Nacional do Livro/Sabiá
Página Final
192
Idioma
Português
Palavras chave
Depoimento de Jornalista
Resumo
Coletânea de contos, crônicas e reportagens de João do Rio, escritor que retratou, através de múltiplos aspectos, a vida carioca nas duas primeiras décadas do século XX. Um dos textos do livro, cujo título é Os Livres Acampamentos da Miséria, narra uma visita ao Morro de Santo Antônio.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Logradouro
Morro de Santo Antônio
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

Mulheres da Vila: prostituição, identidade social e movimento associativo

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Moraes, Aparecida Fonseca
Ano de Publicação
1995
Local da Publicação
Petrópolis ^b Vozes
Página Final
283
Idioma
Português
Resumo
Realiza uma abordagem sociológica sobre a questão da prostituição, tendo como estudo de caso a Vila Mimosa, Rio de Janeiro. Procura observar a prostituição pela ótica das relações de trabalho, vendo a prostituta como mulher trabalhadora, detentora de uma identidade profissional numa rotina de trabalho efetivamente estruturada, em oposição àqueles que entendem pela corruptela zona um sinônimo de confusão. Tem como objetivo central construir um objeto de pesquisa, um conhecimento diverso daquele formado pelo senso comum, que ilumine as lógicas sociais que dão sentido à atividade da prostituição. Procura recuperar as diversas formas pelas quais são definidas as prostitutas, a saber, quanto à faixa etária e aparência, à sua origem social, aos níveis de instrução, à cor, à vida familiar, à sua trajetória profissional, ao aspecto comportamental, observando os dados estatísticos relativos a estas classificações. Observa ainda o desenvolvimento do fenômeno da prostituição no âmbito da sua territorialidade, ressaltando conceitos como o espaço da profissão. Em sua última parte, quando aborda a questão do movimento associativo das prostitutas, dimensiona seu discurso político face a diversos problemas, como por exemplo, às políticas governamentais relativas à prevenção da AIDS.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Vila Mimosa
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Final dos anos 80

Políticas e Politesse na Cidade do Rio: a construção de uma ordem urbana

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Pechman, Robert Moses
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Descrição Adicional
IV Seminário História da Cidade e do Urbanismo - PROURB/FAU/UFRJ
Idioma
Português
Resumo
A partir da chegada da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, no começo do século XIX, um novo modelo de ordem começa a se esboçar. É que o sistema de controle da sociedade colonial, baseado nas Ordenações Filipinas, já não funcionava a contento na disciplinarização da irregularidade da seiva da jovem sociedade que se formava. À aparência de ordem, uma prática de desordem se impõem. Trata-se de uma sociedade que se urbaniza e ao fazê-lo traz à tona a necessidade de um padrão de ordenamento que ainda estava sendo inventado socialmente. Nessa nova sociedade onde o princípio regulador era dado à partir da sociabilidade cortesã, a politesse representou uma verdadeira estetização do cotidiano importando numa profunda mudança da aparência e dos hábitos da cidade colonial. A polícia nascida com a função de controle da urbanidade, vai aos poucos se reestruturando e passando a ter papel central na configuração do Estado brasileiro no sentido de preservação da ordem política. Para tanto, foi necessário enquadrar a cidade como espaço privilegiado, onde a ordem política era contestada. Pacto Social e Pacto Urbano se articulam revelando a importância de se compreender o processo civilizador, especificamente urbano, na constituição de uma ordem nacional.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

O Subúrbio e a Cidade: notas para uma geografia das escolas de samba no Rio de Janeiro (1920-1940)

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Fernandes, Nélson da Nóbrega
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Descrição Adicional
IV Seminário História da Cidade e do Urbanismo - PROURB/FAU/UFRJ
Idioma
Português
Resumo
Trata-se de estudo sobre os subúrbios do Rio de Janeiro e seu significado no imaginário da cidade. Nas referências e nos modelos tradicionais do Urbanismo o subúrbio tem sido visto como o lugar de trabalhar, subjugado à cidade, o lugar da festa e do mandar. Para José de Souza Martins essa perspectiva dicotômica entre o subúrbio e a cidade remonta ao absolutismo e ao poder colonial, sendo um modo de ver a geografia e a história da cidade onde o subúrbio não aparece em seu espaço e tempo, o que explica as raras exceções entre os pesquisadores que encontram no subúrbio algo além do lugar do silêncio e da falta de cultura. A modernização acentuou ainda mais este imaginário do subúrbio pois, segundo Lefebvre (1992: 16,17), um dos objetivos essenciais da estratégia de Haussmann em suburbanizar o proletariado era justamente afastá-lo do encontro, do sentido da obra e promover a alienação suburbana. É neste ponto que as escolas de samba interessam ao tema modelos e referências urbanísticas, porque elas são, em grande parte, uma obra produzida no subúrbio carioca. Seu desenvolvimento e ascenção no panorama cultural da cidade e da nação, o reconhecimento de que se trata do maior espetáculo da Terra, são fatos que demostram que, ainda que parcialmente, ao nível da cultura - o que não é pouco -, a estratégia de Haussmann, aqui reproduzida várias vezes, de enxotar as classes perigosas para as periferias e assim produzir o que Lefebvre chamou de urbanização desurbanizada e desurbanizante, fracassou. Fracassou porque aqueles que foram excluídos da obra, do encontro e do centro urbano foram capazes de recriar, nos subúrbios e nas favelas, o sentido da obra. E de lá, todo ano, descem em organizadíssimo exército do prazer para reconquistar a cidade pela via da festa, da arte e da cultura. Nestas notas para uma geografia das escolas de samba pretendemos fazer algumas indicações sobre a contribuição dos subúrbios cariocas ao processo de formação e desenvolvimento destas agremiações, observando os espaços vivenciados por seus atores, as relações estabelecidas entre eles, suas trocas e a rápida conquista da cena urbana alcançada por essa manifestação cultural.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1920-1940

