Demografia
Ocupação e Qualidade de Vida na Rocinha
Leva em conta o processo demográfico e a situação ambiental, para mostrar que a elevada densidade populacional em áreas faveladas aponta para a referência população/espaço como inadequada. Aborda especificamente o caso da Rocinha para analisar os problemas da ocupação populacional do espaço nos morros, as conseqüências disso para a degradação do meio ambiente e as dificuldades para a solução do impasse da provisão de infra-estrutura básica aos habitantes da favela. Aponta a falta de um planejamento setorial da cidade com a finalidade de equacionar a ocupação racional dos espaços urbanos. Defende a proteção do meio ambiente vinculada à luta contra a pobreza material e social e, por conseguinte, a um planejamento urbano orientado para satisfazer objetivos sociais. Considera a questão da qualidade de vida, antes de tudo, como uma questão política. Afirma que uma urbanização autêntica necessariamente compreende melhorias no saneamento básico das favelas, e uma democratização capaz de tornar seus moradores parceiros, sujeitos sociais e políticos da vida na cidade. O artigo apresenta dois anexos: o primeiro corresponde a um manuscrito de Inácio de Almeida intitulado A Cidade de Latas; e o outro, uma pesquisa realizada pela FEEMA, sobre vários aspectos relacionados à favela e seus moradores.