Espaço, História e Tradição: o compound africano e a construção de identidade no Candomblé carioca

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Vianna, Hélio
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Descrição Adicional
IV Seminário História da Cidade e do Urbanismo - PROURB/FAU/UFRJ
Idioma
Português
Resumo
Comentando uma disputa sucessória num conhecido Candomblé do Grande Rio, um notável pai-de-santo afirmou, rejeitando a legitimidade do principal candidato, que este deveria comprar um lote e começar a construir seu próprio terreiro. Num livro de autoria deste mesmo líder religioso, dá-se especial destaque à estrutura e organização das Casas: enterra os axés, plantar as árvores sagradas, construir os espaços públicos e os de uso restrito (Rocha, A.M. Os Candomblés Antigos do Rio de Janeiro. Topbooks, 1994, cap.2). Trago estes comentários como introdução porque eles demostram uma tendência a tornar natural algo que foi historicamente produzido: nem sempre possuir terras e construir edículas dedicadas aos deuses africanos, sustentados pelos devotos a eles consagrados (as irmandades de quarto), foi pré-requisito para a realização dos ritos do Candomblé. Acompanhemos este problema seguindo o fio da cronologia. As fontes mais antigas apontam para a existência de batuques na periferia das cidades, especialmente em Salvador e no Rio de Janeiro. Via de regra, as autoridades policiais nada encontravam que pudessem caracterizar como delito. O fato é que nesta época, os principais líderes religiosos residiam no centro da cidade, deslocando-se, quando necessário, para locais periféricos onde realizavam suas festas de maiores proporções. Como especialistas intinerantes estes sacerdotes associavam-se, se necessário, para atuar em barracões de madeira cobertos de material vegetal (V. Pierson, D. Brancos e Pretos na Bahia, Ed. Nacional, 1971 [1973], p. 323, com foto). Sua parafernália sagrada, no entanto, permanecia nas residências urbanas, onde atendiam sua clientela (João do Rio, As Religiões no Rio, Nova Aguilar, 1976, p.19). Com a Abolição e a progressiva fixação de famílias de antigos escravos rurais nas cidades, podemos perceber, entre 1890 e 1930, uma mudança na situação: festas e obrigações passam a se realizar nas moradias urbanas, casas antigas em bairros populares e centrais, fartamente documentadas, no caso do Rio de Janeiro, por cronistas da cidade, como João do Rio e Luís Edmundo. Mas estes mesmos escritores nos ensinam como o culto se estendia para fora dos limites das residências, espandindo-se para áreas públicas: praias, jardins, pedras, encruzilhadas, reputadas como fortes, árvores que supostamente abrigariam espíritos poderosos. Ao tempo das reformas no Rio de Janeiro, do Bota abaixo, d'O Rio Civiliza-se, ocorre uma notável ruptura: as intervenções urbanísticas restringiram o uso ritual dos locais públicos e derrubaram quarteirões inteiros do centro urbano, deslocando os especialistas religiosos e tornando mais visíveis aqueles que não haviam sido diretamente atingidos.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro

Espacialidade Urbana e Poder no Rio de Janeiro

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Neder, Gizlene
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Descrição Adicional
IV Seminário História da Cidade e do Urbanismo - PROURB/FAU/UFRJ
Idioma
Português
Resumo
Este trabalho objetiva o estudo do processo de estruturação do sistema penal (que compreende a ação penal e judicial) no Brasil republicano, enfocando a conjuntura compreendida entre 1890 e 1940. Pretende-se analisar o processo histórico de construção de normas de (i)legalidades no imaginário social e político que informa a repressão e o controle social sobre o espaço urbano carioca. O pensamento jurídico-policial deu mostras de grande vigor e criatividade, culminando na formulação de uma ampla estratégia de controle social sobre os trabalhadores urbanos livres dos laços da escravidão. Destacamos o ano de 1917, com a convocação de um grande debate patrocinado pelo então Chefe de Polícia da Capital Federal, Aurelino Leal. As Conferências Judiciário-Policiais contaram com a participação de juristas e intelectuais que atuavam em diversas áreas. Nestas conferências foram debatidos temas como: infância abandonada, prostituição, jogo do bicho, agitação política. As conclusões das conferências sugeriram o disciplinamento do espaço urbano, sendo este dividido em zonas: de prostituição (definitivamente demarcado para a região do Mangue); de protesto político (deslocando as manifestações políticas do Largo de São Francisco para a Av. Central), para dar alguns exemplos. Demarcou-se também o espaço permitido (tolerado) da malandragem (Lapa e Estácio), duas regiões de passagem entre as áreas quilombadas da cidade (os morros, lugar de localização das populações pobres e negras) e a cidade européia. Identificamos a construção do paredão da ordem, delimitando as fronteiras destes espaços com a edificação de várias delegacias de polícia, quartéis e presídios. As fronteiras, erigidas do Largo da Lapa até o Catumbi, estabeleceram de forma sutil e alegórica, o território de cada grupamento étnico-cultural e apontaram o padrão hegemônico de atitudes e comportamentos face à problemática da alteridade.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro